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SİNEMAYA KAYNAKLIK EDEN ANLATI GELENEĞİ VE DIŞ GERÇEKLİK

2.1. Sinemanın Yapısı ve Dış Gerçeklikle İlişkis

2.1.2. Sinema ve Gerçeklik İlişkis

Continuando a discussão sobre níveis de organização, neste encontro as discussões do grupo foram baseadas no texto Levels of biological organization: an organismo-centered approach (MACMAHON et al, 1978) que apresenta um discussão sobre níveis de organização do conhecimento biológico a partir de uma visão centrada no organismo. Os autores fazem uma análise entre os diferentes níveis – desde os níveis subatômicos até biosfera – a partir de quatro diferentes relações (Figura 2).

Pela análise da figura, as relações fisiológicas e anatômicas envolvem desde o nível subatômico até o nível dos organismos; as outras três, filogenética, coevolutiva e pela troca de matéria e energia englobam desde o nível subatômico até a totalidade do ambiente da Terra. Nas relações filogenéticas, a partir do organismo, os autores apresentam as relações entre os grupos de organismos a partir da história evolutiva, ou seja, compreendendo que os organismos se modificaram ao longo de determinados períodos e que em diferentes níveis, apresentam graus de parentescos (espécie, gênero, família até reino).

Pelas relações coevolutivas os autores relacionam as interações entre diferentes grupos em um determinado período, como as relações entre população e comunidades. Já na relação de matéria e energia, as interações envolvem além dos organismos, grupos de organismos, a relação com os fatores abióticos caracterizando a dinâmica dos ecossistemas e da biosfera.

No início do grupo, as pesquisadoras P1 e P2 fizeram uma relação entre o texto da semana anterior e este, uma vez que o texto anterior tinha como referencial sobre

níveis de organização o artigo de MacMahon e colaboradores. Em seguida, P2 fez uma apresentação geral da proposta de organização dos níveis a partir das diferentes exemplos, chegando ao tópico discutido na reunião anterior sobre a fragmentação do ensino e de como essa fragmentação do saber interfere na compreensão de conceitos como interação e complexidade:

P1: no sentido evolutivo dos organismos. Eles falam que no geral quando se pensa em sistemas hierárquicos a gente pensa na escola naquele jeito.... biosfera,bioma ecossistema, comunidades, populações, indivíduos, sistemas, até chegar em partículas subatômicas. E vocês lembram que eles falam no texto, o problema é achar que tudo você pode dividir em partes e que as partes explicam o todo, e que a gente acha que o aumento da hierarquia significa o aumento da complexidade, e não necessariamente. Ocorre, em geral, o que a gente percebe é que, quando a gente pega níveis que englobam mais sistemas a gente vê um nível maior de complexidade, mas isso não é uma coisa obrigatória, um exemplo da respiração, se

você pegar a respiração pulmonar e a celular, qual é a mais complexa?

Alunos: a celular

P1: a celular, e se a gente for pensar em níveis, ela está num nível inferior da respiração pulmonar.

Neste ponto, os alunos e as pesquisadoras discutem a fragilidade dos modelos de hierarquia escalar por não possibilitar que a noção dos processos de interação fique explicito. Assim, a pesquisadora P1 sugere um modelo de hierarquia em rede, o qual para os alunos, em um primeiro momento, seria uma forma significativa de se representar e estudar os fenômenos biológicos. P1 e P2 ainda salientam dois pontos interessantes da discussão para os estudos posteriores:

P1: a gente fala de interação e aí parece que é repetitiva, mas a partir de semana que vem a gente vai aprofundar em um nível, que vai ser o nível genético. A gente está reforçando muito isso pra que vocês não percam, não esqueçam, que às vezes a gente vai ficar pensando num sistemas num nível de análise e parece que a gente se esquece, né? Então quando vocês fizerem leituras, agente vai ter que pensar um pouco nisso.

P2: os sistemas têm três aspectos a serem analisados, os elementos que compõe o sistema, as interações entre esses elementos, e as características que são emergentes que derivam dele, né?

Ainda discutindo sobre sistemas, pode-se verificar que para os alunos compreender sistemas na biosfera é mais difícil do que compreender os sistemas dentro dos organismos:

P1: primeiro parágrafo: “o conceito de níveis de organização...” em geral quando a gente fala de níveis a gente acha muito mais fácil de organismo pra baixo que é o mais palpável que é aquilo que eu estava falando, né?

Alunos :sim

P1: a gente não consegue observar uma comunidade a todo o momento?

A12: Não, não tem fronteira. P2: não tem fronteira exatamente P1: teoricamente não tem limites

Voltando á proposta do texto os alunos consideraram que o modelo ainda é frágil, por permanecer como um modelo de fragmentação do conhecimento:

A12: Ele [o texto] coloca também que é preciso ter cautela que essa divisão é para estudo, é só uma maneira de ver que não é tão linear quanto parece... é uma tentativa de mostrar que as coisas não são assim do menorzinho para o maior, existe uma relação toda entre o menor e o lá de cima, o do meio com de baixo com de cima, né? . P2: sim, é interessante este ponto que ela falou, ele faz um modelo que ele preza pelo que parece, em trabalhar a não linearidade, agora de acordo com a A14 e A13 falaram, ainda está fragmentado. Agora de acordo com a amplitude do conhecimento biológico...

A14: não, não eu acho que me expressei mal eu não achei que fragmenta não, eu acho que realmente é complicado eu não consigo enxergar muitos exemplos dentro desse modelo, talvez é falta de pratica mesmo. Mas eu achei interessante.

A08: Bom eu acho complicado a gente criticar sem ter uma ideia na nossa proposta. Mas eu não gostei dessa. Eu acho que está num plano muito bidimensional, eu não estou vendo por exemplo uma relação entre população e células, está muito distante.

P2 como que seria uma relação entre população e célula?

A08: eu não sei nem... nesses esquemas que eles estão fazendo, não está mudando muito do que é originalmente, ele só está unindo. P1: assim, quando a gente está pensando num nível genético, a gente pode pensar que esse nível interage... é diretamente no comportamento, e esses comportamentos não necessariamente estão nos níveis inferiores, né?

A08: é.

A13: genética de populações, também se encaixa nisso.

A08: e não necessariamente tem que passar, pra organismo, pra ordem pra depois chegar à população, e eu não estou vendo uma ligação direta aqui. Então é essa crítica que eu tenho, eu acho que não mudou muito, não.

P2: a linearidade continuaria? A08: é, continuaria.

As opiniões dos alunos voltam novamente para o modelo de hierarquias em rede. Neste momento as pesquisadoras, buscando compreender o que os alunos se referiam quando falavam de rede, pediram para que os participantes do grupo escolhessem um conceito ou fenômeno biológico para explicar a partir de uma visão sistêmica e integrada do conhecimento, as relações entre os níveis de organização.

Inicialmente, os alunos apresentaram dificuldade de exemplificar o que foi pedido. Após algumas discussões A12 sugeriu que pensar no conceito, inicialmente, seria a maneira mais simples de iniciar a atividade. Entretanto, A14 aponta que os livros textos não possibilitam essa relação uma vez que o conteúdo está organizado de forma fragmentada.

Neste momento, A12 volta a afirmar que é um movimento complicado você deixar de seguir o modelo já pronto para modificar sua prática e, também, sua forma de pensar sobre determinado conhecimento:

P2: é o seu modelo de ensino. Seria partindo de um conceito: o cerrado, ir trabalhando todos os outros conceitos que advém desse conceito central.

A13: Por que não tem como ser estático. P1: Quem já pensou e quer falar?

A06: Eu acho que tem coisas que fogem dessas ideias, como trabalhar com evolução dessa forma?

A12: lógico que dá pra trabalhar.

A13: opa eu também acho que eu consigo ver. A06: como? De que forma.

A11: por exemplo, a evolução dos tipos de fisionomia. A06: não, mas sem fugir dessa linearidade.

A11: eu não consigo trabalhar com a evolução como linear. Por que tem vários fatores que influenciam ao mesmo tempo, então disso eu já vou retomar tudo...

A13: evolução e coevolução.

A11: Por que é isso que da a característica de cada um, aí explicar eles estão acontecem ao mesmo tempo [os diferentes sistemas].

Pode-se observar que os alunos perceberam a complexidade de se organizar os conceitos e, consequentemente, pensar sobre o conhecimento biológico por meio de uma visão sistêmica e integrada, refletido pela dificuldade em organizar uma proposta de ensino de algum conteúdo escolar.

Este encontro caracterizou-se pela participação efetiva dos alunos nas discussões e, assim, pode-se levantar um número significativo de concepções sobre o tema apresentado.

Quadro 9. Síntese de Significação VIII

PRINCIPAIS CONCEPÇÕES

A fragmentação do conhecimento interfere na noção de conceitos como interação e complexidade dos organismos;

Os modelos de hierarquia escalar, apesar de trazerem contribuições para o conhecimento, ainda apresentam certa fragilidade em relação a abordagem das interações entre os sistemas;

Dificuldade de delimitar os sistemas;

A interação é significativa para compreensão dos sistemas biológicos;

Dificuldade de elaborar propostas que apresentem os fenômenos biológicos por meio de uma visão sistêmica; Noções iniciais sobre evolução como possibilidade para a compreensão sistêmica dos fenômenos biológicos.