III. HUKUK İLE KURULAN YENİ İLİŞKİLENME: DAVA TAKİPLERİ
3.3 Türkiye’de Siyasi Davaları Takip Deneyimi
Muitos discursos estão presentes e são recorrentes nas propostas de educação superior na América Latina e tais discursos repercutem em diferentes graus de institucionalização na realidade peruana. Elementos discursivos como: qualidade, participação, eqüidade, democratização, diversidade, responsabilização, novos modelos de gestão, autonomia e cidadania, aparecem explicitamente nas novas políticas de educação superior. O propósito de incluir essa questão foi buscar saber o quanto esses discursos realmente são reproduzidos na prática das universidades no Peru. Órgãos e instituições públicas e internacionais, competentes de regulamentar e regular a educação na América Latina, estabelecem critérios que deveriam estar sendo cumpridos. O objetivo-mor dessa estratégia é gerar uma institucionalidade do conhecimento, garantindo o acesso da sociedade a programas de capacitação. Ainda que tais critérios estejam focando uma visão tecnicista e economicista, há alguns grupos que se posicionam criticamente em relação a essa visão, como se pode observar a seguir:
A) eu já havia cunhado uma expressão que pode soar grotesca…. muitas universidades nacionais têm ingressado em um cenário nacional…, efetivamente muitas universidades e concretamente de onde eu venho eu tenho observado que nos últimos anos muitas universidades não somente têm estado de costas à sociedade, como praticamente se estão distanciando cada vez mais desse espírito competitivo que demanda a era ou a sociedade do conhecimento na qual estamos vivendo, não? Quer dizer, as universidades cumprem basicamente seu papel político de ser espaços de contenção das expectativas dos adolescentes, mas fazem pouco ou quase nada do que é sua verdadeira função, que é a investigação, a produção de
conhecimentos, assim que este é uma deterioração acelerada das universidades públicas, não? , e justamente aí vem também a grande diferença como algumas universidades privadas são as que estão sintonizadas com os tempos contemporâneos, eu também observo isso, não?, como os melhores quadros de docentes o estão conseguindo as universidades privadas, enquanto as universidades públicas seguem deteriorando-se e estas continuam em greves e atritos políticos de poder, e como em meu caso, não?,... minhas autoridades estão mais preocupadas em levar adiante um time de futebol, do que se preocupar com a parte acadêmica (risos) e científica, não?.
A fala do grupo A se apresenta mais consistente com o discurso presente no ambiente global, mas também mostra sua face particular. Conforme Fairclough (2001) indica, não é possível identificar a origem e o destino das interdiscursividades. As convenções institucionalizadas da prática organizacional se mesclam com convenções gerais e, às vezes convergem; outras, não. Em caso de convergências pode ser indicio de uma incorporação de discursos e de um consenso sobre seus principais elementos, como se observa em alguns elementos textuais da fala do grupo A (em itálico e sublinhado). As mesmas observações acerca dos metadiscursos sustentam essa homogeneidade observada, evidenciando-se o uso da metáfora (de costas, espírito competitivo).
No entanto, ao buscar apoio em expressões como: não? e Quer dizer, por exemplo, o sujeito busca convencer o entrevistador ou a si mesmo sobre se compartilha ou não o discurso do grupo. Aí se posicionam elementos interdiscursivos que denotam um questionamento sobre os metadiscursos, possivelmente por sua experiência e espírito crítico mais desenvolvido. A particularização (eu observo, como em meu caso) também indica a falta de consenso na
cadeia discursiva. Finalmente, o riso ao final e a apresentação de uma situação considerada inaceitável e impregnada da ironia mostram claramente a presença de um discurso contraditório com o que se julga “politicamente correto”. Permite-se perceber, pela ironia, uma contradição que é constituidora de discursos subjacentes.
Essa falta de consenso pode estar implicando, dentro da teoria institucional, em um processo de mudança. O questionamento faz parte da desinstitucionalização e reconstrução de outras instituições mais coerentes com os valores que legitimam o grupo. O processo de desinstitucionalização revela também a face incremental da mudança institucional de North (1994), uma vez que as reconstruções são sustentadas pela estrutura institucional existente. Nessa mesma linha está o que Lindner & Rittberger (2003) chamam de evolução institucional.
B) bom, em termos gerais eu creio que estão muito desligadas da realidade… mais além dos esforços que podemos fazer algumas outras faculdades, digamos que há faculdades das chamadas ciências exatas que existem... Um grande divórcio da realidade de nosso país, mas eu creio que há algo que não está funcionando, definitivamente, não? ...há um vazio...
Observa-se que o representante do grupo B deseja estar inserido no discurso, mas representa poucos argumentos condizentes com o metadiscurso. Ao usar a metáfora – divorcio- talvez busque reproduzir um discurso geral, o que não mostra, apesar disso, que esteja consciente. Pode-se entender que há um vazio, sim, bem evidente em sua fala. Mais uma vez essa pouca consistência indica sentidos ocultos no texto, conforme Orlandi. Muitas vezes as palavras
vazias indicam ausência de significado construído. Nessa questão esse sujeito não mostrou sua realidade compartilhada.
C) faria… formularia com … com diferenças… as políticas .. implementadas nas universidades estatais e nas universidades privadas, não? As universidades estatais mantêm essa submistica de formação humanística, não?.. Que dá, de repente, a diferenciação em relação às universidades de caráter privado, não?
A formação que se dá em caráter privado, pois, é basicamente, está dada por todos os recursos, acessibilidade a todos os recursos, ah…que necessita a formação de educação, o que é realmente um aspecto muito limitante das universidades nacionais.
C) Atualmente há um processo de reflexão, porque há a nova Direção que vai entrar e tende a fazer propostas novas de mudança. Basicamente estão vinculadas à universidade, à sociedade …. de formação levando em conta a sociedade.
Já o representante do grupo C busca palavras e expressões no sentido de encontrar argumentos consistentes com o discurso macro. A insegurança na fala, no entanto, mostra uma cadeia discursiva frágil e pouco consistente. Institucionalmente, poderia revelar uma ausência de instituições fortes ou uma realidade social não compartilhada. Tomando sustentação nos argumentos de Lindner &Rittberger (2003), essa falta de interpretação comum e consensual implica, talvez, interesses e conflitos desagregadores. A contestação das instituições se dá num nível implícito, mostrando ao mesmo tempo a rede de interpretações possíveis entre os atores e agentes institucionais.