IV. Bağımsızlığa Giden Yol
3. ROMANLARIN TARİHÎ OLAYLAR ELE ALINARAK İNCELENMESİ
3.2. Kıbrıs’ta Vuruşanlar (Mücahidin Romanı) Romanının Kıbrıs Tarihiyle İlgis
3.2.12. Türk Mukavemet Teşkilatının Kıbrıs’ta Vuruşanlar Romanındaki Yeri
Observa-se na literatura uma variação nas metodologias de regulação adotadas pelos diferentes países do mundo. Porém, as recentes reformas têm mostrado uma tendência em afastar-se dos modelos tradicionais, baseados em taxa de retorno e custos, e o crescimento dos modelos de regulação por incentivos (JASMAB; POLLIT, 2002). Em um estudo realizado pela Eurelectric (2004), verificou-se que o modelo convencional de taxa de retorno (ROR), ou custo de regulação do serviço, ainda estaria sendo utilizado em muitos países, especialmente na Europa, como por exemplo, Bélgica, Dinamarca, Grécia, Irlanda, Portugal, Alemanha e Romênia. Entretanto, Dinamarca e Irlanda planejavam alterações na forma de regulação passando a utilizar técnicas de benchmarking. A superioridade do regime de regulação por incentivo em relação ao regime de custos levou sua adoção por diversos países, dentre os quais o Brasil, Noruega, Reino Unido, Chile, Grã- Bretanha, Holanda, Colômbia e EUA, dentre outros.
Nos modelos de regulação ROR, os custos a serem incorporados à tarifa são os realmente praticados pela distribuidora, não havendo necessidade de metodologia para determinar o seu valor. Deste modo, os custos incorridos na prestação do serviço são diretamente repassados ao consumidor na tarifa, independentemente de
19
sua razoabilidade e pertinência. Por outro lado, na regulação por incentivos, o regulador procura estimular o ganho de produtividade das empresas a partir do estabelecimento de níveis de custos operacionais eficientes a serem reconhecidos e incorporados à tarifa. Neste caso, ao invés de utilizar os custos efetivamente incorridos pela empresa, os custos utilizados na reposição tarifária são chamados custos operacionais eficientes, definidos pela comparação do custo real da empresa com o custo considerado ideal.
Existem duas metodologias para a determinação destes custos: bottom-up ou Empresa de Referência (ER) e top-down ou benchmarking. Na metodologia ER, define-se uma empresa virtual de distribuição de energia elétrica (única para cada área de concessão) que, em teoria, presta o serviço de forma eficiente nas mesmas condições e ambiente em que a empresa real desenvolve suas atividades. Assim, o regulador estimula a concorrência mediante o desenho de uma empresa imaginária que teoricamente compete com a empresa real.
Esse modelo é construído a partir da identificação e definição de todos os Processos e Atividades (P&As) necessários para prestar o serviço de distribuição de energia elétrica (operação e a manutenção, gestão técnico-comercial dos clientes e atividades de direção e administração). Uma vez identificados todos os Processos e Atividades, são determinados os recursos humanos e materiais necessários para a execução de cada uma dessas atividades.
Os custos associados a estes recursos são então definidos com base nas boas práticas do mercado. Dessa forma, o enfoque da ER pretende simular as condições que enfrentaria um operador entrante no mercado no qual a empresa real presta o serviço de distribuição de energia elétrica.
A eficácia do uso da metodologia de Empresa de Referência no atingimento dos supramencionados objetivos perseguidos pelo regulador foi examinada por Serra (2002) e Fisher e Serra (2002) para os setores de telecomunicações e de distribuição de energia elétrica no Chile, e estes concluíram que o método tem resultado em taxas de retorno bem superiores ao custo de capital como indicativo de uma deficiência regulatória persistente. Por outro lado, Grifell-Tatjé e Lovell (2003) analisaram a questão no contexto do setor de distribuição de energia elétrica na Espanha. Os resultados revelaram que os gerentes das empresas reais mostravam-se melhores na otimização do uso dos fatores produtivos, comparados aos engenheiros que
20
construíram a empresa modelo, a par de indicarem que o emprego da metodologia de Empresa de Referência acarretou a subestimação das economias potenciais de custo em cerca de um terço.
Ainda assim, países como Chile, Peru, Nicarágua, Uruguai e Guatemala baseiam-se na metodologia ER para a definição dos custos. Mais recentemente, as agências reguladoras têm substituído a metodologia ER pela utilização dos métodos de benchmarking, dentre os quais Noruega, Suécia, Inglaterra, Irlanda, Holanda, Austrália, Panamá e, mais recentemente, o Brasil são exemplos de países que utilizam os métodos de benchmarking.
Nestes métodos, a medida de eficiência de uma empresa é dada pela distância da prática observada em relação à fronteira eficiente. Esta fronteira é estimada por métodos paramétricos ou não paramétricos, com base nos dados observados, a partir de modelos matemáticos (estatísticos) que relacionam os custos com as variáveis explicativas (características das empresas), gerando as funções de custos eficientes. Para tanto, é necessário o levantamento dos custos operacionais das empresas e das variáveis6 que determinam esses custos. Dessa forma, o regulador consegue simular, a partir das características reais da empresa (variáveis de custo), quais seriam os custos eficientes que a mesma teria se adotasse as melhores práticas da indústria.
Jamasb e Pollitt (2001), Mota (2003) e Estache et al. (2004) realizam uma revisão abrangente da literatura em análise de eficiência comparativa na indústria de energia elétrica, abordando vários exemplos da utilização dos métodos de benchmarking para aferição do desempenho das empresas. Os autores concluíram que o método não paramétrico DEA e os métodos de fronteira estocástica (SFA) são aqueles mais utilizados e que a escolha de um em detrimento do outro se dá, principalmente, pelo critério de facilidade de uso, por restrições nos dados coletados ou no tamanho da amostra. Porém, o ideal é que a decisão quanto ao método apropriado baseie-se nos propósitos do estudo, no contexto sob exame e na consistência dos resultados apresentados pelas diferentes metodologias.
21