1. DOSYALAMA İ ŞLEMLERİ
1.8. Sunu Özellikleri
Como meio de transmissão, as redes de computadores correspondem a dispositivos de computação e transporte de 'dados' – termo genérico para identificar conjuntos estruturados de bits. Em uma perspectiva histórica, lembramos que durante as primeiras décadas de sua existência essas redes tinham como principal uso a troca de arquivos. O termo 'arquivo' indica um formato para a definição de conjuntos de dados, que são endereçados em sistemas de memória digital para serem recuperados por aplicações específicas18. Nas últimas décadas, algumas aplicações foram desenvolvidas de maneira a utilizar dados transmitidos por redes de computadores de outras maneiras, nas quais esses dados são transmitidos em estruturas menos estanques. Então, surgiram softwares que recebem e exibem dados para compor interfaces dinâmicas e manipuláveis em comunicação constante com servidores e outros sistemas algorítmicos. Nos mecanismos de memória, esses bits podem ser armazenados em diferentes formatos e tecnologias de armazenamento, como sistemas de gerenciamento de bancos de dados.
Para interagir via Internet, os humanos precisam de interfaces: sistemas compostos por algoritmos e dispositivos capazes de traduzir linguagens naturais em linguagens de instrução compreensíveis pelos computadores. Para acoplarem-se às redes de computadores, esses programas comunicam-se com suas camadas de aplicação, e desta maneira trocam dados com outros programas que podem estar em qualquer nó conectado na rede. Os aplicativos convertem dados em signos que possam ser ouvidos, visualizados, lidos, manipulados – por meio de dispositivos acoplados como monitores, teclados, mouses, telas tipo touch, e assim por diante. A manipulação desses signos consiste em operações determinadas nos dispositivos e de acordo com a programação dos aplicativos. As interações nesse tipo de processo, entre usuários e aplicativos, são aquelas que podemos chamar como
18 Os processos de recuperação de dados em formato de arquivo são descritos em livros que apresentam a história do desenvolvimento dos sistemas operacionais. Uma descrição desse tipo de procedimento pode ser encontrada em GAGNE, GALVIN e SILBERSCHATZ (2009).
“reativas” – pois acontecem como resultado de condições programadas nos algoritmos (PRIMO, 2007). A diversidade de equipamentos que permitem acesso e manipulação de signos/dados tem aumentado significativamente nos últimos anos, isso acontece também a partir da disseminação de computadores e sensores embutidos em objetos do cotidiano ou dispersos pelo ambiente – tendência que tem sido chamada em textos de mídia especializada como 'Internet das Coisas'.
Para funcionar, os aplicativos precisam acessar recursos fornecidos por dispositivos físicos dos equipamentos – sejam eles computadores pessoais, smartphones, tablets, etc. Entre esses recursos, estão mecanismos de inscrição e exibição de dados, de memória magnética, entre outros. O acesso a esses dispositivos é mediado por sistemas e linguagens dedicados, e o nome genérico dado a cada conjunto de configurações específicas de dispositivos – hardware, e algoritmos de mediação – software, é 'plataforma'. As plataformas são compostas de hardware e software, como PCs-Windows, iOS-Mac ou iOS-iPhone, por exemplo. Uma vez que instituem padrões para o desenvolvimento de aplicativos, esses conjuntos são comparáveis à descrição dos protocolos feita por Galloway (2004): estabelecem conjuntos de padrões e regras que devem ser seguidas por desenvolvedores de aplicativos. Nos casos de sistemas controlados por empresas específicas, podemos chamar essas plataformas como 'proprietárias', isso para indicar que nelas somente podem funcionar programas autorizados.
Quando surgiu, a World Wide Web apresentava um protocolo – o HTTP, e aplicações diferenciadas como cliente, ou o navegador-web, e como servidor, ou o servidor-web. De uma maneira geral, nos primeiros anos de seu desenvolvimento, os aplicativos de navegação apresentavam-se como uma interface para acesso a documentos textuais escritos em uma linguagem específica – o HTML, e armazenados como arquivos nos servidores-web. Como principal diferencial, esses documentos continham referências a outros na mesma rede – por meio de hiperlinks. Desde o início, esse sistema foi desenvolvido de acordo com um modelo de governança não-proprietário – isso permitiu que surgissem aplicativos com diferentes origens e características. Como exemplo, entre os vários navegadores- web é possível destacar alguns como Microsoft Internet Explorer, Mozilla Firefox, Google Chrome e Apple Safari. Entre os servidores-web, existem opções como o
Apache ou o Nginx. Com a incorporação de recursos Web nas plataformas móveis, o conteúdo da rede também tornou-se disponível para acesso por outros aplicativos. Esses não têm características que permitam serem chamados como navegadores. Isso acontece nas atuais versões do Facebook ou do Twitter para iOS ou Android, por exemplo. Em comum, esses diferentes tipos de acesso mantém o uso de linguagens padronizadas e desenvolvidas desde as décadas de 1990 e 2000 – além do HTML (W3C, 2014a), o CSS – Cascating Style Sheets (W3C, 2011a), e scripts em linguagens como ECMAScript/Javascript (ECMA, 2014).
No decorrer dos anos 1990, enquanto novos 'módulos' – algoritmos adicionais para acoplamento a um sistema principal, foram incorporados; os servidores-web adquiriram capacidades adicionais de computação. No início, as funções do servidor-web envolviam apenas encontrar arquivos inscritos em HTML nos dispositivos de memória acoplados à máquina em que estavam instalados. Depois, eles tornaram-se capazes de responder às requisições que recebiam a partir de processamento de algoritmos mais específicos – esses capazes de compor dinamicamente a resposta a ser enviada aos clientes. Esse tipo de algoritmo tornou- se capaz de recuperar dados armazenados em sistemas de bancos de dados, conectar-se com outros servidores para requisitar dados gerados por outras aplicações e, até mesmo, comunicar-se com sensores e objetos computadorizados no ambiente próximo ao usuário. Enquanto isso, nas telas dos dispositivos-clientes novos recursos de processamento também foram incorporados para adicionar capacidades de processamento que possibilitaram interfaces mais elaboradas e interativas. Como clientes, navegadores adquiriram funções capazes de gerar comunicação dinâmica com servidores, e assim superaram a limitação de acessar e exibir apenas um arquivo HTML para cada solicitação. Essa nova condição tecnológica tornou-se o ponto de partida para a superação do modo de navegação por saltos e páginas. Com isso, a Web então deixou de ser mero instrumento de leitura para tornar-se um padrão para o desenvolvimento de sistemas e interfaces interativas.
No processo de desenvolvimento tecnológico da Web nas últimas décadas, as funções incorporadas ao sistema possibilitaram novas articulações entre pessoas, dispositivos e sistemas algorítmicos, cujos desdobramentos envolvem
mudanças em hábitos estabelecidos desde a cultura da impressão. Em sua primeira década de vida, a Web era caracterizada por serviços online que exibiam informações organizadas em páginas – como as primeiras versões do Yahoo ou os portais dos anos 1990, por exemplo. Mas, esse tipo de modo de interação e navegação tem sido alterado enquanto novas interfaces apresentam outras formas de acesso à informação. Quando surgiu, o serviço de buscas Google causou impacto por apresentar um design minimalista, com uma área em branco com um campo de texto no centro para apresentar uma única função para o usuário: exibir listas de links com URLs indexadas a partir do mapeamento da rede. Nessa versão, as listas apresentadas pelo sistema tinham forma similar aos sumários dos livros, embora sem indicação de números para identificação de páginas. Nos anos seguintes, novas interfaces incorporariam possibilidades como preenchimento automático, atualização automatizada das listas – sem necessidade de carregamento total da página, reconhecimento de comandos de voz.
Nas décadas de 1980 e 1990, a maior parte dos aplicativos nos microcomputadores eram orientados à manipulação de arquivos – os dados que eles processavam eram recuperados nesse formato. As interfaces para essa manipulação seguiam uma metáfora comum: o desktop, como área de trabalho para a organização de 'ícones' e 'pastas', além de menus suspensos, ‘cursores’, entre outros elementos visuais e manipuláveis19. O surgimento dos smartphones nos anos 2000 trouxe como novidade novos protocolos para desenvolvimento de interfaces: telas sensíveis ao toque, com possibilidade de interação com movimentos dos dedos sobre a tela para cliques, zoom, paginação. Esses modos de interação, criados em um primeiro momento para o iOS (APPLE iOS), foram incorporados também por outros sistemas que surgiram para concorrer no mesmo mercado – como o Android (GOOGLE ANDROID) ou as recentes versões móveis do Windows (MICROSOFT WINDOWS PHONE). Assim, enquanto a possibilidade de interação com nossos dedos movendo-se sobre a tela era o diferencial mais visível nas plataformas
móveis, outra novidade era o fim do protagonismo das metáforas associadas à ideia de arquivo.
Os aplicativos móveis apresentam uma ampla variedade de formas de interação com dados disponíveis tanto em mecanismos de memória incorporados no próprio aparelho quanto com dados inscritos em posições dispersas pela Internet. Esses bits misturam-se nas interfaces: são compostos de maneiras variadas em processos que podem acontecer na camada de aplicação, tanto no lado servidor quanto no lado cliente. Quando recebidos para serem exibidos nos dispositivos, eles não são meramente reunidos para corresponderem à sua forma original – como aconteceria se estivéssemos nos referindo a um processo de transmissão simples. Os dados nesses aplicativos são compostos por séries de processamento que conectam origens distintas, para serem manipulados e gerarem informações que também serão processadas em destinos variados. Essa configuração modifica o que entendemos até recentemente como 'navegação', e que aprendemos com as páginas estáticas da Web da primeira metade da década de 1990.
Nos aplicativos conectados, a manipulação de dados incorpora formas de interação que misturam dinamicamente elementos das interfaces desktop – como ícones e menus, com formas criadas pela Web – como os hiperlinks. Os comandos associados a esses elementos ativam funções nos algoritmos que recuperam dados em formas variadas, como arquivos, registros em sistemas de gerenciamento de bancos de dados, respostas obtidas via requisições a interfaces de programação, e assim por diante. A Web também está presente nessas plataformas, e não apenas com aplicativos navegadores-web mas também em situações em que informações inscritas em HTML são acessadas dentro de outros aplicativos instalados no mesmo dispositivo. O cenário da navegação nesses dispositivos é complexo, e muito difícil de descrever com o vocabulário restrito às 'páginas' e aos 'saltos' que caracterizaram a Internet até recentemente.