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Sporcu Velileri Odak Grubu Sonuçları

YELKENCĐLĐK VE TÜKETĐCĐ DAVRANIŞLARI: KALĐTATĐF SÜRECE ĐLĐŞKĐN BULGULAR

4.1. ODAK GRUP ÇALIŞMALAR

4.1.1. Sporcu Velileri Odak Grubu ve Sonuçları

4.1.1.7. Sporcu Velileri Odak Grubu Sonuçları

FONTE: RAIS/MTE, 1985 e 2007. ORG.: BOMTEMPO, Denise Cristina. NOV./2008.

RAs, 1985 IND. DE TRANSF. % RAs, 2007 IND. DE TRANSF. %

SÃO PAULO 32436 60 SÃO PAULO 42403 47

CAMPINAS 7737 14 CAMPINAS 17520 20

SOROCABA 2268 4 SOROCABA 5226 6

S.J. RIO PRETO 1635 3 S.J. RIO PRETO 3675 4

RIB. PRETO 1190 2 FRANCA 3202 4

CENTRAL 1185 2 S .J. CAMPOS 2762 3

S. J. CAMPOS 1172 2 CENTRAL 2747 3

BAURU 1119 2 BAURU 2627 3

MARÍLIA 1015 2 RIB. PRETO 2610 3

SANTOS 974 2 MARÍLIA 1895 2 FRANCA 924 2 ARAÇATUBA 1849 2 P. PRUDENTE 872 2 P. PRUDENTE 1412 2 ARAÇATUBA 815 2 SANTOS 1077 1 BARRETOS 339 1 BARRETOS 605 1 REGISTRO 182 0 REGISTRO 195 0 TOTAL 53863 100 TOTAL 89805 100

RAs, 1985 IND. DE TRANSF. % RAs, 2007 IND. DE TRANSF. %

SÃO PAULO 1554263 62 SÃO PAULO 1147302 45

CAMPINAS 366060 15 CAMPINAS 552684 22

SOROCABA 124963 5 SOROCABA 180526 7

S.J.CAMPOS 111154 4 S.J.CAMPOS 124838 5

CENTRAL 54190 2 CENTRAL 81255 3

RIB. PRETO 45772 2 RIB. PRETO 74739 3

FRANCA 42283 2 FRANCA 74086 3

BAURU 42071 2 BAURU 72217 3

SANTOS 36728 1 SANTOS 56033 2

S.J. RIO PRETO 30675 1 S.J. RIO PRETO 50652 2

MARÍLIA 26508 1 MARÍLIA 44242 2 ARAÇATUBA 22910 1 ARAÇATUBA 38338 2 BARRETOS 15682 1 BARRETOS 23498 1 P. PRUDENTE 15035 1 P. PRUDENTE 21595 1 REGISTRO 4175 0 REGISTRO 2673 0 TOTAL 2492469 100 TOTAL 2544678 100

maneira homogênea; ela se dá principalmente em regiões administrativas (RAs) próximas à metrópole – São Paulo, principalmente entre as RAs de Campinas, Sorocaba, São José dos Campos e Central, que tem a sua sede localizada na cidade de Araraquara. Essas RAs têm aumentado a participação no que se refere à localização dos estabelecimentos industriais e dos empregos ocupados.

A dispersão da indústria pelas Regiões Administrativas do entorno metropolitano paulista é um fato novo. Isso, de acordo com Lencioni (2006), representa a “expansão do aglomerado metropolitano, que redefine a primazia da capital, não como a Capital do capital, no sentido da produção, mas como a Capital da Gestão” (p. 198). Mas, como explicar a expansão dos estabelecimentos e empregos ocupados nas regiões administrativas distantes da metrópole? A expansão dessa atividade está inserida no processo de “transbordamento” da atividade industrial desenvolvida na metrópole?

Ainda, de acordo com a autora,

O crescimento da aglomeração metropolitana paulista, abrangendo um raio de 150 Km a partir da capital, e indo além dessa distância se estendendo ao longo dos principais eixos rodoviários, conforma uma paisagem metropolitana que se apresenta fragmentada, embora constitua uma unidade (p. 198). [...] Nas áreas mais distantes, ao longo dos principais eixos de circulação rodoviária, a expansão da área industrial tende a se dar nos municípios de porte médio que podem garantir um determinado padrão de serviços urbanos. Nessas áreas, uma agricultura moderna e dinâmica, divide a paisagem com estabelecimentos industriais de grande porte (LENCIONI, 1999, p.123).

A análise dos processos de concentração e dispersão da atividade industrial no território paulista, é inteiramente complexa. A verificação dos dados secundários (estabelecimentos e empregos industriais) torna-se importante, pois a partir dela, é possível levantar questionamentos maiores, a fim entender os processos e as relações engendradas nesse movimento dialético que, visivelmente parece separado, mas que representa uma unidade, não só no território paulista, mas também em outras escalas.

Nestes tempos de globalização, o surgimento de processos como o de desconcentração industrial, implica em realização de novas análises com vistas a entender a realidade. Entre elas, destacamos a necessidade de verificar até que ponto existe interferência da metrópole na industrialização paulista,

sobretudo no que concerne às decisões de relocalização das unidades produtivas. Será que o critério de proximidade e distância topográfica da metrópole com as cidades da rede urbana paulista é um fator determinante para as empresas se desconcentrarem?

Diante da constatação (Tabela 8, p. 86) que o ramo alimentício é o segundo (entre os treze ramos que representam a indústria de transformação) em número de estabelecimentos industriais 13,68% e dos empregos ocupados 17,68%, de acordo com os dados do MTE, 2007, focamos nossa investigação com intuito de verificar se as unidades produtivas do ramo alimentício e dos empregos ocupados estão distribuídas de maneira homogênea no território paulista. Nas Tabelas 11 (p. 101) e 12 (p. 102)53, é possível verificar que São Paulo e sua região metropolitana perderam em número de estabelecimentos e empregos ocupados no ramo alimentício para as demais RAs paulistas (nos anos de 1995 e 2007). Apenas as RAs de Araçatuba, Barretos, Franca, Marília, Presidente Prudente, São José do Rio Preto e Sorocaba não diminuíram o número de estabelecimentos industriais entre 1995 e 2007. Este fato revela que o ramo alimentício de consumo final, instalado no estado de São Paulo, “caminha” para o interior.

Vale ressaltar que em relação às RAs do Oeste Paulista54, todas apresentaram aumento dos estabelecimentos industriais, porém, a maior concentração é verificada na RA de Marília, com 141 estabelecimentos no ano de 1995 e 165 em 2007. Essa RA, no ano de 2007, ocupou o quarto lugar em relação à concentração de estabelecimentos industriais, sendo superada apenas por São Paulo, Campinas e Sorocaba.

As RAs de Sorocaba, Campinas e São Paulo formam um único tecido

urbano, caracterizado pelas formas metropolitanas de viver, produzir e organizar o espaço. De acordo com Reis (2006), existem dois eixos de

urbanização total no território paulista; o primeiro [...] a “Baixada Santista, a

53Gostaríamos de mencionar que a análise dos dados deixou de ser feita considerando o ano

de 1985, pois neste ano, consideravam-se os estabelecimentos e empregos ocupados nas agroindústrias processadoras de açúcar e álcool etílico. Como nosso foco é a indústria de transformação, recortamos temporalmente apenas os anos de 1995 e 2007 para comparação, já que no ano de 1995 a base da RAIS/MTE passou a considerar apenas empresas do ramo alimentício, aquelas ligadas ao processamento de produto final.

54As regiões administrativas que compõem o Oeste do Estado de São Paulo são

respectivamente RA de Bauru; RA de São José do Rio Preto; RA de Araçatuba; RA de Presidente Prudente e RA de Marília.

Região Metropolitana de São Paulo, Jundiaí e Região Metropolitana de Campinas”; e o segundo “que liga Sorocaba à Região Metropolitana de São

Paulo e ao Vale do Paraíba, em direção ao Rio de Janeiro” (p. 22). Nessa “área”,

Em alguns casos, conjuntos de cidades médias (como no Vale do Paraíba e ao redor de Campinas) passam a ser organizados de modo integrado, como uma área metropolitana. Desse modo, o cotidiano de uma parte dos habitantes dessas cidades (como de algumas menores que são envolvidas no processo) passa a ser organizado como uma metrópole e sua população adota, pelo menos em parte, modos de vida, de mobilidade e de consumo metropolitanos, nas várias partes do sistema (REIS, 2006, p.47).

Diante do que foi discutido por Reis (2006), as Regiões Administrativas de São José dos Campos, Baixada Santista, Campinas, Sorocaba e São Paulo, na aparência, expressam descontinuidades, mas que na essência, a partir de suas redes materiais e imateriais, formam um único tecido urbano, e apresentam com isso características metropolitanas. Portanto, a atividade industrial ali desenvolvida, é fruto direto do processo de desconcentração industrial iniciado a partir da metrópole paulista.

De acordo com os dados referentes à indústria do ramo alimentício, verificamos que além da área metropolitana, somente a RA de Marília (distante da área metropolitana do ponto de vista da localização topográfica) é que demostra concentração de estabelecimentos e empregos do ramo em apreço. Esta constatação permite-nos afirmar que se faz necessário uma leitura da configuração territorial e das características da industrialização do interior paulista distante do tecido urbano metropolitano. Dessa forma contribuiremos para revelar as novas dinâmicas em curso. No momento, perguntamos até que ponto a relação de proximidade (organizacional e geográfica) e distância da metrópole paulistana, é um fator decisivo para instalação de unidades produtivas industriais? Hoje esses fatores explicam a concentração industrial ou precisamos rever as variáveis até então adotadas?

Para continuar nossa análise, um ponto que merece atenção é o porte das empresas instaladas nas RAs paulistas. Verifica-se que, em todas as RAs, o que prevalece são micro e pequenas empresas, as médias têm uma maior espacialização pelo estado de São Paulo e as grandes estão localizadas nas

RM de São Paulo (1995 - 48,45%; 2007 - 36,45%); RAs de Campinas (1995 – 14,95%; 2007 – 20,21%), Sorocaba (1995 – 5,29%; 2007 – 6,87%) e Marília (1995 – 3,34; 2007 – 5,37%). Com relação às RAs do Oeste Paulista, somente Marília (2007) possui grandes unidades. As demais (Presidente Prudente, Araçatuba e São José do Rio Preto e Bauru) possuem micro, pequenas e médias empresas, conforme dados da Tabela 11.

TABELA 11: ESTABELECIMENTOS INDUSTRIAIS DO RAMO DE ALIMENTOS POR