IV. Bağımsızlığa Giden Yol
3. ROMANLARIN TARİHÎ OLAYLAR ELE ALINARAK İNCELENMESİ
3.2. Kıbrıs’ta Vuruşanlar (Mücahidin Romanı) Romanının Kıbrıs Tarihiyle İlgis
3.2.10. Erenköy Olayları ve Hv Plt Yzb Cengiz Topel’in Şehit Edilişi
Para Sappington (1994), a regulação por incentivos pode ser definida como a implementação de regras que encorajam as firmas reguladas a atingir metas desejadas pela concessão. Para tanto, algumas definições são relevantes: i) os objetivos específicos a serem atingidos; ii) o grau de liberdade da firma regulada na tomada de decisões quanto à prestação do serviço, e iii) a firma regulada estará sujeita às ações de fiscalização do regulador, seja através dos resultados operacionais ou do estabelecimento de metas associadas à qualidade e à eficiência do serviço.
Como já discutido, a firma regulada possui melhores informações a respeito da prestação do serviço e, portanto, torna-se necessário que sejam empregadas medidas que incentivem a firma regulada a utilizar essa informação em prol de interesses que sejam comuns aos da sociedade, para que ambas as partes obtenham ganhos. Essa situação ocorre, por exemplo, quando a firma tem conhecimento de que uma mudança tecnológica, que reduzirá o custo de operação, pode ser implantada. Porém, se não houver um mecanismo regulatório que permita a firma apropriar-se de, pelo menos, uma parte do ganho obtido, a mesma não terá interesse em reduzir os custos, mesmo que possível (KESSLER, 2006).
Os mecanismos utilizados em uma política regulatória devem considerar o conflito de interesses e a presença da assimetria de informação, presentes devido ao fato de se tratar de monopólio natural, como restrições a serem acomodadas simultaneamente na busca da eficiência. Uma formalização da política regulatória, sob a ótica da regulação por incentivos, é apresentada por Sappington (1994).
No contexto do segmento de distribuição de energia, o desenho de uma política regulatória pode ser visto como a resolução por parte do principal (agência reguladora) do seguinte problema:
max ER { V(P, X, A)| IR} (1)
condicionado a:
EF { (P, X, A)|IF} (2)
14
em que E são as expectativas do regulador (ER) e das distribuidoras (EF); V o valor da função objetivo; I as informações disponíveis para o regulador (IR) e para as distribuidoras (IF); P os instrumentos da política regulatória; X os resultados observáveis das distribuidoras, e o comportamento não observável das distribuidoras (A); o lucro do setor não-regulado ( ). A condição de equilíbrio a ser atendida é que o lucro esperado pela distribuidora ( ) seja maior ou igual ao do mercado não regulado.
Na definição do formato da política regulatória (1), que maximiza o valor (V) da sua função objetivo, o regulador deverá considerar a informação que lhe é disponível (IR) e os instrumentos da política regulatória (P), dada às informações disponíveis (IR), irão especificar a forma como o regulador exercerá a sua função na prática.
Para tanto, os instrumentos (P) mais comumente utilizados são os preços máximos (price cap); controle do retorno sobre o lucro; controles financeiros; e penalidades. Esses instrumentos são aplicados considerando os resultados observáveis (X) das distribuidoras, como por exemplo, custos, qualidade do serviço e rentabilidade. Porém, o regulador tem que considerar que uma parcela das decisões tomadas pela distribuidora não pode ser observada (A) pela ação regulatória, mas que essas decisões afetarão de forma equivalente seu desempenho (KESSLER, 2006).
A distribuidora regulada, por sua vez, escolhe as ações que maximizam (3) o lucro esperado ( ), considerando a informação a sua disposição (IF) e os instrumentos da política regulatória definidos pelo regulador (P). Essa função representa a restrição quanto ao conflito de interesses entre regulador e firma regulada.
A equação (2) define a restrição de participação nesse modelo, em que o lucro esperado da distribuidora ( ) seja pelo menos igual ao lucro esperado no setor não regulado ( ).
Os instrumentos da política regulatória (P) estão contidos nos contratos de concessão e referem-se ao estabelecimento de normas e procedimentos a respeito da forma como o serviço deve ser prestado e os direitos e deveres do consumidor e da concessionária. Esses procedimentos regulamentam as tarifas que serão cobradas pelo serviço, a forma de repasse das variações de custo, as regras gerais para o fornecimento de energia elétrica aos consumidores, as fiscalizações (conteúdo, periodicidade, forma, etc.) às quais a concessão deve ser submetida, os
15
compromissos e garantias para a segurança na continuidade do fornecimento de energia elétrica, entre outros.
No conjunto de normas está definida uma série de indicadores pelos quais o regulador controla a quantidade e a eficiência da firma na prestação do serviço regulado. Dentre esses indicadores, destacam-se a qualidade no fornecimento de energia elétrica (DEC e FEC)4, o desempenho econômico-financeiro e a satisfação do consumidor. Esse conjunto de informações traduz-se no que o modelo denominou de resultados observáveis pelo regulador (X), pois representa o conjunto de dados a disposição do regulador a respeito da forma como a concessionária está prestando o serviço.
Por fim, o comportamento das firmas reguladas que não é observável (A) pelo regulador decorre das decisões e estratégias empresariais que cada uma das firmas que operam no setor toma como forma de atender aos seus objetivos individuais e aqueles decorrentes do marco regulatório. Esse é o ponto principal nesse modelo, pois é através da possibilidade do gerenciamento de determinadas alternativas não observadas pelo regulador que as firmas procurarão maximizar o retorno esperado do negócio regulado. E, através da possibilidade de que existam ganhos potenciais que podem ser alcançados com o desenvolvimento do negócio regulado, é que o regulador precisa desenvolver mecanismos eficientes de incentivo para que as firmas sintam-se encorajadas a fazer escolhas que produzirão ganhos para todos os envolvidos no processo do serviço regulado.
Deste modo, fica evidente que a assimetria de informação existente entre o regulador e firma regulada, como já destacada anteriormente, é a peça fundamental no desenho regulatório proposto por Sappington (1994), pois, na grande maioria das situações que surgem, o regulador não consegue medir com precisão a dificuldade e o custo necessários para que a empresa melhore seu desempenho operacional, encontrando, consequentemente, dificuldade em ajustar com precisão como a firma deve ser recompensada ou penalizada e, ainda, quando são atingidos ou não os objetivos propostos pelo modelo regulatório. Deste modo, ajustar padrões de
4 DEC- duração equivalente da interrupção do fornecimento de energia elétrica por unidade
consumidora e o FEC- frequência equivalente da interrupção fornecimento de energia elétrica por unidade consumidora.
16
desempenho que sejam apropriados às estruturas de recompensa e de penalidade definidos é o ponto central de uma política regulatória (KESSLER, 2006).