BİRİNCİ BÖLÜM: İNCELEME
1.2. Ses Bilgisi Özellikleri 1. Ünlüler
O produtor precisa verificar a possibilidade de ter acesso aos insumos necessários à produção, como sementes, mudas, adubos, defensivos, ferramentas etc. do referido produto, pois em algumas situações, determinados insumos, como sementes importadas, não são ofertados em certas regiões, e quando são, os preços são excessivamente altos.
O preço dos insumos geralmente é um fator determinante na decisão do produtor no momento da escolha do produto.
b) Existência de cooperativas / associações, sindicatos:
O fato de haver, na cidade ou na região, centros de apoio que auxiliem no desenvolvimento de pesquisas, na capacitação do produtor, na produção e comercialização de determinadas hortaliças, pode ser um fator importante na tomada de decisão do produtor. A presença destas instituições pode gerar novas tecnologias, promover a capacitação técnica e gerencial do produtor.
No caso específico das cooperativas/associações, estas podem facilitar a colocação do produto em mercados que exigem maior escala de produção e possibilitar a aquisição de insumos em melhores condições de preço e de prazo.
O acesso a tecnologia refere-se não apenas à utilização de máquinas e equipamentos no processo produtivo, mas também a conhecimentos, técnicas, inovações e aplicações do conhecimento gerado.
Desta forma, além de avaliar o conhecimento do produtor e dos demais participantes do processo de produção, e a utilização de máquinas, equipamentos e infra-estrutura disponíveis no ambiente interno da propriedade, é importante também considerar o acesso a tecnologia no ambiente externo, no que se refere a assistência técnica, compra ou aluguel de máquinas e equipamentos e assistência técnica para manutenção destes.
Todos os especialistas entrevistados ressaltaram a importância de os produtores se unirem, se associarem ou formarem cooperativas. Os produtores devem compartilhar as informações sem o receio de serem enganados por algum membro do grupo. O compartilhamento das informações favorece a produção e pode impulsionar o consumo. Neste sentido, a presença de uma associação ou cooperativa possibilita ao produtor maior poder de barganha nas negociações.
Por outro lado, o receio que muitos produtores têm em se unir é em parte justificável, pois em qualquer grupo sempre existem elementos que pensam apenas no próprio crescimento, em detrimento do crescimento do grupo. De qualquer forma, o associativismo se mostra como uma forma interessante de promoção deste tipo de produtor, utilizando-se regras rígidas de punição para aqueles elementos que não cumprirem os acordos feitos entre os membros do grupo.
Dentre as vantagens de se constituir grupos organizados, está a possibilidade de participar de determinados programas governamentais. O Ministério do Desenvolvimento Agrário, por exemplo, iniciou em 2003 o primeiro mapeamento da Agricultura Familiar brasileira visando definir quais estabelecimentos rurais ofereciam produtos de forma organizada e que pudessem ser adquiridos pelos mercados institucional e privado. O objetivo principal deste mapeamento era criar um amplo banco de dados público, para facilitar a inserção dos agricultores familiares no mercado consumidor brasileiro. O estudo foi direcionado apenas para as cooperativas ou associações de agricultores familiares que têm capacidade de oferecer uma produção organizada ao mercado consumidor (SILVA, 2004).
Outra vantagem da formação de grupos organizados, como cooperativas ou associações, é a maior facilidade de exigir que sejam feitos contratos de venda. Conforme diagnosticado por FAULIN & AZEVEDO (2003), os produtores familiares de hortaliças de São Carlos não usam contratos de vendas; se usassem, haveria maior segurança de escoamento da produção e conseqüentemente menor risco de venda.
c) Acesso a assistência técnica pública ou privada:
O acesso a assistência técnica deve ser considerado especialmente quando se tratar de uma hortaliça não tradicional ou com alguma incorporação de tecnologia recente. A preferência do produtor deve, sempre que possível, recair sobre variedades que os técnicos da assistência técnica tenham conhecimento.
Segundo TALAMINI & DALMAZO (1993), a assistência técnica desempenha um papel chave no momento da tomada de decisão do produtor rural. O extensionista aparece como facilitador, que supre as necessidades de informações do produtor quando da tomada de decisões. No primeiro momento, as informações são mais gerenciais que tecnológicas, tratando-se de decidir o que fazer. A tecnologia é importante, mas só tem sentido quando aplicada, e isto ocorre somente após a decisão gerencial.
Atualmente, no Brasil, o produtor rural pode ter acesso a assistência técnica por meio de órgãos públicos, como as prefeituras, Casas da Agricultura ou órgãos de pesquisa, como o IAC (Instituto Agronômico de Campinas) ou a EMBRAPA (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), ou por meio de empresas privadas, que fornecem assistência técnica quando o produtor adquire seus produtos.
Apesar de sua importância para o desenvolvimento da agricultura, em especial a familiar, os serviços de assistência técnica, sejam públicos ou privados, não chegam a mais de 20% dos agricultores familiares do país. “O debate atual sobre a assistência técnica para agricultura familiar concentra-se no tipo e nas metodologias mais adequadas desta assistência (modelos tecnológicos, metodologias de trabalho e de educação etc.), nas fontes de financiamento (governos federal, estaduais e municipais, e os próprios agricultores) e, especialmente, sobre quem deverá fornecer esta assistência (empresas estatais ou empresas privadas, ONGs, cooperativas, associações etc.)” (BITTENCOURT, 2002).
d) Acesso a aluguel ou compra de equipamentos:
Quando o produtor verificar que não possui os equipamentos necessários para o cultivo de determinado produto, pode optar pela locação ou compra dos mesmos.
Esta decisão está relacionada com a disponibilidade de capital próprio para investimento (análise do ambiente interno da UPR) e/ou com a possibilidade de fazer um financiamento, e também com a intensidade de uso do equipamento.
e) Assistência técnica para manutenção de máquinas e equipamentos:
No caso da escolha de um tipo de hortaliça que exija um equipamento específico, é necessária a presença assistência técnica para este tipo de equipamento, de forma rápida e eficiente.
f) Disponibilidade e acesso a crédito:
Se o capital próprio não for suficiente para o custeio da produção ou para a realização dos investimentos necessários à atividade pretendida, o produtor poderá recorrer a financiamentos. Uma opção é o PRONAF, linha de crédito voltada especificamente para a agricultura familiar4.
Apesar de não ter sido estabelecido um sistema de pesos para a análise dos fatores externos, a análise destes fatores é tão importante quanto a dos fatores internos, podendo, inclusive, alterar a interpretação dada a estes últimos. Um exemplo desta situação é a disponibilidade de máquinas e equipamentos específicos para o cultivo de uma determinada hortaliça. Se na análise interna observa-se que o produtor não tem acesso a determinado maquinário, este problema pode ser amenizado caso a análise externa revele que ele pode ter acesso à compra, aluguel ou empréstimo deste equipamento. O mesmo ocorre para a questão da disponibilidade de capital para investimento e custeio, pois se na análise interna for verificado que o produtor não tem capital disponível, a análise externa pode indicar a possibilidade de acesso a linhas de crédito.