G. TÜKETİCİ KANUNUNDA YAPILAN DÜZENLEMELER
II. Genel Ahlaka ve Adaba Aykırılık
Os professores participantes, além da disponibilidade em contribuir, demonstraram interesse em conhecer o enfoque do nosso estudo sobre o Piano Complementar. As respostas às questões objetivas que apresentamos foram, em sua maioria, expandidas em interseções com temas diversos, escolhidos livremente pelos nossos interlocutores. Obtivemos os resultados esperados na nossa sondagem para o conhecimento das formas de organização dos cursos e, especificamente, de inserção da prática musical ao piano como instrumento complementar na Graduação das escolas visitadas. Estes dados foram estreitamente conjugados pelos depoentes às suas diversas impressões, conclusões e vivências profissionais. Percebemos o envolvimento dos professores ao discorrerem sobre os temas que propusemos e outros derivados, nascidos de suas próprias preocupações, constatações ou perguntas. Os professores expuseram livremente suas opiniões sobre temas educacionais interligados, em seus aspectos positivos e negativos, tais como: as características dos processos seletivos para ingresso na Graduação, as carências e
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potencialidades dos estudantes, as organizações curriculares e concepções pedagógicas, as diferenças entre a escola pública e a particular em suas rotinas administrativas e estruturas organizacionais, as semelhanças entre os perfis dos discentes. Paralelamente às características individuais, os objetivos e as idiossincrasias dos alunos, o contexto das escolas e realidades sócio-ambientais foram focos que mereceram o interesse dos entrevistados.
Encontramos nas escolas visitadas formas mais próximas do modelo que defendemos para a integração do Piano Complementar à formação acadêmica30. A disciplina é obrigatória para a Licenciatura e para as habilitações em Regência, Composição e Canto do Bacharelado, na UNESP. Na FAAM repete-se esta concepção, com exceção do Canto, habilitação para a qual não se exige esta prática instrumental. Entretanto, ressaltamos que os professores de Piano Complementar que entrevistamos na FAAM julgam que esta não-exigência causa uma lacuna na formação dos cantores. Eles acreditam na necessidade de certa desenvoltura ao piano, motivo pelo qual avaliam que a disciplina deveria ser indispensável para o Bacharelado em Canto, opinião com a qual concordamos. O número de períodos obrigatórios do Piano Complementar - que precedem a Leitura de partitura ao Piano - diferencia-se, sendo mais alto para futuros regentes e compositores na FAAM (05) do que na UNESP (02). Mas, é importante registrar que, em ambas as instituições, além do piano, os alunos de Composição, Regência e Licenciatura devem integralizar créditos cursando períodos em outras práticas instrumentais. 31 Essas organizações expõem, no nosso ponto de vista, uma proposta pedagógica conectada com a realidade a as necessidades importantes da futura prática profissional dos estudantes destas áreas.
Encontramos diferentes avaliações dos docentes a respeito do formato das aulas de piano, coletivas ou individuais. Concordamos com a perspectiva de aulas individuais, pois o ritmo e as necessidades de cada aluno podem ser preservados. Esta abordagem se justifica ainda mais quando carga horária semanal prevista é de
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A Regência é única habilitação na EM UFMG na qual estão incluídos no currículo 02 semestres obrigatórios da disciplina. Conforme já discutimos e em consonância com as opiniões discentes que colhemos e analisamos neste capítulo, esta estrutura limita o número de vagas ofertadas e restringe oportunidades para uma formação que integra potencialidades.
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apenas 01 hora, ou até menos – 30 minutos – como é o caso da FAAM. Entendemos, por outro lado, que a aula coletiva detém inúmeras vantagens, como já expusemos em capítulos anteriores, desde que seja uma atividade a mais, ou outra disciplina reservada para performance e esteja resguardado o atendimento individual para o estudante.
O material didático e a adequação do repertório às necessidades dos alunos de Piano Complementar foram temas muito importantes para os professores. Os três entrevistados fizeram questão de expor suas preferências, avaliar e comparar as particularidades, tanto de determinadas publicações pedagógicas específicas para iniciantes, quanto de algumas obras da literatura pianística. As estratégias pessoais descritas revelaram o cuidado com o desenvolvimento de competências e habilidades, aliado ao crescimento musical dos alunos. Evidenciou-se a valorização atribuída às atividades de apreciação e performance nas aulas de Piano complementar, porém, a criação musical através do instrumento surgiu nos depoimentos como uma prática específica dos alunos do Bacharelado em Composição. Neste aspecto, a nossa proposta pedagógica diferencia-se por expandir as atividades de criação musical através do piano, estimulando-a entre alunos da Licenciatura e de quaisquer outras habilitações do Bacharelado. Acreditamos na integração das três grandes áreas do fazer musical – performance, apreciação e criação – com a inclusão de atividades criativas no ensino da música, desde a musicalização infantil até as especializações de uma formação acadêmica. Conforme nossas experiências, esta concepção de ensino é viável, resguarda os interesses individuais e atende às exigências dos vários percursos dos alunos na Graduação.
De forma geral, a participação dos professores convidados trouxe-nos oportunidades para conhecer concepções, com algumas diferenças e várias semelhanças, sobre o ensino da música em um curso superior. Em suas manifestações os professores foram enfáticos na exposição dos benefícios que o Piano Complementar agrega à formação dos alunos de Composição, Regência, Canto e Licenciatura. Todos eles acreditam que, embora restrita a estas áreas da formação musical nas estruturas curriculares, esta aplicabilidade é comprovadamente válida para qualquer percurso acadêmico que vise à formação musical abrangente e inter-articulada. Como observamos no estudo anterior que
focalizou os alunos, a valorização dada à discussão sobre o assunto refletiu-se na profundidade das reflexões apresentadas pelos colegas professores. Reinaldo Calegari, Regina Schlochauer e Cláudio Richerme compartilharam conosco muitas de suas experiências pessoais e profissionais, demonstrando um envolvimento que também suplantou as nossas expectativas iniciais.