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Din ve Demokrasi Üzerinden Mağduriyet Söylem

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Esra SIRMA 2 İsmet PARLAK

3. Cumhurbaşkanı Adaylarının Seçim Konuşmalarının Analizi Bu çalışmada amaç, popülizmin sağ iktidarların aracı olduğunda oto-

3.2. İktidarda Popülizm: Erdoğan’ın 24 Haziran Seçim Konuşmalarının Analiz

3.2.1. Erdoğan’ın Söyleminde ‘Halk’

3.2.2.1. Din ve Demokrasi Üzerinden Mağduriyet Söylem

A eficácia da prova penal traduz-se no cumprimento da sua dupla função, de demonstrar algo, bem como ser capaz de influenciar a convicção do julgador. Para que tal função seja atendida idoneamente, é necessária observância do modelo garantista, que por sua vez implica o respeito ao procedimento.

O procedimento constitui o modelo cognitivo proposto por Luigi Ferrajoli (item 1.2.), enquanto modelo normativo de cognição ou apreensão de uma realidade.

De acordo com Antonio Scarance Fernandes, “todo procedimento forma um modelo unitário composto por atos sucessivos, ou seja, constitui uma realidade, uma unidade de formação sucessiva”42. O procedimento revela a gestão funcional do processo, seja do ponto de vista da segurança jurídica, do respeito às liberdades e da correta compreensão da lógica racional do processo. Contudo, ao mesmo tempo em que o procedimento possui uma dimensão unitária e sucessiva, de interdependência entre os atos com vistas à obtenção de determinado objetivo, há que se ter o cuidado necessário no sentido de evitar que a forma assuma um papel preponderante, negando-se a natureza instrumental do processo.

Assim, prossegue Antonio Scarance Fernandes,

O direito a um sistema de regras e princípios que conjuguem eficiência e garantia não representa direito a um procedimento certo, determinado, delineado, com todos os seus atos e fases, em sequência predeterminada, mas o direito a um procedimento assentado em alguns paradigmas extraídos de normas constitucionais do devido processo legal43.

É correto afirmar que o procedimento não possui uma conotação meramente organizacional do processo, mas de garantia deste. Mas também é correto afirmar que nem

41 A análise do modelo garantista na prova penal estará circunscrita ao aspecto cognitivo e de respeito às

liberdades, no sentido de assegurar a eficácia da prova penal e dinamizar o processamento da cooperação jurídica internacional.

42 FERNANDES, Antonio Scarance. Teoria geral do procedimento e procedimento no processo penal.

São Paulo: RT, 2005. p. 32.

todo ato do procedimento constitui expressão das garantias processuais, da mesma forma que nem toda diferença de procedimento revela uma incompatibilidade insuperável.

Já o procedimento probatório, Giulio Ubertis define-o como a atividade destinada a apresentar os elementos de prova que se reputam úteis à decisão final, a qual se desenvolve em dois estágios consecutivos: a admissão da fonte de prova e/ou do meio de prova e a concreta introdução do elemento de prova44.

Em regra, todo meio de prova possui um procedimento específico para a coleta do elemento probatório e, segundo Antonio Laronga, somente é possível se falar em prova como meio idôneo à demonstração de algo, se o rito estabelecido houver sido respeitado45.

As funções da prova – cognitiva e persuasiva – somente serão cumpridas se o procedimento probatório for respeitado. A prova somente será eficaz se o procedimento probatório for observado. No entanto, a concepção do procedimento probatório não deve ser construída segundo um modelo rígido de regras, mas a partir da identificação de parâmetros ou padrões, cuja observância basta para que o procedimento atinja o seu fim.

Ou seja, o procedimento probatório qualifica-se como método idôneo a assegurar a eficácia da prova em razão da observância de parâmetros ou modelo normativo e não pela sequência e quantidade de atos por meios dos quais se desenvolve.

No caso da prova produzida no exterior, o enfrentamento dessa questão é de fundamental relevância, justamente porque a diversidade dos sistemas é colocada como um dos grandes obstáculos a resguardar a eficácia da prova. Tal diversidade na realidade está refletida tanto na tipicidade dos meios de prova como no procedimento probatório. Não rara é a situação em que o meio de prova a ser produzido não possui previsão legal no Estado requerido, ou o procedimento probatório previsto é diverso daquele estipulado no Estado requerente ou do processo46, mas nem por isso haverá uma incompatibilidade, se os parâmetros forem equivalentes.

44 UBERTIS, Giulio. La conoscenza del fatto nel processo penale. Milano: Giufré, 1992. p. 317. 45 LARONGA, Antonio. Le prove atipiche nel processo penale. Padova: CEDAM, 2002. p. 129.

46 Nesse quadro de diversidade entre os sistemas nacionais, inclusive, ganham importância o conceito e a

distinção entre prova atípica, prova anômala e prova não ritual. A prova atípica é aquela cujo meio de prova está previsto em lei, mas o seu respectivo procedimento não, ou ainda, quando o meio de prova e o procedimento não possuem previsão legal (DEZEM, Guilherme Madeira. Da prova penal. Tipo processual, provas típicas e atípicas. Campinas: Millenium, 2008. p. 147). A prova não ritual é aquela produzida através de meio de prova típico, porém, sem a observância do procedimento probatório legalmente estabelecido (LARONGA, Antonio. Op. cit. p. 13). A prova anômala é uma prova típica utilizada com finalidade diversa da que lhe é própria, mas com características de outra prova típica, como no caso da prova testemunhal em que ocorre a juntada de uma declaração escrita, quando se pretende que a essa declaração escrita seja pretendida a finalidade da prova testemunhal, e sem que exista qualquer relação de fungibilidade (GOMES FILHO, Antonio Magalhães; BADARÓ, Gustavo Henrique Righi Ivahy. Prova e sucedâneos da prova no processo penal brasileiro. In: JORNADAS IBERO AMERICANAS DE DIREITO PROCESSUAL PENAL, 20., 2006, Málaga. Relatório brasileiro... Málaga, 2006. p. 10).

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OOPERAÇÃO JURÍDICA INTERNACIONAL EM MATÉRIA PENAL

3.1 Noções

A cooperação jurídica internacional pode ser definida como o conjunto de atos que regulamenta o relacionamento entre dois Estados ou mais, ou ainda entre Estados e Tribunais Internacionais, tendo em vista a necessidade gerada a partir das limitações territoriais de soberania. Como já salientado na introdução da tese, o estudo estará circunscrito à cooperação entre os Estados, de caráter horizontal e baseada no consenso, não abrangendo a cooperação entre os Estados e os Tribunais Penais Internacionais, de caráter vertical e obrigatório.

Nadia de Araújo define a cooperação jurídica internacional como o intercâmbio internacional para o cumprimento extraterritorial de medidas processuais do Poder Judiciário dum outro Estado47. Trata-se de um conceito bastante restritivo, porquanto não considera a cooperação entre autoridades administrativas, que igualmente se qualifica como jurídica.

Já Raul Cervini define o instituto da cooperação como:

o conjunto de atividades processuais (cuja projeção não se esgota nas simples formas), regulares (normais), concretas e de diverso nível, cumpridas por órgãos jurisdicionais (competentes) em matéria penal, pertencentes a distintos Estados soberanos, que convergem (funcional e necessariamente) em nível internacional, na realização de um mesmo fim, que não é senão o desenvolvimento (preparação e consecução) de um processo (principal) da mesma natureza (penal), dentro de um estrito marco de garantias, conforme o diverso grau e projeção intrínseca do auxílio requerido48.

A expressão “cooperação jurídica internacional” abrange outros termos como assistência, ajuda ou auxílio mútuo internacional, todas equivalentes entre si. A amplitude da expressão abrange o intercâmbio não somente entre órgãos judiciais, mas também entre

47 ARAUJO, Nadia. A importância da cooperação jurídica internacional para a atuação do Estado Brasileiro

no plano interno e internacional. In: MANUAL DE COOPERAÇÃO JURÍDICA INTERNACIONAL E RECUPERAÇÃO DE ATIVOS. Cooperação em matéria penal. Brasília: Secretaria Nacional de Justiça, 2008. p. 40.

48 CERVINI, Raúl; TAVARES, Juarez. Princípios de cooperação judicial penal internacional no

órgãos judiciais e administrativos de Estados distintos49.

A expressão “cooperação jurídica” tem um significado particular, porquanto não abrange tão somente a cooperação jurisdicional ou judicial, mas também a cooperação administrativa, entre órgãos investigatórios, que igualmente produzem efeitos jurídicos. A qualificação da cooperação como jurídica está muito mais associada aos efeitos que dessa podem advir, do que propriamente à natureza do objeto da cooperação ou a qualidade de quem coopera.

A expressão “cooperação internacional” explica-se pela ausência de jurisdição e competência no território de outro Estado, pouco importando se a hipótese envolve ou

não um crime internacional ou mesmo transnacional50. Basta que o ato que deva ser

praticado, no caso a prova, seja transnacional. A relação que se estabelece entre os Estados é regida pelo Direito Internacional e no contexto das relações internacionais.

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