4.2. E‐PORTFOLYO SÜRECİNE İLİŞKİN BULGULAR ve YORUMLAR
4.2.1. Sürece Yönelik Öğrenci Algılarına Ait Bulgular ve Yorumlar
4.2.1.1. Süreçten ne anladıkları ve süreçte nelerin farklı geldiğine yönelik çözümleme
Ao falarmos da figura do professor devemos nos perguntar: Quem é um professor? Mosquera (2001) salienta que não podemos deixar de considerar que, em primeiro lugar, o mestre é um ser humano, dotado de idéias, capacidades, estruturas mentais e também com limitações. Como indivíduo, possui uma história, com experiências e modalidades distintas de aprendizagem, visíveis em suas concepções. Acreditamos que essa história seja fator motivador na escolha da profissão. O professor, também partilha com os alunos a necessidade de viver e de auto-realizar-se. Nessa caminhada procura obter um significado para a vida, definir uma posição.
Nesse sentido, cada aluno cria a imagem de quem é o professor, gera expectativas em torno do conteúdo a ser apresentado. Hoje a escola precisa de um profissional com conhecimentos amplos e recursos para constante reformulação de objetivos e metas, pensando criticamente na sua atuação. Complexidade e capacidade reflexiva para o questionamento reconstrutivo, capaz de modificar seu trabalho.
A entrevista com N.16 anos (A) salientou a importância da aprendizagem vincular e lúdica. A aprendizagem representa um processo de receber e dar, sentir e agir; envolve parceria, interação com o outro.
Segundo N.16 anos (A) “o estilo dele eu gosto muito, ele entra brincando com a gente, conversa com a gente...”.
O professor que faz vínculo com o aluno, conta história, brinca, mostra-se companheiro é reconhecido e admirado. Ficar junto “com e interagir com o aluno”, oportuniza um bem-estar e prazer. Para Fernandez (2001, p.61) “a aprendizagem é a apropriação, é a reconstrução do conhecimento do outro, a partir do saber pessoal”.
O professor tem uma representação social, em termos de autoridade, de conhecimento e responsabilidade. Desperta identificações no aluno e pode ser destacado pelo respeito, pela segurança ao explicar os conteúdos. As atitudes do professor podem demonstrar boa vontade, empenho e aproximação com o grupo. Estas características foram destacadas como importantes para que ocorra a aprendizagem.
J.17 anos (B) salientou que, quando o professor explica várias vezes demonstra interesse pela aprendizagem do aluno, permite que o mesmo tenha maior vontade para aprender, despertando a satisfação pela compreensão do conteúdo que está sendo trabalhado. Para esse aluno, o bom relacionamento está ligado diretamente à maneira e ao número de vezes que o professor explica determinado assunto: “Primeira coisa o professor deve ser mais amigo do aluno, depois melhorar a explicação, deve ver o lado do aluno, como ele aprende, observar nossas limitações, as formas de explicar, amizade, paciência até o aluno entender, muitas vezes o professor acha que vai perder tempo, pois tem outra matéria. O professor deveria se colocar no lugar do aluno, mostrar empatia”. Notamos que este aluno valoriza a paciência e empenho do professor. Este precisa ficar atento às perguntas dos estudantes, mas também do lado afetivo, estar próximo do aluno. Penso que a chave para o sucesso dos professores é construir uma atmosfera de respeito mútuo em sala de aula.
Na minha experiência de professora e aluna, destaco quando descobri o encantamento da Matemática. Foi em grupos de estudo na sétima série. Realizava encontros com alunos que possuíam dificuldades. Estes se sentiam seguros para perguntar. Meu professor ao saber, incentivou-me e isto foi muito gratificante, pois ao ensinar também aprendemos. Além de explicar com facilidade, também, obtinha excelentes notas nas provas e trabalhos. Mesmo jovem, sentia-me segura e foi vivendo esta experiência que decidi ingressar no Magistério, buscando maneiras diversificadas para ensinar e ao mesmo tempo aprender.
Noutro depoimento, a escolha profissional está diretamente ligada ao bom relacionamento com o professor e os resultados adquiridos nesta disciplina. N. 16 anos (A): “Bom para mim que o ensino da matemática faz muito bem, o meu objetivo é ser engenheiro”. [...] Eu tenho muita facilidade, gosto muito dos cálculos de multiplicação, gosto muito por esse motivo. [...] Tem um enorme importância na minha vida. “A matemática é muito significativa.” Interessante constatar que todo conhecimento é o resultado da relação do indivíduo com o mundo construído pela atividade social e histórica, as relações são mediadas tanto pelas relações sociais quanto pelas expectativas e metas pessoais.
Na minha experiência de professora e aluna, pude perceber que, quando nos atualizamos através de cursos, seminários, educação continuada construímos novos conhecimentos e processos diferenciados na organização do conhecimento. É evidente que somente a participação nesses eventos não garante o conhecimento. Através do questionamento reconstrutivo, é possível viabilizar a competência da aprendizagem, justificada por Demo (2002), quando diz ser o questionamento construtivo crucial no processo da construção do sujeito.
Tanto a relação pedagógica quanto a afetiva está impregnada da compreensão do outro. O professor deve ser capaz de ter senso de humor, não ter medo de sorrir. Esta atitude permite uma aproximação com os alunos e despertam admiração e vontade de aprender, conforme relata L. 17 anos (A): “Ele simplifica as fórmulas. As aulas é bem natural, não é aquela coisa chata da matemática. Ele não fica só na matemática, no monstro da matemática, Conversa coisas de nó. Comenta assuntos da matemática e também outro assuntos, é uma aula descontraída.” O depoimento elucida a importância de o professor valorizar momentos de descontração, o reconhecimento da afetividade como fato positivo para a aprendizagem, com equilíbrio entre a seriedade e o bom humor, aproximando aluno e professor sem comprometer o papel da docência.
Pontuamos que um dos grandes desafios do educador é respeitar as diferenças individuais, conforme depoimento do aluno D.17 anos (B): “Acho importante a relação, pois dá oportunidade ao aluno de aprender bem a matéria. Se tu não gosta do professor eu já não vou dar oportunidade dele me explicar, quando chegar perto da classe já vou pensar “ aquele chato”. Cabe aos educadores resgatar a beleza da Matemática, pois neste depoimento o aluno ao não perceber transforma a disciplina num “bicho-de-sete-cabeças”. O professor tem grande dificuldade em desmistificar essas dificuldades, pois o aluno comprova na escola o mito da dificuldade.