GELİŞTİRİLMESİ ÇERÇEVESİNDE VERGİ SORGULAMALARI
ÇÖZÜM ÖRÜNTÜLERİ
Quando se fala em currículo, Estado e políticas públicas percebe-se o caminho percorrido, no qual passamos da privação e exclusão de direitos para uma educação de caráter dual, desafios que ainda hoje buscamos superar para o alcance de uma educação de equidade e qualidade.
Entender as propostas curriculares, nesse contexto, é, concordando com Apple (2006, p. 81), compreender que, na história da educação, na construção dos currículos sempre ocorreram influências de caráter social e político que são carregadas em todas as visões. Esta, aí, a importância em nos percebemos na concretude da ação e refletir sobre quais perspectivas temos para o processo de transformação.
Para Apple (2006, p. 81), “as escolas parecem contribuir para a desigualdade por serem tacitamente organizadas a fim de distribuir diferentemente determinados tipos de conhecimento”. Essa é uma visão tradicional de escola, que se considera- responsável pelo preparo intelectual e moral dos alunos, e os conteúdos são os valores sociais acumulados, preservados como verdades absolutas. Esse contexto em que o professor transmite o conteúdo ao aluno que, mecanicamente, deve assimilá-lo, ainda permanece. Ao profissional formado nessa concepção, bastará a
capacidade de reprodução do que aprendeu caracterizando, assim, o bom desempenho de suas funções.
Entretanto, contrapondo-se ao perfil acima, a visão sociopolítica, analisada por meio dos estudos realizados por Michael Apple, Paulo Freire e Giroux, marca a concepção crítica de currículo avançando na compreensão do papel do currículo na educação, na qual a problematização vai além do mero instrumento para planejamento e alcance de objetivos, chegando ao propósito transformador, emancipatório, e apontando para seu fator multicultural, ponto de interesse para o estudo aqui realizado e que discuti a participação do formador na construção do currículo que orienta sua formação. Por isso, é importante nos vermos enquanto sujeitos concretos desse contexto e vislumbrarmos aonde queremos chegar e que papel queremos ter diante das mudanças. Não se quer defender com isso, uma visão estereotipada, nem preconceituosa, mas a que se junta ao pensamento de Feldmann (2003, p.149) para nos trazer um olhar sobre as possibilidades, de nosso lugar enquanto profissionais de educação.
A tarefa da escola contemporânea é formar cidadãos livres conscientes e autônomos, que sejam fiéis a seus sonhos, que respeitem a pluralidade e a diversidade e que intervenham, de forma científica, crítica e ética, na sociedade brasileira.
As pesquisas realizadas mostraram que as propostas de formação para profissionais da educação continuam sendo construídas com base na reflexão sobre os resultados33, ou seja, entendida como sobreposição de conteúdos, com fins só de transmissão, ou ainda como a maneira pela qual se aplica padrões estabelecidos como adequados a partir de análises sobre realidades observadas ou avaliadas.
33 O Inep conduz todo o sistema de avaliação de cursos superiores no País, produzindo indicadores e
um sistema de informações que subsidia tanto o processo de regulamentação, exercido pelo MEC, como garante transparência dos dados sobre qualidade da educação superior a toda sociedade. Os instrumentos que subsidiam a produção de indicadores de qualidade e os processos de avaliação de cursos desenvolvidos pelo Inep são o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) e as avaliações in loco realizadas pelas comissões de especialistas.
(...) No âmbito do Sinaes e da regulação dos cursos de graduação no País, prevê-se que os cursos sejam avaliados periodicamente. Assim, os cursos de educação superior passam por três tipos de avaliação: para autorização, para reconhecimento e para renovação de reconhecimento.
E qual concepção daria conta de um currículo capaz de manter permanente contato com a realidade vigente?
O progresso, o aperfeiçoamento e a contínua melhoria material das vidas de todas as pessoas eram vistos – nas visões do Iluminismo e Industrial – como objetivos alcançáveis. Os veículos para atingir estes objetivos eram a metodologia de Descartes e os princípios de Newton, particularmente seu senso de ordem simples. Mas, num nível mais profundo, esta era uma visão fechada. A metodologia de Descartes da “razão correta” era tão certa e dogmática quando a metodologia escolástica que ela substituiu, e a Ciência mecanicista de Newton baseava-se numa ordem cosmológica, estável, uniforme. A parte mais importante desta visão, o determinismo causa-efeito matematicamente mensurado, dependia de um universo fechado, não transformativo, linearmente desenvolvido (DOLL JR.; WILLIAN E., 1997, p. 37).
Dificilmente um currículo de concepção fechada, transmissora, depositária, que não considere o sujeito como ser ativo nesse processo, ou ainda que não considere a realidade social, daria conta de orientar a formação desse profissional, que aprende como aprender e como educar.
A educação e o currículo tomaram emprestados alguns conceitos do conceito estável, em que não há troca – por exemplo, crianças seguindo o padrão de seus pais, o QI34 como descobrindo e
quantificando uma potencialidade inata. Entretanto, as ideias modernistas sobre o currículo adotaram principalmente a versão fechada, uma versão em que – através do foco – o conhecimento é transmitido, transferido (DOLL JR.; WILLIAN E., 1997, p. 74).
Assim, como se contesta uma escola produtora só de conhecimentos técnicos, contesta-se que dentro dela e com ela existam profissionais que dominem apenas este tipo de conhecimento.
Em uma visão crítica, almeja-se um currículo emancipatório, que tenha compreensão do processo histórico e seus condicionantes, mas também uma visão consciente do presente e suas implicações no futuro. Por outro lado, que envolva não só uma dimensão local, mas também global, com toda a diversidade existente.
Tratar uma construção que pressupõem todas estas condições também é considerar os sujeitos que a constroem, educadores, educandos e sociedade como
um todo. Ao se pensar nisso, está se pensando em que tipo de ser humano pretende-se formar.
Olhar o profissional como participante é desprover o currículo daquela visão que se tem de professores como meros executores das propostas, do projeto, e compreender que o professor-educando se constrói enquanto agente de defesa de uma educação transformadora e dialógica em permanente contato com a realidade, problematizando-a para compreendê-la e compreender também as relações nela existentes conforme aponta Sacristan (2008):
A emancipação progressiva do trabalho dos docentes é um objetivo histórico, condição para seu próprio desenvolvimento profissional e pessoal. E é uma consequência de conceber o ensino como uma atividade moral que requer considerar os fins aos quais se dirigem suas práticas e as consequências de utilizar determinados meios com as pessoas. Uma caracterização da qual se deve retirar todas as consequências práticas já que implica colocar de forma radical o papel dos professores como mediadores desse processo, e não como meros instrumentos que mecanicamente possam satisfazer exigências exteriores. O que tampouco deve levar a conceber o trabalho docente como algo que compete somente a um corpo de profissionais sobre o qual não se devem exercer controles sociais. (p. 171)
4. O CONTEXTO NA PRODUÇÃO DOS REFERENCIAIS DE EJA E EDUCAÇÃO