3.3. TÜRKĠYE’DE KADIN ĠSTĠHDAMINI ARTIRIC
3.3.1. Türkiye’de Kadının ĠĢgücüne Katılımını Etkileyen Unsurlar
O teste de Postos de Spearman foi utilizado para observar as associações entre variáveis: juízos morais (mentira, roubo, sanção, conflito entre justiça retributiva e distributiva, justiça entre as crianças (história I) e justiça entre as crianças (história 2) e juízos do preconceito (deficiência visual, deficiência física, deficiência auditiva e deficiência mental)
São consideradas correlações significativas positivas aquelas em que o nível de significância p < ou = 0,05. Obtivemos os seguintes resultados apresentados na tabela:
Tabela 42: Apresentação dos resultados das correlações entre o juízo moral e o juízo do preconceito, São Paulo, n=40, 2013
Spearman's rho Juízo mentira Juízo roubo Juízo sanção Juízo justiça retributiva X distributiva Justiça entre as crianças história 1 Justiça entre as crianças história 2 Coeficiente rs Significância Coeficiente rs Significância p. visual -,140 ,323* -,131 ,086 -,045 ,199 -,117 ,388 ,042 ,419 ,597 ,784 ,219 ,474 40 40 40 40 40 40 40 p. físico ,131 ,162 -,140 -,040 -,041 ,369* ,033 ,421 ,317 ,388 ,808 ,803 ,019 ,839 40 40 40 40 40 40 40 p. auditivo ,193 ,114 ,131 ,076 ,287 ,093 ,183
Coeficiente rs Significância Coeficiente rs Significância ,233 ,485 ,421 ,642 ,072 ,568 ,259 40 40 40 40 40 40 40 p. mental 1,000 ,201 ,193 ,169 ,273 ,384* ,212 ,213 ,233 ,297 ,088 ,015 ,189 40 40 40 40 40 40 40
Fonte: Dados da pesquisa
* Indica que a correlação tem significância para p < ou = 0,05
Segundo a tabela constatamos que na maioria dos casos não foram encontradas correlações entre os juízos morais e os juízos do preconceito.
Entretanto, observamos que nos juízos sobre a mentira e sobre a justiça entre as crianças (história I) encontramos correlações significativas de nível leve e moderado. Especificamente essas correlações foram: entre o juízo da mentira e o juízo do preconceito em relação à deficiência visual, entre o juízo da justiça entre crianças (história I) e o juízo do preconceito em relação à deficiência física e entre o juízo da justiça entre crianças (história I) e o juízo do preconceito em relação à deficiência mental.
Em relação à correlação entre o juízo da mentira e o juízo do preconceito com a deficiência visual, supomos que podem ser explicados pelo fato das crianças analisarem o comportamento dos outros além dos aspectos físicos da deficiência. Talvez, elas entendam que a aparência física não limita as possibilidades da criança com deficiência visual de participar da atividade proposta. Assim, as crianças estariam considerando a intenção da criança de brincar e a sua possibilidade de executar a atividade com êxito.
Sobre a correlação encontrada dentre a justiça entre crianças e o preconceito com a deficiência física, estimamos que a explicação para essa questão possa ser respaldada no fato da deficiência física ser uma das deficiências mais visualizadas. Desta forma, ela seria um indicador mais atraente por facilitar a possibilidade da equidade por parte das outras crianças que fizeram juízos segundo a forma mais evoluída de justiça.
A outra correlação observada entre o juízo da justiça entre crianças e o juízo do preconceito com a deficiência mental, pode ser esclarecido porque a maioria das crianças do Grupo 1 não compreendiam o que era uma criança com Síndrome de Down. No Grupo 2, ao contrário do Grupo 1, as crianças entrevistadas por nós sabiam das dificuldades que pode ter uma criança com a citada síndrome, e demonstravam intenções de equidade, característica das formas mais evoluídas de justiça. Presumimos que estes fatos podem elucidar esta última correlação.
Achamos interessante e digno de algumas considerações a correlação entre o juízo da justiça entre criança e os juízos do preconceito.
De forma geral, podemos supor que tais correlações entre juízos da justiça e juízos do preconceito constituem um dado interessante, porque Piaget (1932/1994) aponta a justiça como a mais racional das noções morais. Do ponto de vista lógico, trata-se de se colocar no lugar do outro e voltar a si, para cooperar, ou seja, compreender pontos de vista alheios e pontuar o seu, levando em consideração o bem do grupo. A justiça também compreende reciprocidade, igualdade, equidade e solidariedade.
Questionamos, por que as crianças com o juízo moral menos evoluído (Grupo 1) tendem a incluir as crianças com deficiência, como fazem as crianças do Grupo 2, que apresentam juízos morais mais evoluídos?
Este fato pode ser explicado como nos alerta Piaget (1932/1994), pelo atraso do juízo moral teórico em relação ao juízo moral prático. Assim, as crianças tendem a fazer juízos mais evoluídos quando estes estão alicerçados na ação, como ocorre no caso dos juízos sobre o preconceito, já que as crianças convivem diariamente com questões inclusivas. Fato este que não ocorre com os juízos morais, onde apenas apresentamos histórias que não foram vivenciadas pelas crianças.
O pensamento verbal está simplesmente em atraso, em tais casos, em relação ao pensamento concreto, pois trata-se de reconstruir simbolicamente, num mesmo plano, as operações já executadas no plano precedente. (...) Veremos, por exemplo, crianças que, no plano verbal, não levam em conta as intenções para avaliar os atos (responsabilidade objetiva). Mas, quando lhes perguntamos assuntos pessoais, percebemos que, nessas circunstâncias vividas, consideram perfeitamente as intenções em jogo. É possível, em tal caso, que o juízo
moral teórico esteja simplesmente atrasado em relação ao juízo moral prático e represente, de maneira adequada, um estágio atualmente ultrapassado no plano da própria ação. (p. 98)
Em acréscimo, consideramos que os juízos não preconceituosos desenvolvem-se na prática cotidiana da instituição, já que a inclusão é realizada com base na prática da cooperação, na equidade e no cuidado do outro.
Assim, acreditamos que embora deva ser mais bem investigado com a construção de instrumentos mais finos para o diagnóstico de juízos de preconceito, as relações entre o juízo moral e o juízo do preconceito podem existir.
Por fim, pensamos que as relações de respeito mútuo são condições necessárias para o desenvolvimento de relações não preconceituosas.