• Sonuç bulunamadı

1. GĠRĠġ

1.4. DiĢeti Büyümeleri

Ao tentarmos captar os percursos desses jovens aspirantes à carreira futebolística a noção de movimento parece mais do que uma metáfora. O movimentar desses jovens, o que poderia trazer consigo a noção de trajetória, parece mais complexa que a unilinearidade que este último evocaquando enunciado por muitos outros atores. Estes jovens se movimentam em linhas mais tênues e não há um único deslocamento a definir seus destinos no futebol. Daí pensarmos na multiplicidade de movimentos que, como um compósito, vão delineando suas experiências e enunciando linhas em relação. Por isso a dimensão da incerteza permeia os traçados movediços que envolvem esses jovens no campo do futebol de base. Escolhas prévias são desmentidas, vocações surgem inesperadamente, deslocamentos são feitos no transcurso das relações que estabelecem com treinadores, dirigentes, agentes, mas também com clubes, centros de treinamento e alojamentos, condições materiais que irão balizar histórias de sucesso ou fracasso. Daí os cuidados com o uso do termo trajetória, espécie de ilusão biográfica (Bourdieu, 1996a) que supõe retrospectivamente alguma coerência no encadeamento dos acontecimentos explicados no presente.

Numa das muitas conversas que tive com meus interlocutores em campo, pude ouvir de um preparador físico o termo “rodar”, utilizado na tentativa de expor os caminhos que esses jovens trilham na busca pela carreira, categoria observada por Rial (2003; 2008): “Tem que estar sempre rodando, rodando, para aprender as coisas. Sempre agregar”. Nota-se que a instabilidade é uma marca definidora da situação desses jovens que percorrem inúmeros clubes, centros de treinamentos e campeonatos a fim de se firmarem na busca pelo profissionalismo. E isso não acontece somente com futebolistas.

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Demais membros de comissões técnicas também entram neste sobe-e-desce, como mostra a fala deste preparador físico da equipe júnior do São Carlos, à época de um torneio sub 19. Mário falou também sobre os contatos, ou o que já abordamos em outra oportunidade31 ao ouvir a frase que diz “futebol é relacionamento”. Roberto Santana, o treinador e líder daquela comissão técnica do São Carlos fora jogador profissional e trabalhou com Mário em Santa Catarina. Quando “pendurou as chuteiras”32 tornou-se treinador e chamou o preparador físico para fazer parte de sua equipe no São Carlos. Após a última edição da Copa São Paulo de Futebol Júnior acompanhada por este trabalho – em janeiro de 2014 – ambos foram alçados à equipe profissional e trabalharam como auxiliares durante a disputa do Campeonato Paulista da série A3. No meio do torneio Santana assumiu de modo efetivo o comando após demissão do primeiro treinador; depois da campanha, foi contratado pelo CA Juventus, levando consigo o companheiro Mário, além de um auxiliar técnico que conheceu durante esta passagem pela cidade do interior paulista33.

É comum também que treinadores acompanhem a mesma geração de atletas à medida que crescem e mudam de categoria. Fabian Coito Machado34, um de nossos interlocutores no Uruguai, deslocou-se entre o sub 17 e o sub 20 da seleção de seu país em três anos (2011-2014). Isso foi visto no São Carlos, no Vasco, no Atlético Paranaense e, na teoria, era para ter acontecido também nas seleções brasileiras de base. Como vimos na introdução35, o projeto foi abandonado após a saída do coordenador e levou-se um tempo considerável até que Alexandre Gallo fosse efetivado no cargo.

31 Ver Palmiéri (Idem).

32 Expressão utilizada no meio futebolístico que indica quando um jogador profissional para de jogar e deixa os gramados, ao menos como atleta. Pode, a partir daí, assumir outras funções, que se relacionam ou não com o futebol. No geral, a vida de um futebolista profissional termina um tanto cedo, ao redor dos 35 anos de idade.

33 Mais um breve exemplo de como a movimentação é intensa no futebol de base a ponto de aproximar instâncias que parecem, a princípio, muito distantes entre si: quando iniciei minhas observações junto ao São Carlos, um dos treinadores era Guilherme Dalla Déa, que comandou a equipe sub 17 (2008), sub 20 (2010 e 2011), além de uma breve passagem pela equipe profissional. Em seguida, foi contratado pelo São Paulo e dirigiu a equipe sub 15 por três anos. No início de 2015, foi o escolhido pela CBF para comandar a seleção brasileira sub 15.

34 Fabian Coito Machado nasceu em 17/03/1967, em Montevidéu, Uruguai. Jogou profissionalmente até 1999 com passagens por clubes uruguaios e chilenos, além de atuar em Honduras, Perú, México e Chipre. Como treinador, trabalhou no Central Español, Peñarol e desde 2007 na seleção uruguaia (2007-2009 no sub-15 e desde então no sub-17).

35 A escolha de Ney Franco como coordenador geral das seleções brasileiras de base a o posterior abandono do trabalho quando o treinador aceitou o convite para ser treinador da equipe profissional do São Paulo FC.

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O cenário são-carlense estava consideravelmente alterado quando retornei a visitá-lo (em novembro de 2013) na tentativa de reestabelecer os contatos. Por conta da observação de outros contextos etnográficos havia quase um ano que não frequentava as dependências do estádio Luisão36. A intenção era ver de perto o trabalho de preparação para a referida competição e, para conseguir autorização, vi que quase todos os funcionários do clube haviam sido substituídos. Era como se chegasse num clube novo e o protocolo me instruía que me apresentasse outra vez, expusesse novamente as intenções da pesquisa, passasse pelos anseios que cercam essas ocasiões, pedisse e esperasse para estabelecer novos contatos.

No Vasco aconteceu o mesmo. Meu primeiro contato se deu através da figura do coordenador das categorias de base, Otávio Costa, no início de 2012. Quando retornei ao Rio de Janeiro seis meses mais tarde, intentando reestabelecer e completar a etnografia iniciada, fui barrado na porta do CT de Itaguaí porque simplesmente não tinha autorização. Tentando justificar-me, disse que Costa já me conhecia e já havia me autorizado: “O Otávio nem trabalha mais no Vasco. Agora é o Mauro Galvão37. Você tem que falar com o Mauro Galvão lá em São Januário”. Tive de voltar à sede do clube, em São Cristóvão, e enfrentar todo o processo novamente: marcar uma entrevista, esperar algumas horas e finalmente ser recebido na sala do coordenador da base, sob as arquibancadas do antigo estádio vascaíno. Novos laços, novas cumplicidades precisariam ser criadas. O que aconteceria com este trabalho se as portas não fossem abertas cada vez que as pessoas se movimentassem?

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Mas a noção de movimento implicada na tese conjuga várias formas de deslocamento no espaço social do futebol de base, seja o deslocamento espacial ou ecológico que impõem aos jogadores buscarem melhores condições e oportunidades, seja num outro plano que diz respeito ao deslocamento técnico imposto pela

36 Como também é conhecido o estádio Prof. Luis Augusto de Oliveira. De propriedade do município, foi construído entre os anos 1950 e 1960 e foi utilizado pela antiga equipe da cidade, o Grêmio Esportivo São-Carlense, que fechou as portas em 2003 e deu lugar ao novo clube, o São Carlos Futebol Clube. Passou por inúmeras modelagens e atualmente tem capacidade para não mais que 10 mil torcedores. 37 Mauro Geraldo Galvão (19/12/1961) é ex-futebolista profissional, tendo jogado como zagueiro entre 1979 e 2002. Atuou no Internacional, Bangu, Botafogo, Lugano (Suíça), Grêmio e Vasco da Gama. Pela seleção brasileira, disputou vinte e seis partidas, inclusive os Jogos Olímpicos de 1984 e a Copa do Mundo de 1990.

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materialidade do próprio jogo, onde o deslocar-se faz parte da pedagogia e dos fundamentos do jogo.

Em relação aos futebolistas, principais interlocutores da pesquisa, movimentação implica em pensar no estatuto da corporalidade, seguindo a fórmula maussiana, e também levar em conta a materialidade que cerca o movimento desses atletas. Como indica Sautchuk (2007), seguindo o sociólogo francês, pensamos que

“assim, Mauss toma o corpo humano enquanto um elemento a ser abordado pela tecnologia (leia- se estudo da técnica), considerando a técnica enquanto fator de transformação do ponto de vista morfológico (tendões, ossos) e do comportamento, dado pelo habitus (Mauss usa como exemplo sua dificuldade para se desvencilhar de seus próprios gestos). Além disso, ele mostra uma visão não utilitária, evidenciando a técnica como um modo de atuação em diversas esferas, não necessariamente produtivas (relativiza assim a ideia de eficácia), e a considera como algo que varia segundo as tradições e que passa por um processo de transmissão” (Sautchuk, Ibidem: 10).

Descentraliza-se, assim, o sujeito cognoscente que aprende técnicas (Mauss, Idem), mas que, ao mesmo tempo, ganharia certa autonomia diante da materialidade do mundo. De uma perspectiva bem mais recente, a ingoldiana, as relações com o mundo se dão de modo mais tênue ou tenso, e percebe-se a produção de relacionalidades que se apresentam múltiplas. Ou seja, futebolistas se movimentam dentro de campo, afirmação um tanto óbvia, mas que traz implicações no que se refere à dinâmica de incorporação das técnicas necessárias ao aprendizado dos fundamentos e, ainda, notamos que tais técnicas não estão dissociadas do contexto e interação que se estabelecem entre os jovens, suas capacidades aprendidas e o contexto em que são manipuladas.

Márcio, um canhoto aspirante a volante e capitão da equipe juvenil do Vasco em 2012, deixou a família no interior do Pará para morar em São Januário. Muito calmo e sempre com sorriso nos lábios, parecia sempre disposto a treinar e jogar. Segundo me confidenciou o coordenador da equipe, uma vez por ano, se tanto, o garoto retornava àquela que era tida, segundo histórias que ele mesmo contava, como sua violenta cidade natal no interior do Pará.

Daniel Pessoa, atacante, era outro a atravessar o país para jogar futebol. Deixou seu estado, o Amazonas, aos onze anos para fazer um teste no Vasco. Foi aprovado e desde então vinha sendo artilheiro do time em diversas competições. Aos dezessete anos era forte, rápido e demonstrava refinamento ao tocar na bola. Peço que mantenhamos seu perfil na memória quando falarmos mais sobre ele, um pouco adiante.

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Outro deslocamento, observado num outro contexto da pesquisa – desta vez em São Carlos – era realizado pelo atacante Lucão, que deixou os pais em Araraquara para defender o clube da cidade vizinha, o São Carlos. As duas cidades estão muito próximas – cerca de quarenta e cinco quilômetros, num percurso que poderia ser feito diariamente. Todavia, não para seu pai: “Ah, não dá. Ele tem que fazer parte do grupo, né. Tem que estar no dia a dia, senão é como se não estivesse aqui”. Havia outros ainda que vinham a São Carlos, semanalmente, de cidades vizinhas como Itirapina, Descalvado e Ibaté.

Correr e deslocar-se são atividades inerentes aos que praticam este esporte, porém, tais deslocamentos podem ser percebidos como sendo mais profundos, colocados à prova num outro plano, como numa troca de posição, e aqui deslocamento e movimentação sugerem troca de aptidões e sujeição aos sentidos (táticos) do jogo.

Bruce chegou ao clube cruz-maltino38 com apenas doze anos de idade para ser atacante. Difícil imaginar o camisa três, que desarmava os adversários e ganhava quase todas as bolas aéreas, jogando como atacante e vestindo a camisa nove. Bruce foi recuado, moveu-se lá da linha de frente para a dos defensores, o penúltimo bastião de segurança que tem uma função tão importante quanto básica: evitar que o time seja vazado. O mesmo aconteceu com Anderson Foguete: também de atacante a defensor, mas este vestia a camisa dois dos laterais-direitos. Muito rápido e habilidoso, fazia jus à alcunha: partia para cima dos adversários sem pestanejar aproveitando-se da leveza de suas pernas curtas. Parecia ser bem difícil alcançá-lo. Suas atuações pelo Campeonato Carioca e seleção brasileira lhe proporcionaram uma grande mudança, quando deixou seu estado natal para viver em Cotia-SP, no centro de treinamento das categorias de base do São Paulo. Seu treinador na seleção brasileira infantil (2011), Marquinhos Santos sempre recorria ao inicialmente lateral esquerdo Yan Peter, titular da seleção brasileira no sul-americano sub 15, quando intentava fazer alguma alteração durante as partidas. Trocava atletas e alterava o sistema de jogo, mas seguia com o garoto do Internacional no time: hora ele atuava na linha dos volantes, do lado esquerdo, hora na linha de três meio campistas, também na mesma faixa, além da lateral, sua posição de origem até então. Curiosamente, Yan foi pré-convocado para o sul-americano sub 17 na Argentina (2013). Seria uma boa oportunidade para vê-lo atuar, até mesmo porque ele, à

38 A expressão se refere à cruz de malta, símbolo católico que há muito tem ligações com os portugueses, o grupo de imigrantes majoritário envolvido na fundação do Vasco da Gama. O símbolo está presente no escudo do clube e estampado na camisa.

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época, jogava como atacante, posição para a qual foi chamado; no fim acabou preterido pelo treinador e ficou de fora da lista final.

Caio, que em 2011 vestiu a camisa dez da seleção brasileira sub 15, jogava no centro da linha de três meio campistas desta mesma equipe comandada por Santos. Era um dos responsáveis por alimentar o ataque e estava quase sempre próximo ao gol. Dois anos depois o jogador realizou outra função na equipe juvenil do Brasil, mais recuado, como volante. Seu treinador na seleção sub 17, responsável direto pela mudança, explica:

“Eu acho que o Caio vai ter que se reinventar como jogador. Ele não pode ser meio campista porque não tem velocidade e corpo para jogar de costas para a marcação. Você imagina se tem o Danilo [volante, companheiro de Caio no clube, o Vasco, e na seleção] marcando ele? Não vai jogar. Aí o que ele faz: começa a recuar e se aproxima dos volantes para buscar o jogo, porque ele gosta de jogar com a bola. Abre-se um espaço muito grande entre nosso meio e o ataque que é impossível para ele preencher. Eu já conversei isso com o Sorato [técnico da equipe sub 20 do Vasco da Gama]”.

Caio, atuando como volante, teve desempenho abaixo do esperado. O capítulo III trará maiores detalhes sobre este que foi um dos meus principais interlocutores. Este mesmo capítulo traz, em detalhes, como o treinador da seleção brasileira sub 17 propunha que seus jogadores de meio campo se movimentassem muito e trocassem de posições durante uma mesma partida.

Há ainda outra movimentação observada: aquela por entre as categorias de base. Essas divisões ou classificações podem se mostrar extremamente rígidas, impedindo idas e vindas e exigindo que requisitos sejam cumpridos à risca, principalmente quando analisamos competições oficiais e as condições impostas pelos limites de idade. Mas a depender da conjuntura alguns garotos podem pular etapas e passar do infantil ao júnior, por exemplo, mesmo que temporariamente. De acordo com o discurso hegemônico podem ocorrer ganhos e perdas, o que influenciaria, em alguma medida, o futurodesses jogadores.

Os exemplos, mais uma vez, são inúmeros: no início de 2012, quando acompanhei os juvenis do Vasco, parte daquele grupo debutava na categoria – aqueles nascidos em 1996. Os nascidos em 1995 já estavam no segundo ano de sub 17. Durante o ano alguns daqueles, os mais novos, como Caio e Danilo (ambos 96), disputaram

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torneios na categoria acima, o sub 20. Defenderam o clube no Campeonato Brasileiro sub 20 e na Copa São Paulo 2013, competição que nesta edição limitou a participação de atletas com até dezenove anos de idade. É muito comum, e isso foi visto tanto no Vasco como no São Carlos e Atlético Paranaense, jogadores neste estágio (juniores, portanto sub 20) “subirem” e depois “descerem” de categoria, defendendo os profissionais nalguma competição, mas que tão rápido retornam à base, seja pela falta de espaço no elenco maior, seja pela falta de preparo físico, técnico e até mesmo psicológico, algo que é lido e definido por aqueles que trabalham no dia-a-dia do clube. A seleção sub 17 reunida em Itu contava com vinte e cinco jogadores em setembro de 2013; destes, onze já estavam integrados ao elenco profissional em seus respectivos clubes. Vejamos a opinião do coordenador das categorias de base do Vasco, seu Teixeira:

“Isso é uma transição muito complicada. Se você não tiver cabeça para lidar com a cabeça desses meninos nessas transições você acaba os prejudicando. Por qual motivo digo isso? Pelo fato do menino viver outro ambiente quando sobe para o profissional. Ele começa a viver outra realidade, outro ciclo, outro glamour e quando esse garoto tem que retornar para a base, seja para os juniores, seja para o juvenil, isso causa para ele um incômodo muito forte. Eu acho que tem que ser muito bem trabalhada essa transição, como a gente vem fazendo agora com o Caio e Danilo. Eles estão no juniores, mas não perdem contato com a gente (...) Acho que esse ir e vir é muito produtivo para que eles comecem a se ambientar dentro dessa nova realidade e não se ‘achem’39 dentro dessa nova realidade.”

É preciso ter em mente que tais circulações não são meros movimentos livres. Em contrário, tudo parece estar sendo cuidado e medido para que nada aconteça fora do planejado – o que, como veremos nesta tese, nem sempre é alcançado. Quando visitamos o CT do Caju, casa do Atlético Paranaense em Curitiba, intentávamos o contato com dois atletas que este trabalho acompanhava há algum tempo desde outros cenários: Valdir e Nathan, ambos jogadores das seleções brasileiras de base (sub 15 e sub 17 para o primeiro, sub 17 e sub 20 para o segundo). Mas eles não estavam

39 O verbo “achar”, aqui, tem o sentido de indicar que os futebolistas podem pensar sobre si mesmos de maneira à sobrevalorizá-los ou sobrevalorizar suas próprias capacidades por, momentaneamento, ocuparem um lugar entre os profissionais do futebol. É, digamos, um estágio acima do futebol de base, mas ainda um período transitório, sem a garantia que ali permanecerão e não mais voltarão a descer degraus. Por isso o cuidado da comissão técnica e diretores para que esses jovens não deixem essa condição “subir-lhes” à cabeça e possivelmente prejudicar todo o processo de construção e sequência da carreira.

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presentes nos treinamentos daquela semana; incorporados ao elenco profissional, viajaram à Bolívia, onde o Atlético jogaria pela Copa Libertadores da América e se ambientava à altitude de La Paz naquela semana. Tratavam-se de jogadores com idade para jogar em equipes sub 20 mas, dada suas capacidades e as necessidades da equipe adulta, foram alçados ao profissional. O companheiro de clube Marcus Guilherme seguiria o mesmo caminho meses depois. Mesmo ainda com dezessete anos, disputou o segundo turno do Campeonato Brasileiro (2014) pela equipe profissional e logo depois “desceu” para a base, a defender a seleção brasileira durante o sul-americano sub 20 (2015).