BÖLÜM 2: MARKA İLETİŞİM STRATEJİLERİ ve SOSYAL MEDYA
2.5. Sosyal Medya Araçları
2.5.6. Sosyal Etiketleme
texto escolar? De que forma contribuímos com a construção da cidadania dos nossos alunos? Sem dúvida o trabalho com a etnomatemática, como assegura Sebastiani Fer- reira (2010), possibilita a libertação das verdades matemáticas universais e respeita o aprendizado do cidadão. Que possamos caminhar em direção à uma prática pedagógica que dialogue com os saberes cotidianos e com os saberes científicos.
7.3
Considerações Provisórias
A pesquisa realizada com os feirantes que comercializam seus produtos em uma das feiras em Ji-Paraná mostrou as diferentes maneiras de atribuir sentido às formas de medidas de um determinado grupo social. Essas representações são validadas pela po- pulação que as usam, mesmo que em algumas situações ocorra o uso, ou mesmo a transformação para a unidade de medida tida como universal.
Ao relacionar os conhecimentos explicitados pelo público pesquisado com o signi- ficado da etnomatemática, observamos o acúmulo de habilidade e criatividade ao se organizarem intelectual e socialmente, além de explicarem suas idéias, representações, sentidos e significados por meio dos fatos e experiências vivenciadas e compartilhadas com o ambiente no qual fazem parte, bem como, com os demais integrantes de seu contexto social.
Tornar público os conhecimentos, os saberes, as experiências e as formas de en- contrar respostas para os conflitos impostos pelo dia-dia, na relação com o outro, é valorizar, validar e evidenciar que todo sujeito, grupo social, independente de seu con- texto de origem, produz, constrói e transforma conhecimento matemático de acordo com suas necessidades. Evidenciando com isso, que não precisamos ser gênios para fazer matemática, visto que ela está presente em todos os momentos de nossa vida.
7.4
Referências
BRANDÃO, C. R. A educação como cultura. 2 ed. São Paulo: Brasiliense, 1986.
COSTA, V. Etnomatemática: Uma tomada de posição da matemática frente à tensão que envolve o geral e o particular. IN: GUSMÃO, Neusa M. M. (Org.). Diversidade, Cultura e Educação: olhares cruzados. São Paulo: Editora Biruta, 2003.
7.4. Referências 90
D’AMBRÓSIO, U. Etnomatemática. São Paulo: Ática, 1983.
FERREIRA, E. S. Cidadania e Educação Matemática. Educação Matemática em Revista. nº 01, ano 08, dez de 2010.
SCANDIUZZI, P. P. Professores indígenas: um caminho a ser feito. In: GRAN- VILLE, M. A. Teorias e práticas na formação de professores. Campinas: Papirus, 2007.
Capítulo 8
Os Instrumentos e Unidades de
Medidas Utilizados na Cozinha
Sérgio Candido de Gouvieia Neto - UNIR [email protected] Cristiane Talita Gromann de Gouveia - SENAC [email protected] Reginaldo Tudeia dos Santos - UNIR [email protected] Bianca Santos Chisté - UNIR [email protected]
Resumo
O cozinheiro utiliza unidades de medidas que difere do sistema métrico decimal francês, oficialmente reconhecido. Este trabalho tem como objetivo mostrar as diferen- tes unidades de medidas utilizadas no cotidiano dos cozinheiros, bem como comparar com algumas receitas publicadas em revistas de culinária. Desta forma, a pesquisa foi realizada em duas etapas. Na primeira, foram observadas duas pessoas cozinhando, nos meses de junho e julho de 2012. A segunda etapa consistiu-se em de uma análise de medidas utilizadas em receitas publicadas em revistas de culinária. Como resulta- dos, destacam-se a utilização pelos cozinheiros de unidades de medidas (xícaras, colhe- res, pitadas, fio, cabeças e outros) que não seguem o sistema métrico decimal francês. Destaca-se também que alguns instrumentos de medidas, tais como xícaras, colheres, dedos, mãos e outros se confundem com as unidades de medidas. Assim, através do registro destas unidades que são utilizadas pelos cozinheiros, espera-se que o trabalho contribua com um dos papéis desempenhados pela etnomatemática, que é o de validar os saberes utilizados por pessoas no dia-a-dia e muitas vezes não reconhecidos oficialmente.
8.1. Introdução 92
8.1
Introdução
A cozinha pode ser mais do que um espaço de sabores, pois pode ser também um espaço de saberes (ALVES, 1995) e especificamente de saberes etnomatemáticos. Este é um espaço da casa onde as pessoas se reúnem, trocam experiências, discutem e acima de tudo, saboreiam.
Acredita-se que o tempo de cozimento de um alimento, avaliação da quantidade de alimentos necessários a uma pessoa ou família, são noções matemáticas importantes presentes numa cozinha. Neste espaço, há uma multiplicidade de unidades de medidas, manejadas com destreza por pessoas que às vezes nunca entraram em uma sala de aula. Estas pessoas têm muito a ensinar, pois cozinhar é uma arte, a qual é preciso aliar-se à técnica, que desenvolvidas e cultivadas por muitos anos dá o sabor a comida. Neste sentido, há um paralelo entre cozinhar e a etnomatemática. De acordo com D‘Ambrósio (1993), a matemática é arte (matema) e técnica (tica) para solucionar um problema. Matemática é arte aliada à técnica. Na cozinha, o problema é fazer uma boa comida, e para cozinhar bem é necessário ter a arte aliada à técnica. A cozinha pode constituir um bom espaço para ensinar importantes noções matemáticas para as nossas crianças, tais como diferentes unidades de medidas, noções de economia, etc.
Assim, através do registro das unidades de medidas utilizadas pelos cozinheiros, espera-se que o trabalho contribua com um dos papéis desempenhados pela etnomate- mática, que é o de validar os saberes utilizados por pessoas no dia-a-dia e muitas vezes não reconhecidos.
Desta forma, este artigo tem como objetivo mostrar as diferentes unidades de medi- das utilizadas no cotidiano dos cozinheiros, bem como fazer uma comparação entre al- gumas receitas publicadas em revistas de culinária. A finalidade deste estudo é analisar a importância do uso das medidas adequadas para a obtenção dos resultados esperados.
Para realizar esta pesquisa, a metodologia utilizada foi a descritiva, realizada a par- tir da observação dos cozinheiros, além da análise documental, realizada em livros de receitas.
Efetuar este estudo faz-se necessário para o melhor desempenho e obtenção de mai- ores sucessos nas atividades realizadas em uma cozinha.