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Kadın Cinayetlerini Durduracağız Platformu

III. HUKUK İLE KURULAN YENİ İLİŞKİLENME: DAVA TAKİPLERİ

3.4 Kadın Davalarını Takip Eden Feminist Oluşumlar

3.4.4 Kadın Cinayetlerini Durduracağız Platformu

Foi perguntado, em um primeiro momento, sobre a percepção que o docente tinha da mercantilização da universidade em nível geral e, num segundo momento, sobre a mercantilização na universidade em que trabalhava. Os resultados seguem:

Nível geral

A) Claro... Com o… que as universidades públicas não contavam com recursos suficientes designados pelo Estado e eu creio que isso tem sido um grande pretexto para que muitas universidades públicas tenham se mercantilizado. Por exemplo, do que eu conheço, os mestrados. Da noite pro dia houve um boom dos mestrados nos últimos 5 anos, não? Este boom já se abortou, agora estamos ingressando na moda dos doutorados. E nesse ínterim, apareceu uma galinha de ovos de ouro, foram as titulações, inclusive ainda se continua com isso, quer dizer, supostamente capacitar o egressado por um ou dois meses e dar-lhes o título. Destaca-se assim, o que antes se fazia através da tese... Ademais, as universidades agora eu creio que estão metidas em tudo, não? E muitos... cada vez mais há colegas.. que já ... ou seja, as aulas... em seu trabalho sente... é um estorvo para ele, não? Estão metidos em tantas coisas dentro da própria universidade... creio que vai por este lado...

A) Sim, pela quantidade de universidades criadas no país… Os pais dos alunos querem seus filhos profissionais, mas não há espaço no mercado de trabalho… mas os jovens, sim, têm necessidade de trabalhar! Têm que trabalhar no que se apresente! Médicos que são taxistas, engenheiros que são pedreiros… coisas como estas.

Um discurso que reproduz uma tendência de valorizar a dimensão social e se mostra coerente com as propostas mundiais de revisão das políticas educacionais. Essas instituições constituem e orientam a ação do grupo de referência, levando à uma tendência isomórfica das instituições que reproduzem esse discurso.

B) nós começamos que às vezes… heee… dentro da questão interna... A faculdade não tem seguido tem seguido dentro da mercantilização porque esta respondendo a uma demanda, digamos, de mercado, ou seja, temos alternativa: ou ficamos de braços cruzados ou entramos neste mercado, digamos, que é uma demanda insatisfeita de muitos setores da população.

A repetição denota momentos de ressignificação e lança dúvidas sobre o que pertence à sua realidade e sobre o que pertence à realidade macro na qual está inserido. O grupo parece que não se encontra totalmente institucionalizada, indicando que a desinstitucionalização é parte da dinâmica de mudança de valores e práticas organizacionais.

B)… A lógica da universidade não escapa da lógica da produtividade e a autosustentabilidade, porque o orçamento designado… necessita- se gerar ingressos para que as universidades minimamente sobrevivam. Mas, além disso, sempre há, digamos, um grupo que está vinculado aos eixos de poder e clientelismo que de alguma maneira se beneficiam mais de gerar ingressos, digamos, “focalizados” (risos). A risada nervosa ao final evidencia que há discursos ocultos que escondem o real significado, revelando mais uma vez interdiscursividade e discurso institucional fragmentado. Dessa maneira pode estar indicando um processo de contestação das instituições que são válidas e legítimas, para uma reconstrução de outro status quo.

C) bom, até certo ponto, sim. E creio que esta tendência está se incrementando. A responsabilidade por isso é a realidade mesma na qual nos encontramos: pobreza, desigualdade… brechas…

C) Sim. Muito. As universidades nos dez últimos anos, por certos dispositivos, entregaram ao CONAFU a criação e a avaliação de faculdades… devido à mercantilização, novas carreiras se criaram em função das demandas de mercado.

Nível particular

A) sim, óbvio, claro que afetou, desde minha experiência.

A) Aqui não há um só responsável. Responsáveis somos todos: parte o governo, por sua política; parte as universidades que não estruturam seus currículos… sua formação para o setor, para o meio e para a realidade… e parte do setor privado, porque o setor privado, o que faz é simplesmente… quanto mais ganha, melhor (…) vou a me eximir de alguns custos normais de mão-de-obra… quanto menos quantidade de mão-de-obra e uso de tecnologia eu produzo mais!

B) eu mais que tudo veria pelo lado de que as universidades públ.. privadas, não?, diria que aí, digamos, centrado a trabalhar.. Vemos... No norte especificamente vemos o caso de uma universidade que basicamente está utilizando a mercantilização e o clientelismo político, digamos, não, em um espaço macro regional, não, inclusive que vai do norte de nosso país até a zona do oriente do país. E assim como está, há outras universidades, não somente em nosso país inclusive no estrangeiro... que estão entrando, não?, digamos, no ensino médio, nem sequer de qualidade, com o fim somente... ou pensamos que muita gente tem direito, somente como o direito de dar sua cota, nada mais...e com o direito de dar sua cota já crêem que tem direito a ser aprovados…

O que nós temos visto que pelas ciências sociais tem havido um grupo de professores marxistas que pensaram que esta dinâmica não poderia entrar na universidade, que a universidade não tinha fins de projeção

social… mas dentro da universidade esta faculdade é que basicamente encabeçou... que abriu este espaço de mercado e foi sendo seguida por outras faculdades... que começaram a analisar a oferta e demanda... e ver o que impulsiona cada faculdade...

C) minha universidade, por ter esquemas muito tradicionais… esses esquemas são barreiras que até a atualidade se mantêm e não nos dão a possibilidade de mudança.

Mantém-se o sistema administrativo, se mantém a mesma política, porque no interior das universidades também se tem gerado forças de poder que se tem 'enfiado' e isso é uma barreira muito forte que não permite este poder para implementar as mudanças que realmente em último momento se deve fazer no interior das universidades nacionais.

Neste eixo temático dois grupos o A e C parecer estar mais coerentes com o macro-discurso, apesar de que no grupo C aparecem ainda elementos indicadores de interdiscursividades. Os elementos do grupo B mostram-se distanciados da realidade geral e do discurso macro.

Observa-se ainda que o elemento do grupo A permite demonstrar sua concordância com a fala de sua experiência. É um sujeito que incorporou esse discurso e mais uma vez o uso das metáforas surge para sustentar essa afirmativa.

No entanto, as dúvidas evidenciadas pela pergunta “não?” sugere que nem tudo está tão ajustado, que pode haver questionamentos internos. A interdiscursividade se revela no que há por trás das palavras usadas. Dessa maneira, contestar ou questionar instituições vigentes pode indicar a desinstitucionalização e a presença de outros discursos e outras instituições no discurso legitimado e legitimador do grupo.