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3. SANATI

3.4. Öyküleri

3.4.1. Öykü Anlayışı

3.4.1.1. Kitaplaşmamış Öyküleri

3.4.1.1.3. Sen Ben ve Diğerleri

Não havia horizontes para mudança nem das condições materiais, nem da qualidade de vida - com os castigos constantes aplicados pelo pai adotivo. Mesmo tendo sido criado por D. Maria Luiza, talvez pelas constantes surras que levava, ele decidiu deixar essa família. Foi a primeira decisão de partida de José Leite. “Mas foi poucos anos que ele (José Leite Santana) passou com pai. Depois ele foi pra ali pra casa do Francilino que era pai mesmo dele”.

Casa da mãe adotiva de Jararaca, D. Maria Luiza, da qual ele saiu ainda na adolescência.

A casa de Seu Francilino Zuza vista da estrada: mesma arquitetura do tempo em que José percorreu esse quilômetro e meio para sair da casa do tio paterno ainda na adolescência.

Desse tempo com o pai legítimo não se sabe de nenhum episódio que merecesse maior atenção. Pelo menos até os 16, 17 anos - essa data não foi precisa na informação do Seu Luiz Nilson Ferreira, que hoje mora em Buíque, mas coincide o período com os fatos que se seguem na cronologia da personagem; a entrada no exército, por exemplo, que aconteceu entre os dezoito e os dezenove anos. Foi nesse tempo que ele, José Leite, ‘por causa de fofocas’ – essas ninguém soube precisar que rumo tinham - atirou em um certo Lourenço Monteiro ‘lá da Bulandera’, que era de família importante no vilarejo. Interessante notar que no romance Vidas Secas, de Graciliano Ramos, Bulandera era o lugar dos ricos, dos mais abastados e, na narração de Seu Zuza também. Seguindo com a história, o tiro não pegou, mas o pai mandou José para o engenho em Vitória de Santo Antão, Pernambuco, pertencente ao pai do coronel Mário (grande fazendeiro da região). Sobre essa parte da história, Seu Félix Zuza lembra,

Zé saiu daqui por mode de uma encrenca aí com um cabra de Bulandera (hoje Moderna). Foi a pé com os treco nas corcunda. Nesse tempo morava em casa ainda. Ele saiu daqui a pulso, os home perseguindo ele em 20, quando saiu. Os intrigado ficaro ‘catuando’40 ele e ele foi.

O homem do ciclo do gado ia conhecer, viver e ser parte da história do homem do ciclo da cana. Mas voltaria. Ele voltou sempre ao sertão. Não ia

demorar muito. Só o tempo de completar a idade para poder servir ao exército. Idéia essa que teria sido do próprio coronel. Segundo Seu Roberval Ferreira, historiador e primo distante do cangaceiro, “lá no engenho, o coronel falou que ele estava dando trabalho e pediu autorização ao seu pai para mandá-lo servir ao exército”.

Assim ele foi. Alistou-se em Maceió que ficava ainda mais próximo da região onde estava que o Recife, capital do seu Estado. Desertou e as notícias que chegaram desse episódio é que ele teria matado dois oficiais do exército e por isso teria fugido. Teria retornado ao sítio Juá e dedicado-se ao trabalho na roça. Félix ‘Zuza’ diz que quando ele saiu pro engenho e pro exército passou 6 anos, de 1920 a 1926. Depois de ter deixado o exército, o finado ‘Zé’, como se referem a José Leite Santana, teria trabalhado um ano arando a terra e plantando milho, feijão e algodão.

Quando escuta essa história, Quitéria, prima e irmã adotiva, franze o sobrolho e meneia a cabeça, desconfiada. Não concorda com o irmão, “não tem lembrança de ver Zé trabalhando na roça nesse tempo”. Ele estar trabalhando na roça quando foi convocado para o cangaço é história que corre entre os moradores mais antigos de Buíque.

Certo dia estava na propriedade do Sr. Martiliano Honório trabalhando com vários homens ao meio dia, quando foram surpreendidos por dois cangaceiros, que perguntaram o que tinha para eles. Ele antecipou-se dos demais e respondeu, - Aqui não tem nada. Somos pobres. Só tem enxada. Irritados os cangaceiros manobraram os fuzis e ele, José Leite, voltou a falar dizendo que não tinha medo, pois "bom se benzia com aquilo" (o fuzil). Admirados os cangaceiros convidaram ele para conhecer Lampião que estava arranchado na casa de um parente seu, o Sr. Antônio Luiz de Santana. Lá foi convocado depois de pedir a Lampião um treino com quatro dos seus melhores homens, o que Lampião não fez (Luiz Nilson, morador antigo e parente em segundo grau de Jararaca)

Nesse ponto da história, a memória de Dona Quitéria se afina com o texto do historiador Frederico Pernambucano de Mello quando este afirma que ao deixar o exército, José teria se juntado a 8 homens que andavam com ele pela caatinga. Quando conheceu o rei do cangaço, já teria grupo próprio. Mas ela lembra de ter ganho um terço quando ele voltou ao sítio já como cangaceiro. Na época ela, menina ainda, contava 13 anos de idade. Foi a última vez que viu José, um ‘homem alto e magro’.

Seu pai, o velho Francilino Zuza, teria ido ao seu encontro para tentar trazê-lo de volta, sem sucesso; ele disse que não voltaria, pois teria de cumprir seu destino e assim seguiu...

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Benzer Belgeler