4.6. Verilerin Analizi ve Bulguların Yorumlanması
4.6.5. Sınıf Sorunları, Uygulama Sorunları ve Staj Sorunları İlişkisine
Com o fim da ditadura militar e o reestabelecimento do Estado Democrático no Brasil, em 1985, o Amapá ainda teve três governadores indicados até 1990, ano da primeira eleição para governador, depois de sua transformação em Estado da Federação, ocorrida com a Promulgação da Constituição de 1988.
A descontinuidade do poder de sucessivos governos levou os planejadores a realizar uma série de mudanças físicas na orla da cidade e no entorno da FSJM, sem que a população tivesse o direito de opinar, mesmo através dos seus representantes legítimos. Tratava-se de uma política urbana
cartesiana, vinda sempre “de cima para baixo”.
De acordo com o professor Alberto Tostes, pesquisador e arquiteto da
UNIFAP, em palestra realizada no dia 18 de novembro de 2009, “desde 2000 a FSJM já recebeu mais de 30 projetos de restauração”. A mais significativa, no
entanto, foi a de 2006, que culminou com a inauguração do Parque do Forte, no lado sul, que após intensa propaganda institucional ficou conhecido por “Lugar
Bonito”. Ao lado de toda a exuberância que lhe foi dada esteticamente, o que lhe
valeu o prêmio da revista “Caras” como uma das Sete Maravilhas do Brasil, o
vandalismo e a falta de manutenção pelo poder público começou a incomodar camadas da população mais conservadora e os frequentadores do lugar. Por si a FSJM está presente no dia-a-dia da sociedade como um símbolo que marca a cidade, embora em seu entorno ocorram situações que em nada combinam com esses valores. A pichação de suas muralhas, a falta de manutenção, a criminalidade e a insegurança promovem o afastamento dos usuários do lugar. Em 1998, o governo estadual revitalizou o trapiche Eliezer Levy, que anteriormente era de madeira e principal porto de Macapá, diminuindo-lhe o tamanho em cerca de 200 metros, mas com um restaurante no seu final, ligado por um bonde elétrico de passeio para atender à demanda turística. Infelizmente a administração atual do governo estadual (gestão do governador Waldez Góes) não manteve a proposta do governo da época e abandonou suas instalações, deixando-o que pessoas usuárias de drogas o usassem como refúgio.
Ao meio dessas transformações na paisagem, o rio Amazonas e a FJSM são as únicas permanências que restaram de um longo tempo de mudanças e de decisões de intervenção urbana para a área. É aqui, portanto, que trabalhar com a memória exige um grande esforço dos habitantes da cidade que nela já moravam antes do inchaço populacional da década de 1990, com a
chamada “Zona Franca” de Macapá, na realidade uma Área de Livre Comércio
de Macapá e Santana que não teve longa duração, considerando aspectos políticos e econômicos que interferiram na sua manutenção e continuidade.
Para ser o que é hoje para o povo da cidade de Macapá, a FSJM passou por inúmeras restaurações, mas se estabeleceu na paisagem como um elemento de referência para todos os planos diretores realizados e para os não executados pelos governos municipais e territoriais.
5.1. Referência imagética
A fortificação tornou-se um ícone-referência após as facilidades da mídia ao colocá-la com símbolo indelével da cidade, que está presente em todas as representações institucionais dos governos. Bem antes da transformação em estado (Na administração Annibal Barcellos – 1979/1985), já haviam sido realizados concursos para a escolha de bandeira e brasão da nova unidade da federação que não tardaria a vir. Seus símbolos são:
A BANDEIRA DO ESTADO DO AMAPÁ
Escolhida como símbolo do Estado, através de uma comissão designada pelo governador Annibal Barcellos, e oficializada pelo decreto nº 4, de 30 de janeiro de 1984. O mesmo decreto foi revogado pelo governador que substituiu Barcellos, Nova da Costa, introduzindo outra bandeira (Decreto nº 16, de 16 de junho de 1989), mas ele foi, em 10 de abril de 1991, revogado por Barcellos (decreto nº 0059), quando primeiro governador eleito, fazendo voltar a que constava do decreto 4120/1984.
Sua simbologia busca demonstrar, através da figura geométrica da Fortaleza de São José, o passado da população do Amapá que originou e
propiciou a evolução da cidade que hoje é a capital do Estado. Seu formato retangular emoldura a bandeira amapaense baseada nas cores azul, verde, amarelo e branco, seguindo o exemplo da bandeira nacional, acrescido do negro. As cores do pavilhão amapaense são representadas da seguinte maneira:
Azul: Representa o céu e a Justiça. Verde: Perfaz 90% da área do
Estado; representa a floresta nativa – ainda preservada – a esperança, o futuro
e o amor, além da liberdade e a abundância. Amarelo: representa a União e as riquezas do Subsolo. Branco: Tem a simbologia da pureza, da paz, do desejo de segurança e da união entre seus habitantes, evitando-se a discórdia entre poder público e seus moradores. Negro: representa o respeito aos antepassados que enalteceram a região. Estas interpretações estão contidas no Decreto 4120/1984 (Fonte: Edgar de Paula Rodrigues).
Bandeira do Estado do Amapá.
O BRASÃO DE ARMAS
As Armas Estaduais são compostas por um escudo laureado pelas cores azul e vermelho, que retratam o antigo uniforme da Guarda da Fortaleza. A feitura das Armas Estaduais deve obedecer às seguintes disposições:
Brasão de Armas do Estado do Amapá.
I - Ao topo a estrela branca e as arestas amarelas simbolizando o surgimento de mais um Estado da Nação. A cor branca simboliza a pureza, a serenidade e paz. O amarelo nossas riquezas.
II - Logo abaixo, a faixa com os dizeres "Aqui começa o Brasil".
III - Na parte superior do Brasão, nos lados esquerdo e direito, são apresentadas as formas da Fortaleza de S. José de Macapá.
IV - Seguindo as laterais, verificam-se as formas dos escudos nobres, até juntarem- se os lados, com retas e semicírculos de raios opostos, sendo que um dos raios internos dos que estão situados do lado direito tem como ponto de partida a Capital do Estado.
V - O Brasão é de ordem do corte horizontal, sendo que este representa a linha divisória do hemisfério, ou seja, a linha do Equador, com o seu marco 00 graus, 00 minutos e 00 segundos, localizado em Macapá.
VI - No interior tem-se o mapa geográfico do Estado do Amapá, mostrando a riqueza de solos, dada a sua expansão no espaço que ocupa da Federação. Sua cor amarela representa as riquezas minerais, no solo e no subsolo. Simboliza, ainda, a união, a fé e a constância nos atos.
VII - No centro do mapa tem o amapazeiro, árvore que deu origem ao nome Amapá, por ser pomposa no seu porte e rica em madeira de lei; seu leite, folhas e frutos serviam como medicamento e alimento aos primeiros habitantes dessa terra. Sua cor verde-musgo representa a esperança, a fé no futuro, o amor, a liberdade, a amizade, a abundância e a cortesia.
VIII - ao pé do amapazeiro apresenta o mesmo verde simbolizando, ainda, os nossos férteis campos agrícolas.
IX - Abaixo da linha do Equador, ou seja, ao corte nobre horizontal, enraiam-se vinte e cinco (25) arestas negras, fazendo lembrar a convergência para um ponto comum no mapa do Estado, cuja cor simboliza a honestidade vivida e pregada, a obediência à Lei e à autoridade, a desilusão, a tristeza, a aflição e a morte.
X - O Brasão é guardado ainda, pelas palmas protetoras do amapazeiro e seus frutos. Os dois segmentos de palmas são unidos por um laço branco, simbolizando a fita do Divino Espírito Santo (folclore amapaense). [Fonte: Edgar de Paula Rodrigues].