3.3. H İBRİT S AVAŞ B İLEŞENLERİNİN S URİYE İ Ç S AVAŞINDAKİ Y ANSIMALARI
3.3.7. Savaşta Ulus-Devlet Tekelinin Kırılması Boyutu
O trabalho de campo, segundo Minayo (2001), consiste no recorte empírico da construção teórica que realiza um momento relacional e prático de grande importância exploratória, de confirmação ou refutação de hipóteses e construção de teorias.
Diante das diversas formas de investigar um objeto de estudo, Cruz Neto (2001, p. 51)
afirma que “o trabalho de campo se apresenta
como uma possibilidade de conseguirmos não só uma aproximação com aquilo que desejamos conhecer e estudar, mas também de criar um conhecimento, partindo da realidade presente no
campo”. Nesta modalidade de investigação, a
relação do pesquisador com os sujeitos de pesquisa é extremamente importante.
Diante desta abordagem de investigação foram escolhidas 03 (três) UBS do Distrito Sanitário Oeste como campo para realização deste trabalho.
Com relação ao número total de trabalhadores das UBS em estudo, incluindo os que não pertencem à ESF e o grupo de
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profissionais entrevistados, estas unidades apresentam os seguintes dados:
TABELA 1
Distribuição da amostra e total de recursos humanos em valores absolutos, segundo UBS. Belo Horizonte, 2010.
UBS Total RH ACS Enfermeiros Médicos
Amilcar Viana Martins 53 14 3 8
Conjunto Betânia 58 15 4 4
Salgado Filho 69 19 6 9
Fonte: BELO HORIZONTE, 2010
A população de usuários classificada por faixa etária, segundo a área de abrangência das UBS em estudo do Distrito Sanitário Oeste, se
encontra distribuída de acordo com tabela abaixo:
TABELA 2
Distribuição da população de Usuários das UBS em estudo segundo faixa etária. Belo Horizonte, 2010.
Área de abrangência 0 a 4 anos 5 a 9 anos 10 a 14 anos 15 a 19 anos 20 a 29 anos 30 a 39 anos 40 a 49 anos 50 a 59 anos 60 a 69 anos 70 a 79 anos 80 anos e mais Total Total 21.288 20.970 22.333 25.957 51.152 45.553 35.018 21.912 13.991 7.412 3.112 268.698 Conjunto Betânia 585 593 643 767 1.857 1.406 1.018 809 407 141 44 8.270 Amilcar Viana Martins 743 808 884 930 1.914 1.851 1.287 909 570 255 99 10.250 Salgado Filho 1.635 1.618 1.765 1.926 3.704 3.542 2.674 1.645 1.105 577 254 20.445 Fonte: IBGE 2000
Estas e todas as demais UBS de BH se encontram sob a responsabilidade da Gerência do Distrito Sanitário Oeste da Secretaria de Administração Regional Municipal Oeste da Secretaria Municipal de Saúde (SMSA) de Belo Horizonte que está localizada na Avenida Silva Lobo nº 1280, 5° andar, bairro Nova Granada- CEP 30.460.000.
As primeiras Equipes de Saúde da Família, cerca de 176, foram implantadas em Belo Horizonte no ano de 2002. Em meados de 2004 foram implantadas todas as equipes restantes para alcançar a meta de 500 (BELO HORIZONTE, 2008 a).
A rede Básica de Saúde de Belo Horizonte divide-se em Atenção Básica,
Atenção Especializada, Urgência e
Emergência, Regulação da Atenção
Hospitalar, Regulação da Alta
Complexidade e Vigilância à Saúde,
possuindo mais de 180 unidades
distribuídas por toda a cidade.
As UBS formam a rede de atenção básica e são a porta de entrada do sistema base do PSF - BH Vida. São os serviços mais próximos da casa do cidadão e devem ser os primeiros a serem procurados quando as pessoas apresentam
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HORIZONTE, 2008 b)3.
Nas UBS estão as equipes do BH Vida: Saúde Integral, o Programa de Saúde da Família de BH. Existe atualmente em BH 523 equipes formadas por um médico de família, um enfermeiro, dois auxiliares de enfermagem e de quatro a seis ACS. Estas unidades de saúde têm também profissionais de apoio ao BH Vida: Saúde integral, como clínicos,
pediatras, ginecologistas, cirurgiões-
dentistas e em algumas existem também
assistentes sociais, nutricionistas,
fisioterapeutas e médicos homeopatas e acupunturistas. Já as equipes de zoonoses dos centros de saúde são responsáveis por controlar as doenças transmitidas por mosquitos e outros animais (BELO
HORIZONTE, 2008 b)4 Esta rede conta
com 147 UBS, distribuídas nos nove Distritos Sanitários da cidade, quais
sejam, Barreiro, Centro-Sul, Leste,
Nordeste, Noroeste, Norte, Oeste,
Pampulha e Venda Nova. As UBS são responsáveis pelas ações básicas voltadas para a população da área de abrangência, funcionando de segunda a sexta-feira. Destas unidades, 58 também possuem equipes de Saúde Mental e 141 oferecem atendimento odontológico. Devem ser as primeiras unidades a serem procurados no
caso de alguma necessidade de
tratamento, informações ou cuidados básicos de saúde (BELO HORIZONTE, 2008 b)5
No início do período de
implantação da ESF houve discussão para
3http://portalpbh.pbh.gov.br/pbh/ecp/com unidade.do?evento=portlet&pIdPlc=ecpT axonomiaMenuPortal&app=saude&tax=1 5378&lang=pt_BR&pg=5571&taxp=0& 4http://portalpbh.pbh.gov.br/pbh/ecp/com unidade.do?evento=portlet&pIdPlc=ecpT axonomiaMenuPortal&app=saude&tax=1 5378&lang=pt_BR&pg=5571&taxp=0& 5 http://portalpbh.pbh.gov.br/pbh/ecp/com unidade.do?evento=portlet&pIdPlc=ecpT axonomiaMenuPortal&app=saude&tax=1 5378&lang=pt_BR&pg=5571&taxp=0&
avaliação do momento político da SMSA. Foram revistos os projetos de outros setores da secretaria o que originou o documento BH Vida: Saúde Integral. Ainda, diante do desejo de resgatar a gestão colegiada em todas as instâncias da secretaria instituíram-se vários espaços de discussão. Neste período, esta instituição reafirmou a saúde da família como eixo norteador da organização da atenção básica e definiu as diretrizes assistenciais do processo de trabalho como: acesso universal, estabelecimento de vínculo e
responsabilização do cuidado,
autonomização do usuário, atuação em equipe, assistência integral e resolutiva, equidade, participação no planejamento e desenvolvimento de ações intersetoriais e desenvolvimento (BELO HORIZONTE, 2008 a).
No sentido de envolver os profissionais na discussão relativa à temática da saúde da família, existe uma estratégia de capacitação das equipes em curso de Especialização nesta área, que é desenvolvido em parceria com o Núcleo
de Educação em Saúde Coletiva
(NESCON) da Faculdade de Medicina da UFMG.
A SMSA (BELO HORIZONTE, 2008 a), com relação à discussão acerca do papel da saúde da família no SUS-BH, pontua que a mesma deve propiciar a reorganização da assistência à saúde, à partir da atenção básica, através da reorganização do processo de trabalho nas UBS e inserção de novos saberes e práticas no cotidiano desses serviços. Contudo, ressalta que:
O grande movimento em prol de se propiciar a atenção à demanda dos usuários nos centro de saúdes (UBS) dificultou melhor organização das ações programadas e de vigilância; ainda falta efetiva integração com as áreas de ação coletiva, como vigilância sanitária, a zoonoses e a saúde do trabalhador. Esta dicotomia entre ações curativas e ações de promoção e prevenção precisa ser melhor processada. Ainda se faz necessário esclarecer qual o potencial do trabalho de promoção à saúde para que se possibilite o avanço da prática
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baseada em evidências científicas, com realização de ações comprovadamente eficazes na promoção da saúde e prevenção de doenças.
Tais questões citadas não podem ser desvinculadas da discussão sobre a persistência do modelo biomédico na prática dos profissionais e a consequente medicalização da atenção (BELO HORIZONTE, 2008 a, p. 40).
Entretanto, as dificuldades
impostas ao desenvolvimento desta
estratégia devem ser avaliadas com cuidado para a produção de propostas
para solução. Entre as propostas
levantadas pela SMSA estão: ampliação do quadro de profissionais, reforço das residências de medicina da família, ações de valorização da rede básica, plano de adequação física e tecnológica, entre outras.
A organização territorial
estabelecida pela SMSA é realizada de
acordo com as necessidades e
possibilidades das práticas de intervenção, sendo adotada a seguinte sub-divisão:
Município
Distrito Sanitários
Área de abrangência da UBS
Área da Equipe do PSF
Microárea
Moradia
Figura 1 - Subdivisões adotadas na organização territorial em saúde
Fonte: BELO HORIZONTE (2008 a, p. 24)
Os nove distritos sanitários
coincidem com as nove áreas
administrativas da cidade. Eles seguem a delimitação das Administrações Regionais
e correspondem à organização
administrativa da SMSA. As definições territoriais das áreas de abrangência são estabelecidas com base com base nos setores censitários definidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE). São constituídas por
agrupamento de setores contíguos, com possibilidade de modificações de acordo com a mobilidade da população.