İpek ÖZKAL SAYAN
COLLECTIVE BARGAINING RIGHTS OF PUBLIC SERVANTS IN TURKEY: BASIC TEXTS, ACTORS AND APPLICATIONS
B. Hükümet Programlarında Kamu Görevlilerinin Toplu Söz leşme Hakkı
III. Türkiye’de Kamu Görevlilerine Toplu Sözleşme Hakkının Veril mesinin Tarihsel Gelişim
reestruturação completa dos sistemas de tratamento de esgoto, assim como, questões relativas à necessidade de proteção dos recursos hídricos para o ambiente e para a saúde pública. Na distribuição, parte dos técnicos entrará em contato direto com cada família da comunidade, explicando a proposta do trabalho e esclarecendo dúvidas. Período: Mês 1
Atividade 2: Organização coletiva de um evento para a apresentação do Projeto à toda comunidade.
Os técnicos apresentarão as principais questões referentes ao ambiente e ao saneamento básico através de demonstrações como: atividades teatrais e imagens em slides e transparências. Serão organizados Grupos de Trabalho com adultos e crianças da comunidade para discutir e produzir painéis gráficos com diferentes abordagens do problema, que serão analisados posteriormente pela equipe técnica. O evento se encerrará com a realização de uma grande festa, com manifestações culturais típicas desta comunidade. Período: Mês 1
Atividade 3: Realização de diagnóstico participativo sobre as questões sócio- ambientais para detectar problemas percebidos na comunidade.
A atividade será realizada tanto pelos moradores locais como pela equipe técnica, com a utilização de máquinas fotográficas do tipo Polaroid. Os participantes
____________________________________________________________________________Cap 5 O Projeto
serão divididos em pequenos grupos de pessoas. Cada grupo deverá tirar fotos de qualquer tema que considerar importante na comunidade (como por exemplo: natureza, poluição, modo de vida). Será realizada uma discussão coletiva sobre o material fotografado e montagem de um painel onde as imagens serão interligadas, relacionadas e complementadas através de textos, com discussões sobre as causas e propostas de soluções coletivas para os problemas detectados. Período: Mês 1.
Atividade 4: Planejamento participativo do projeto técnico de saneamento a ser implantado.
Inicialmente será realizado o levantamento plano-altimétrico e da composição e densidade do solo do vilarejo por especialistas contratados. A partir destes dados serão realizados, pela equipe técnica, os dimensionamentos das caixas de gordura, fossas sépticas e sistemas combinados de áreas alagadas construídas com solos filtrantes e canal de macrófitas, de acordo com o número máximo de pessoas (moradores e turistas) que utilizam as dependências das residências; sendo conseqüentemente elaborado um ante-projeto técnico de saneamento para todo vilarejo do Marujá. Este projeto será apresentado para a comunidade em reuniões que possibilitem a discussão entre moradores e equipe técnica para a adequação do projeto às necessidades e preferências locais (como por exemplo: localização do sistema e a vegetação utilizada para cada unidade). A finalização do projeto a ser implantado será realizada posteriormente pela equipe técnica de acordo com os aspectos levantados nas reuniões e com normas recomendadas pela ABNT.
Período: Mês 1 e 2
Atividade 5: Realização de oficina de Compostagem
Será ministrada por integrantes da equipe técnica para os moradores locais, visando o tratamento do lodo gerado na fossa e a transformação da matéria orgânica (restos de comida, folhas secas, podas de plantas) em húmus. Serão utilizadas pequenas
____________________________________________________________________________Cap 5 O Projeto
caixas de madeira para a confecção de composteiras que servirão de modelo. Serão feitas demonstrações da secagem e desinfecção do lodo das fossas com a utilização de cal e sua correta disposição na composteira. Será elaborado pela equipe técnica um manual com ilustrações e linguagem acessível contendo as informações e procedimentos adequados para o processo de compostagem, limpeza das fossas e disposição final do lodo em composteiras. Período: Mês 2
Atividade 6: Realização de entrevistas e questionários com a população
Ao longo de todo o desenvolvimento do projeto membros da equipe técnica aplicarão questionários e entrevistas a pelo menos um representante de cada família para coletar opiniões sobre o andamento do projeto, dúvidas, sugestões e grau de entendimento sobre os tópicos abordados. Período: Mês 1 a 24.
ETAPA II
Esta etapa se caracteriza pela construção da primeira fase das obras de saneamento. Serão implantadas caixas de gordura e fossas sépticas em todas as residências (tratamento primário) e uma unidade piloto de tratamento secundário e terciário do esgoto através sistemas combinados de áreas alagadas construídas com solos filtrantes e canal com macrófitas.
As atividades desta etapa são:
Atividade 1: Articulação de parte dos moradores para a construção da infra- estrutura de tratamento de esgoto.
Será realizada uma reunião entre integrantes da equipe técnica e moradores que se disponibilizarem a participar como mão de obra contratada, para troca de informações sobre as questões técnicas de execução das obras do sistema de saneamento a ser implantado. Como instrumentos de discussão serão utilizados desenhos das fossas sépticas, caixas de gordura e do sistema de áreas alagadas. A
____________________________________________________________________________Cap 5 O Projeto
utilização de mão-de-obra local favorece a consolidação da participação dos moradores locais no desenvolvimento do projeto. Período: Mês 2.
Atividade 2: Aquisição de materiais, transporte e organização do canteiro de obras.
Será de forma coletiva (moradores e equipe técnica), em um local adequado que não comprometa a circulação dos outros moradores e turistas, e seja de fácil acesso para os executores das obras e para o transporte de materiais.
Período: Mês 2
Atividade 3: Implantação das caixas de gordura e fossas sépticas.
As caixas de gordura serão dimensionadas de acordo com o número máximo de refeições por dia.
As fossas serão dimensionadas de acordo como número máximo de pessoas nas residências. Serão do tipo câmaras em série, consistindo em um único tanque coberto, dividido por uma parede interna vazada por uma fenda horizontal formando duas câmaras em série no fluxo horizontal. A primeira câmara deverá ser o principal reator biológico da fossa e deve ter o volume cerca de duas vezes maior que o da primeira. Foi realizado pela equipe técnica um pré- dimensionamento dos componentes de uma unidade de tratamento de esgoto, levando em consideração as normas da ABNT (NBR 7229/1993 – Projeto, construção e operação de sistemas de tanques sépticos), de forma a extrapolar o orçamento para o restante das unidades que serão implantadas no vilarejo, baseado no número de moradores e número máximo de turistas permitido nesta comunidade.
____________________________________________________________________________Cap 5 O Projeto
Atividade 4: Implantação de uma unidade piloto com sistema de áreas alagadas construídas.
O sistema de alagados construídos com solos filtrantes é conhecido como sistema DHS (Despoluição Hídrica com Solos – Patente PI 850.3030) de fluxo ascendente, desenvolvido pelo Instituto de Ecologia Aplicada. A ação depuradora destes sistemas é decorrente do alto coeficiente de condutividade hidráulica, alta capacidade de troca catiônica, adsorção de partículas nas raízes das plantas, absorção de nutrientes e metais pelas plantas, transporte de oxigênio para a rizosfera e ação de microorganismos associados a esta, e pela precipitação de sedimentação de poluentes. Todas estas características, complementadas pelo tratamento terciário (remoção dos demais nutrientes) proporcionado por um canal com macrófitas aquáticas, conferem ao sistema uma eficiência de redução de coliformes fecais e totais para níveis dentro dos padrões de emissão, podendo atingir 99,9% de redução, e remoção de 70-80% de DBO, entre outros parâmetros. São sistemas de baixo custo e fácil operação que tornam viáveis a infra-estrutura de saneamento em comunidades mais carentes.
Os solos filtrantes podem ser de fluxo ascendente ou descendente, constituídos por camadas superpostas de brita, pedriscos, vermiculita expandida e matéria orgânica fibrosa e solos cultivados com plantas com alto poder de absorção. As dimensões dos módulos de solos filtrantes, bem como a espessura da camada do solo, variam de acordo com o efluente a ser tratado e da eficiência que se deseja atingir. O canal com macrófitas constitui-se em um pequeno canal com plantas aquáticas da região que apresentam alto poder de absorção de nutrientes. Tanto os solos filtrantes como o canal de macrófitas devem ser impermeabilizados em todo o fundo e laterais com manta plástica tipo lona de PVC, para evitar a contaminação do lençol freático e do solo arenoso do local.
Para a unidade piloto, foi previsto pelo Instituto de Ecologia Aplicada um sistema composto por solos filtrantes de fluxo ascendente com taxa de aplicação de 100l/seg.hec, canal com macrófitas flutuantes e macrófitas emergentes com taxa de
____________________________________________________________________________Cap 5 O Projeto
aplicação de 50 l/seg.hec, e solos filtrantes de fluxo descendente com taxa de aplicação de 150 l/seg.hec.
A implantação de uma unidade piloto se justifica na avaliação, através do monitoramento, da eficiência e funcionamento da mesma, além de possíveis adequações necessárias à realidade local, e também pela busca de um maior entendimento e envolvimento dos moradores locais com o sistema de tratamento de esgoto adotado. Tendo em vista a ausência de energia elétrica e a disposição das residências nesta comunidade, torna-se inviável a construção de uma única estação de tratamento de esgoto para toda comunidade. Dessa forma, faz-se necessário à implantação de pequenas unidades de tratamento, contemplando agrupamentos de moradias próximas. A escolha da unidade piloto a ser implantada, e conseqüentemente do grupo de casas que serão beneficiados inicialmente, foi feita a partir do número de pessoas que circulam na área e utilizam esta região do canal estuarino como recreação, e o risco à saúde que a precária infra-estrutura de saneamento presente neste grupo de casas oferece. Período: Mês 4.
Atividade 5: Formação de moradores para a operação das unidades de alagados construídos.
Será realizada uma reunião entre equipe técnica e moradores que se disponibilizarão a ser os operadores iniciais do sistema. Serão colocadas orientações sobre a correta operação do sistema e esclarecimentos sobre seu funcionamento. Como ilustração, será utilizada uma maquete esquemática dos solos filtrantes, elaborada por equipe técnica em conjunto com os moradores. Também será elaborado pela equipe técnica um manual contendo informações sobre o funcionamento e operação do sistema. Este manual conterá desenhos explicativos e uma linguagem acessível, adequada à realidade local. Esta atividade tem como objetivo transformar os operadores em agentes capacitadores de futuros operadores das unidades de tratamento de esgoto a serem implantadas na comunidade, contribuindo para a auto-sustentabilidade da comunidade. Período: Mês 4