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2.1.2 ĠĢ Doyumu

2.1.2.4. ĠĢ Doyumu Kuramları

2.1.2.4.1. Kapsam (Ġçerik) Kuramı

Assinado a 26 de março de 1991117, este é o tratado marco do MERCOSUL que proporciona

os elementos básicos para qualquer negociação. A partir da data de assinatura, teve início o chamado período de transição, ou seja, a aplicação de regulamentos específicos à formação do Mercado

115 Todas as tabelas de esta parte foram elaboradas por Martha G. Loza Vázquez.

116 A Bolívia tem manifestado continuamente sua intenção de ser membro do MERCOSUL; o esforço mais específico foi à

assinatura de um comunicado junto com o Chile, na XXV Reunião do Conselho do Mercado Comum, em 15 de dezembro do 2003. É uma série de intenções na qual sobressai o caráter variado da integração: econômica, social, legal, turística, cultural, migratória, etc. Especificamente, a assinatura do Acordo de Complementação Econômica 36, sobre reduções tarifárias dos produtos com Certificado de Origem, constitui o compromisso concreto para a sua integração ao MERCOSUL. Além disso, esse país foi um dos maiores impulsores da ALCASUR. Depois das medidas do presidente Evo Morales de re- estatização do gás em abril de 2006, que tiraram a participação ampla da empresa energética brasileira Petrobrás da Bolivia, ficaram dúvidas da sua adesão ao MERCOSUL, embora o novo sócio, Venezuela, tente sua incorporação oficial.

117 O ato constitutivo foi na cidade de Assunção, Paraguai, oficializado pelos Presidentes e Ministros de Relações Exteriores

das quatro repúblicas: pela Argentina, Carlos Saúl Menem e Guido Di Tella; pelo Brasil, Fernando Collor e Francisco Rezek; pelo Paraguai, Andrés Rodríguez e Alexis Frutos Vaesken e pelo Uruguai, Luis Alberto Lacalle Herrera e Héctor Gros Espiell.

Comum, MC, projetado para 31 de dezembro de 1994.118 Os Estados membros reconhecem as

diferenças pontuais no ritmo de incorporação ao MC para a República do Paraguai e para a República Oriental do Uruguai, assunto este que ficaria constando no Programa de Liberação Comercial.119

As diferenças de desenvolvimento tinham sido consideradas, no passado, pela antiga ALALC, que classificava seus membros em três categorias: Países de Menor Desenvolvimento Relativo, PMDER, Países de Desenvolvimento Intermediário, PDI e os Outros Países. Através de um mecanismo de Sistema de Preferências, baseado nos chamados princípios de “não reciprocidade” e de “cooperação comunitária”, considerava o grau econômico comercial para impedir integrações muito desproporcionais. Ainda na etapa atual, a ALADI considera que deve se preservar o sistema de preferências para fortalecer os SIR e lograr uma melhor negociação ante a ALCA.

Sendo assim, o Tratado de Assunção começa definindo os elementos que constituem um MC: a livre circulação de bens, serviços e fatores produtivos isentos de pagamento de diretos aduaneiros, exceto tarifas específicas; a Tarifa Externa Comum, tec; política comercial conjunta perante terceiros, Estados ou agrupações; posições coordenadas em qualquer fórum econômico-comercial; coordenação de políticas macroeconômicas e setoriais de comércios exteriores, agrícolas, industriais, fiscais, monetários, cambiária e de capitais, de serviços, aduaneira, de transportes e comunicações e outras que assegurem condições de competência adequada; compromisso dos Estados Participantes de harmonizar suas legislações para lograr o fortalecimento do processo de integração.120

O Tratado de Assunção, TA, assinala como instrumentos gerais para lograr o MC:

a) Programa de Liberação Comercial: diminuições tarifárias progressivas, lineares e automáticas, junto à eliminação de restrições não tarifárias ou medidas equivalentes, e outras restrições ao comércio, para chegar em 31 de dezembro de 1994 com tarifa zero e sem restrições não tarifárias.

b) Coordenação de políticas macroeconômicas graduais e convergentes com os programas de desgravação tarifária e de eliminação de restrições não tarifárias.

c) Tarifa Externa Comum, para incentivar a competitividade externa dos membros. Acordos setoriais, para otimizar a utilização e mobilidade dos fatores de produção e de alcançar escalas operativas eficientes (Tratado de Assunção, 1991, Cap. I, Art. 5)

Foram criados regulamentos específicos para o período de transição: o Regime Geral de Origem, o Sistema de Solução de Controvérsias e as Cláusulas de Salvaguarda, para garantir comportamento igual na política econômica exterior diante de países terceiros; para coordenar suas respectivas políticas nacionais e para suas legislações terem normas comuns a fim de evitar importações subsidiadas, dumping ou outras práticas desleais. Ademais, para garantir que os produtos

118 Tratado de Assunção, Capítulo I, Propósitos, Princípios e Instrumentos, Artigo 3. 119 Id. Articulo 6

originários dos países membros tivessem o mesmo tratamento de impostos, taxas e outros custos internos em um outro país membro, como se fosse produto nacional.121

Ficou também um condicionante que tenta fortalecer a identidade econômica do bloco, o regime de "origem Mercosul", que determina que um produto é feito no SIR quando tem ao menos 60% de sua produção (mão-de-obra e insumos) originada no bloco. Foram dez anos para alcançar a meta. A Venezuela, como novo sócio tem agora até 2014 para completar essa etapa.

Embora surgidos para coordenar a etapa de transição, o Conselho do Mercado Comum (CMC) e o Grupo do Mercado Comum (GMC) ficaram permanentes; as suas decisões resultam do consenso e em presença dos representantes das partes.122 As características, as funções, e o desempenho dos

órgãos, ratificaram-se com maior precisão no documento fundador da institucionalidade do MERCOSUL, o Protocolo de Ouro Preto, POP. O TA determina estar aberto aos demais países membros da ALADI,123 cuja adesão é mediante negociação, e as solicitações são examinadas pelos

Estados Partes; a aprovação é só por decisão unânime.124

O TA, depois do período de transição, ficou quase sem alteração, só deixou fora os delineamentos particulares da passagem. No artigo 18, estabeleceu que, antes de 31 de dezembro de 1994, o Conselho do Mercado Comum convocaria uma reunião extraordinária para determinar a estrutura institucional, as atribuições dos órgãos administrativos e o sistema de adoção de decisões, para dar início definitivo ao MC.