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Após esse panorama acerca de como se constituiu o estado do Acre, busca-se uma descrição e análise de algumas políticas públicas, usando como marco a década de 80, porém a partir da promulgação da Constituição de 88 há uma maior efetivação de políticas e serviços. Dei prioridade às direcionadas as mulheres, com o foco na política de enfrentamento a violência contra a mulher no âmbito nacional e uma descrição e análise mais detalhada em como essa política foi e está sendo implementada no estado do Acre, mais especificamente na capital, Rio Branco.

Convém iniciar com uma descrição de algumas conquistas do ponto de vista de iniciativas da sociedade civil, assim como alguns mecanismos legais de garantias de direitos que foram afirmados pelo Estado brasileiro. No decorrer do trabalho fiz algumas ‘intervenções’ na implementação de alguns desses dispositivos discorrendo sobre como se materializam no dia a dia e suas limitações no cotidiano das mulheres.

Dentre esses mecanismos normativos, a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres destaca conquistas asseguradas pelo Estado Brasileiro. Algumas foram citadas no Capítulo I, outras foram a partir de minha coleta de dados, passo a periodização classificatória centrada na busca de qualificadores próprios de cada um dos serviços, aos quais descrevo novamente. É importante destacar que esse conjunto de mecanismos normativos, se firma no contexto da terceira onda do feminismo no Brasil.

· Em 1980 - Criação do SOS Mulher, primeiro serviço específico de atendimento às mulheres em situação de violência no Brasil;

· Em 1985 - Criação da primeira Delegacia especializada de Atendimentos às Mulheres (DEAM) na cidade de São Paulo e do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher vinculado ao Ministério da Justiça, para promover políticas que visassem eliminar a discriminação contra a mulher e assegurar sua participação nas atividades políticas, econômicas e culturais do país;

· Em 1988 - Promulgação da Constituição Federal do Brasil22, que garante a igualdade de direitos entre mulheres e homens e estabelece ainda a obrigação do Estado de criar mecanismos para coibir a violência no âmbito das relações familiares;

· Em 1992 - Constituída a CPI da Violência contra as Mulheres pela Câmara dos Deputados;

22 A violência doméstica é reconhecida pela Constituição Federal do Brasil, em seu parágrafo 8º, art. 226, que diz: “O Estado assegurará a assistência à família, na pessoa de cada um dos que a integram, criando mecanismos para coibir a violência no âmbito das relações”.

· Em 1994 - Ratificação, pelo Estado brasileiro, da Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher – Convenção de Belém do Pará;

· Em 1996 – O Programa Nacional dos Direitos Humanos, criado no Ministério da Justiça, no título Proteção do Direito e Tratamento Igualitário perante a Lei e as Estratégias de Igualdade, do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher;

· Em 1996 - Implementação de Casas-abrigo, como uma solução possível, para mulheres em risco de vida;

· Em 2001 - Condenação do Estado brasileiro pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA pelo caso Maria da Penha23

.

· Em 2003 - Projeto de Segurança Pública para o Brasil, que aborda a violência doméstica e de gênero como um problema de todos e propõe oito metas específicas, buscando atingir resultados na área de segurança e de saúde, através de sistemas integrados e descentralizados de atendimento a vítimas e agressores;

· Em 2006, mais precisamente em 07 de agosto é sancionada a Lei nº 11.340/06 - Lei Maria da Penha, passando a vigorar a partir de 22 de setembro desse mesmo ano, que cria mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher;

· Em 2007 - Recomendação do Comitê CEDAW24: o Brasil apresenta o sexto Relatório Nacional ao Comitê CEDAW, que recomenda “... adotar

23 Maria da Penha Fernandes, biofarmacêutica cearense, que por vinte anos lutou para ver seu agressor preso. Em 1983 ela sofreu a primeira tentativa de assassinato, quando levou um tiro nas costas enquanto dormia. Desta primeira tentativa, Maria da Penha saiu paraplégica A segunda tentativa de homicídio ocorreu meses depois, quando seu marido a empurrou da cadeira de rodas e tentou eletrocuta-la no chuveiro. Após 15 anos de luta e pressões internacionais, a justiça brasileira ainda não havia dado decisão ao caso, nem justificativa para a demora. Com a ajuda de ONGs, Maria da Penha conseguiu enviar o caso para a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (OEA) que, pela primeira vez, acatou uma denúncia de violência doméstica. O processo da OEA também condenou o Brasil por negligência e omissão em relação à violência doméstica. Uma das punições foi a recomendações para que fosse criada uma legislação adequada a esse tipo de violência, o que viria a ser mais tarde a Lei 11.340/06, Lei Maria da Penha.

24 A Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher (CEDAW) é o instrumento internacional dos direitos das mulheres. Baseia-se no compromisso dos Estados signatários de

imediatamente medidas efetivas para a implementação integral da nova legislação, tais como a criação rápida, em todo o país, de Varas Especializadas em Violência Doméstica contra a Mulher e o envolvimento completo de todos os atores relevantes.”

Da forma como as políticas estão postas e sua efetivação na prática cotidiana, penso que ainda não conseguimos uma institucionalidade protetiva dos direitos humanos, o que temos é sua normatividade. Como diz PIOVESAN (2011):

Ao conjugar a normatividade internacional e constitucional, conclui-se que no âmbito jurídico está assegurada a plena igualdade entre os gêneros no exercício dos direitos humanos, civis e políticos, sendo vedada qualquer discriminação contra a mulher (PIOVESAN, 2011, p. 82).

Todavia, compartilho com a reflexão da autora que diz que os dados da realidade brasileira indicam a distância entre os avanços normativos e as práticas sociais, apontando a constância de um padrão discriminatório em relação às mulheres.

Reconhecer que toda mulher tem direito a uma vida livre de violência é fruto de décadas de luta dos movimentos de mulheres e feministas em todo o país, mas principalmente a partir dos anos 60 e 70 há uma atuação mais aguerrida desses grupos para levar essa luta para a agenda pública25

.

O Brasil é signatário de vários acordos internacionais que direta e indiretamente estão relacionados à violência de gênero. São pactos que o estado brasileiro firmou com a comunidade internacional que criam obrigações e compromissos jurídicos para o país e

promover e assegurar a igualdade entre homens e mulheres e de eliminar todos os tipos de discriminação contra a mulher.

25 Destaca-se como um fator de mobilização das feministas e da sociedade em geral os assassinatos de grande repercussão como de: Ângela Diniz, por seu companheiro Doca Street em 1976; Eliane de Grammont assassinada por seu companheiro Lindomar Castilho em 1981; Sandra Gomide assassinada por seu namoro Pimenta Neves em 2000; a adolescente Eloá, assassinada por seu ex-namorado Lindeberg em 2008 e o mais reconhecidamente recente Maria da Penha Fernandes que ficou tetraplégica, vítima de seu ex-companheiro, o professor universitário Marco Antônio Heredia.

exigem ratificação para que entrem em vigor e sejam reconhecidos enquanto obrigação do país.

A IV Conferência Mundial sobre a Mulher (1995) e a Convenção de Belém do Pará26

– Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher (1994) define a violência contra a mulher como: “qualquer ato ou conduta baseada no gênero que cause morte, dano ou sofrimento físico, sexual ou psicológico à mulher, tanto na esfera pública como privada”.

Este é o principal instrumento internacional que trata da violência doméstica e sexual contra as mulheres e adolescentes, dando visibilidade para o problema e estabelecendo o dever do Estado de adotar políticas para sua prevenção, punição e erradicação no âmbito dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

Em artigo de SUARÉZ& BANDEIRA (2002), as autoras salientam que uma das maiores contribuições dos movimentos sociais de mulheres nos últimos 30 anos foi à politização da violência cometida contra elas, isso contribuiu para o aprimoramento da cidadania no Brasil.

A articulação do discurso feminista, bem como a de vários outros movimentos de mulheres, encontrou seu referente empírico e expressivo na crítica à “violência contra a mulher”. Sem deixar de denunciar a violência estatal esses movimentos salientavam a violência de que eram objeto as mulheres, principalmente nos seus lares e lugares de trabalho, mas também em muitos outros espaços da sociedade, constituindo ameaça à integridade física e emocional. Ameaça ainda maior pelo fato de ser invisível e insuficientemente reconhecida como crime, sobretudo pelos órgãos de justiça criminal. (SUARÉZ & BANDEIRA 2002, p.297).

O movimento feminista contribuiu em muito para a inclusão da questão de gênero na agenda pública, como uma das desigualdades a serem superadas por um regime democrático. Como diz SORJ (2002):

26 Convenção de Belém do Pará: adotada em Belém do Pará, Brasil, pela Assembleia Geral da OEA em 09 de junho de 1994. Assinada pelo Brasil nessa mesma data e ratificada em 27 de novembro de 1995, em seu artigo 1º, (Direitos Humanos: Documentos Internacionais. Brasília: Presidência da República, Secretaria Especial de Direitos Humanos).

Já virou lugar comum na literatura internacional das ciências sociais reconhecer que o movimento feminista pós-60 teve um impacto avassalador sobre as formas pelas quais as sociedades contemporâneas se pensam e se questionam. Hoje, parece impossível pensar democracia, cidadania, desigualdades sociais, mudanças na organização da família, formas do trabalho, entre tantas outras dimensões da vida social, sem ter como referência a constituição de um novo sujeito social, as mulheres, e uma forma de dominação, a de gênero, construído pelo discurso feminista. (SORJ, 2002, p. 99).

Assim, graças à pressão e ativa atuação, foram implantadas as primeiras políticas públicas com recorte de gênero. É o caso, por exemplo, da criação do primeiro Conselho Estadual da Condição Feminina, em 1983, e da primeira Delegacia de Polícia de Defesa da Mulher, em 1985, ambos no Estado de São Paulo já citado anteriormente. Em seguida, as Delegacias Especializadas de Atendimento a Mulher27

foram implantadas em todo o território nacional, vinculadas diretamente aos sistemas estaduais de segurança pública e a Secretaria Nacional de Segurança Pública.

Ainda fruto dessa intensa articulação foi criado o Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher (PAISM), em 1983. No ano de 1985, foi criado o Conselho Nacional dos Direitos da Mulher, órgão vinculado ao Ministério da Justiça. Essa mobilização foi fundamental para que fossem estruturadas propostas para inclusão na Constituição Federal de 1988, apresentadas ao Congresso Constituinte sob o título Carta

das Mulheres Brasileiras.

Muitas foram às conquistas do ponto de vista institucional que se consolida principalmente com a criação da Secretaria de Políticas para as Mulheres28

, através da Lei

27 Não se pretende fazer uma análise do funcionamento e do papel das DEAMs, menos ainda se vem desempenhando suas funções de acordo com a sua finalidade, pois já existem inúmeros trabalhos nesse sentido. Será citada apenas enquanto porta de entrada para receber as denúncias, investigar, apurar, repreender e tipificar os diversos crimes cometidos contra as mulheres.

28 Compete assessorar direta e imediatamente o Presidente da República na formulação, coordenação e articulação de políticas para as mulheres; elaborar e implementar campanhas educativas e antidiscriminatórias de caráter nacional; elaborar o planejamento de gênero que contribua na ação do governo federal e demais esferas de governo; articular, promover e executar programas de cooperação com organismos nacionais e internacionais, públicos e privados; promover o acompanhamento da implementação de legislação de ação afirmativa e definição de ações públicas que visem ao cumprimento dos acordos, convenções e planos de ação assinados pelo Brasil.

nº 10.683 de 28 de maio de 2003. Ainda na estrutura da SPM29

,em 2009, através do Decreto nº 7.043/2009, cria-se a Secretaria de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres que tem dentre seus objetivos os de: formular políticas de enfrentamento à violência contra as mulheres, que visem à prevenção e ao combate à violência, bem como a assistência e a garantia de direitos às mulheres em situação de violência; promover a articulação e a integração entre os órgãos públicos, nos âmbitos federal, estadual, municipal e do Distrito Federal, visando à concretização das ações na área de enfrentamento da violência e à fiscalização e exigência do cumprimento da legislação que assegura os direitos das mulheres em situação de violência.

Em relação às Casas Abrigo, embora se constitua uma das primeiras e mais importantes políticas no campo da assistência às mulheres sob ameaça e risco de morte, foi necessário ampliar as estratégias de atendimento e redefinir o perfil de usuárias a serem atendidas pelos serviços de abrigamento, como por exemplo, as mulheres vítimas do trafico de pessoas30

. Nesse sentido, tanto a Lei 11.340/2006, a Política e o Pacto Nacional pelo Enfrentamento à Violência contra Mulheres apresentam novos desafios para os gestores (as) públicos no que se refere ao abrigamento das mulheres em situação de violência.

Ampliando a descrição das políticas específicas de enfrentamento à violência no Acre, optou-se por uma descrição de algumas iniciativas do ponto de vista da organização de mulheres que se deu ao longo dos últimos anos que embora o foco não fosse à violência, enquanto movimento organizativo, e de forte mobilização foram importantes localmente. A descrição tem a finalidade de marcar e reconhecer que sempre houve ao longo da história a presença das mulheres na luta e resistência contra a opressão, contra a dominação.

29 Mais informações sobre a SPM ver: http://www.sepm.gov.br/.

30 Diretrizes Nacionais para o Abrigamento de Mulheres em Situação de Risco e Violência. Secretaria de Politica para as Mulheres – Presidência da República (SPM/PR), Brasília, 2011.

Destaco também dentro de uma periodização classificatória grupos31

que se fizeram presentes no cenário acreano, a maioria foi criado a partir de necessidades locais e tiveram um papel importante na luta por essas demandas. Não existem informações sistematizadas acerca da dinâmica desses grupos, certamente outros existiram, foram importantes, mas ficaram fora da história escrita, provavelmente sigam vivos apenas nas memórias de quem os vivenciou.

Como vimos no decorrer do capítulo, a história do povo é uma história de luta e, sobretudo de resistência. Rio Branco estava sendo ocupada e junto a essa ocupação, novas demandas se faziam presentes e um novo cenário estava posto, reivindicava-se moradia, água, luz, ruas pavimentadas. Assim iniciavam-se inúmeras formas de organização, com um teor mais específico de lutas coletivas e comunitárias, porém não desvinculado de uma luta maior que era a resistência a qualquer forma de opressão.

Ao longo da experiência profissional e durante a pesquisa, pelos relatos coletados identifiquei que os atos de violência contra a mulher no Acre e em especial Rio Branco era algo evidente, que preocupava e incomodava bastante. Era considerado como algo privado e os meios de comunicação reforçavam essa mentalidade sexista e patriarcal com seus programas e matérias jornalísticas sensacionalistas, que sempre ridiculariza e humilhava as mulheres colocando-as quase sempre culpadas e responsáveis pela violência sofrida.

A situação, enquanto um problema social incomodava somente pessoas que tinham um olhar crítico para isso, no mais, era o senso comum, pois não se tinha dados, não tinha estudos que sistematizasse e publicitasse a problemática. Por isso, ressalto novamente a importância da pesquisa realizada em 1992, pelo Centro de Defesa dos Direitos Humanos e Educação Popular (CDDHEP), instituição que sou vinculada, que constata alarmantes índices de violência física e sexual contra a mulher. No mesmo período, também a Universidade Federal do Acre (UFAC) apresentou o resultado de uma

31 A maioria dos grupos descritos tem como fonte o Plano Estadual de Enfrentamento da Violência contra as Mulheres - Acre (2008).

pesquisa que revelou que havia mais ou menos 3.000 meninas na idade de 10 a 16 anos em situação de exploração sexual e servindo ao tráfico de drogas.

Esses dados coletados pela UFAC em diálogo pelo levantamento que eu realizei, levam a avaliar que no período acima indicado, ou seja, 1992 em diante, podem ser considerados responsáveis para subsidiar a criação da primeira política pública de âmbito municipal, a primeira no Estado específica para mulheres, que é a Casa Rosa Mulher. Considero ainda que essa forte movimentação social no Acre proporcionou fonte para inspirar mulheres de diferentes segmentos fortalecerem as bases sociais para dar sustentação a emergência de políticas públicas voltadas para o atendimento das necessidades femininas.

É importante lembrar que a constituição de qualquer política pública, sempre é oriunda de demandas da sociedade, assim, as diversas lutas, seja em grupos organizados ou não, constituíram-se importantes espaços de discussões e reinvindicações para que muitas das demandas se tornassem políticas públicas. Pela continuidade detalhada do processo de investigação e depois de identificar ausência de estudos, voltei-me novamente para uma classificação periodizada dos movimentos sociais acreano, responsáveis pelo fomento para a criação de uma consciência coletiva de luta contra a histórica violência contra a mulher no Acre.

· Em 1973 – Formação do Grupo das Concreteiras32, em busca de melhores condições de trabalho;

· Em 1978 - Formação de um grupo de mulheres no bairro Abraão Alab, que tinha por finalidade principal questionar o machismo e o dia a dia das mulheres acreanas;

32 Grupo das Concreteiras ou quebradoras de concreto: Grupo de mulheres trabalhadoras na década de 70, cuja atividade era quebrar tijolos manualmente com uma espécie de marreta. Dada à dificuldade de adquirir pedra no Acre, usava-se o reaproveitamento de tijolos em que posteriormente misturava com pedra e cimento para ser utilizado na construção civil. Sentavam-se no chão em grandes círculos ao redor de um amontoado de tijolos, amarravam um lenço na cabeça como a única forma de se protegerem do forte sol, comumente levavam os filhos para esse local de trabalho insalubre, as crianças brincavam ao redor enquanto as mães trabalhavam em péssimas condições.

· Em 1982- Criação da Associação das Lavadeiras33 e a Associação das Empregadas Domésticas34

, dando apoio e fortalecimento a outras categorias como as quebradeiras de castanha, as parteiras leigas e as cobradoras de ônibus;

· Em 1986- Pré-Conferência sobre Saúde e Direitos da Mulher, em Rio Branco, preparatória para a Conferência Nacional em Brasília, fortalecendo assim o trabalho conjunto das mulheres acreanas;

· Em 1986- I Encontro de Mulheres de Brasiléia promovido pelo Movimento de Mulheres do Acre, onde discutiram temas diversos como o papel da mulher na sociedade, mulher e constituinte, saúde e direitos da mulher;

· Em 1987- Foi realizado o 1º. Encontro de Trabalhadoras Rurais, no ano seguinte realiza-se o II Encontro das Mulheres Trabalhadoras de Xapuri com o apoio do Sindicato de Trabalhadores Rurais de Xapuri, Centro dos Trabalhadores da Amazônia - CTA e o Centro de Defesa dos Direitos Humanos e Educação Popular – CDDHEP.

· Em 1988- Fundada a Rede Acreana de Mulheres e Homens, de caráter educativo, assessoria, formação e defesa dos direitos da mulher. A rede foi muito importante para a construção de uma ótica feminista e muitas das mulheres que assumiram espaços públicos importantes para as questões da mulher vieram da Rede Acreana.

· Em 1989- O Centro de Defesa dos Direitos Humanos e Educação Popular do Acre – CDHEP realizou uma pesquisa sobre violência física e sexual contra as mulheres, concluída em 1992. O referido trabalho serviu como base para muitas outras atividades da instituição, assim ainda no ano de 1989 até 2005, o CDHEP inicia intensa intervenção – pesquisa, atos públicos, formação, campanhas,

33 No ano de 1986 a Associação de Lavadeiras transforma-se em Sindicato, o primeiro da categoria do país, lutavam por melhores condições de vida, redução da tarifa de água, luz, segurança no trabalho. Foi um espaço importante de surgimento de lideranças comunitárias femininas.

34 Cria-se a Associação com 130 empregadas domésticas cujo objetivo principal era o cumprimento da Lei 5.858/72, para garantirem direitos trabalhistas em prol da categoria.

assessoria a Casa Rosa Mulher, Reviva, criação de Conselhos, organismos de mulheres, proposição de políticas públicas, apoio a criação de redes: AMACRE, AMB, MAMA;

· Em 1992- I Encontro de Trabalhadoras Rurais Sindicalizadas;

· Em 1994- A prefeitura de Rio Branco cria a Casa Rosa Mulher35, um espaço de promoção da cidadania de mulheres em situação de risco pessoal e social, tornando-se uma referência na região norte de política pública municipal direcionada a mulher

;

· Em 1998- I Encontro do Movimento Articulado de Mulheres da Amazônia – MAMA, e em 2002 o MAMA ganha personalidade jurídica.

· Em 2005 - Criação do núcleo acreano da União Brasileira de Mulheres – UBM; Essa classificação periodizada propiciou o mapeamento de uma trajetória, pois

Benzer Belgeler