18-RİSK/DUYARLILIK ANALİZİ I-RİSK ANALİZİ
III- SWOT ANALİZİ
A população alvo, objeto de estudo, é o conjunto das pessoas que satisfazem os critérios de seleção definidos previamente e que permitem fazer generalizações (Fortin, 2009), sendo no caso da nossa investigação as pessoas com ostomia de eliminação intestinal, inseridas na área de abrangência da Unidade Local de Saúde (ULS) em estudo. Como raramente se tem possibilidade de estudar a população alvo na sua totalidade, segundo Fortin (2009) examina-se a população acessível. Tanto quanto possível ela deve ser representativa da população alvo e no contexto do nosso estudo, optámos por selecionar as pessoas com ostomia de eliminação intestinal, inscritas, no momento, no programa informático “Ostomizados” do Sistema de Apoio à Prática de Enfermagem (SAPE). Os enfermeiros da ULS participante documentam os seus dados no SAPE, no qual é possível categorizar os utentes da Comunidade, em função de Programas de Saúde, sendo um deles o programa “Ostomizados”.
No período do decurso do estudo o programa “Ostomizados” incluía cerca de 270 utentes, abrangendo pessoas com diversos tipos de ostomia, as de eliminação intestinal, de eliminação urinária, de alimentação, respiratória, entre outros. Tendo em conta as características deste grupo parametrizado, foi necessário definir critérios de inclusão e exclusão para selecionar as pessoas com potencialidade de participar no estudo. Na tentativa de obter uma amostra mais homogénea, determina-se com a ajuda de critérios, as características que se deseja encontrar nos elementos da amostra (Fortin, 2009), servindo os critérios de exclusão para determinar os indivíduos que não farão parte da amostra.
Página | 52 ESEP_ MEC 2010/2011 Neste estudo, definem-se como critérios de inclusão: pessoas portadoras de ostomia de eliminação intestinal (temporária ou definitiva) com idade igual ou superior a 18 anos.
Como critérios de exclusão definem-se: pessoas portadoras de uma ostomia que não do tipo de eliminação intestinal e pessoas com dependência total no autocuidado à ostomia, sendo estas substituídas totalmente em todas as atividades por um cuidador informal ou formal. Um outro critério relaciona-se com a capacidade cognitiva da pessoa e por isso, de acordo com a Escala de Mini-Mental
State Examination (MMSE) (Guerreiro et al., 1994), adaptada para a população
portuguesa (Anexo 5), o participante que obtiver um score indicativo de “defeito cognitivo”, sendo este calculado de acordo com os anos de escolaridade, não terá critérios para incluir a amostra. As pessoas que, apesar de cumprirem os critérios de inclusão, não pretendam participar do estudo não incluirão a amostra em questão.
No estudo que desenvolvemos e tendo em conta a população acessível e os critérios de inclusão e exclusão definidos, utilizou-se a amostragem não probabilística por conveniência para a seleção da amostra. Os participantes são selecionados por alguma conveniência do pesquisador, como por exemplo a acessibilidade num determinado local. Segundo Fortin (2009), esta técnica é útil para pesquisas exploratórias, e não tanto para as que pressuponham generalizações, sendo a amostragem um processo pelo qual um grupo de pessoas ou uma porção da população (amostra) é escolhida de maneira a representar uma população inteira.
A técnica de amostragem por conveniência ou acidental foi selecionada no sentido de garantir a representatividade da amostra, a qual, segundo Burns e Grove (2003) “devido às suas características, pode substituir o conjunto da população alvo
e deve ser representativa no que respeita às variáveis estudadas” (cit. por Fortin,
2009, p. 313). A opção pela amostragem de conveniência permitiu-nos obter uma amostra constituída por indivíduos acessíveis nas unidades de saúde da ULS.
Relativamente ao processo de seleção da amostra, utilizaram-se estratégias que nos pareceram favoráveis ao desenvolvimento rigoroso desta fase. Tal como referido anteriormente, o programa informático “ostomizados” do SAPE incluía cerca de 270 utentes divididos pelas diferentes unidades de saúde de uma ULS da região norte, desde unidades de saúde familiar (USF), unidades de cuidados de saúde personalizados (UCSP) e unidade de cuidados de enfermagem (UCE). Foi proposta formação, no inicio do estudo, às equipas de enfermagem de cada uma destas unidades, em função da disponibilidade das mesmas. Neste processo foi possível incluir duas UCSP, uma UCE e cinco USF, ficando assim acessível um
grupo de 187 utentes ostomizados, de acordo com o parametrizado no SAPE. Esta fase foi determinante para o desenvolvimento da recolha de dados, uma vez que permitiu apresentar, junto das equipas de enfermagem, os objetivos do estudo e os critérios de inclusão e exclusão. Os momentos de formação serviram para que, junto de cada equipa, se apresentasse o manual de preenchimento do formulário e se desenvolvessem técnicas de treino de observação com a simulação de possíveis casos de aplicação do formulário. Neste momento, foi também disponibilizado o contacto do investigador, para facilitar atempadamente algum esclarecimento de dúvidas, o que contribuiu para um trabalho conjunto, caracterizado pelo dinamismo.
Na sequência desta fase inicial de apresentação e formação nas equipas de saúde, foram desenvolvidos alguns procedimentos para a seleção da amostra. Tendo em conta uma listagem de cerca de 187 utentes no programa “ostomizados”, considerando as unidades de saúde participantes, foram efetuados contactos telefónicos para os utentes passíveis de incluírem a amostra, no sentido de propor um contacto na sua unidade de saúde, de preferência coincidente com a data da consulta de enfermagem. Para além de ter sido um processo eficaz de agendamento de contactos, permitiu identificar casos de exclusão do estudo: utentes totalmente dependentes, utentes portadores de outro tipo de ostomia que não a intestinal, utentes já submetidos a reconstrução intestinal ou situações em que as pessoas já tinham falecido. Todos estes dados foram categorizados e disponibilizados às unidades em estudo para a atualização da sua base de dados.
Com esta estratégia de seleção da amostra, foi possível efetuar um primeiro contacto com cerca de 168 utentes (aproximadamente 90% da população acessível), dos quais foram selecionadas oitenta pessoas ostomizadas com critérios passíveis de inclusão na amostra, tendo todos estes posteriormente acedido à participação no estudo. Dos 168 contactos efetuados foram excluídos 88 utentes, pela presença de pelo menos um dos critérios supramencionados, encontrando-se estes dados organizados em documento anexo (Anexo 6).