1.6. Tanımlar
2.1.4. Harita Okuma ve Yorumlama Becerisi
2.1.4.2. ABD Öğretim Programındaki Durumu
O estudo utilizou a técnica da entrevista aberta semiestruturada e também, sempre que possível, se valeu do grupo focal, com atividades que envolvendo magistrados que frequentam ou frequentaram cursos da ESMEC no período de 2006 a 2014, numa abordagem qualitativa e fenomenológica.
Como destacado por Gatti e André, na obra Metodologias da Pesquisa Qualitativa em Educação, organizada por Weller e Peaff (2010, p. 30),
A abordagem qualitativa defende uma visão holística dos fenômenos, isto é, que leve em conta todos os componentes de uma situação em suas interações e influências recíprocas. Encontram-se, nos fundamentos da abordagem qualitativa, os princípios da Fenomenologia, a qual se desdobra em várias correntes (...) As abordagens qualitativas procuram dar voz a todos os participantes.
A previsão inicial constante do projeto original de pesquisa (Apêndice F), de comparação das entrevistas com aquelas realizadas na ESMARN (Escola Superior da Magistratura do Rio Grande do Norte) não teve como ser executa como planejado, considerando a informação fornecida pela instituição ESMARN, dando conta da inexistência de curso de formação inicial em andamento, o que nos obrigou a se restringir a pesquisa ao Estado do Ceará, ampliando a amostra de 50 (cinquenta) para 55 (cinquenta e cinco) juízes, de modo a abranger também magistrados vitaliciados e alguns formadores.
No decorrer do trabalho, decidiu-se por utilizar a seguinte nomenclatura, quando se reporta ao teor dos depoimentos dos sujeitos: JV para entrevista de juiz vitaliciado; JS para entrevista de juiz substituto e JGF para juiz participante em grupo focal, seja este vitaliciado ou substituto, já que os grupos tiveram composição heterogênea.
Em relação aos grupos focais, foram realizadas (oito) reuniões com a participação de dois a cinco magistrados em cada uma delas. Como evidencia Gatti (2005, p. 17), “um grupo focal tem sua constituição e desenvolvimento em função do problema da pesquisa” e, no caso deste experimento, representa uma técnica de pesquisa interessante para compreender o que pensam e como refletem os magistrados acerca de sua formação e avaliação. Ademais, como também exprime Gatti (2005, p. 11),
O trabalho com grupos focais permite compreender processos de construção da realidade por determinados grupos sociais, compreender
práticas cotidianas, ações e reações a fatos e eventos, comportamentos e atitudes, constituindo-se uma técnica importante para o conhecimento das restrições, preconceitos, linguagens e simbologias prevalentes no trato de uma dada questão por pessoas que partilham alguns traços em comum, relevantes para o estudo do problema visado.
Foram realizadas entrevistas individuais semiestruturadas. Estas foram gravadas em áudio, transcritas e analisadas atentamente, a fim de revisá-las e identificar, na fala dos juízes entrevistados, as unidades de significado (Apêndice C) que permitiram articular algumas respostas aos problemas que se mostraram inicialmente.
A criação das unidades de significado foi feita com supedâneo na noção de sentido, seguindo como referencial teórico o pensamento fenomenológico de Heidegger, na obra Ser e Tempo e em outros escritos e obras do mesmo autor, na medida em que, como ele próprio expressa, a pesquisa fenomenológica e a própria fenomenologia têm relação com o
Deixar fazer ver por si mesmo aquilo que se mostra, tal como se mostra a partir de si mesmo. É este o sentido formal da pesquisa que traz o nome de fenomenologia. Com isso, porém, não se faz outra coisa do que exprimir a máxima formulada anteriormente – “para as coisas elas mesmas!” (Heidegger, 1995, p. 65)
As reuniões dos grupos focais (Apêndice F) também foram gravadas em áudio, transcritas e cuidadosamente analisadas, a fim de identificar os pontos mais comuns e as afirmações semelhantes relacionadas à maneira como os magistrados percebem a sua formação e avaliação, da qual participam direta ou indiretamente a faculdade, a OAB e as próprias escolas de magistratura.
Algumas visitas foram realizadas a comarcas do Estado - salvo Fortaleza -, procurando desvelar o ser-juiz ali mesmo onde este exerce o seu labor, as suas atividades cotidianas. Entretanto, o objetivo fundamental da pesquisa, entretanto, com a coleta destes dados, foi compreender e sistematizar as falas dos depoentes, visando à melhoria qualitativa no processo de formação e avaliação de magistrados no Brasil.
Antes de participar da entrevista ou dos grupos focais, o magistrado era convidado a ler e assinar o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), conforme modelo previamente apresentado constante do projeto de pesquisa aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (Apêndice E), além de preencher um pequeno Questionário Socioeconômico (Apêndice A), elaborado pela equipe da
Assessoria Pedagógica da ESMEC e aplicado aos magistrados, com apoio no qual foi possível estratificar e revelar maior detalhamento das características gerais da amostra, embora tenham sido utilizados nesta pesquisa apenas os dados referentes a idade, sexo, profissão anterior, estado civil, raça/cor, necessidades especiais, formação escolar, formação acadêmica e profissional. Não foram utilizados os demais dados dos questionários, que interessavam apenas à Comissão Multidisciplinar de Acompanhamento e Avaliação (CMAA) e à Comissão Permanente de Avaliação de Magistrados (CPAM).
Desde o início, os participantes estavam cientes dos principais riscos e benefícios que poderiam advir de sua participação na pesquisa. O principal risco, como mostrado no projeto de pesquisa enviado ao Comitê de Ética em Pesquisa, era a dificuldade de contar com tempo disponível dos sujeitos para participar das entrevistas e dos grupos focais, além da complexidade que naturalmente envolve a análise das falas dos depoentes. O principal desconforto para os participantes, também expressamente mencionado no TCLE, consistiu no fato de das entrevistas e reuniões dos grupos focais serem gravadas em áudio, com alguns registros que se fez em diário de bordo, o que poderia ensejar inibir a participação mais efetiva de alguns sujeitos da pesquisa.
Os riscos, todavia, foram minimizados com o compromisso ético de, com os bolsistas colaboradores, se utilizar os dados para fins da pesquisa, sem qualquer identificação nominal dos participantes, os quais fazem parte da pesquisa como voluntários, sem nenhuma contraprestação, vantagem ou pagamento de qualquer natureza. Todos os participantes também foram informados de que, a qualquer momento, poderiam recusar a continuar ou mesmo desautorizar participação na pesquisa, até retirando seu consentimento inicial, sem que isto lhes trouxesse qualquer prejuízo.
Portanto, as informações conseguidas e aqui expressas não permitem a identificação dos sujeitos participantes e sua confidencialidade está inteiramente resguardada, consoante expresso na Resolução nº 466/2012, do Ministério da Saúde do Brasil, que determina regras para pesquisas in anima nobili – com seres humanos.