• Sonuç bulunamadı

Sosyal Bilgiler Dersinde Kullanılan Materyallere Yönelik Öğrenci

3.5. Verilerin Analizi

4.1.1. Harita Okuma ve Yorumlama Becerilerine Yönelik Öğretmen Görüşlerine

4.2.2.2. Sosyal Bilgiler Dersinde Kullanılan Materyallere Yönelik Öğrenci

Quando questionados sobre a participação dos ACS em processos de Educação Permanente onde foi debatido o tema Autismo, 88,4% dos ACS responderam não ter participado de capacitações com esta temática.

Tabela 7. Distribuição dos ACS segundo participação em momentos educacionais e aptidão para identificação de pessoas com TEA, Sobral-CE, 2016.

Participou de alguma atividade de Educação Permanente sobre TEA

Apto para identificar as pessoas com TEA

Total SIM Número % NÃO Número % NÃO INFORMOU Número % Sim 10 25,0% 16 7,7% 1 33,3% 27 10,8% Não 29 72,5% 191 91,8% 2 66,7% 222 88,4% Não informou 1 2,5% 1 0,5% 0 0,0% 2 0,8% Total 40 100,0% 208 100,0% 3 100,0% 251 100,0%

Diante da necessidade dos ACS em adquirir conhecimentos sobre o Autismo, registra- se que a formação dos mesmos encontra-se insuficiente, incorrendo no fato de que a grande maioria não reúne conhecimentos significativos para impactar positivamente no processo de cuidar desses pacientes, expresso por um conhecimento regular (57,8%), como evidenciam os dados já expressos na tabela 6.

Ademais, questionando se o ACS tem interesse em aperfeiçoar seu conhecimento nessa área, 97,2% manifestaram interesse (Tabela 8). Além disso, quase a totalidade da amostra (98,4%) considera importante o ACS identificar os pacientes que sofrem do TEA. Desta forma, embora 65,7% dos ACS tenham afirmado saber o que é o autismo na 1a pergunta apresentada pelo questionário (Tabela 6), esse dado reforça a necessidade de capacitação dos ACS com relação ao TEA, o que é fundamental para consolidar normas de procedimentos, orientar as famílias e aperfeiçoamento do processo. Desta forma, o presente estudo mostra que os ACS estão motivados a aprender e a buscarem qualificação na seara do TEA.

Tabela 8. Distribuição dos ACS segundo interesse de aperfeiçoamento sobre TEA e importância de identificação de casos. Sobral-CE, 2016.

CARACTERÍSTICAS Número % Interesse em aperfeiçoamento no tema Sim 244 97,2 Não 6 2,4 Não informou 1 0,4 Total 251 100,0 Considera importante o ACS identificar pessoas com TEA

Sim 247 98,4

Não 2 0,8

Não informou 2 0,8

Total 251 100,0

Para que os profissionais das ESF possam ser capazes de lidar com a complexidade de desafios com os quais se deparam diuturnamente na sua prática é urgente uma rotina de capacitação, que deve ir muito além da qualificação meramente técnica. De fato, concordamos com Silva e Backes (2007), de que as propostas de capacitação devem transcender ao tecnicismo e serem suficientemente abrangentes para o desenvolvimento integral dos sujeitos. Além disso, o processo de desenvolvimento e educação permanente dos trabalhadores da saúde deve contemplar novas inquietações, inserindo o novo nos saberes e práticas vivenciadas no SUS. Particularmente com relação aos ACS, para que possam ofertar uma atenção integral na busca ativa de casos de TEA na sua área de atuação é importante o envolvimento desses profissionais em processos de Educação Permanente para que atendam à crescente demanda (BALBINO et al., 2010).

governamental. A Portaria 198/GM/MS, de 13 de fevereiro de 2004, institui a Política Nacional de Educação Permanente em Saúde como estratégia do SUS para formação e desenvolvimento de trabalhadores para o setor (BRASIL, 2004a).

Como política de saúde estratégica para o SUS, a Educação Permanente deve ser articulada sobre várias frentes, incidindo sobre a formação dos profissionais nas instituições de ensino; sobre a qualificação dos trabalhadores nos serviços de saúde; capacitando gestores, dotando-os de novos modos de organizar a gestão dos serviços de saúde e as redes assistenciais; e, por fim, articulando o controle social, para que esse segmento também possa ser qualificado na sua atuação junto ao delineamento e acompanhamento das políticas de saúde (SANTOS; FLÁVIA; KICH, 2011).

Nesse contexto, a Educação Permanente deve ser compreendida como a força motriz para a constante busca pelo aprender, como uma das ações que possibilitem o desenvolvimento desse processo de mudança, visando à qualificação profissional dos ACS e, consequentemente, à realização da prática profissional competente, consciente e responsável.

Na busca de melhores condições de trabalho, a capacitação dos profissionais é de ímpar relevância para o aprendizado e aperfeiçoamento das relações sociais próprias do cotidiano dos serviços de saúde, em decorrência da necessidade de trabalhar com o indivíduo, a família e a comunidade.

Segundo Queiroz, Silva e Oliveira (2014, p. 1200) o ACS cumpre papel estratégico junto à ESF, por ser considerado “o elo inicial do trabalho, aquele que recebe e encaminha as demandas individuais e coletivas da comunidade”. Portanto, segundo essas autoras, investir na formação técnica e na valorização desses trabalhadores é sinônimo de fortalecimento da ESF. O fato de não discutir nem saber lidar com problemas identificados no cotidiano de trabalho pode ensejar angústia, fragilizando o acompanhamento e a orientação de famílias sob sua responsabilidade (QUEIROZ; SILVA; OLIVEIRA, 2014). Faz-se necessário que estes profissionais tenham acesso a saberes capazes de auxiliá-los no acolhimento das necessidades de saúde da população, (MATTOS, 2010).

Formar profissionais para atuar no SUS sempre foi um desafio. Trazer o campo do real, da prática do dia a dia de profissionais, usuários e gestores mostra-se fundamental para a resolução dos problemas encontrados na assistência à saúde e para a qualificação do cuidado prestado as pessoas (BATISTA; GONÇALVES, 2011). Assim, as atividades formativas são estruturantes para a manutenção de boas práticas na prestação do cuidado.  

O desconhecimento sobre a doença e o consequente despreparo dos profissionais para lidar com as especificidades do autismo, bem como com as apreensões familiares, pois muitas

vezes inviabilizam uma intervenção eficaz e práticas efetivas (AMARAL, 2011).

Os resultados da pesquisa de Jendreieck (2014) sinalizaram que muitas das dificuldades apontadas pelos profissionais de saúde podem ser enfrentadas por meio de estudos aprofundados e atualização constante. A experiência também se configura como um fator de grande importância, uma vez que cada criança tem suas peculiaridades, sua individualidade, sua história e nenhuma corresponderá exatamente às descrições dos livros e manuais.

Diferentes áreas do conhecimento contribuem para uma melhor compreensão sobre o autismo e seu tratamento. Assim, o diálogo, a troca de experiências e o trabalho conjunto poderão proporcionar a ampliação do conhecimento dos profissionais envolvidos e a realização de um trabalho mais completo, auxiliando a pessoa com TEA nas suas diferentes necessidades e possibilitando a melhoria da sua qualidade de vida (JENDREIECK, 2014).

Na perspectiva de aprimorar a atenção e intensificar a descoberta de casos novos de TEA, o Ministério da Saúde (BRASIL, 2015; BRASIL, 2014) estabeleceu a linha de cuidado para a atenção integral às pessoas com TEA e suas famílias na rede de atenção psicossocial do SUS, além de fixar as diretrizes de atenção à reabilitação, para ampliar o acesso e a qualificação da atenção a essa população nos diferentes aspectos do cuidado à pessoa com deficiência.

Desta forma, entendemos que os ACS são sujeitos da história, inseridos numa luta diária para a concretização das políticas que definem a ESF, o que os torna um grande aliado na identificação de casos de TEA, pois atuando na Atenção Primária são co-reponsáveis na proteção da saúde, prevenção e diagnóstico de doenças, reabilitação e manutenção da saúde.

4.5 A Práxis dos Agentes Comunitários de Saúde na identificação e acompanhamento de