2. GEREÇ VE YÖNTEM
2.2. Yöntem
2.2.4. Tükürük, DOS ve Subgingival Bakteri Plağı Toplama Yöntemleri:
84 No dia 18/04/2012 a justiça interditou o CT de Itaguaí, proibindo o clube de utilizar o local. Menos de um mês depois o Vasco conseguiu uma liminar que revertia aquela decisão. Quatro meses após a morte do garoto, divulgou-se o laudo médico oficial: constatou-se que Wendel apresentava, de fato, problemas cardíacos que causaram o mal súbito, levando-o a óbito.
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As questões táticas se referem à outra esfera muito trabalhada num ambiente futebolístico dentro de campo. É algo estudado, esquadrinhado, medido e previsto intensivamente. No geral, cabe à comissão técnica e, sobretudo, ao treinador definir e escolher a melhor maneira de sua equipe atuar, ou seja, a melhor forma de dispor os jogadores nas posições mais adequadas, formando a equipe mais forte possível, em todos os setores. Em conversa com um treinador da seleção brasileira sub 17, em setembro de 2013, discutimos as principais diferenças entre as três categorias de base, quais sejam, sub 15, sub 17 e sub 20. Na sua opinião, a oscilação em relação ao desempenho de um futebolista tende a diminuir com a idade.
O sub 15 representaria o apogeu da instabilidade, muito por fatores fisiológicos, ou seja, as alterações hormonais e de outras substâncias que influenciam nos metabolismos e disposições psicológicas de adolescentes nesta idade. Citei uma entrevista para um canal de televisão na qual o treinador havia afirmado estar aprendendo bastante no trabalho com jovens futebolistas, já que sua experiência, até então, se dava somente em relação ao ambiente profissional. Ele disse que a diferença principal era em relação ao sub 15, onde o tratamento precisava ser um pouco diferenciado, dada a precocidade física e mental dos jogadores. A partir do sub 17 o tratamento é semelhante ao utilizado entre os adultos. “Aqui no 17 eu tenho que falar duro com eles, chegar a porrada”, disse o treinador, que se utilizou do sentido figurado ao mesmo tempo que bateu o punho direito contra a mão esquerda espalmada, apontando para o amadurecimento precoce de futebolistas de base no cenário atual. Do grupo que estava reunido ali em Itu – vinte e cinco atletas – onze já treinavam e/ou jogavam entre os profissionais em seus clubes. “No meu tempo, as coisas começavam a mudar no sub 20. Hoje não, já se trabalha parte tática no sub 13. O Barcelona trabalha tática no sub 1385”.
85 Em entrevista ao jornal espanhol El Pais, no final de outubro de 2013, o atacante mexicano Giovani dos Santos, que jogou no FC Barcelona entre 2002 e 2008 – desde o sub 17 até o profissional – afirmou, sobre as condições de jogar no clube catalão, confirmando as palavras de Alexandre Gallo: “me
sorprendió que, con 12 años, te trataban como un profesional: te lavaban la ropa, te daban botas, el neceser, la comida, íbamos al cole todos juntos… mientras en México no había duchas, campos de tierra… Al principio fue complicado: se asocian más y es mucho más rápido. La escuela del Barça te exige muchísimo. En México no me exigían controlar bien o no me daban la bronca por un mal pase. En La Masia te exigen la perfección. La competencia es máxima”. Em tradução livre: “me surpreendeu que, com 12 anos, te tratam como um profissional: lavam sua roupa, te dão chuteiras, coisas de banho, a comida, íamos em ônibus todos juntos...enquanto no México não havia chuveiros, jogávamos em campos de terra...No começo foi complicado: tocam mais a bola e é muito mais rápido. A escola do Barça te exige muito. No México não me exigiam controlar bem ou não me davam bronca por um passe errado. Em La
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Formas e padrões de jogo não constam nas regras deste esporte e, por isso mesmo, a maneira como uma equipe joga pode variar bastante. Assim, de acordo com treinamentos, concepções teóricas, técnicas e físicas, um treinador define a maneira como dividirá seus dez jogadores de linha situando-os, comumente, em três fatias do campo: defesa, meio de campo e ataque. Como diz Toledo (2002), as regras seriam uma característica de primeira natureza no futebol, porque são universais, sendo aplicadas e seguidas ao redor de todo o globo. Formas e padrões de jogo seriam características de segunda natureza, adjacentes a uma terceira, que é percebida nos diferentes estilos de jogo, ou o que o autor denomina por formas-representação (como a escola gaúcha, a carioca, a brasileira, a italiana). Dessa maneira, definir um esquema tático para uma equipe indica pressupor itinerários prévios aos atletas em campo, que precisam cumprir deveres relacionados ao posicionamento e funções em sincronia com seus companheiros, também atentos às configurações apresentadas pelo adversário.
No caso da seleção brasileira sub 17, a equipe costumava ser escalada no 4-2-3- 1. O treinador confessou que buscava certa padronização, algo também visto entre os uruguaios: havia, sim, recomendação de se atuar da mesma maneira em todas as seleções de base do Brasil. Na sua visão, essa era a mesma forma de jogar utilizada por Luiz Felipe Scolari na seleção adulta e por grande parte dos times profissionais de futebol em todo o mundo. Para ele, na prática, este esquema proporcionava um posicionamento no 4-3-3 com a posse da bola e, sem ela, no 4-5-1, ou seja, os jogadores que atuam no meio de campo, pelas laterais, teriam que voltar para recompor o meio e marcar os avanços dos adversários nesses setores.
Aqui vemos quatro subdivisões do gramado, e não as três mais conhecidas. Esta é uma nova maneira de se pensar tática no futebol e de dividir o campo de acordo com linhas de jogadores. É muito comum pensar o futebol separando-se em três os setores de armação de uma equipe: defesa, meio de campo e ataque, como dito. Temos, assim, um vasto número de esquemas pré-montados e pensados para o posicionamento de um time: 4-4-2, 4-3-3, 3-5-2, 3-4-3, etc. De alguns anos para cá surgiu uma nova maneira de dividir o campo, acrescentando mais uma linha de jogadores a preencher os espaços: é então daí que apareceram esquemas assim concebidos: 4-2-3-1, 4-4-1-1, 3-4-2-1, 3-4-1- 2, 3-1-3-3, etc. Daí a aparente confusão em estabelecer se o esquema adotado pelo
Masia [como é conhecida o local onde treinam as equipes de base do Barcelona] exigem sua perfeição. A competição é máxima”.
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treinador era o 4-3-3, 4-5-1 ou 4-2-3-1; até mesmo o próprio treinador enumerou os três esquemas quando falava de sua equipe. Assim, vemos que existem diferentes maneiras de se “ler” uma partida e interpretar o posicionamento dos atletas em campo.
Na prática, com o movimentar das equipes e as necessidades que surgem durante um jogo, pode-se interpretar a forma de atuar tanto pelo modo mais antigo, com três linhas, como também pelo mais atual, quando são quatro as subdivisões em campo. Vejamos:
“Algo similar ocurre con los esquemas numéricos que pretenden reproducir la colocación de los
jugadores en el campo. Guardiola los desprecia: ‘Solo son números de teléfono’. Uno de sus mentores, Juanma Lillo, va más lejos: ‘No están colocados en esas posiciones ni siquiera en el saque inicial’. Pero para facilitar la comprensión utilizamos dichos esquemas. Si en España decimos que Guardiola juega siempre con un 4-3-3, em Alemania diremos que es un 4-1-4-1. Parece muy diferente, pero es exactamente lo mismo: cuatro defensas, un mediocentro, dos centrocampistas interiores más dos extremos y, por delante de todos, un delantero. Ninguno de estos esquemas puede resumir la complejidad del juego de un equipo86” (Perarnau, Ibidem: 47).
Jornalistas especializados também se confundem e podem ser reproduzidas análises muito distintas sobre um mesmo jogo. A este trabalho coube a função de tentar interpretar essas reproduções e buscar o que pode significar isso para os envolvidos diretos: treinadores e jogadores. Se nos debruçarmos sobre o modo de jogo utilizado pelo treinador no Sul-Americano sub 17, percebemos que embora sua equipe tenha quase sempre mantido o esquema tático, seus atletas exerceram variadas funções em campo, especialmente os meio-campistas, que precisaram se adaptar às exigências momentâneas de um jogo de futebol. Numa mesma partida uma equipe pode atuar, a partir do padrão tático apresentado, de diferentes maneiras. Buscamos analisar e anotar sempre a escalação e o esquema tático utilizado, de modo a buscar entender como essa
86Em tradução livre: “Algo parecido ocorre com os esquemas numéricos que pretendem reproduzir a colocação dos jogadores em campo. Guardiola os despreza: ‘São somente números de telefone’. Um de seus mentores, Juanma Lillo, vai mais longe: ‘Não estão colocados nessas posições nem sequer no pontapé inicial’. Mas para facilitar a compreensão utilizamos os ditos esquemas. Se na Espanha dizemos que Guardiola joga sempre com um 4-3-3, na Alemanha diremos que é um 4-1-4-1. Parece muito diferente, mas é exatamente o mesmo: quatro defensores, um volante, dois meio campistas internos mais dois abertos e, à frente de todos, um atacante. Nenhum destes esquemas pode resumir a complexidade do jogo de uma equipe”.
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seara é estruturada, montada e colocada em prática. E isso foi visto, sobretudo, em relação às seleções brasileiras –trazemos tais análises no capítulo III.
A flexibilidade dos laços em clubes, diferentemente, é tamanha que uma equipe pode ter toda sua comissão técnica alterada em questão de meses, reconfigurando todo o trabalho de manutenção e desenvolvimento de uma forma específica de jogar. Não vimos qualquer intenção ou planejamento neste sentido nos clubes etnografados, tanto brasileiros – São Carlos, Vasco e Penapolense – como uruguaios – Danubio e Nacional (de que trato na próxima seção). A perspectiva de intensa movimentação que é intrínseca ao cenário do futebol de base, como apontado, talvez seja a responsável por evitar que um planejamento desta natureza seja colocado em prática, já que não é somente os atletas que se movimentam, senão todos os demais membros de comissões técnicas.
O Atlético Paranaense é o único a diferenciar-se, em alguma medida. Uma metodologia aplicada pelo DIF indicava aos treinadores das equipes de base que propusessem maneiras de jogo semelhantes àquelas utilizadas pela equipe profissional. A análise aqui não avança em maiores detalhes porque isso não foi percebido de modo mais profundo: os discursos se contradisseram algumas vezes – entre os membros extracampo do DIF, representados pelos diretores Pedro Martins, William e Gustavo Fragoso – e aqueles que trabalhavam diretamente no campo – caso dos treinadores Dejan Petkovic e Marcelo Vilhena. Pareceu-me em alguns momentos que os últimos não quiseram expor maiores detalhes com relação a forma de suas respectivas equipes jogarem, coisa que foi ouvida pelo etnógrafo da boca dos diretores.
Em relação à seleção uruguaia, o projeto coordenado pelas seleções de base indica que todas as equipes atuem da mesma forma. Há certa liberdade para que cada treinador escolha o esquema preferido, mas há como um modelo na seleção adulta, o quase imutável 4-4-2, que geralmente é seguido. Além de toda questão técnica, tática e física que se relaciona àquilo que acontece dentro de campo, assunto tratado até aqui, há ainda todo um enorme compêndio de relações a que cada um de nós está sujeito, e com estes atletas não é diferente, como estamos tentando demonstrar ao longo deste trabalho. Mostraremos como num outro contexto de produção futebolista outras lógicas podem ser acionadas na produção de novos atletas. No Uruguai, nossas observações se deram em dois clubes, Nacional e Danúbio, mas principalmente nas seleções de base sub 15 e
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sub 17 – a mesma idade e geração acompanhada entre os brasileiros. Veremos agora como isso foi colocado em prática, destacando-se também as questões psicológicas e sociais, que igualmente fazem parte do conjunto de preceitos que abrangem na atualidade a formação de jogadores em “regime profissional de base”.