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2.2. SOSYAL BELEDİYECİLİK

2.2.1. Sosyal Belediyecilik Kavramı

as possibilidades de romper com as fronteiras políticas que acentuam a ex- clusão social na periferia do mundo desenvolvido, marcante em relação às mu- lheres, requerem modalidades de ação política que incorporem os aportes da so- ciedade civil a fim de promover a cidadania das mulheres e a equidade de gênero. nesse marco, a elaboração, a coordenação e a introdução de políticas orientadas pelo enfoque de gênero outorgam vigência e importância a uma temática capaz de promover tanto o fortalecimento da democracia como a construção de um projeto de sociedade capaz de garantir o desenvolvimento humano e a justiça social.

essa visão é compartilhada por Maria dolores fernós (2010), ao identificar a tendência de a abordagem política pela perspectiva de gênero hoje se contrapor às formas de intervenção pautadas pelo assistencialismo. essa tendência se as- socia à diversidade de atores que adquirem relevância em razão da abertura de novos espaços e canais de comunicação, e ao caráter diretivo que hoje assumem as novas institucionalidades. nesses termos, o desafio dos mecanismos da mu- lher, para além de gerarem políticas com aportes de gênero, reside na sua capa- cidade de definir diretrizes e conceitos a serem trabalhados em todas as áreas de atuação do estado.

as avaliações substantivas dos procedimentos, alcances, resultados e im- pactos dos diversos planos de ação voltados à equidade de gênero, em alguns casos ainda se mostram insuficientes; em outros, denotam limites e riscos que se apresentam desde a sua implementação até o seu desenvolvimento. É certo, porém, que as novas institucionalidades tornam as mulheres mais visíveis, legi- timam suas ações e reivindicações e permitem a incorporação na agenda pública de temas que normalmente não são considerados prioritários. ademais, podem integrar homens e mulheres no debate sobre as formas de relacionamento social entre os gêneros (Bruena; gonzález, 2001).

daí a pertinência de incorporar aos estudos feministas o exame de processos que retratem o protagonismo das mulheres, de integrar enfoques anteriores e novos, e de aprofundar determinadas temáticas e métodos, sempre priorizando o mais pertinente para fortalecer a cidadania feminina (llanos, 2000). afinal, é nesse marco que pode ser situado o debate acerca da importância de desenvolver e aperfeiçoar mecanismos e estratégias para incidir sobre o desenho, elaboração, execução, monitoramento e avaliação de políticas públicas de gênero.

Como bem observa Montaño, a experiência de funcionamento dos meca- nismos de defesa da mulher tem demonstrado não ser suficiente a sua proximi- dade com o poder, haja vista o imperativo de haver um clima social favorável à

luta pela igualdade. daí a autora considerar indispensável que o movimento esta beleça uma aliança capaz de promover mudanças na cultura política, para permitir que a ideia da igualdade entre homens e mulheres seja um pressuposto natural para o desenho das políticas públicas. em suas palavras, “só a experiência poderá dizer quanto há de se pressionar e quanto se deve negociar para alcançar esse umbral de legitimidade” (Montaño, 2003, p.16).

À procura de uma situação equitativa, muito foi conquistado, todavia, um longo caminho precisa ser percorrido para que possam ser superadas a exclusão histórica e a discriminação a que muitas mulheres permanecem submetidas. Por- tanto, tornar públicas as desigualdades de gênero e incluí-las em uma agenda compartilhada entre estado e sociedade continua sendo tarefa primordial das novas institucionalidades, a quem compete eliminar as tensões e exclusões que delimitam a condição feminina em nossas sociedades (Prá, 2001). fica como le- gado a abertura de uma extensa pauta de pesquisas voltada a captar o aprendi- zado das mulheres no exercício de sua cidadania, e na defesa dos direitos humanos e da equidade de gênero.

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