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VERGİLENDİRMENİN GELİŞİMİ

E) Vergi Kanunlarında Boşluk Doldurma Yasağı İlkesi

3- Sosyal Devlet

Após findar a busca nas principais literaturas pode-se chegar a algumas evidências que, em sua maioria, não favorecem os profissionais do futuro que atuarão na Controladoria.

O entendimento se inicia sob o contexto em que a contabilidade chegou, ou melhor, foi reconhecida no Brasil. A reflexão principia com o início do ensino da contabilidade por meio das aulas de comércio, regulamentação da profissão de guarda livros e consequentemente a primeira profissão liberal nacional, no século XIV.

Surge, depois, uma maior preocupação sobre as diretrizes curriculares do Curso de Ciências Contábeis em face às mudanças surgidas pela LDB 9394/96. Essa preocupação demonstra que nesta época já existia há algum tempo a necessidade sobre o conteúdo do Curso Superior de Ciências Contábeis. Várias podem ser as causas dessa preocupação, entretanto, quaisquer que sejam as citadas aqui serão possibilidades.

O fato é que progressivamente, as instituições de ensino superior foram se multiplicando, conforme monstra o Gráfico 13 e esse movimento pôde ser percebido pelo volume de matrículas efetivadas anualmente nos cursos de categorias administrativas entre os anos de 1980 a 2013.

Gráfico 13  Evolução das Matrículas de Educação Superior de Graduação, por Categoria Administrativa. Brasil – 1980 – 2013

Fonte: MEC/INEP (2013)

No enquandramento do INEP, o curso de Ciências Contábeis está categorizado como administrativo. Ao se comparar apenas o ano de 2013 com o anterior, pode-se constatar que a matrícula cresceu 3,8% e as IES privadas têm uma participação de 74,0% no total de matrículas de graduação.

Paralelamente à expansão dos c ursos universitários, houve a evolução da profissão contábil, migrando do foco de registro de atos e fatos para atuar como contribuinte na tomada de decisões de uma empresa ou até mesmo agindo como decisor da linha de frente.

O deslocamento do viés operacional para o estratégico incluindo a parte comportamental, deveria ser refletido nas disciplinas dos cursos de graduação de Ciências Contábeis, dando suporte para esse novo perfil exigido do mercado na atuação do Controller.

Um retrato de 2013 demonstra, por meio do Gráfico 14, que o crescimento das Instituições de Ensino Superior teve maior representatividade nos Estados de São Paulo e Distrito Federal, respectivamente, representando que em São Paulo há mais de 5 alunos na rede privada para cada aluno na rede pública.

Q u an ti d ad e d e Mat rí cu las

Gráfico 14  Relação de Matrículas Privadas/Públicas por Unidade de Federação Brasil 2013

Fonte: INEP (2013)

O aumento de IES deveria proporcionar uma formação técnica com alta cultura científica, porque o elevado padrão de conhecimento necessário para o exercício de tais funções do Controller e Contador não pode ser adquirido em curso secundário, então, somente as universidades teriam o contexto necessário, por entender-se que as IES são instituições pluridisciplinares de formação, extensão e de domínio e cultivo do saber humano.

O referencial teórico demonstrou, por meio das citações dos grandes historiadores da Contabilidade, que o ensino da contabilidade deveria unir a teoria à prática.

Entretanto, os primórdios não podem ser desconsiderados, tais como, a contabilidade existia antes mesmo da escrita, e pode-se chegar a essa conclusão pela metodologia de inventário que se faziam dos animais registrados na bíblia. Em seguida, Luca Pacioli, que era um italiano matemático, não criou, mas desenvolveu,

Es tad o s Bras ile ir o s

registrou e divulgou as partidas dobradas. Pode-se cogitar a hipótese de que a contabilidade iniciou com o rótulo de “ciência exata” por um matemático ter sido o percursor em criar um método que proporcionasse o registro das operações da entidade. E como matemático, seu foco esteve em mensurar, apurar e demonstrar numericamente os atos e fatos das organizações. Pacioli foi um visionário, um gênio para a época, mas se coubesse algum tipo de crítica a sua obra, esta seria a de que não foi feita uma definição do que é débito e o que é crédito.

Por muito tempo o Brasil sofreu grande influência da escola italiana e apenas na década de 60 começou a mudar o foco do ensino da contabilidade da escola italiana para a americana, que possui um viés mais pragmático.

Ao entender como a contabilidade se desenvolveu no Brasil, esse trabalho contextualizou como nasceu a posição do Controller. E por ser uma posição que é prerrogativa da contabilidade, conforme determinado pelo Conselho Federal de Contabilidade, estudou-se a forma de atuação do Controller na Controladoria.

O contexto no qual a contabilidade atua tem grande relevância sobre o viés que o contador atuará e assumirá. No decorrer deste trabalho, foi explanada a importância da cultura organizacional da empresa e a influência dela nas decisões e atitudes de controller. O mesmo vale para o cenário nacional. Em um país onde os tributos e impostos são gastos representativos nas empresas, naturalmente é exigido dos contadores que os mesmo busquem alternativas sadias para que essa obrigação tenha, a cada dia, um impacto menor nas finanças das organizações, forçando um profissional que teria um perfil mais estratégico ou gerencial a enfatizar sua atuação em legislações.

A atuação do Controller na Controladoria pode ser classificada com uma atitude multifacetada, isto é, este profissional tem por obrigação ser capaz de analisar o mesmo tema sobre vários aspectos. Tantas responsabilidades exigem que este gestor, em um momento de tomada de decisão, seja capaz de identificar as vantagens e desvantagens de cada possível escolha, incluindo a mensuração de impacto, planos de ação ou até mesmo, poder decidir por uma opção paliativa. Geralmente, o Controller tem poder para tomada de decisão dentro das suas áreas subordinadas, entretanto, se o mesmo estiver na hierarquia contida na alta administração, ou tiver forte influência sobre o decisor, a opinião do controller pode sim definir a linha de frente.

Baseada nas necessidades das empresas, coletadas pelas pesquisas bibliográficas, a primeira análise que se pode fazer é traçar a relação de aderência entre o que a Controladoria por meio do Controller deveria desempenhar e o que os futuros profissionais de contabilidade serão capazes de “entregar” como serviço, com base na grade curricular e partindo da premissa de que tudo que está contido na grade curricular os alunos aprenderão na íntegra.

Fundamentado na pesquisa literária, esta dissertação analisou as responsabilidades técnicas incumbidas ao Controller e as correlacionou com as disciplinas listadas nas grades curriculares que deveriam habilitar tecnicamente o profissional para o exercício dessas responsabilidades, nas elegíveis três melhores universidades avaliadas pelo mercado no RUF.