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SULH SÖZLEŞMESİNDE İRADE BOZUKLUĞU HALLERİ

Belgede Sulh sözleşmesi (sayfa 73-78)

SÖZLEŞMESİNDE TEMSİL, HÜKÜMSÜZLÜK HALLERİ

B. SULH SÖZLEŞMESİNDE İRADİ TEMSİL

II. SULH SÖZLEŞMESİNDE İRADE BOZUKLUĞU HALLERİ

Janela n Teste t p-value Interpretação

1 90 12,4493 0,0000 Rejeita H0 2 30 9,8280 0,0000 Rejeita H0 3 5 3,5790 0,0159 Rejeita H0 4 1 1,2863 0,4207 Aceita H0 5 1 5,9481 0,1060 Aceita H0 6 5 -0,5853 0,5837 Aceita H0 7 30 -1,0900 0,2844 Aceita H0 8 90 3,9355 0,0002 Rejeita H0

Tabela 30 - Comparação dos Resultados para as janelas da amostra – Sulamérica Fonte: Elaboração pela autora

Os p-values demonstrados na Tabela 30 sugerem maiores de possibilidades de aceitação da hipótese de normalidade dos retornos ex-post ao dia identificado como ápice da ocorrência do evento Crise Subprime (T0).

Adicionalmente, os p-values apresentados no dia imediatamente anterior (p-value de 42,07%) e posterior (p-value de 10,60%) à data de marcação, foram, em ambos os casos, superiores a 5%, o que caracteriza que o mercado foi eficiente, sugerindo que o preço das ações ordinárias se ajustou adequadamente a essa informação relevante relacionada ao risco sistêmico.

Em síntese, a predominância dos resultados sugere que os mercados onde as empresas estão sediadas caracterizaram-se de forma eficiente, porém de forma antecipada, ou seja, os preços das ações eram ajustados à medida que novas informações relevantes sobre a economia de países e empresas, eram divulgadas.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O objetivo principal desta pesquisa foi analisar se a divulgação da Crise SubPrime gerou retornos anormais nas ações das empresas selecionadas para o segmento de seguros se os mercados ajustaram gradualmente o preço das ações, ou se, o ajuste relevante ocorreu na data de deflagração da Crise SubPrime.

Com o intuito de analisar a Hipótese de Eficiência de Mercado na forma semiforte utilizou-se o método de Estudo de Eventos visando verificar se ocorreram retornos anormais estatisticamente significativos nas ações das empresas seguradoras no período imediatamente posterior a Crise SubPrime.

Adicionalmente, buscou-se a verificação se as empresas brasileiras se apresentavam mais eficientes que os mercados internacionais pesquisados.

Dada à magnitude do evento, intuitivamente, esperavam-se quedas estatisticamente significativas nas taxas de retorno das ações das empresas da amostra, imediatamente a divulgação no mercado.

Os resultados das janelas 4 e 5, ou seja, imediatamente anterior [-1, -1] e janela imediatamente posterior [+1, +1] sugerem maior nível de eficiência dos mercados estudados. Este resultado verificado no retorno acionário de curtíssimo prazo está consoante a Hipótese do Mercado Eficiente, uma vez que parcela significativa do evento analisado nesta investigação provavelmente já estava refletida no preço da ação no instante em que ocorreram. Portanto, aceitou-se a Hipótese Nula e a conclusão obtida pelo teste t e pelos valores do p-value, é que tais informações provavelmente já estavam refletidas nos preços das ações.

Todavia, considerando que crises financeiras são resultantes de uma acumulação de eventos sistêmicos e não sistêmicos adversos, é admissível assumir que o preço das ações é ajustado sempre que novas informações econômicas são divulgadas.

A predominância dos testes estatísticos realizados apresentou resultados que sugerem que a Crise SubPrime não afetou, de forma estatisticamente significativa, o comportamento do retorno das ações das empresas selecionadas – os p-values foram superiores ao nível de significância adotada (5%).

Em parte, esse resultado era intuitivamente esperado, tendo em vista que o evento analisado é de natureza dinâmica, ou seja, resultante de uma sequência de fatores não- sistêmicos mal sucedidos e de outros fatores sistêmicos adversos, como forte estagnação e recessão econômica, falência de empresas, aumento do desemprego, inadimplência, etc. Os fatores não-sistêmicos estão relacionados com decisões inadequadas e incompetência de gestores políticos para implementar ações que inibam, por exemplo, os fatores sistêmicos citados.

Como, paralelamente a divulgação de informações que atestam a deterioração da economia de países que apresentam papel estratégico no cenário internacional, espera-se a contrapartida de ajustes imediatos do preço dos títulos mobiliários e das taxas básicas de juros, assumiu-se a premissa de que os preços já vinham sendo ajustados de forma gradual, ou seja, que o mercado foi eficiente de forma antecipada, já prevendo a deflagração da crise em data futura. A Crise SubPrime representou de forma oportuna esse pressuposto, uma vez ter ocorrido nos Estados Unidos, que já apresentava sinais históricos claros de agravamento das finanças pessoais e de parte significativa do segmento empresarial, a partir de 2001. Tratando- se do principal mercado financeiro e consumidor mundial, era de se esperar que estagnação econômica, aliada ao elevado índice de comprometimento de renda e inadimplência das pessoas físicas, resultaria em redução drástica no fluxo de negócio entre empresas sediadas em diferentes países.

No caso específico de empresas de seguros, tal comportamento tende a ser ainda mais notório, tendo em vista o impacto negativo de crises econômicas sobre suas reservas financeiras, faturamento, cobertura de juros e margens de lucratividade e rentabilidade.

Importante ressaltar também que o presente estudo não pretende esgotar a análise do tema, mas sim despertar o interesse pela pesquisa neste segmento de seguros, ainda pouco explorado.

Novos estudos podem averiguar as demonstrações financeiras, além das informações de preços das ações ou ainda pesquisas futuras podem efetuar a medição entre os diferentes setores da economia.

A aplicação da mesma metodologia de estudo para confrontação de mercados emergentes com mercados desenvolvidos também pode contribuir para o aprofundamento do entendimento do tema.

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