2.4. Tüketici DavranıĢı
2.4.2. Satın almaya etki eden kiĢisel etkiler
Depois da Conferência de Estocolmo16, em 1972, o Brasil, vinte anos mais
tarde, foi palco internacional da I Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento/CUNAMD, realizada na cidade do Rio de Janeiro. Esta Conferência propiciou um debate e mobilização da comunidade internacional em torno da necessidade de uma urgente mudança de comportamento visando à preservação da vida na terra. De forma que assim passou a ser conhecida essa conferência Cúpula da Terra ou também conhecida como RIO-92, contando com a presença de 170 países, representados por aproximadamente 10.000 participantes, incluindo 116 chefes de Estado, e aproximadamente 14 mil Organizações Não-governamentais (ONGs), cuja participação foi maciça nos encontros oficiais, fóruns e eventos paralelos, na maior assembléia internacional já realizada sobre o meio ambiente no mundo e especial no Brasil.
Inegavelmente, a Agenda 21 Global é o maior e mais importante documento internacional a organizar e incorporar grande parte dos temas ambientais. Neste documento, está escrito que os países signatários assumiram o desafio de incorporar, em suas políticas públicas, princípios que vão colocá-los no caminho do assim chamado Desenvolvimento Sustentável. Um fato a deixar claro no que concerne ao objetivo maior da Agenda 21, foi estimular os países a comporem, conforme as necessidades e características regionais, suas próprias agendas nacionais. Neste sentido, Sato (1995, p. 32) aponta que é “um documento histórico representando o acordo internacional das ações que objetivam melhorar a qualidade de vida de todas as pessoas do planeta terra”.
16 Cabe lembrar que essa Conferência também conhecida como Conferência da ONU sobre o Ambiente Humano, foi realizada na Suécia, na qual se constituiu como o marco histórico político internacional decisivo para a busca das soluções dos problemas entre o homem e o meio ambiente. Como resultado dessa Conferência foi elaborado um documento denominado Declaração de Estocolmo, na qual a questão ambiental se tornou uma preocupação verdadeiramente global e passou a fazer parte das negociações internacionais.
Nesta Conferência, diversos documentos foram assinados por ocasiões de consensos e compromissos mundiais entre os vários países signatários desta Conferência, os quais deveriam ser cumpridos pelas Nações. Tratava-se, naquele momento, que era preciso entender que as questões ambientais e as econômicas não poderiam permanecer como antagônicas, ao contrário, faziam parte de um mesmo princípio: o da sustentabilidade.
Um fato, todavia, deve ser lembrado a propósito que esta Conferência tornou oficial o que a comunidade internacional já tinha pleno conhecimento: o esgotamento do modelo de desenvolvimento praticado que se mostrou ecologicamente predatório e socialmente perverso. O que é necessário, na compreensão de Layrargues (1998), é que a sociedade em geral mantinha, ainda, como na época de Estocolmo, uma postura antropocêntrica – utilitarista, sendo o homem considerado o centro de todas as coisas e a proteção ambiental vinculada aos benefícios do ser humano, considerando também que as instâncias decisórias mundiais possuíam um baixo grau de comprometimento com a proposta de transformação de valores e paradigmas da civilização ocidental industrial, visto que os problemas que se pretendiam resolver em 1972, só se haviam agravados no decorrer destes vinte anos.
Em relação aos documentos produzidos e assinados naquela conferência, podemos ressaltar a Convenção sobre Mudanças Climáticas, a Convenção da Diversidade Biológica, a Declaração do Rio para Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Declaração de Princípios para Florestas e finalmente a Agenda 21 Global (grifo nosso). Não é pretensão comentar sobre todos os documentos acima, mas, exceto e particularmente ao que alude a Agenda 21 Global. Até porque é o principal resultado daquele evento, onde melhor expressa as intenções mundiais e, que por sua vez possui mais de 2.500 recomendações práticas, das quais contêm mudanças no
padrão de desenvolvimento para o século XXI. Surge daí a originalidade do seu termo: AGENDA17 21.
É interessante frisar que tal documento foi resultado da consolidação de diversos relatórios, tratados, protocolos e outros documentos, elaborados durante décadas, na esfera da Organização das Nações Unidas – ONU 18.
A Agenda 21 Global está estruturada em quatro seções, com quarenta capítulos, onde são definidas também 115 áreas prioritárias de ação. Sendo o 1º o Preâmbulo, norteador para um desenvolvimento diferente daquele vivenciado, até o século XX, pelas nações do Globo.
No que se refere á primeira seção, com sete capítulos, há a garantia de se discutir e propor planos nacionais e locais que contemplem as questões sociais e econômicas. Em relação à segunda seção contempla quatorze capítulos que garante a dimensão ambiental, a qual deve permear o social e o econômico. No que toca a terceira seção, com nove capítulos, sublinha a necessidade de o processo de construção da política de desenvolvimento sustentável ser participativo, envolvendo os vários segmentos representativos da sociedade civil e, finalmente a seção quarta, menciona os meios de implementação, não somente no tocante a questões financeiras, mas também institucionais, pois afinal serão as instituições, como instrumentos organizacionais, que viabilizarão ou não tais políticas.
De tudo que alude a Agenda 21 Global, expressa em seções e capítulos, uma coisa é certa: são fornecidos os princípios norteadores, capazes de orientar as iniciativas, direcionadas para o alcance de melhores condições ambientais e de vida dos habitantes do planeta, traçando-se ainda as diretrizes, nas quais a humanidade
17 Pelo seu conteúdo, a designação do termo Agenda foi utilizada no sentido de desejo de mudanças para um modelo de civilização em que predominasse o equilíbrio ambiental e a justiça social.
18 A Organização das Nações Unidas – ONU é uma instituição formada por quase todos os países do mundo criada em 1945. Seus encontros são denominados de Conferências, seguido do nome do lugar onde se realizam. Nestas conferências são estabelecidos princípios a serem adotados para resolver questões, bem como compromissos assumidos em outras Convenções.
deve basear-se, para que sejam alcançados os objetivos do desenvolvimento sustentável.
Olhando-se atentamente para os vários capítulos, podemos sem maiores dificuldades perceber que discutir a Agenda 21 significa discutir o Desenvolvimento Sustentável (DS). De forma que não é difícil entender, portanto, que a Agenda 21 não representa apenas uma proposta de Agenda Ambiental, mas uma Agenda de Desenvolvimento, tendo um profundo diferencial em relação aos processos de desenvolvimento mais amplamente vivenciados até o momento: é uma proposta de desenvolvimento sustentável, isto é, que seja ambientalmente saudável, economicamente eficiente e humanamente justo, de maneira a perdurar, a se sustentar ao longo do tempo, para atender não somente as gerações presentes, mas também as futuras.
O que é essencial na compreensão da Agenda 21 é que ela não tem somente objetivos ambientais e nem representa um processo de elaboração de plano de governo. É um planejamento do futuro com ações concretas, a curto, médio e longo prazo, com metas, recursos e responsabilidades definidas. A sua elaboração e implementação exigem um planejamento estratégico e participativo entre e governo e a sociedade, obtido por acordo, para que as próximas gerações tenham um futuro melhor.
Mas qualquer compreensão que tenhamos sobre o que seja a Agenda 21 hoje, nada menos importante há nas palavras de Novaes (2003), quando afirma que a Agenda 21:
É um processo de participação em que à sociedade, os governos, os setores econômicos e sociais sentam-se à mesa para diagnosticar os problemas, entender os conflitos envolvidos e pactuar formas de resolvê-los, de modo a construir o que tem sido chamado de sustentabilidade ampliada e progressiva19 (NOVAES, 2003, p. 323).
19 Sustentabilidade Ampliada preconiza a idéia da sustentabilidade permeando todas as dimensões da vida: a econômica, a social, a territorial, a cientifica, a tecnológica, política e a cultural ao passo que a Sustentabilidade Progressiva significa que não se deve aguçar os conflitos a ponto de torná-los inegociáveis, e sim, fragmentá-los em fatias menos complexos,
Desta forma, a ampla participação popular à tomada de decisão é fundamental para se alcançar o desenvolvimento sustentável, o fortalecimento democrático, a formação da cidadania, e, consequentemente, a efetivação da Agenda 21.
Na esteira da Agenda 21 Global está claro a importância do desenvolvimento sustentável como um novo modelo alternativo de desenvolvimento para todo o Século XXI, porém é necessário, agora, fazermos uma reflexão acerca desse termo, a fim de melhor entender seu significado e, consequentemente buscar uma compreensão menos marcada pelas ambigüidades conceituais, já o que se observa é que, em geral, o termo se presta a diferentes interpretações entre os diferentes segmentos, sobretudo no mundo científico. Neste particular, assim se expressa Montibeller-Filho (2001, p.17): “O desenvolvimento sustentável (DS) é um conceito amplo e, devido a esta característica, permite apropriações diferenciadas e ideologizadas por segmentos sociais de interesse”.