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3.3. SPOR ENDÜSTRĐSĐ VE PAZARLAMA

3.3.2. Spor Pazarlaması

3.3.2.4 Spor Pazarlamasında Tutundurma

O segundo capítulo “Reestruturação produtiva e atividade industrial: as mutações do ramo alimentício de consumo final no período da globalização” é organizado em quadro partes, preocupamo-nos, na primeira parte, em discorrer a respeito das mudanças gerais da “sociedade de

consumo”, a partir da introdução de um novo paradigma produtivo (década de 1970) e como essas foram sentidas no território e também na configuração do ramo produtivo industrial de alimentos de consumo final, por nós estudado. Na segunda, abordamos os referenciais teóricos que dão substância à discussão acerca do paradigma flexível e da reestruturação produtiva. Na terceira parte, discutimos sobre quais foram as consequências do processo de reestruturação produtiva no Brasil, para a dinamização de novos espaços industriais na escala do território brasileiro. Introduzimos também o debate sobre a dinâmica do ramo alimentício de consumo final, no que concerne às características da reestruturação produtiva (introdução de novas formas de gestão; produção; contratação da força de trabalho; terceirizações; subcontratações; fusões e aquisições; inovações; novos padrões de consumo, busca por novas localizações industriais, entre outras).

No terceiro capítulo, denominado “O território industrial reconfigurado: os fatores de localização, a origem da atividade e os agentes envolvidos na indústria alimentícia de consumo final de Marília – SP”

,

a partir do referencial teórico e empírico, discorremos sobre o conteúdo do território no período da globalização. Para nós, tal contexto implica reconhecer que o desenvolvimento técnico e tecnológico contribuiu para a emergência de “especializações

territoriais produtivas”. Tais especializações, diferentemente de períodos anteriores não são conformadas apenas na escala das metrópoles e regiões metropolitanas, mas também na escala das cidades médias. Entender os motivos, pelos quais uma cidade média se destaca como atrativa para desenvolvimento da atividade industrial, implica em considerar os aparatos técnicos, a formação socioespacial e a atuação e organização dos agentes que contribuiram, por um lado, para o surgimento e constituição de um aglomerado industrial, por outro, para sua consolidação e expansão. É esta discussão trazida para o terceiro capítulo que se encontra estruturada em quatro partes.

Na primeira, a discussão perpassou pela compreensão de que no período da globalização existem novos fatores que agregam a discussão acerca da localização industrial. Na segunda, trabalhamos na perspectiva de entender quais são os atrativos dispostos em Marília, que a diferencia do ponto de vista industrial das demais cidades médias do Oeste Paulista (Bauru; Presidente Prudente; Araçatuba e São José do Rio Preto). Na perspectiva de entender o conteúdo industrial de Marília e relacioná-lo a processos gerais, na terceira parte, trabalhamos com a origem do ramo alimentício de consumo final de Marília, e por último apresentamos, no período atual, quais são os agentes envolvidos na atividade industrial alimentícias, seus discursos e práticas.

No quarto capítulo, “Dinâmica territorial e circuito espacial da produção do ramo alimentício de consumo final de Marília – SP”, para discutir questões relacionadas à dinâmica territorial e ao circuito espacial da produção do ramo alimentício de consumo final de Marília – SP, partimos do pressuposto que esse recorte empírico representa e está articulado aos novos processos em curso no território brasileiro no período da globalização.

Para dar conta dessa abordagem temática, este capítulo, resultante de leituras, reflexões e trabalho empírico, encontra-se estruturado em três eixos.

No primeiro, discutimos sobre a configuração da rede de serviços, estruturada em Marília - SP, que possuem relações de proximidade com o ramo industrial alimentício de consumo final por meio da subcontratação de atividades relacionadas às etapas do processo produtivo, desenvolvimento de produtos, bem como a formação de mão de obra qualificada, como a instalação de escolas técnicas e faculdades públicas específicas para atender à demanda do ramo industrial alimentício.

No segundo, como resultado dos questionários aplicados e entrevistas realizadas, apresentamos um perfil das indústrias alimentícias de consumo final instaladas em Marília, no que concerne ao perfil da empresa em relação ao porte (número de empregados), à origem do capital, à especialização da produção, aos critérios adotados para contratação de funcionários e às inovações.

Na perspectiva de entender o movimento - dinâmica do território - é que estruturamos o terceiro eixo deste capítulo, com vistas a entender a

configuração do circuito espacial da produção das pequenas e micro-empresas industriais alimentícias de consumo final instaladas em Marília, das médias e das grandes empresas. Bem como, entender, por um lado, como se dá a inserção dessas empresas nos circuitos da economia urbana e por outro como a atividade industrial alimentícia contribui para que a cidade média amplie seu papel na divisão territorial do trabalho e na rede urbana, na qual a cidade está inserida e mantém relações. Ainda, apresentamos as contradições inerentes à atividade industrial, no que tange às relações de trabalho no espaço produtivo e além dele.

Por fim, nas “Considerações Finais”, fazemos uma “síntese” das principais questões que motivaram a realização deste trabalho.

Não queremos antecipar nossas conclusões, mas gostaríamos de frisar que ao longo do percurso, mediante leituras, levantamento de dados, informações e pesquisa empírica, verificamos que a industrialização paulista é diversa temporal e espacialmente, e, portanto não podemos explicá-la somente a partir de um momento histórico e nem de um recorte espacial.

Gostaríamos ainda, de deixar claro que as propostas apresentadas neste trabalho não se esgotam com sua finalização, pelo contrário, somos reanimados pela possibilidade de continuar o debate e a investigação no intuito de entender as dinâmicas e as contradições inerentes ao território no período da globalização.

Na perspectiva de que “o destino do homem é a liberdade (Santos, 2007, p. 67)”, é que apresentamos nossas ideias para o debate.

CAPÍTULO 1: