PRATİ K Bİ LGİ LER
A- SOSYAL GÜVENLİK
Edna nasceu no interior da Bahia, na cidade de Itabuna, no ano de 1945. Passou lá toda a sua infância e uma boa parte da juventude. Nessa época, Itabuna era uma cidade muito próspera, terra do Cacau, cheia de coronéis, com suas grandes fazendas e suas famílias ricas.
Sua família era pobre, seu pai era funcionário de uma gráfica e ela tinha mais seis irmãos. Apesar de pobre, passando necessidades, com dificuldade para comprar o uniforme escolar, ela conta que sempre se inquietou coma situação dos mais pobres:
...ficava aquela pergunta: Por que eles têm tão pouco, menos do que eu? Porque eu era pobre mas tinha o que comer todo dia, embora tinha um quilo de carne para dividir com 10 pessoas ou 11 pessoas; tudo isto eu vivi.
Sua mãe era espírita Kardecista e foi fundadora do movimento espírita em Itabuna. Como militante da religião, que incentiva a caridade, Edna participava da campanha do quilo. A religião espírita tem um viés assistencialista muito forte.
...a campanha do quilo que tem muito a ver com minha história, minha mãe foi uma das fundadora da campanha do quilo, e eu era muito ligada a ela.Nessa coisa de espiritismo, nesse movimento todo, eu acabei me juntando a ela, porque eu gostava das coisas que ela fazia e muitas vezes, muitas vezes mesmo, eu distribuí açúcar, feijão e tal para as famílias e sempre, não com essa clareza de agora...
Observa-se em Edna, de uma maneira ainda não elaborada, consciência das desigualdades sociais e preocupação com as dificuldades enfrentadas por famílias mais carentes que a sua. Observa-se, além da preocupação, uma vontade concreta de ajudar. Edna não se restringe apenas a sentir piedade, mas acompanha sua mãe nas campanhas que promovem a
Em Itabuna havia um colégio chamado São José, freqüentado pela elite da cidade. Esse colégio, no começo do ginásio, fazia um exame de admissão para crianças que freqüentavam a Ação Fraternal, o braço do São José freqüentado pela classe baixa. Os cinco primeiros colocados conseguiam bolsas para estudar no colégio São José. Edna tirou o terceiro lugar no exame de admissão e passou a freqüentar o colégio p.o.
Como era de se esperar, houve um choque entre a menina pobre e as filhas dos ricos. Edna teve muitas dificuldades de adaptação pois se sentiu muito discriminada pelas alunas do São José e pelas próprias freiras. Utilizou, entretanto, uma estratégia que a destacou entre as outras alunas. Como tinha muitos irmãos e o pai incentivava muito a prática de esportes, ela passou a se dedicar aos esportes no colégio; fazia parte da seleção de vôlei, era monitora de ginástica e participava de tudo.
...(as freiras) tinham algumas atitudes que, às vezes, eu ficava muito irritada com isto, porque era uma utilização da escola. Eu estudava de tarde e ia pra escola 11 horas da manhã para jogar ping-pong, para jogar baleado, para jogar voleibol e como a gente fazia fila para entrar, porque tinha de fazer a fila, cantar o hino da escola, aí as freiras vinham alisar as meninas que não faziam nada disto, “ah como você está fresquinha, tão bonitinha”.
Edna nos conta que sua condição social de ter sido adolescente pobre faz com que ela tenha uma identificação com os adolescentes que participam do projeto Axé. Ela viveu a frustração decorrente da falta de acesso aos bens de consumo que eram adquiridos pelos pares mais privilegiados de sua faixa etária.
...porque pobreza é uma coisa muito dura e eu era adolescente, por isso eu compreendo os adolescentes , porque você ser adolescente e querer uma série de coisas, um sapato novo, um vestido novo e não ter condição de ter, dói muito, dói muito.
Quando termina o ginásio Edna decide dar uma grande virada na sua vida, resolve trabalhar e passa a estudar à noite. Edna nos explica que decidiu
trabalhar porque, como menina do interior, tinha muitos desejos de consumo que não podiam ser atendidos.
Consegue, então, emprego num Banco.
Aqui, cabe ressaltar, que não era desejo de Edna fazer carreira como bancária. Era muito comum entre os jovens da época arranjar emprego em banco para custear seus estudos, seus gastos e ajudar suas famílias. Edna se incluía nesse grupo.
Daí eu decidi trabalhar e aí me empenho até hoje.
Trabalhar foi uma forma de conseguir realizar seus desejos materiais, ainda que de maneira parcial. Seu maior desejo era poder viajar e conhecer pessoalmente os lugares sobre os quais lia nos livros.
Esses fatos ocorreram na década de sessenta. Nessa época, o Estado do Bem Estar Social vivia seu auge na Europa. A população européia tinha direito à saúde, educação, previdência social promovidos pelo Estado. No Brasil a situação era totalmente diferente. Apesar do Estado ser grande e bem aparelhado não conseguia prover à população, especialmente fora dos grandes centros urbanos, a satisfação de suas necessidades básicas.
Então quando Edna fala que vai trabalhar para poder comprar seus objetos de desejo, ela está indo trabalhar para compra saúde, educação, uma casa. Bens que o Estado deveria lhe prover e não consegue. Não se deve, portanto, caracterizar Edna como uma pessoa fútil e consumista. Cabe-lhe mais o título de consumidora consciente, que luta por seus anseios.
Juntamente com as atividades de trabalho, Edna participava ativamente do movimento estudantil. Fez greve no colégio e participou da União dos Estudantes Secundários de Itabuna. Em sua opinião, o movimento estudantil foi muito importante para despertar sua consciência da desigualdade de classes e da injustiça social inerentes ao sistema capitalista.
Paralelo a isto eu fiz muito movimento estudantil , fiz greve neste mesmo colégio, depois fui para a União de Estudantes Secundários de Itabuna.
Edna se torna uma adolescente militante política que, movida pela energia utópica, se junta a outros jovens para lutar pelas causas em que acredita. A energia utópica é aquela que move o indivíduo a trabalhar por uma sociedade organizada da maneira que proporcione as melhores condições de vida possíveis ao povo.
Esse período de militância política em sua adolescência é quando a energia utópica de Edna é realmente despertada. A consciência crítica que aparece ainda embrionária, quando menina, toma forma e se organiza num discurso racional. Ela percebe, em contato com estudantes da capital, que estes tem uma visão de mundo bem mais ampla que a sua, compreendendo melhor a situação social, fazendo leituras mais aprofundadas do cotidiano. É através desse contato que ela decide ampliar seus estudos.
Eu pensava muito de encontrar formas de me qualificar porque eu achava muito bonito, as estudantes mais adiantadas do que eu, os que estudavam em Salvador mas alimentavam a discussão lá no interior; eu ficava encantada de ver como eles tinham uma compreensão de mundo. Eu sonhava em dar essa contribuição mas não sabia exatamente como fazer, mas eu sabia que tinha de fazer. Eu queria entrar na Universidade para buscar, ampliar esse conhecimento.
Edna conta que a convivência com outros estudantes mais adiantados despertou nela anseios de conhecer mais. Queria estudar, ter mais conhecimentos. Tinha aspirações de ter mais compreensão sobre o mundo. Ela queria entrar na universidade e aprender coisas novas. Decide mudar para Salvador, a capital do Estado.
Em Salvador presta vestibular para Serviço Social na Universidade Católica . Depois de cinco anos, gradua-se em Serviço Social.
Para Edna é muito significativo ter conquistado sua graduação. Por duas vezes, durante a entrevista, ela fala no assunto voluntariamente. Primeiro no começo da entrevista, quando peço que ela me conte sua história de vida:
Esta é uma data que marca muito a categoria...
E mais adiante:
P – {risos}. Como você virou educadora de rua?
E- Virar educadora de rua...Sobre assistente social assim que eu me formei...
Logo que conclui a sua graduação é convidada para enfrentar um grande desafio. Recém-formada, foi coordenar uma equipe multidisciplinar de profissionais já graduados há um bom tempo.
Edna foi muito bem sucedida e se orgulha muito do que fez. Esse trabalho foi realizado através do Governo do Estado da Bahia. Ela considera o Estado uma escola fundamental para quem quer fazer trabalhos na área social.
Quem passa pelo Estado tem muito que aprender, basta que se disponha, como eu lhe falei no trabalho do Paraguaçu eu não vi um trabalho igual...um trabalho absolutamente apaixonante; foi o maior desafio na minha vida aceitar esse trabalho porque eu era
mais tempo do que eu,era uma ousadia muito grande mas dei conta, e acabei que consegui fazer um trabalho de comunidade que é essa área de trabalho que eu gosto muito, e acabei ficando 3 anos.
Para Edna a maior motivação deste trabalho foi a energia utópica. Era um trabalho que não remunerava tão bem, mas ela se dedica totalmente a ele. Seu primeiro trabalho a absorve totalmente.
No caso de Edna, que é uma pessoa muito dinâmica e empolgada com suas atividades, há que se ter cuidado para não confundir energia utópica com energia vital ou simples empolgação. A energia utópica é aquela que move o indivíduo na luta por uma sociedade mais justa.
Trouxemos aqui alguns fatos da vida de Edna que nos mostram que, durante toda a sua vida, ela apresentou uma consciência crítica e uma vontade de trabalhar em prol da diminuição das desigualdades sociais. Na infância, ainda de forma embrionária, sua consciência das diferenças entre ricos e pobres se mostra em seus questionamentos e ao ajudar sua mãe nas campanhas do quilo. Mais tarde, essa indignação se organiza num pensamento teórico elaborado no grupo militante de esquerda. A escolha da profissão de Assistente Social também é um dado de que Edna manteve sua opção de trabalhar na área social.
4.1.2 Metamorfoseando-se em Educadora de Rua
A entrada de Edna no Projeto Axé se deu de uma maneira quase casual. Percebia-se nela uma grande inquietação, sempre buscando novas formas de aumentar seus ganhos e sua satisfação pessoal. “Inventava” sempre novas maneiras de ganhar dinheiro. Chegou a fazer bijuterias para vender às colegas
de trabalho, alugou quartos em sua casa e outros. Como funcionária do Estado ela ganhava muito pouco e estava insatisfeita com seu trabalho.
Eu me sentia infeliz nesse trabalho por dois motivos: Primeiro, porque era um trabalho muito burocrático e depois ganhava muito pouco, o Estado de um modo geral p.a muito pouco.
Procurando outra fonte de renda, recebe o convite de uma amiga para ir a uma das primeiras reuniões do AXÉ. Essa amiga contou-lhe que algumas pessoas estavam montando um projeto com meninos de rua e precisavam de uma assistente social.
...uma vizinha me chamou para ir a uma reunião que ia ter na Escola de Nutrição. Ela é nutricionista, ela disse: ‘tem um pessoal aí montando um projeto e eles estão precisando de uma assistente social pra entrar na discussão’; aí eu fui pra essa reunião.
Quando se trata de sua entrada no Projeto Axé Edna apresenta uma peculiaridade em relação aos outros educadores. As pessoas que entraram como educadores na mesma época em que ela entrou, em sua maioria, tinham uma história de militância na área de criança e do adolescente. As que entraram depois, desejavam entrar para o Projeto Axé, não qualquer outro projeto social. O Projeto Axé os atraia porque era um projeto de sucesso, tinha um trabalho sério, renomado, efetivo, consistente e era uma referência para os idealistas que queriam tirar as crianças da rua. Edna não, ela trazia, como vimos anteriormente, um histórico de trabalho social com comunidades. Não tinha uma inclinação especial para a área da infância e adolescência. O seu projeto utópico privilegiava mais o trabalho comunitário.
Edna, sem muitas pretensões nesse sentido, acabou entrando para o Projeto e participou da primeira contagem de meninos de rua feita em Salvador, pelo Projeto AXÉ, ou seja, Edna viu o projeto nascer, crescer, amadurecer. Ela estava presente quando foi fincada a pedra fundamental do
...e nesta reunião eu acabei ficando e já participando do Axé na 1ª contagem que o Axé fez em fevereiro de 90. Então eu participei da contagem noturna; aí participei, acompanhei o levantamento e tal...
Edna participa da primeira contagem de meninos de rua do projeto Axé realizada sob supervisão do IBASE. Participa da primeira seleção para educadora de rua.
...aí eles abriram para a seleção, aí eu me candidatei a educadora de rua e comecei como educadora, mas dava conta porque eu trabalhava de manhã no Estado e de tarde no Axé, eu acho que permitia isso.
Esse primeiro grupo de educadores foi muito importante. Eles fizeram a primeira formação de educadores, quando tudo estava sendo criado e pensado pela primeira vez. Como já foi dito anteriormente, foram chamadas várias pessoas para ministrar uma formação para os educadores na ilha de Itaparica, na praia de Mar Grande, dentre as quais destacamos Paulo Freire, que trabalhou com os novos profissionais a educação libertadora e Maria Stela Graciani, que levou sua experiência com educação de rua que realizava no centro de São Paulo com o grupo do núcleo de trabalhos comunitários da PUCSP
Tinha uma formação. O 1º curso para educador durou três semanas na ilha de Mar Grande, inclusive com Paulo Freire, ele veio uma vez conversar com a gente; o Axé tem essa marca, a gente está constantemente em formação. É principio, faz parte dos princípios do Axé, garantir a formação interna de seus educadores.
Edna ressalta a importância das idéias de Paulo Freire na concepção do projeto. Segundo ela:
Ele foi um dos, um dos, não a única pessoa que Cesare mais conversou sobre o projeto AXÉ foi ele. Quando Cesare estava tentando montar o projeto AXÉ, ele chamou Paulo Freire e ele veio aqui. Ele já estava bem doentinho mas ele veio aqui, três vezes ele
veio aqui encontrar com a gente,pra sentar no chão, trocar idéias, foi muito legal.
Depois de passar três meses como educadora de rua, é convidada pelo criador e coordenador do projeto para ser supervisora. Ela não aceita, mas é importante frisar que se destacou profissionalmente desde o início do projeto.
Eu tinha 3 meses como educadora, só que Cesare me chamou para ser supervisora, mas eu não quis. Eu disse a ele: eu não quero, eu quero viver mais profundamente essa experiência.
Esse sucesso pode ser um dos motivos do seu entusiasmo pelo projeto até hoje. Segundo Edna, ela preferiu ficar na rua, porque era um trabalho desafiador, instigante, uma oportunidade de conhecer outros tipos de vida e um trabalho que era pensado coletivamente.
Apesar de não ter o Axé como um sonho ou como uma meta inicial, ao trabalhar diretamente com os meninos, a energia utópica de Edna é canalizada para o trabalho com crianças e ela se torna, então, uma entusiasta da profissão de educadora de rua.
...a rua porque era uma coisa bastante desafiadora, inovadora e eu sou muito chegada a um desafio, era uma construção coletiva, tudo isto me encantava, além do que era uma oportunidade de conhecer uma vida que a gente só conhecia de jornal e além disto de poder estar,efetivamente, contribuindo com aqueles adolescentes para que eles pudessem encontrar uma outra possibilidade de vida.
Quando ela diz “...tudo isto me encantava” , se referindo ao trabalho com meninos de rua, temos aqui a mesma energia utópica que a levou a militar no movimento estudantil. Essa energia fez Edna continuar nas ruas, aprofundando seu trabalho de Educadora. Um ano depois, Edna é novamente convidada para ser supervisora. Ela não aceita. Opcionalmente, fica três anos trabalhando
eu entrei muitas vezes ali, subindo aqueles casarios,então isto me trouxe uma dimensão de vida, por isso eu ficava na rua porque eu achava que eu precisava cumprir um tempo para ter maior conhecimento, até para poder viver. Imagine eu com três meses, mal comecei a trabalhar e já ficar em outra divisão.
Para os educadores do início do projeto AXE, momento em que todos estavam plenos de energia utópica, tudo era construção e todas as novas idéias eram bem vindas Havia espaço para que pessoas com várias identidades políticas convivessem, pois ainda não estava consolidada uma política de identidade do projeto.
Nessa época, ela conciliava o trabalho no Estado com o AXÉ mas não de maneira conveniada como depois veio a ser. Nesse início, ela trabalhava, às tardes, no Governo do Estado com projetos sociais e, pela manhã, como educadora de rua. Os dois trabalhos a gratificavam por serem desafiadores, difíceis e por envolver a luta por melhores condições de vida para as pessoas. Na suas palavras:
Esse trabalho me encanta, esse trabalho político, eu gosto muito e também com os educandos na rua também, porque é desafiador você encontrar meninos, adolescentes, absolutamente degradados, sem vislumbrar nenhuma possibilidade de vida melhor, envolvidos com roubo, com drogas, então é desafio.
Passou a se sentir tão bem com os meninos de rua que, numa decisão autônoma, levava sua filha para o trabalho, para brincar com eles.
Eu levei ela pra Piedade14 pra participar de atividades que a gente fazia e ela era muito conhecida e é até hoje.Ela foi algumas vezes comigo, na verdade ela, até hoje, acompanha ; às vezes ela não tinha com quem ficar e eu então dizia, então vamos trabalhar comigo na Piedade e aí entrava no grupo deles.
É, porque a gente fazia muita atividade na rua desenho e criança não tem isto, não; pra criança nada importa, a cor, a classe, ela se junta, nada disto importa para a criança, eles querem brincar, se juntar e ela é muito tranqüila. Ela acompanha direto esse trabalho.
Fazendo uma análise, a partir do sintagma identidade-metamorfose- emancipação, a atitude de levar a filha para brincar com os meninos de rua parece concretizar-se num sentido emancipatório.
Essa atitude delineia-se como uma atitude pós-convencional. Diante de uma situação-problerma de mãe classe média (não ter com quem deixar a filha) ela, em consenso com a filha, criando as duas suas próprias regras, no âmbito do mundo da vida, leva a filha para brincar com meninos de rua, que ela sabe que, são crianças que precisam de carinho tanto quanto a sua menina.
É interessante observar a flexibilidade de Edna, ela lida muito bem com o mercado, com o mundo sistêmico, se adapta facilmente às mudanças do projeto e também tem criatividade para fugir do aprisionamento desse mesmo sistema.
Quando perguntei se o trabalho do educador de rua era de convencer o menino a aderir ao projeto, ela diz:
Não tinha convencimento, na verdade era sedução, era jogo de sedução mesmo; porque a gente nunca tinha uma conversa pra convencer para vir pro AXÉ, essa conversa não passava por nossa prática. O que passava por nossa prática e que passa ainda, espero que passe{risos}, a gente continua garantindo os princípios. Era uma conversa de muito respeito e de valorização daquela pessoa que está na nossa frente;
de início e durante boa parte do trabalho, vê o educador como um estranho ou ainda como mais uma das muitas pessoas que sempre lhe maltrataram. Na maioria das vezes, eles ficam agressivos ou esquivos e ganhar sua confiança é um trabalho de muita paciência que envolve uma boa dose de risco.
...era surpreendente para os meninos. Serem tratados daquele jeito. Dizer: você tem razão de xingar, esculhambar,rasgar, porque a gente entende que você está sozinho, agora vem cá, vamos conversar sobre isto, vamos estabelecer uma relação respeitosa. Entendendo, principalmente da pessoa dele que está na rua, né,