• Sonuç bulunamadı

2.1. Sosyal Medya

2.1.6. Yeni İletişim Biçimleri, Özellikleri ve Toplumsal Hayata Etkileri

2.1.6.5. Sosyal Medyanın Gündem Belirleme Etkisi

Há uma grande influência dos organismos internacionais em duas ONGs, uma na área da defesa (ONG2) e uma na área da promoção (ONG4). Vale salientar que os recursos advindos do UNICEF para financiar projetos da ONG4, não foram contabilizados, pois a referida ONG não disponibilizou a informação do montante de recursos do UNICEF, alegando que esta informação somente poderia ser dada pelo responsável direto do projeto, o qual estava no momento da coleta de dados, ausente. Enquanto que na ONG1, ONG3 e ONG5, essa influência não aparece, até porque não recebem no momento recursos de nenhum organismo internacional. (ver gráfico 8).

De forma geral as origens dos recursos das ONGs estudadas vêm principalmente do setor privado, como mostra o gráfico 6:

Gráfico 6 - Origem d

No entanto, a porc das ações destas organizaçõ executadas pelo Estado, m quando se observa a origem organizações e entidades pú das fontes originadas na esf

Gráfico 7 - Origem dos

No entanto, observ prestação de serviços é que Or inte Organizações Terceiro Set internacion 35,38% Municipa Federal Empresa Empresa Organism Organiza

dos recursos – percentual relativo ao montante total inv

rcentagem em 28,76% de recursos públicos pa ações, demonstra um considerável repasse de aç

mas estão sendo terceirizadas. Tal aspecto em dos recursos com base no número de parce públicas ou privadas, chegando-se, nesse caso esfera pública, como se pode ver no gráfico 7.

dos recursos: percentual relativo ao número de parcerias

ervou-se que a maior parte das ONGs que estão ue estão mais dependentes desses recursos públi

Municipal 11,09% Federal 17,67% Empresas priv 3,22% Empresas de economia mista 25,75% Organismos internacionais 5,80% ções do Setor cionais 8% Pessoas Físicas 1,02% Venda de produtos e serviços 0,08% 33% 17% 11% 5% 6% 28% icipal ral resas privadas

resas de economia mista nismos internacionais

nizações do Terceiro Setor internacionais

investido – 2007

para o desenvolvimento ações que deveriam ser to torna-se mais visível rcerias firmadas entre as aso, ao patamar de 50%

as firmadas - 2007

ão mais no campo da blicos, enquanto as privadas

ONGs mais ligadas à defesa organizações não governam gráfico 8:

Gráfico 8 - Origem do

Entretanto, perceb financiamento de suas açõe autonomia destas organizaç

6% 35% 1% Geral Municipal Federal Empresas privadas

Empresas de economia mista Organismos internacionais Organizações do Terceiro Setor i Pessoas Físicas

Venda de produtos e serviços

11 24% 37% ONG 02 Municipal Federal Empresas privadas Organismos internacionais Organizações do Terceiro Setor i

80% ONG 04

Federal

Empresas de economia mista

esa dos direitos estão sendo financiadas por recu amentais, de organismos internacionais, como s

dos recursos: percentual relativo ao montante total de ca

cebeu-se que o maior desafio para as ON ões, que vai incidir diretamente na questão da ações. Em todas as ONGs essa questão aparec

11% 18% 3% 26% tor internacionais 8% 73% ONG 01 Municipal Federal

Organizações do Terceiro Setor

11% 18% 10% tor internacionais 19% 8% 2% ONG 03 Municipal Empresas privadas Pessoas Físicas

Venda de produtos e serviços

20% 20% ONG 05 Municipal Pessoas Físicas ecursos privados, de o se pode observar no cada ONG – 2007 NGs, é a questão do da sustentabilidade e na rece. Naquelas que estão

8% 19% tor internacionais 71% 2% 80%

mais ligadas à defesa é mais complicado ainda, porque elas vão de encontro ao projeto hegemônico de intervenção social que transfere as ações do âmbito público para o privado, o qual se coloca na atualidade. Então, como defender políticas públicas universais numa conjuntura de desconstrução de direitos? E ao mesmo tempo, ter a organização que se auto- sustentar. É um dilema que as ONGs que estão no campo da defesa se deparam e, muitas vezes, têm que se sujeitar a financiamentos de organismos internacionais ou instituições privadas que defendem projetos totalmente distintos destas ONGs, como forma de manter a sustentabilidade e de suas ações.

No aspecto administrativo, eu acho que o primeiro desafio é o da sustentabilidade, na medida em que a gente tem um projeto que é da organização... consolidar um projeto político e articular a sustentabilidade das ações, isso é muitas vezes, uma negociação difícil, porque, principalmente, hoje que há muito descrédito do trabalho das ONGs e há muita criminalização dos movimentos sociais. [...] Esse diálogo com os setores, né..., principalmente com esse setor do mercado (GESTOR, ONG1). [...] uma dificuldade que a gente tem principalmente com a cooperação internacional é que além deles financiarem atividades, ações que deveria o governo brasileiro está realizando, eles ainda pagam impostos pro governo brasileiro. Aí há uma dificuldade. Então, assim, na lógica da cooperação, isso não é aceitável, inclusive por isso que já várias organizações retiraram suas políticas de investimentos na América Latina, primeiro porque houve uma melhoria nos indicadores sociais e econômicos, e isso já ao longo das últimas décadas. Houve um avanço significativo. Então por esse lado eles já, começaram a reduzir o investimento em recursos e o número de organizações que eles estão financiando, ainda mantém algumas, aquelas que demonstram alguns resultados, ou que ao longo do tempo, foi aperfeiçoando o trabalho e mudando os seus objetivos, assim não mudando sua missão institucional, mas as estratégias, de acordo com que a realidade ia se apresentando, de acordo com que ia sendo apontado como positivo, o que não, foi aperfeiçoando para que se tornasse também positivo (GESTORA, ONG2).

No entanto, mesmo para aquelas ONGs que se adéquam ao padrão de intervenção social que dá base ao terceiro setor, passam também por dificuldades em manter seus financiamentos.

Não temos nenhuma fonte de recursos fixa, não temos recursos de órgãos públicos, somente tivemos o ano passado o do COMDICA durante cinco meses... os recursos são doações que são feitas mensalmente de recursos que depositam na conta da associação, as vezes chegam cestas básicas, livros...roupas, é luta! (GESTORA, ONG5).

A gente tenta fazer parcerias, mas a gente não consegue, não é que a gente não procure dentro do governo, pra fazer a parceria, é porque é tão burocrático... a gente apresenta um projeto, demora, demora, e eles dizem

que não tem é... não tem condições de aceitar o seu pleito. Tá bom, mas eu tenho recursos, então vamos fazer, mas mesmo assim, não rola... (GESTORA, ONG4)

O grande desafio é recursos. Na hora que eu tenho recursos na mão, administrar é o de menos, eu tiro de letra. Porque é assim, na hora que você tem recursos pra administrar e pra fazer, a coisa acontece. Você tá entendendo?! Agora a questão de você não ter e querer fazer, como se faz aqui, tirando leite de pedra, [...]. Então é difícil, administrar. Na hora que você tem a verba, aí você faz projetos, faz os cursos, você atende a comunidade... (GESTORA, ONG3)

Portanto, no cotidiano das ONGs seja da tendência de defesa ou da prestação de serviços, há muita dificuldade de se auto-sustentar, assim como que suas ações tenham continuidade. Diante disso, há uma luta diária de mobilização por recursos nestas organizações.

Mesmo assim, constatou-se que há descontinuidade de ações. Dos projetos que foram iniciados ou que já estavam em andamento em 2007 identificou-se que houve finalização ou paralisação de ações por falta de recursos em quase todas as ONGs: na ONG1 (um projeto no sub-eixo arte e cultura), na ONG3 (um projeto nos sub-eixos capacitação profissional e meio ambiente) e na ONG5 (um projeto no sub-eixo ensino), na ONG4 (um projeto no sub-eixo educação). Já na ONG2, não se identificou finalização ou paralisação de projetos. Diante disso, há uma quebra nas ações que além de prejudicar diretamente o usuário, faz com que a ONG perca também profissionais, já que muitos destes são contratados por projetos.

A gente estava com o projeto do ponto de cultura que estava funcionando no [bairro] com três oficinas: dança música e teatro [...]. Aí durante um ano, participavam os jovens [do bairro onde o projeto estava] dessas oficinas. Na verdade terminou sábado passado o projeto, com a montagem do espetáculo. Aí esses jovens passaram um ano nesse projeto, eu como monitor, eu entrei como aluno... aí fui fazendo parte das coisas, fui me aprimorando, a partir da ONG eu fui conhecendo outros atores, atrizes, me inserindo em grupos artísticos, saindo do âmbito mais social para o mais artístico. Me afastei da ONG, mais depois voltei não mais como aluno, mas como monitor. Aí a gente passou esse ano agora e terminou o projeto. E a gente tá sem nenhum projeto agora...na área da cultura. Agora tem outros projetos, mas aí a gente vai tentar fazer como que ...a cultura não pode sair [da ONG], é o que eu acho, por que assim [a ONG] tem quatro projetos, tinha né, porque o ponto de cultura acabou, é ...agora tem, porque [a ONG] tem geração política, outro que fala sobre “serviços amigáveis, que busca a melhoria, do atendimento de saúde na comunidade, nas unidades de saúde, é e o outro diálogos da juventude. mas eu acho que não pode ficar só esses entendeu? Até por que a forma com que os jovens... eles se sentem mais mobilizado, mas sensíveis a essas questões quando eles começam a perceber os seus valores artísticos, como atores, como artistas, podem tá contribuindo para esse outros projetos, então ao meu ver, que não deve se perder... a gente tá

sem projeto de cultura agora, mas que tivesse que pensar em manter o de cultura, e [a ONG] já tá fazendo, aí por enquanto a gente tá sem isso (USUÀRIO, ONG1, grifos nossos).