1. DOSYALAMA İ ŞLEMLERİ
1.5. Sunuyu Kapatma
A Internet surgiu como uma rede de redes de computadores mas também tornou-se um meio de comunicação no momento em que incorporou aplicações que envolvem linguagens que antes existiam apenas dispersas em tecnologias distintas. Essas linguagens misturam-se na rede de acordo com sua organização distribuída e controlada por protocolos. Se observarmos apenas seus componentes físicos – o 'hardware', "uma rede de computadores é formada por um conjunto de módulos processadores capazes de trocar informações e compartilhar recursos, interligados por um sistema de comunicação" (COLCHER, LEMOS e SOARES, 1995, p.10). Como "módulos processadores", esses autores referem-se aos dispositivos de computação que compartilham recursos acoplados diretamente ou via rede: memória, entrada e saída de dados etc. O "sistema de comunicação" é constituído pelos dispositivos de hardware organizados em rede – na qual, estão interligados processadores, periféricos e meios de transmissão. Para funcionar, esse conjunto segue regras definidas por protocolos – isso, com informações codificados de forma a permitir sua transmissão no meio físico disponível para serem decodificadas no destino. Os processos de codificação e decodificação são realizados pelos componentes lógicos do sistema – o 'software', e são esses componentes que realizam processamentos algorítmicos que tornam possível a mistura de linguagens em uma mesma linguagem de base: os bits.
Em sentido estrito, enquanto rede de redes de computadores, a Internet tem seu desenvolvimento orientado a torná-la transparente – numa tentativa de que o usuário não perceba sua presença enquanto usa interfaces conectadas. Uma característica importante é seu funcionamento por comutação de pacotes – a 'comutação' ou chaveamento é o termo utilizado para indicar o modo de compartilhamento do meio de transmissão por mais de um sistema lógico simultaneamente. Ela pode ser feita por mensagem – quando uma única mensagem
ocupa o canal no momento da transmissão, ou por pedaços menores – para que esses se alternem na transmissão. Na Internet, a comutação é feita aos pedaços: cada pacote de dados pode seguir caminhos diferentes até ser reunido em uma mensagem única. O usuário final não costuma perceber esse procedimento – os protocolos da rede possuem mecanismos de controle que permitem checagem para garantir que a mensagem resulte íntegra no destino.
Do ponto de vista do hardware, a organização das redes de computadores forma 'topologias' – termo que diz respeito às disposições espacial e lógica dos equipamentos e meios de transmissão (COLCHER, LEMOS e SOARES, 1995; TORRES, 2001). As diferentes topologias são formadas de acordo com as características desejadas para a rede, principalmente em relação à distância a ser atingida. Os projetos de redes definem 'arquiteturas' – termo que se refere às organizações dos dispositivos em topologias e estruturas lógicas, nas quais os sinais digitais são interpretados por softwares. A principal classificação de arquiteturas tem relação com sua abrangência geográfica, e é composta por três categorias: LAN, MAN e WAN. 'LAN' é um acrônimo para a expressão em inglês Local Area Network – indica as redes locais, cuja distância é restrita, como em uma empresa ou residência. Já 'MAN' corresponde a Metropolitan Area Network – liga computadores em uma área maior e pode ser obtida com a interligação de várias LANs, como em um campus ou complexo empresarial. A sigla 'WAN' indica Wide Area Network – é um composto disperso por uma grande área geográfica, e também podem ser integrada por redes menores, como nos sistemas mantidos pelos concessionários de telecomunicações.
Do ponto de vista do software, os sistemas algorítmicos responsáveis pela segmentação e montagem dos pacotes, ou pela codificação e decodificação das mensagens, de uma maneira geral utilizam arquiteturas formadas por 'camadas'. O termo indica organização em níveis lógicos dispostos desde os mais elementares, ou 'mais baixos' – relativos aos sinais elétricos e bits; até os mais complexos, ou 'mais altos' – relativos à composição das mensagens em signos verbais, sonoros e visuais. Essas arquiteturas também são reguladas por protocolos definidos por entidades internacionais – responsáveis por normas técnicas aplicadas às telecomunicações. No passado, cada empresa fornecedora de equipamentos para
redes desenvolvia sua própria arquitetura, mas essa prática restringia a comunicação a apenas dispositivos do mesmo fabricante. Para permitir comunicação entre dispositivos de origens diferentes foi necessário definir arquiteturas abertas e públicas. A tarefa foi assumida pela International Organization for Standardization – ISO, que definiu um modelo chamado Reference Model for Open Systems Interconnections – OSI, o principal protocolo para redes de computadores. A ISO foi fundada em 1946 e é uma organização voltada a desenvolver padrões – fazem parte da entidade órgãos de padronização dos países associados, como a Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT, que é o
representante brasileiro (INTERNATIONAL ORGANIZATION FOR
STANDARDIZATION).
A família TCP/IP foi criada para permitir a comunicação de dados entre redes heterogêneas, para isso sua arquitetura se limita a definir uma interface entre níveis intra-rede e inter-rede (COLCHER, LEMOS, SOARES; 1995, p.146). Essa organização foi desenhada para funcionar como intermediária entre sistemas distintos, com ela as camadas mais baixas do protocolo OSI não são consideradas e podem ser agrupadas em uma única camada intra-rede. As camadas são estruturas hierárquicas: são definidas nos protocolos e determinam como os dados devem ser transportados e traduzidos entre a emissão até a recepção nos chips processadores. Cada camada corresponde a um processo, realizado por hardware e/ou software, que se comunica com o processo na camada correspondente em outro dispositivo. Ao serem transferidos, os dados 'descem' de camada até o nível físico, para depois 'subirem' cada camada correspondente no destinatário – em etapas sucessivas nas quais recebem os tratamentos programados em algoritmos. No final de todos os processos, a mensagem enviada pode ser utilizada de acordo com suas características originais, tudo isso para garantir que a rede seja apenas um meio de transmissão e não interfira na interpretação das mensagens que ela transporta.
As tecnologias de redes de computadores têm sido desenvolvidas para tornar a transmissão de dados eficiente: para que cheguem ao destino sem serem afetados por falhas ou ruídos. A organização em camadas é parte desse cenário, articula mecanismos de controle e verificação que permitem certificar que os dados recebidos correspondem àqueles enviados. A ideia é manter a rede apenas como
uma intermediária na comunicação, para não ser notada enquanto usamos uma aplicação. O objetivo é permitir aos usuários concentrarem-se apenas nos fluxos de signos nas interfaces. Apesar dos avanços tecnológicos, ainda é possível notar essa condição sendo interrompida em algumas situações: quando a transmissão fica lenta ou é bloqueada, por exemplo. A aparente transparência na comunicação é prejudicada também quando regras/protocolos são discutidos ou modificados – algo que aconteceu recentemente durante a votação do Marco Civil da Internet no Congresso Brasileiro (BRASIL, Lei n. 12.965, de 23 de abril de 2014, 2014). A neutralidade da rede, um dos tópicos mais discutidos nesse período, diz respeito a permitir que as empresas de telecomunicação deem um tratamento diferenciado aos pacotes de dados na transição entre a sua rede e as redes locais.
Os níveis superiores nas arquiteturas OSI e TCP/IP dizem respeito a camadas nas quais aplicações acessam os dados trocados pela rede. A palavra 'aplicação' é o nome atribuído a algoritmos que processam dados transmitidos por meio de funções definidas para interação com os usuários – na Internet, isso ativa protocolos distintos como HTTP, FTP, POP ou IMAP, por exemplo. As funções inscritas nesses algoritmos podem estabelecer interfaces tanto com usuários humanos, quanto com outros algoritmos em qualquer ponto acessível pela rede. O HTTP é o protocolo utilizado por aplicações Web, e foi criado conforme uma arquitetura cliente-servidor, isso quer dizer que as aplicações são diferenciadas na origem e no destino da transmissão: podem fornecer ou podem acessar dados. No lado cliente, temos navegadores-web mas também outros aplicativos que recebem dados de servidores, em plataformas desktop, laptop, ou móveis. A palavra 'aplicativo' foi utilizada aqui para nos referirmos a sistemas algoritmos específicos, criados para interação entre usuários e dados transmitidos pela Internet. Aplicativos compõem aplicações com interfaces, conectando-os a dispositivos como mouses, teclado, telas, etc. No lado servidor, os servidores-web comunicam-se com clientes mas também com outras aplicações, estejam elas ou não na mesma máquina. Muitas aplicações na Internet seguem essa arquitetura, e suas características são diferentes daquelas aplicações que seguem arquiteturas P2P – peer-to-peer ou ponto-a-ponto, nas quais, fornecem ou acessam dados sem diferenciá-los.