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Türkiye’de Belediye Kuruluşlarının Tarihsel Gelişimi

BÖLÜM 1: KAVRAMAL ÇERÇEVE

1.2. Belediyeler

1.2.2. Türkiye’de Belediye Kuruluşlarının Tarihsel Gelişimi

Todos os processos biológicos das plantas são controlados por vias de transdução de sinal e, em geral, a regulação das rotas metabólicas parece ocorrer através da transição do estado de proteínas alvos, mediado por fosforilação (CHEN et al., 2006). Em muitos casos, para completar o mecanismo regulatório, proteínas fosforiladas devem se associar fisicamente com outras proteínas, conhecidas como 14-3-3 (FULGOSI et al., 2002; SEHNKE et al., 2002). Nas condições avaliadas neste trabalho, proteínas 14-3-3 foram reprogramadas nas plantas de cajueiro infectadas, em ambas as condições de estudo, campo e clone BRS 226 inoculado artificialmente.

O mecanismo de ação destas proteínas envolve, inicialmente, um estímulo que aciona rotas de sinalização celular, com consequente fosforilação de proteínas que são, por sua vez,

reconhecidas pelas 14-3-3 (DENISON et al., 2011). O número de proteínas identificadas em plantas e que são candidatas à regulação mediada por membros desta família é superior a 300 (CHANG et al., 2009; OECKING e JASPERT, 2009; PAUL et al., 2009; SCHOONHEIM et al., 2009). A crescente expansão de dados relacionados a estas proteínas sugerem seu envolvimento em vários processos fisiológicos e vias de sinalização nas plantas.

No clone BRS 226, a expressão de uma proteína 14-3-3 foi aumentada em 48 e 72 HAI. A ligação de proteínas 14-3-3 a alvos, de maneira dependente de fosforilação, sugere o envolvimento nas respostas de defesa do organismo vegetal. Esta hipótese é reforçada, por exemplo, na importância das proteínas quinases e fosfatases na transdução de sinas para as respostas de defesa da PTI e ETI em plantas, cujas atividades dessas enzimas fosforiladas podem ser reguladas por meio da ligação com as 14-3-3 (OH, 2010). Recentemente foram relatados, em plantas, dois casos em que proteínas 14-3-3 desempenham um papel crucial na resistência à doença ou imunidade associada à morte celular programada (YANG et al, 2009; OH et al., 2010).

Nas condições de campo, plantas resistentes de cajueiro apresentaram menor abundância relativa dessa proteína em relação às plantas suscetíveis. Esta repressão de 14-3-3 foi observada em A. thaliana de maneira dependente da presença de etileno e ácido abscísico (LANCIEN e ROBERTS, 2006). Coerente com essa observação, uma proteína responsiva ao ABA também foi superexpressa no grupo resistente de plantas de cajueiro, demonstrando possível contribuição da sinalização com este fitohormônio à regulação da expressão protéica. Respostas ao estresse abiótico são em grande parte controlados pelo hormônio ABA, enquanto que a defesa contra estresse biótico é especificada pelo antagonismo entre as vias do ácido salicílico (SA) e ácido jasmónico (JA)/etileno. No entanto, descobertas recentes sugerem que o ABA atua tanto de forma sinérgica como antagônica na sinalização induzida por estresse biótico, criando uma complexa rede de respostas em diferentes níveis (FUJITA et al., 2006; ASSELBERGH et al., 2008; YASUDA et al., 2008) o que explica, portanto, repostas divergentes nas plantas de cajueiro mantidas em condições controladas (clone BRS 226) ou sob campo (plantas resistentes).

Concernente com esta linha de observação, proteínas chamadas de anexinas foram igualmente responsivas nos cenários analisados, porém, com expressão divergente nos grupos experimentais, sendo subexpressas em plantas inoculadas do BRS 226 (spots 31 e 32), enquanto superexpressas em plantas resistentes cultivadas em campo (spots R16 e R17). A

expressão controversa das anexinas por estresses bióticos combinados foi registrada pela redução da expressão dessa proteína em plantas resistentes de Cicer arietinum L. (Grão-de- bico) infectadas com Fusarium oxysporum f. sp.ciceris. Contudo, a coinfecção dessa planta com Meloidogyne artiellia resultou na supereexpressão dessa proteína (PALOMARES-RIUS et al., 2011). Essa observação fornece indícios de que uma suposta combinação do ataque de patógenos em plantas resistentes, cultivadas em campo, pode alterar o padrão de expressão observado no clone BRS 226.

A expressão das anexinas também tem sido implicada em condições de estresse salino, oxidativo ou modulado positivamente por ABA (WATKINSON et al., 2003; HOSHINO et al., 2004). Uma especial característica dessas proteínas é sua potencial ligação a fosfolipídios de maneira dependente ou não de cálcio (Ca 2+) (MADUREIRA e WAISMAN, 2013), o que as torna potencialmente aptas à atuação em vias de sinalização celular envolvendo cálcio citosólico livre e espécies reativas de oxigênio (MORTIMER et al., 2008).

Diversas condições de estresse biótico e abiótico resultam em um rápido aumento de ROS que podem atuar como mensageiros secundários juntamente com Ca 2+ citosólico (FRAIRE-VELÁZQUEZ et al., 2011). O pressuposto papel das anexinas na resposta ao estresse oxidativo tem sido investigado em plantas (MADUREIRA e WAISMAN, 2013; MORTIMER et al., 2008). Em campo, o aumento da expressão desta proteína foi observado em plantas de cajueiro resistentes, como mencionado acima. Coerente com a resistência desse grupo, a expressão ectópica de uma anexina de Brassica juncea, em tabaco transgênico, conferiu tolerância aos estresses abióticos e bióticos (JAMI et al., 2008). Resultados relacionados à ocorrência de estresse abiótico na indução da translocação de anexinas do citosol para a membrana, associado ao turnover de expressão desta proteína, foram relacionados à sinalização por ABA dependente de cálcio (LEE et al., 2004; CLARK et al., 2010), também pressuposta para plantas resistentes de cajueiro pela superexpressão de uma proteína ligante a cálcio (spot R3).

Cascatas de sinalização para rotas de defesa vegetal tem envolvido a participação de proteínas quinases, responsáveis pela percepção direta de elicitores e produtos dos genes Avr, evento que condiciona a ativação de fatores de transcrição e respostas sistêmicas no vegetal (ROMEIS, 2001). Participando do conjunto de proteínas quinases que são induzidas por PAMPs ou efetores derivados de patógenos, as quinases ativadas por mitógeno (MAPKs) estão potencialmente envolvidas na sinalização para a resistência à doença, tanto na PTI como

ETI (RODRIGUEZ et al., 2010; MENG e ZHANG et al., 2013). Dessa forma, a regulação positiva ou negativa das respostas de defesa tem sido atribuída à expressão dessas proteínas (NÜRNBERGER e SCHEEL, 2001).

Em plantas de cajueiro suscetíveis, uma proteína inibidora de quinase (spot S12) teve sua expressão aumentada em relação ao grupo resistente. A superexpressão desta proteína inibidora pode influenciar nas rotas de sinalização acionadas por proteínas quinases e na consequente condição de suscetibilidade. Em plantas de tomate a redução da expressão de uma proteína quinase TPK1b por RNA de interferência resultou no aumento da suscetibilidade ao fungo necrotrófico B. cinerea e herbivoria por larvas de Manduca sexta (ABUQAMAR et al., 2008). Curiosamente, em A. thaliana o comprometimento da resistência a Peronospora parasítica e Pseudomonas syringae, evidenciado por silenciamento da proteína quinase MPK6, demostrou que a função molecular dessa proteína não pode ser complementada por outras MAPKs endógenas (MENKE et al., 2004), o que é indicativo de uma sofisticada regulação da resistência vegetal a patógenos mediada por proteínas quinases (MELVIN et al., 2014).