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4. TÜRKİYE’DE BİREYSEL EMEKLİLİK SİSTEMİ

4.2. SOSYAL GÜVENLİK SİSTEMİNİN SORUNLARI VE REFORM

4.2.1. Sosyal Güvenlik Sisteminin Sorunları

Antes do ponto final...

Impossível me conter nesse momento, por tudo defendido até então, em que sinto desvelar o meu próprio processo dentro desta pesquisa. Construção que se iniciou pelas minhas vivências na infância, tomaram espaço ao longo da minha trajetória, alcançando a dimensão aqui demonstrada na sistematização de idéias, conflitos, descobertas e, principalmente no continuum da minha formação como pesquisadora e como professora.

Todo esse processo vivido foi intenso, “ensejou pesquisa, vontade de saber mais”(7) a cada leitura, a cada encontro, a cada observação. Nesta relação íntima com a pesquisa me vi como professora, aluna, pesquisadora, artista e diante disso tudo, admiradora da docência, principalmente quando o corpo, o movimento e a Dança são o ponto central.

Neste ressurgir, começamos por elucidar que as reflexões das professoras realizadas durante o curso permitiram a elas reorganizar pensamentos, sensações e percepções de seus corpos, da criação de movimentos e, principalmente, a enxergar a Dança no mundo como Arte, linguagem, comunicação, expressão, prazer e lazer. Como relata a professora: “A dança é Arte e como tal faz parte da humanidade. É também linguagem, instrumento de comunicação e expressão. Antes e acima de tudo, dança é movimento: corpo em movimento! [...]” (23).

Tendo em vista esse movimento e a construção de novos conhecimentos, as professoras notaram que “aquilo que não é dito é tão importante quanto aquilo que é dito” (GIROUX, 1997, p. 36). Assim, a partir do autoconhecimento, passaram a observar os outros, os acontecimentos e a dança na escola de uma outra maneira, construindo, em grande maioria, novos conceitos e valores, como relata a professora: “...o corpo fala e o nosso conhecimento não é necessariamente exprimido em papéis, o que nós aprendemos pode ser mostrado através do nosso corpo, da nossa dança.” (11).

Para ilustrar esses apontamentos, trago Laban (1990):

A sensibilidade cultivada para o movimento e sua percepção mais aguda são parte necessária da capacidade de nos relacionarmos com o mundo e os outros. Ao dançar, podemos experimentar relações em que se realça a consciência de si mesmo e dos demais. O sentido de prazer que a dança

pode nos oferecer ajuda-nos a achar harmonia e adquirir maior sentido de pertinência. Com esse fim, nosso impulso interior para o movimento deve se vitalizar e orientar-se para uma expressão plena e estruturada. Se em nossos ensinamentos ajudamos as pessoas a enfrentar seus temores e adquirir confiança para se comunicar livremente com sensibilidade e imaginação e se conseguimos que, inclusive em pequena medida, tomem consciência de seu próprio potencial e do dos demais, teremos então conseguido um êxito considerável. (Laban, 1990, p. 128)

O curso de formação continuada em contexto “Entrando na Dança” teve como consequência, por parte das professoras e por mim, uma visão mais clara sobre a Dança e sobre o corpo do professor, ultrapassando o limite escolar. Foi importante para nossas vidas, para nosso autoconhecimento e para criar necessidades e carências. No caso das professoras, a vontade de aprofundar os estudos e entender a Dança nos diferentes estágios da Educação Infantil. Já no meu caso, o desejo de continuar envolvida com pesquisas que estejam a serviço do trabalho cotidiano do professor e, como desdobramento deste estudo, construir, acompanhar e estudar a prática pedagógica da Dança na escola em conjunto com as professoras.

As professoras relataram ao final do curso o quanto cresceram nesse período, umas mais outras menos, porém todas puderam, por meio do reencontro com si, rever, ressignificar e reconsiderar seu próprio pensar sobre o corpo, o movimento e a Dança. Em concordância com elas, ressalto ainda a importância da construção do método do curso como possibilidade de experiência estética e de expressão das professoras, como forma de conhecimento, educação; como arte.

A partir dessa construção, pude perceber o quanto mudei ao longo dos encontros, um novo olhar, um outro jeito de ensinar e aprender, uma idéia diferente, um questionamento a mais. Embora tenha focado as mudanças das professoras, o meu processo de reflexão antes, durante e após a ação foi concentrado na dinâmica dos encontros e na interação com os saberes das professoras; e, como não relatar meus sentimentos e minhas sensações como professora neste processo? Impossível, visto que todo o percurso foi uma construção coletiva. Dessas reflexões e inflexões surgiram os “Comentários da professora/pesquisadora”, extraídos do meu diário de bordo. Mesmo não tendo a intenção inicial de relatar esses comentários, a metodologia da pesquisa-ação participativa me levou a isso, a expor minhas idéais, minha dúvidas, minhas angústias, minhas alegrias; o que me instiga, em outro momento, a voltar a olhar para esses registros, me debruçar sobre eles e analisar os fatos, passos, descobertas, indagações e idéias que enfatizei durante os

encontros.

Diante desse processo da pesquisa-ação, trago um relato de Franco (2005) destacando a relação entre o pesquisador e o professor, e que, pude vivenciar durante essa pesquisa: o pesquisador está por certo, prioritariamente envolvido na pesquisa e nos resultados desta; e, o professor, por certo, está prioritariamente envolvido na ação, aguardando melhorias em sua prática. Acrescento ainda, que ambos tem o propósito de transformação do contexto pesquisado.

Esse ir e vir da interligação entre professora e pesquisadora foi, inicialmente um conflito, o qual segundo Mizukami et al (2002) é inerente à pesquisa na/com a prática; mas, a própria construção da metodologia deu conta de desvelar os caminhos para articular tais olhares e papéis durante o estudo. Tal construção foi mais um dos aspectos significativos que aprendi com essa experiência.

Por todos estes motivos, essa pesquisa foi muito rica, principalmente para mim como pesquisadora e professora, que ao buscar os objetivos tive a possibilidade de aprender, ensinar, sentir, dançar, refletir e constatar que o trabalho com o corpo, o movimento e a Dança é indispensável ao professor de Educação Infantil.

Laban (1990) elucida essa necessidade mencionando que a formação dos docentes deve garantir que os estudantes sejam preparados para a vida de maneira tal que não aspirem simplesmente a se sobressair do ponto de vista intelectual ou desenvolver suas aptidões físicas, mas que os diversos esforços humanos se apreciem de maneira mais completa e se utilizem para desenvolver-se em um todo integrado. Estarão, então, melhor preparados para educar os pequenos de modo que alcancem a felicidade em si mesma e em sua relação com os demais, chegando a compreender essa manifestação básica da vida que é o movimento (p. 103).

Diante de todo o estudo realizado, registro a necessidade de as Instituições voltadas para a formação inicial ou continuada do profissional de Educação Infantil entrarem na Dança e repensarem os aspectos aqui abordados para o desenvolvimento de um docente reflexivo, sensível e inteligível.