• Sonuç bulunamadı

A. Gazetenin Şekil Özellikleri

2. Tanin’in Sütunları Üzerine

2.2.1 O Conceito de Investimento

A expressão “randon walk” significa algo como futuro incerto e incapaz de ser previsto. Quando aplicada ao mercado de investimentos financeiros ela traduz a aleatoriedade dos retornos dos diferentes ativos, a falta de padrões de comportamento ou de informações no presente que possibilitem descobrir o caminho a ser seguido pelas cotações de ações, cotas dos fundos ou qualquer outra opção de investimento. Segundo Malkiel (2007, p. 24) por esta lógica extrema é como se um macaco com venda nos olhos arremessasse dardos em uma página de um jornal especializado em finanças e pudesse selecionar um portfolio que obtivesse um desempenho tão bom quanto outro selecionado por especialistas.

As dificuldades enfrentadas para que seja possível antever os preços dos ativos financeiros, estão na raiz da gestão profissional e do aconselhamento financeiro, que são eminentemente apoiados por capacitação técnica e tecnologia que pretendem dotar estes profissionais de maior chance de acertar o futuro.

Ainda de acordo com Malkiel (2007), por investimento deve-se entender como a aplicação de recursos em ativos com intenção de remunerar o capital mediante uma intenção de retorno, dado um nível de risco, em determinado período de tempo. Apesar de todo profissionalismo e tecnologia envolvidos, investir, em alguma medida, pode ser comparado a um jogo, cujo futuro não pode ser previsto com exatidão, cuja incerteza não pode ser eliminada. Duas abordagens são oferecidas pelo autor para buscar descobrir os preços dos ativos: “firm-

foundation theory” e “castle-in-the-air”. A primeira identifica o valor dos ativos por meio de estimativas sobre o valor intrínseco no presente descontado por uma taxa de juros; já a segunda, incorpora a psicologia, observa o comportamento dos investidores, as ondas de otimismo/pessimismo e busca se antecipar e aproveitar as oportunidades de valorização/desvalorização de preços.

De acordo com Reilly e Brown (2012) o investimento deve ser entendido como o comprometimento de recursos financeiros por um período de tempo com objetivo de receber estas importâncias de volta remuneradas por uma taxa de retorno que compense: (i) o tempo que os recursos foram cedidos e estavam indisponíveis, (ii) a inflação acumulada no período, e (iii) a incerteza inerente ao futuro. Os investidores podem ser indivíduos, corporações, institucionais ou governo, no caso desta pesquisa interessa as decisões de investimento tomadas pelas pessoas físicas.

O investimento pode ser visto, portanto, a partir de três aspectos: retorno, risco e prazo. Os recursos devem ser devolvidos a uma taxa que, conforme avaliação do investidor, o remunere adequadamente pelo prazo e pela incerteza.

O processo de investimento pode ser visto como uma cadeia de ações coordenadas e que devem respeitar uma sequência cujo objetivo final é maximização da satisfação ou, em termos teóricos, da utilidade, do investidor.

Segundo Damodaran (Bernstein e Damodaran, 1998, p.1) “Um entendimento do processo de investimento é crítico para todos os investidores, e as funções do processo devem ser comunicadas pelos advisers”.

A estrutura básica do processo de investimento pode ser assim descrita:  Identificar os objetivos, preferências e restrições do cliente;

 A partir destas informações, estabelecer uma política de investimentos;  Executar a política de investimentos traçada; e

 Medir a performance do gestor.

O processo de investimento sempre começa pelo entendimento das necessidades e preferências do investidor. Para um gestor de carteira, cada investidor é um cliente que possui necessidades únicas, restrições e, mais importante, preferências pessoais em relação ao risco.

Sendo assim, a primeira providência é decidir sobre objetivo de investimento e política para compra de ativos para carteira de modo a buscar a rentabilidade compatível ao risco desejado. Tal situação impõe tradeoffs, tais como: acumular riqueza ou apostas arrojadas, retorno em termos absolutos ou em relação a algum parâmetro de mercado, resultados de curto ou longo prazo. Por risco entende-se incerteza, ou seja, o preço futuro é incerto, aleatório, e, por mais, que se utilizem distribuições de probabilidade passadas ou modelos quantitativos mais avançados, o máximo que se consegue é aumentar a chance de acerto, persiste a incerteza (Damodaran, 1998).

De acordo com Ellis (1998) investir significa renunciar aos prazeres no presente na esperança de alcançar algo melhor no futuro. Ao decidir cursar uma faculdade o indivíduo esta abrindo mão de lazer e diversão pela expectativa de atingir um nível de renda e bem estar social superior no futuro. O investimento em ativos reais difere do financeiro principalmente pelo aspecto da liquidez que está associada à capacidade de vender os ativos e transformar seu valor em dinheiro em pouco tempo. Sendo assim, o investidor pode ajustar suas posições vendendo ativos e substituindo-os por outros que julgue mais apropriados minimizando as expectativas de perda.

Os benefícios de uma aplicação financeira, portanto, estão usualmente associados a acumular recursos para aquisição de objetos e serviços de valor relativamente elevado, garantir reservas para fazer frente a períodos adversos e permitir a manutenção de um padrão de vida coerente após deixar a vida profissional. Sendo assim, a remuneração obtida pela aplicação destes recursos desviados do consumo é crucial para que tais objetivos sejam alcançados, o que torna o processo de decisão naturalmente tenso. Situação esta que é agravada pela possibilidade, em alguns casos, de perda dos recursos investidos com consequente destruição dos “sonhos” projetados.

2.2.2 O Conceito de Risco na Teoria de Finanças

Harry Markowitz (1952) é amplamente reconhecido como o precursor da moderna teoria de portfolio, modern portfolio theory (MPT) e seu artigo Portfolio Selection é considerado a base teórica desta abordagem. De acordo com o texto, o processo de seleção de um portfolio se divide um dois estágios; o primeiro inicia com a observação do passado e termina com as

apostas sobre o desempenho futuro dos ativos disponíveis e o segundo se inicia com a priorização das apostas e se encerra com a escolha de um portfolio.

Segundo Elton e Gruber (1997), Markowitz formulou a questão como uma escolha entre a média de retorno e a respectiva variância do portfolio. O problema foi apresentado como uma otimização entre a obtenção do maior taxa retorno para um dado nível de variância ou a menor variância dos retornos para uma dada taxa de retorno do portfolio. A composição dos ativos subjacentes ao portfolio gera um conjunto de ordenadas variância-média das taxas retornos que se assentam em uma fronteira cujo investidor pode escolher seu portfolio preferido conforme nível individual de risco que suporte. Esta fronteira ganhou o nome de fronteira eficiente.

Risco é tipicamente definido ou considerado como sinônimo de incerteza. Ou seja, resultado de nossa incapacidade em prever, com certeza, o futuro. Para minimizar esta limitação, os economistas observam a distribuição dos retornos passados, calculam sua variabilidade e tentam estimar um intervalo possível para o futuro. O risco, portanto, é amplamente associado à variância ou desvio padrão.

Desta forma, as pessoas têm uma expectativa de retorno E(R) para a qual admitem um determinado nível de risco, ou variabilidade (σ2). Em que:

( ) = ( ) ( )

= ( ) − ( )

Onde:

Pi = Probabilidade de retorno do ativo Ri = Possibilidade de retorno do ativo

Por conta do risco embutido nas opções de investimentos escolhidas, os investidores esperam receber um adicional sobre uma taxa livre de risco (aquela que se pode auferir sem incorrer em risco, geralmente associada aos títulos de dívida emitidos por Países). Este incremento da taxa de retorno é denominado de prêmio de risco.

Segundo a MPT as pessoas não decidem apenas por um determinado nível de retorno ou risco, elas, de fato, buscam maximizar sua satisfação, conhecida como utilidade.

Para a teoria de finanças tradicional (MPT) os investidores são racionais - buscam maximizar a utilidade esperada a partir das estimativas de retorno e risco - e os mercados são eficientes, ou seja, as forças do mercado movem os preços dos ativos de tal forma que estes se ajustam rapidamente as condições do ambiente e reflitam toda informação disponível.

Considerando que uma decisão de investimento se define entre um prazo em que o investidor aceita abrir mão de seus recursos com objetivo uma expectativa de retorno e de risco, dado um nível de tolerância, adiante discute-se quais fatores podem influenciar de forma relevante esta decisão.

Benzer Belgeler