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BARTER SİSTEMİNİN İŞLEYİŞİ

BARTER İŞLEMLERİ VE MUHASEBELEŞTİRİLMESİ

III. BARTER SİSTEMİNİN İŞLEYİŞİ

Essa fase da pesquisa de campo foi realizada no 2º semestre de 2009, com a finalidade de aprofundar as informações coletadas nos questionários. As entrevistas foram do tipo semiestruturadas, ou focalizadas, (Alves – Mazzotti, 1998) e foram realizadas a partir de um roteiro16 básico, mas não de caráter rígido, servindo apenas para indicar os tópicos e criar uma sequência lógica nos assuntos, mas com flexibilidade suficiente para permitir fazer adaptações, conforme assinala Lüdke e Menga (1986).

Para Alves – Mazzotti (1998), as entrevistas qualitativas assemelham-se muito a uma conversa e são pouco estruturadas, sem uma ordem rígida estabelecida.

Tipicamente, o investigador está interessado em compreender o significado atribuído pelos sujeitos a eventos, situações, processos ou personagens que fazem parte de sua vida cotidiana (Alves – Mazzotti, 1998:168).

O roteiro proposto para a entrevista foi dividido em quatro partes, sendo:

I PARTE - O contexto legal: Onde o sujeito pôde falar de suas impressões e

conhecimentos sobre as leis 10.639/03, 11.645/08 e das Diretrizes Curriculares

Nacionais para a Educação das Relações Étnico-raciais e para o ensino de História e Cultura Afro-brasileira e Africana, o impacto das mesmas no cotidiano da escola e

na sua prática pedagógica e do destaque dado à área de Artes no contexto das citadas leis.

II PARTE - A formação continuada: Observamos, a partir da análise dos dados dos

questionários, como veremos oportunamente, que poucos professores informaram ter participado de cursos voltados para as temáticas culturais de matrizes africanas ou indígenas. Entretanto, e de maneira inversamente proporcional, a maioria informou já ter desenvolvido trabalhos com essas temáticas. Nesse sentido, a intenção de inserir este item na entrevista foi pontuar essa questão, direcionando-a de maneira diferente para aqueles que já realizaram algum tipo de curso de

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formação e para os que informaram não ter participado. Para aqueles que já participaram de cursos de formação a proposta foi para que eles falassem sobre a época de sua realização, quem subsidiou sua realização e se ajudou na implementação do trabalho desenvolvido. A proposta para aqueles que informaram não ter realizado cursos foi para que falassem dos motivos da sua não participação e da sua iniciativa em desenvolver um trabalho com as temáticas da pesquisa, mesmo não tendo participado de cursos específicos na área. Para os dois grupos foi perguntado se nas escolas onde atuam há ações de formação voltadas para as temáticas da pesquisa.

III PARTE – O relato de uma experiência: Esta parte foi o momento fundamental

de nossa entrevista. O/a professor/a pôde aprofundar o relato sucinto que fez de sua prática pedagógica no questionário, descrevendo as motivações, as ideias iniciais, a sua implementação, a escolha da linguagem artística usada como suporte para a realização do trabalho, o envolvimento dos alunos, de outros professores, se houve dificuldades no processo, o impacto no cotidiano da escola, sua avaliação geral de todo o processo e para o seu crescimento profissional e pessoal, dentre outros aspectos mencionados nesta parte do roteiro.

IV PARTE – Outros comentários: Destinado para os comentários complementares

que os/as professores/as quisessem relatar, ou para retomar algum outro aspecto que quisessem enfatizar.

A entrevista é um instrumento básico para a coleta de informações em pesquisa de abordagem qualitativa e “pode permitir o aprofundamento de pontos

levantados por outras técnicas de coleta de alcance mais superficial, como o questionário” (Lüdke e Menga,1986:34). Nesse sentido, a segunda fase da pesquisa de campo complementou a primeira, pois, a partir da análise dos dados dos questionários aplicados na primeira fase, foram selecionados os sujeitos para a fase seguinte, com o objetivo de aprofundar as informações coletadas preliminarmente.

Os critérios para a seleção dos sujeitos para as entrevistas foram:

a) A manifestação expressa no questionário em querer continuar na pesquisa;

b) Potencialidades dos relatos apresentados em relação às práticas implementadas;

c) A temática trabalhada, objetivando equilibrar os trabalhos referentes às matrizes culturais africanas e indígenas na amostragem;

d) A linguagem artística usada como suporte para os trabalhos, com o objetivo de selecionar trabalhos realizados em diferentes linguagens; Com base nesses critérios, selecionamos 7 (sete) relatos, sendo de seis

professoras e de um professor. Procuramos nos aproximar dos mesmos para

construir uma relação interpessoal favorável e de confiança recíproca, para que as entrevistas fossem realizadas e atingissem os objetivos esperados.

Inicialmente, entramos em contato para uma conversa informal, que se deu de duas formas: por e-mail e telefone. Para os/as professores/as que deixaram apenas seus endereços eletrônicos, encaminhamos um e-mail agradecendo a sua colaboração em ter respondido o questionário, convidando-os para continuar participando da pesquisa, e expondo quais foram os critérios adotados para a seleção dos sujeitos para as entrevistas. Com aqueles/as que informaram o número do telefone, entramos em contato e procedemos de forma a garantir as mesmas informações que encaminhamos por e-mail aos demais, sendo que com a vantagem de manter um contato mais próximo. Os/as professores/as foram bastante receptivos, se disponibilizaram para a realização das entrevistas e essa postura me deixou bastante à vontade para iniciar o diálogo.

Para se obter os objetivos esperados com a técnica da entrevista como instrumento para coleta de informações, foram garantidos cuidados éticos nos procedimentos. Lüdke e Menga (1986) recomendam que sejam observadas uma série de exigências e cuidados quando da realização de entrevistas, tais como: que se tenha um grande respeito pelo entrevistado, incluindo nesse contexto a definição de local e horário de acordo com a conveniência do mesmo, a garantia de sigilo e anonimato, respeito pela sua cultura e valores, sendo fundamental que o entrevistador tenha uma escuta atenta e que estimule o fluxo natural das informações, garantindo um clima de confiança para que o entrevistado se sinta à vontade para expressar-se.

Além de se considerar os aspectos acima expostos, foi elaborado um Termo

de Consentimento Livre e Esclarecido17 onde foram indicados: a temática da

pesquisa, seus objetivos, a garantia de sigilo quanto à identificação dos sujeitos e de suas instituições, a garantia de acesso às informações provenientes da pesquisa e quanto a liberdade do entrevistado retirar seu consentimento, caso optasse por isso a qualquer tempo, e informamos o nosso telefone e e-mail aos mesmos. As entrevistas foram gravadas em áudio, com o consentimento dos participantes, e, posteriormente, foram transcritas literalmente para a análise do conteúdo das narrativas.

Vale ressaltar, conforme citado anteriormente, que quando do encaminhamento dos questionários às escolas, os mesmos foram acompanhados de uma carta onde foram expostos os aspectos acima referidos, estando, também, no corpo do próprio questionário, as informações sobre a pesquisa e seus objetivos.

Esta pesquisa foi submetida, à apreciação do Comitê de Ética em

Pesquisa18 da PUC/SP, estando seu protocolo de pesquisa aprovado por este

Colegiado, em conformidade com a Resolução nº 196/1996, do Conselho Nacional de Saúde, que estabelece diretrizes e normas regulamentadoras sobre pesquisa envolvendo seres humanos.

1.7 Proposições técnicas para o tratamento das informações e análise dos