2.1.2 ĠĢ Doyumu
2.1.2.4. ĠĢ Doyumu Kuramları
2.1.2.4.2. Süreç Kuramı
A CMC avaliou a etapa transitória para constituir o sistema, e estabeleceu que os Estados, depois de fazerem as considerações necessárias sobre as regiões menos desenvolvidas, cumpriram as tarefas técnicas suficientes para iniciar uma União Aduaneira, UA, a etapa anterior ao MC, e, portanto estavam preparados para fundar sua estrutura.125 Assinou-se assim, o Protocolo complementar do TA
para regular a Estrutura Institucional do MERCOSUL, o que outorgou personalidade jurídica reconhecida pelo direito internacional.126
121 Id. Artículos 4 e 7
122 Tratado de Assunção. Capítulo II, Estrutura Orgânica, Artículos 9 ao 16.
123 No início do MERCOSUL, a adesão de outros Estados poderia ser depois de cinco anos de vigência do Tratado, ou seja,
a partir de 1995, porém, na necessidade de tornar o bloco no SIR o mais forte da região e para evitar que outros países sul- americanos (como o Chile) se incorporassem ao NAFTA, estabeleceu-se que os países da ALADI que não formaram parte de esquemas de integração sub-regional ou de uma associação extra-regional poderiam ser considerados antes do prazo assinalado.
124 Tratado de Assunção, Capítulo IV, Adesão, Artigo 20 125 Protocolo de Ouro Preto. Declarações Preliminares
Como combinado, o tratado foi assinado em 17 de dezembro de 1994.127 As disposições do TA
no período de transição que entraram em conflito com o Protocolo de Ouro Preto e com as Decisões do CMC, ficaram anuladas.128 As instituições do agente MERCOSUL são organizadas assim:
Organograma 1 MERCOSUL
Fonte: Dados do Protocolo de Ouro Preto Elaboração: Martha G. Loza Vázquez.
Os órgãos com capacidade decisória e intergovernamental são o Conselho do Mercado Comum, CMC; o Grupo Mercado Comum, GMC e a Comissão de Comércio do MERCOSUL, CCM.129
Do CMC depende a Comissão Parlamentar Conjunta e organiza o Fórum de Consulta e Conservação Política. O GMC está auxiliado pela Secretaria Administrativa do MERCOSUL e o Fórum Consultivo Econômico-Social. Também podem ser criados os órgãos auxiliares que forem necessários.130 As
decisões dos órgãos se fazem por consenso e com a presença de todos os Estados Partes.131 No
127 Assinado na cidade de Ouro Preto, Minas Gerais, Brasil, em 17 de dezembro de 1994, pelos Presidentes e Ministros de
Relações Exteriores dos Estados Membros. Pela Argentina, Carlos Saúl Menem e Guido Di Tella; pelo Brasil, Itamar Franco e Celso L. N. Amorim; pelo Paraguai, Juan Carlos Wasmosi e Luis Maria Ramirez Boettner e pelo Uruguai, Luis Alberto Lacalle Herrera e Sergio Abreu.
128 Protocolo de Ouro Preto, Capítulo XII. Disposições Gerais. Artículos 52 e 53. 129 Protocolo de Ouro Preto. Capítulo I, Artigo 2
130 Loc.Cit. Capítulo I. Estrutura do MERCOSUL. Artigo 1
131 Protocolo de Ouro Preto.Capítulo III. Sistema De Toma De Decisões. Artigo 37
FÓRUM CONSULTIVO E SOCIAL SECRETARIA ADMINISTRATIVA GRUPOS AD HOC SUB GRUPOS DE TRABALHO C M C COMISSÃO PARLAMENTAR REUNIÕES DE MINISTROS DA ECONOMIA DA JUSTIÇA DA AGRICULTURA GT ALTO NÍVEL DE COORD. DE POL. MACROECONÔMICA. DA EDUCAÇÃO DA SAÚDE DA CULTURA DA INDÚSTRIA DO INTERIOR FÓRUM DE CONSULTA E CONSERTAÇÃO G M C REUNIÕES
ESPECIALIZADAS COPERAÇÃO COMITE DE
TÉCNICA GRUPO DE SERVIÇO
MERCOSUL funcionam paralelamente às instituições assinaladas, as Reuniões de Ministros, reunidas segundo as necessidades e com seus próprios prazos, cujas decisões são levadas aos órgãos respectivos.
O Conselho do Mercado Comum é o órgão superior de condução política e tomada de decisões no processo de integração. Está integrado pelos Ministérios das Relações Exteriores e da Economia - ou seus equivalentes-, dos Estados Partes. A Presidência do CMC é exercida por rotação e por ordem alfabética por um período de seis meses. Reúne-se quando é oportuno, e pelo menos uma vez por semestre participam os presidentes de cada país. As reuniões do CMC são coordenadas pelos Ministérios das Relações Exteriores, mas podem ser convidados outros ministros. O Conselho se pronuncia mediante Decisões, que são obrigatórias para os Estados Parteses.132 As funções e
atribuições do CMC estão contidas no Anexo F, tabela 46.
O Grupo de Mercado Comum é o órgão executivo do MERCOSUL. Integrado por quatro membros titulares e quatro membros alternantes designados por país, obrigatoriamente devem ser representantes dos Ministérios de Relações Exteriores e da Economia (ou equivalentes) e dos Bancos Centrais. É coordenado pelos Ministérios de Relações Exteriores. Para o cumprimento de suas funções podem convocar representantes de outros órgãos da Administração Pública ou da estrutura institucional do MERCOSUL e construir os Sub-grupos de Trabalho. Existe um regulamento interno e seus pronunciamentos são Resoluções Obrigatórias para os Estados Partes133. Secretarias
Administrativas foram criadas para serem encarregadas dos documentos e da comunicação de atividades do Grupo, cuja sede permanente esta em Montevidéu.134 As funções e atribuições do GMC
aparecem na tabela 47 do Anexo F.
A Comissão de Comércio do MERCOSUL é o órgão encarregado de assistir o GMC, sendo a sua obrigação vigiar a aplicação de instrumentos em política comercial acordados para o funcionamento da UA e fazer o seguimento e revisão de matérias relacionadas às políticas comerciais intra-MERCOSUL e com países terceiros. Ela está integrada por quatro membros titulares e quatro membros suplentes, representando cada Estado Partes. Coordenada pelos Ministérios de Relações Exteriores, reúne- se minimamente uma vez ao mês ou quando solicitada pelo GMC ou qualquer Estado Parte. A CCM se pronuncia mediante Diretrizes ou Propostas obrigatórias.135 Além de suas funções regulares (tabela 48
do Anexo F), arbitra os conflitos relacionados à solução de controvérsias, previstos nos artigos 1 ao 25
132 Protocolo de Ouro Preto. Capítulo I, Secção I. Do Conselho do Mercado Comum. Artículos 3, 4,
5, 6, 7 e 9.
133 Protocolo de Ouro Preto. Capítulo I, Secção II. Do Grupo Mercado Comum. Artículos 10, 11, 12 e 13. 134 Id. Artículos 13 e 15
do Protocolo de Brasília, sempre e quando estiverem na sua área de competência.136 Neste caso,
considera as reclamações apresentadas pelas respectivas Secções Nacionais, sejam Estados Partes ou demandas de particulares - pessoas físicas ou jurídicas.
O CMC tem uma coordenação específica que complementa a sua função: a Comissão Parlamentarista Conjunta, CPC, que representa os Parlamentos dos Estados Membros no MERCOSUL. Integrada por um número igual de parlamentares representantes de cada país, designados pelos seus respectivos parlamentos nacionais e segundo seus procedimentos internos. A CPC se maneja com seu Regulamento Interno.137 A CPC intervem nos Estados Partes para garantir a
aplicação das normas dos órgãos gerais, e é coadjuvante das legislações para fazer avançar o processo de integração. Quando é necessário, a Comissão examina temas prioritários solicitados pelo CMC. Emite Recomendações ao CMC por intermédio do Grupo do Mercado Comum.138
Do GMC dependem duas instituições, a Secretaria Administrativa do MERCOSUL, SAM, e Foro Consultivo Econômico-Social, FCES. A SAM é um órgão de apóio operativo responsável pela prestação de serviços aos demais corpos. Está a cargo de um Diretor, cujo mandato é de dois anos sem reeleição, sendo eleito pelo GMC rotativamente, segundo o que determinam os Estados Partes139
O pressuposto da SAM é exclusivo para atender seu funcionamento e outros gastos que o GMC disponha; é financiado em partes iguais por contribuições dos Estados Membros140. Suas atribuições
estão na tabela 49. O FCES é o órgão de representação dos setores econômicos e sociais, integrado por igual número de representantes de cada Estado Membro. Tem uma função de consulta e se manifesta mediante Recomendações ao GMC; o GMC revisa seu Regulamento Interno e permite a homologação.141
Uma outra instituição fundamental do sistema é o Parlamento do MERCOSUL, embora contemplado desde o início não tinha se consolidado ainda como instância funcional. Na XXVII Reunião do CMC, em 15 de dezembro de 2004, informou-se da sua criação e a intenção de ser instalado antes do dia 31 de dezembro de 2006. A partir dessa data, iniciara sua etapa de transição, até 2010, período em que estará composto por 18 representantes de cada Estado-membro. O processo de instalação definitiva ocorrerá por etapas, encerrando-se em 2014, quando passará a funcionar com representantes eleitos pelo voto popular, em datas comuns aos quatro Estados-membros. Na XXX Reunião do CMC, entre 19 e 21 de julho de 2006, verificou-se os avanços através do acordo de cooperação técnica com a UE, "Projeto de Apoio à Instalação do Parlamento do MERCOSUL". Uma
136 Loc. Cit. Artigo 21.
137 Protocolo de Ouro Preto. Capítulo I, Secção IV. Da Comissão Parlamentaria Conjunta. Artigos 22, 23, 24 e 27. 138 Loc. Cit. Artigos 25 e 26
139 Loc. Cit. Secção VI. Da Secretaria Administrativa do MERCOSUL. Artigos 31, 32 e 33. 140 Protocolo de Ouro Preto. Capítulo VII. Orçamento. Artigo 45
outra proposta dessa ultima reunião foi a criação do Banco de Desenvolvimento do MERCOSUL, para financiar projetos de infra-estrutura e para ter uma estratégia financeira regional consolidada.142