BİRİNCİ BÖLÜM: İNCELEME
1.1.2. Ünsüzlerin Yazılışları 1. “ç” ünsüzünün yazılışları
Devem ser considerados os potenciais clientes para cada uma das hortaliças que se pretende cultivar. Esta identificação pode ser feita pessoalmente ou via telefone, verificando o real interesse dos seus possíveis clientes, assim como o seu potencial de crescimento de vendas.
Em geral, os clientes das empresas rurais são constituídos de um pequeno grupo de empresas organizadas, bem estruturadas e preparadas para o processo de compra, sejam elas supermercados, sacolões, empresas de refeições coletivas ou feiras
livres. Normalmente, estes clientes têm maior poder de barganha sobre os empresários rurais, provocando um achatamento nos preços e, conseqüentemente, reduzindo as margens de lucro. Uma forma de o produtor aumentar seu poder de barganha ocorre por intermédio de associações, cooperativas ou grupos de compras para comercialização conjunta (SOUZA, et al., 1990).
b) Sazonalidade de consumo do produto:
O produtor deverá identificar a sazonalidade de consumo das hortaliças, de acordo com o período de planejamento, considerando, por exemplo, que no período mais quente (outubro a março), o consumo de hortaliças de folha é maior, enquanto nas épocas mais frias (abril a setembro), ocorre um aumento do consumo de hortaliças de fruto.
c) Nível de exigência de qualidade:
Ao contatar os seus potenciais clientes, o produtor deverá identificar a exigência de qualidade de cada um e a sua capacidade de atender a estas exigências. Se a venda for feita para sacolões/varejões e supermercados, provavelmente haverá maior exigência quanto à aparência e ao tamanho do produto, ao passo que se o produto for destinado a cozinhas industriais ou outros clientes que processem as hortaliças antes de vendê-las, provavelmente as exigências destes requisitos serão menores, mas em compensação, as exigências quanto ao uso de agrotóxicos poderão ser maiores.
d) Preço histórico e atual:
É fundamental o acompanhamento dos preços praticados na região, caso contrário, o produtor torna-se apenas um tomador de preços, o que reduz sensivelmente o seu poder de barganha na negociação. Se a avaliação dos preços históricos revelar alguma alteração significativa de preço para algum produto, é importante verificar o motivo desta alteração.
Segundo FARINA & MACHADO (1999), as hortaliças apresentam maior variação de preços em comparação às frutas e a outros produtos, sendo que na época de maior produção os preços para atacado e varejo caem até 60%.
BANKUTI et al. (2003) fizeram uma análise da sazonalidade de preços de hortaliças, verduras, raízes e tubérculos no Estado de São Paulo e no Brasil, utilizando os dados do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA/IBGE), corrigidos pelo Índice Geral de Preços (IGP/FGV) e tomadas a partir da definição do mês de janeiro de 2000 como base 100. O agrupamento dos produtos agrícolas em hortaliças e verduras, tubérculos e raízes é assim apresentado em função da padronização realizada pelo IBGE, sendo que no grupo de hortaliças e verduras estão as hortaliças de folhas, de talos de frutos, enquanto no outro grupo encontram-se os tubérculos e raízes (Figuras 3.4 a 3.7).
*Valores médios calculados com base nos índices de preço obtidos no IPCA/IBGE e ajustados pelo IGP/FGV.
Fonte: BANKUTI et al, 2003.
FIGURA 3.4 - Curva de identificação da sazonalidade dos preços para hortaliças e verduras no Estado de São Paulo.
H o r t a l i ç a s e V e r d u r a s ( S P ) R2 = 0 , 9 0 1 5 0 0 , 2 0 , 4 0 , 6 0 , 8 1 1 , 2 1 , 4 1 , 6 1 , 8 2 1 2 3 4 5 6 7 8 9 1 0 1 1 1 2 m e s e s va lo re s* A n o 2 0 0 0 A n o 2 0 0 1 A n o 2 0 0 2 M e d i a P o l i n ô m i o ( M e d i a )
*Valores médios calculados com base nos índices de preço obtidos no IPCA/IBGE e ajustados pelo IGP/FGV.
Fonte: BANKUTI et al, 2003.
FIGURA 3.5: Curva de identificação da sazonalidade dos preços para hortaliças e verduras no Brasil.
*Valores médios calculados com base nos índices de preço obtidos no IPCA/IBGE e ajustados pelo IGP/FGV.
Fonte: BANKUTI et al, 2003.
H o rta liç a s e V e rd u ra s (B R ) R2 = 0 ,9 6 3 1 0 0 ,2 0 ,4 0 ,6 0 ,8 1 1 ,2 1 ,4 1 ,6 1 ,8 2 1 2 3 4 5 6 7 8 9 1 0 1 1 1 2 m e s e s val o res* A n o 2 0 0 0 A n o 2 0 0 1 A n o 2 0 0 2 M e d ia P o lin ô m io (M e d ia ) T u b é r c u l o s e R a í z e s ( S P ) R2 = 0 , 8 7 1 4 0 0 , 2 0 , 4 0 , 6 0 , 8 1 1 , 2 1 , 4 1 , 6 1 , 8 2 1 2 3 4 5 6 7 8 9 1 0 1 1 1 2 m e s e s va lo res* A n o 2 0 0 0 A n o 2 0 0 1 A n o 2 0 0 2 M e d i a P o l i n ô m i o ( M e d i a )
FIGURA 3.6 - Curva de identificação da sazonalidade dos preços tubérculos e raízes no Estado de São Paulo.
*Valores médios calculados com base nos índices de preço obtidos no IPCA/IBGE e ajustados pelo IGP/FGV.
Fonte: BANKUTI et al, 2003.
FIGURA 3.7 - Curva de identificação da sazonalidade dos preços para tubérculos e raízes no Brasil.
No trabalho de BANKUTI et al. (2003) são apresentadas as curvas de sazonalidade de preços para hortaliças e verduras, raízes e tubérculos no Estado de São Paulo e no Brasil. Os pontos nos gráficos indicam a variação mensal dos preços para os anos de 2000 a 2002, ao passo que a curva de tendência com regressão polinomial de grau 4 representa a tendência destes pontos (variação média mensal dos preços) ao longo do ano. Estão também representados os valores do coeficiente de determinação (R2) que indica a correlação entre a curva de tendência e a variação mensal dos preços. Quanto mais próximo o coeficiente de determinação estiver do valor 1, maior é a correlação entre a curva polinomial e os preços mensais. Observa-se, portanto, uma boa correlação nas quatro análises.
Por meio da análise das curvas polinomiais, observa-se uma elevação de preços médios para esses produtos nos primeiros meses dos anos devido à menor oferta
T u b é r c u l o s e R a í z e s ( B R ) R2 = 0 , 9 2 2 4 0 0 , 2 0 , 4 0 , 6 0 , 8 1 1 , 2 1 , 4 1 , 6 1 , 8 2 1 2 3 4 5 6 7 8 9 1 0 1 1 1 2 m e s e s val or es * A n o 2 0 0 0 A n o 2 0 0 1 A n o 2 0 0 2 M e d i a P o l i n ô m i o ( M e d i a )
e/ou maior demanda no período. Já no segundo semestre observa-se uma queda nos preços médios devido à maior oferta e/ou menor demanda para os produtos selecionados. Conseqüentemente, o primeiro semestre, especialmente os meses de fevereiro, março e abril, correspondem ao período mais indicado (maior preço no mercado) para a produção de hortaliças e verduras, tubérculos e raízes.
Adicionalmente, pode-se notar que no período de 2000 a 2002 houve, de maneira geral, queda dos preços reais para o grupo de produtos, o que provavelmente acarretou menores ganhos para os produtores.
Com base no trabalho de BANKUTI et al. (2003) verifica-se a importância de se analisar as variações de preços dos produtos. Neste caso foram feitas análises de grupos de produtos (hortaliças, verduras, tubérculos e raízes), no entanto, para o planejamento da produção, é importante que o produtor analise individualmente a variação de preços dos produtos que pretende cultivar.
A alternativa de produção de hortaliças selecionadas em épocas de entressafra não é uma estratégia utilizada pela maioria dos entrevistados, o que pode ser feito por meio do uso de estufas, aproveitando os melhores períodos de preços. Esta é mais uma alternativa para otimizar a inserção de produtores familiares nos mercados regionais.
e) Quantidade mínima exigida pelo comprador:
É recomendável identificar a quantidade mínima que seus potenciais clientes exigem, sobretudo quando se tratar de entregas para supermercados, onde esta prática é bastante comum.
Outro fator importante é a regularidade de entregua, pois os supermercados e a indústria de vegetais minimamente processados, não toleram atrasos na entrega do produto. Sobre este tema, é apresentado no item 2.6, um modelo para planejamento de “quanto” e “para quando” produzir.