3.SAĞLIK SEKTÖRÜNDE HASTA MEMNUNİYETİ VE HİZMET KALİTESİ
3.2. Sağlık Hizmeti Veren İşletmelerde Hasta Tatmini ve Önemi
Além do Boué Soeurs RG 7091, há no museu outros oito vestidos que per- tenceram a Carmem da Silveira Bettenfeld, todos doados por Carmencita.165
Foram vestidos em diferentes épocas da vida de Carmem e representam algu- mas mudanças e continuidades das formas de seu corpo, de suas predileções e de alguns modos de vestir além daquele de cobrir o corpo com roupas novas e inalteradas. Eles não foram analisados para esta tese e a maior parte das informações usadas aqui provém do banco de dados do Setor de Objetos. Um deles é um vestido de adolescente. O RG 7093 é um vestido de “tecido verde-água, recoberto por renda com aplicações de rosas e outras flores, em tecido cor-de-rosa, azuis, amarelos, brancos e verdes” (banco de dados – Setor de Objetos). Pelas fotografias disponíveis no banco de dados, este é provavel- mente um modelo da Maison Boué Soeurs, devido às características muito marcantes da casa presentes no vestido: buquê de flores, camadas de saias, cor. Data da década de 1900 e em confecção é muito semelhante àquele RG 7091 estudado aqui. Seria necessário estudá-lo de perto para confirmar essas deduções, mas o registro das várias partes do vestido é uma ferramenta im- portante nesse processo e nos ajuda nesse momento a entender um pouco das relações de Carmem e sua família (que participam de um determinado círculo social em um determinado período) com o vestir.
É provável, por exemplo, que a família freqüentava a Maison Boué Soeurs mesmo antes da década de 1920. Aliás, se este é mesmo um vestido da mai-
son, sabemos agora que esta produzia também roupas infanto-juvenis, dado
não registrado na bibliografia internacional específica. Do contrário, se este não for um vestido Boué Soeurs, é possível ainda deduzir que tons pastéis, flores e texturas variadas eram uma preferência que pode ser reforçada pelas características materiais dos demais vestidos que pertenceram a Carmem. Um outro vestido, RG 7733, datado de 1920, é da Maison Madeleine Vio- nnet e tem características marcantes de uma preferência por tons suaves, bem como texturas produzidas pela manipulação dos tecidos. Esse modelo de mangas longas foi confeccionado em seda cor salmão, corte enviesado e pregas em toda sua extensão (banco de dados). As camadas de tecidos são muito presentes nesse conjunto de roupas que pertenceram a Carmem. No RG 7746 (Figuras 82 A-C), um vestido em organdi suíço166 branco possui
duas camadas de babados nas mangas e duas camadas de babados amplos na saia (banco de dados).
165 Além desses, há dois
vestidos que pertenceram a Carmencita quando bebê (RG 7729 e RG 7730).
166 Dados específicos como esse “organdi suíço” são ambíguos quando não explicados
nas fichas de catalogação. Não sabemos se a informação veio da signatária ou se do funcionário que catalogou a peça. Afinal, quais são as características de um organdi suíço? O que o diferencia de um brasileiro ou francês, apenas a origem? Daí a importância da coleta de dados de um objeto.
O vestido RG 7092 (Figuras 83 A a D) “de seda pura, com entremeios de cor
champagne, sinhaninha e ponto richelieu” (banco de dados), está desmonta-
do em partes separadas. O mesmo acontece com outros vestidos seus. O RG 7743 (Figura 84) é uma parte de vestido, a barra que é “de lã, em crochê, nas cores verde, vermelho, bege, manteiga e azul”, sendo que “a parte de baixo da barra forma no total 8 pontos” (banco de dados).
FIGURAS 82 A-C.
— Vestido RG 7746 de organdi suíço com decote e manga em babados, não datado. Coleção Carmem da Silveira Bettenfeld. Imagens: banco de dados do museu. Acervo: Museu Paulista da USP. Pelo design aparenta ser um vestido da década de 1930.
FIGURA 82 A
FIGURA 82 B
FIGURA 82 C
FIGURAS 83 A-D.
— Vestido de seda pura, cor champagne desmontado RG 7092. Pertenceu a Carmem da Silveira Bettenfeld (1894-1980). Imagens do banco de dados do museu. Acervo: Museu paulista da USP. O vestido está desmontado em partes, talvez para a construção de uma nova peça, prática comum no período, conforme vimos em outros vestidos e em receitas de reforma na Revista Feminina (maio de 1925).
FIGURA 83 B
FIGURAS 83 B-D.
— Vestido de seda pura cor champagne desmontado RG 7092. Pertenceu a Carmem da Silveira Bettenfeld (1894-1980). Imagens do banco de dados do museu. Acervo: Museu paulista da USP. O vestido está desmontado em partes, talvez para a construção de uma nova peça, prática comum no período conforme vimos em outros vestidos e em receitas de reforma na Revista Feminina (maio de 1925).
FIGURA 83 C
FIGURA 83 D
Vestidos de confecção mais simples, aparentemente feitos para serem usados durante o dia, são de tecidos de algodão. Assim são o RG 7725 (Figuras 85 A-D), datado de 1910 e feito em “cetim de algodão branco, sem mangas, com aplique de renda de algodão no decote e cavas” com “pregas na cintura e acima da barra” (banco de dados); e o RG 7723 (Figu- ras 86 A-C), um vestido de cambraia
de algodão branca com alça, acinturado e “decote quadrangular com rendas de agulha e filó em toda a sua volta”; a cava tem filó nas bordas e a volta da cintura apresenta um bordado inglês franzindo o vestido (banco de dados). Esses dois vestidos, de confecção anterior ao Boué Soeurs RG 7091, reforçam a idéia de que o enfeite de roupas era uma prática que deve ter continuado na década posterior, ainda que por “debaixo dos panos”.
FIGURAS 84.
— Parte de vestido RG 7743. Coleção Carmem da Silveira Bettenfeld (1894-1980). Imagens do banco de dados do museu. Acervo: Museu paulista da USP. Roupas cujos materiais eram feitos por trabalhos manuais ou matérias-primas especiais, raras, eram mantidas mesmo depois de desfeita a roupa original.
FIGURAS 85 AAD.
— Parte de vestido RG 7743. Coleção Carmem da Silveira Bettenfeld (1894-1980). Imagens do banco de dados do museu. Acervo: Museu paulista da USP. Roupas cujos materiais eram feitos por trabalhos manuais ou matérias-primas especiais, raras, eram mantidos mesmo depois de desfeita a roupa original.
FIGURA 85 A
FIGURA 85 B
FIGURA 85 C
FIGURA 85 C
Por último e já mencionado anteriormente, há o RG 7263, um vestido de “cambraia de linho com nervuras e rendas” (banco de dados), que, entre ou- tros usos, deve ter sido usado durante a gravidez(Figura 3A-B).