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Türkiye Büyük Millet Meclisi Dilekçe Komisyonu ve İnsan Hakları

3.2. Cumhuriyet Döneminde Kamu Denetçiliği Kurumuna Benzer Kurumlar

3.2.2. Türkiye Büyük Millet Meclisi Dilekçe Komisyonu ve İnsan Hakları

Os profissionais de saúde trazem variados aspectos sociais que, desde a sua experiência, influenciam a adesão ao tratamento, avaliando as políticas de planejamento familiar, HIV/Aids e do próprio pré-natal.

No que diz respeito ao planejamento familiar, fazem uma crítica em relação à falta de educação em saúde e especificamente aos métodos contraceptivos.

Uma das enfermeiras, por exemplo, diz:

“(...) tem que ser muito trabalhada ainda a questão de saúde reprodutiva da mulher que eu acho que também é uma falha do sistema em relação a isso.” (Gabriela, enfermeira).

Por outro lado, consideram que a cobertura das gestantes soropositivas é satisfatória, graças à quantidade e eficiência dos serviços disponíveis, responsabilidade da política de HIV/Aids:

“(...) pro número de gestantes que se tem em Porto Alegre (...), nós temos serviços eficientes, não faltam serviços. Estes serviços são bem organizados (...), eu não vejo muito mais que possa ser feito para o atendimento de gestante.” (Ricardo, médico).

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Um dos profissionais acha que o ideal seria a superação da falta de continuidade entre o pré-natal e o parto, que na maioria das vezes é realizado num local desconhecido para a gestante:

“Eu imaginei um atendimento ideal para essas gestantes, que eu acho que a Saúde deveria ter, né. (...) essa paciente se trata com um médico e na hora de ganhar o bebê ela procura um local desconhecido, às vezes, e médicos desconhecidos.” (Lúcio, médico)

Assim, segundo os profissionais, as pacientes que têm acesso ao pré-natal especializado em HIV/Aids têm um bom tratamento. O maior problema, segundo os profissionais, é quando a gestante não acessa o sistema de saúde no pré-natal e, portanto, não possui o diagnóstico:

“Fica de fora a gestante que não está no pré-natal; a gestante que não acessa o sistema de saúde não tem diagnóstico ou tem o diagnóstico no momento do parto. Eu acho que tem coisa para fazer ainda nesta área.” (Ricardo, médico)

Os profissionais entrevistados não parecem se aprofundar muito na análise dos fatores sociais que afetam a adesão ao pré-natal. Referem-se a estes fatores como se fossem externos ao serviço de saúde e, portanto, fora de sua responsabilidade. Eles também não têm certeza do seu impacto na adesão. Detiveram-se mais na crítica às políticas públicas, embora não se posicionem como atores nestas políticas e sim apenas como reféns das mesmas.

Paiva (2002) faz uma crítica em relação à falta de incorporação da compreensão dos fatores sócio-culturais que ampliam a vulnerabilidade ao adoecimento, nos centros especializados em atendimento aos portadores de HIV. Também considera que estes serviços procuram dar conta apenas dos fatos biomédicos. No seu entendimento, os profissionais de saúde não são treinados para compreender o impacto da estrutura sócio-econômica, a exclusão e a pobreza que afeta seus pacientes. Afirma:

138 Para superar a visão de clientes consumidores de serviços e produtos (medicação ou preservativos) e incorporar a visão de sujeitos da adesão (ao preservativo ou à medicação) precisamos entender que o consumidor é apenas uma das faces do cidadão. (p. 23)

Mas, sem dúvida, uma das críticas da maior importância que faz parte do discurso dos profissionais de saúde entrevistados é a dificuldade que as gestantes têm de acesso ao diagnóstico, assim como, uma vez diagnosticadas, de terem acesso ao serviço especializado, a fim de iniciarem seu tratamento, chegando a demorar, conforme relato do médico Lúcio, de 3 a 4 meses para conseguirem chegar ao serviço de referência. Trata-se de uma questão a ser resolvida pela gestão em saúde.

No presente estudo, segundo os profissionais de saúde entrevistados, o FATOR SOCIAL FAVORÁVEL À ADESÃO é:

• a Política de HIV/Aids, que favorece uma satisfatória cobertura das gestantes soropositivas;

E, segundo os entrevistados, os FATORES SOCIAIS DESFAVORÁVEIS À ADESÃO ao pré-natal em mulheres soropositivas parecem ser:

• a dificuldade de deslocamento ao serviço de saúde; • o preconceito da sociedade;

• a falta de continuidade entre o pré-natal e o parto;

• a falta de diagnóstico no pré-natal, no sistema de saúde em geral.

4.3 FATORES INSTITUCIONAIS

Segundo Ayres et al. (2003), para que as pessoas possam se proteger do HIV e de seus danos, devem ser disponibilizados de modo efetivo e democrático recursos sociais, fruto de esforços programáticos voltados nessa direção. Os fatores institucionais dizem respeito aos recursos, gerência e monitoramento de programas nacionais, regionais ou locais tanto de prevenção quanto de cuidados relativos ao

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HIV/Aids. Assim, o componente institucional envolve a forma como as instituições e as comunidades se organizam para o enfrentamento do HIV/Aids, que impede ou limita a intervenção sobre as razões sociais que levam os indivíduos a modos de pensar, fazer e querer que os expõem ao HIV/Aids.

No presente estudo, foram considerados aspectos relativos aos programas e políticas disponíveis, assim como à forma de organização dos serviços de saúde que atendem a estas gestantes, no que diz respeito à possibilidade de acesso à equipe de saúde, capacitação desta equipe, presença ou não de especialista comportamental, crenças dos profissionais relativas à adesão ao tratamento, assim como suas atitudes e comportamentos no atendimento das usuárias do serviço.

Nesta categoria final, foram alocadas as seguintes categorias intermediárias: Atitudes no atendimento aos pacientes; Equipe de saúde; Grupo de gestantes; Acesso ao atendimento; Crenças e percepções dos profissionais; Percepção sobre gestação; Critérios para avaliação da adesão (Quadro 9).

QUADRO 9- CATEGORIAS FINAIS, INTERMEDIÁRIAS E INICIAIS- PROFISSIONAIS DE SAÚDE – FATORES INSTITUCIONAIS

ATITUDES NO ATENDIMENTO ÀS PACIENTES Aconselhamento Acolhimento Tempo Integralidade Linguagem EQUIPE DE SAÚDE Especialista comportamental Confiança Falta de profissionais Medo Serviço Social

GRUPO DE GESTANTES Informações Troca de experiências

ACESSO AO ATENDIMENTO

Marcação de consultas Centralização dos recursos

assistenciais Busca ativa Intersetorialidade

FATORES

INSTITUCIONAIS

CRENÇAS E PERCEPÇÕES DOS PROFISSIONAIS Consciência Mentiras Ganhos secundários Auto-estima Instinto materno

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