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ĠĢ Doyumuna Etki Eden Örgütsel (Çevresel Faktörler)

2.1.2 ĠĢ Doyumu

2.1.2.3. ĠĢ Doyumuna Etki Eden Faktörler

2.1.2.3.2. ĠĢ Doyumuna Etki Eden Örgütsel (Çevresel Faktörler)

O Modelo Substitutivo de Importações se desmoronou nos anos oitenta. Para tratar de salvar as economias, recorreu-se a empréstimos massivos provenientes dos países industrializados entre 1973 e 1979 e 1980 a 1982. Porém a produção e comercialização da América Latina não responderam aos créditos solicitados, detonando em 1987 a chamada "Crise da Dívida", que segundo assinala Nora Lustig (1995, p.51) foi sistêmica, ou seja, produto da própria organização socioeconômica e da debilidade produtiva da América Latina, na qual a responsabilidade não foi só dos devedores, também do excessivo otimismo dos agentes econômicos que outorgavam os créditos, assim como, da insuficiente informação prévia para advertir os perigos de sobre-endividamento.

Os saldos foram alarmantes: em 1987 a dívida externa da América Latina foi de 409.8 bilhões de dólares, com 5% de juros cobrados pela banca credora (LUSTIG, 1995); foi equivalente a 56% do PIB da América Latina nesse ano crítico (SUNKEL, 1994, p.40); a crise da dívida gerou, na América Latina, 60 milhões de pobres. (SIPRO, 1995, p.11)

Para Ruy Mauro Marini, na crise aguda dos anos oitenta está a explicação da anemia de nossas economias:

97 Para consultar dados econômicos dos resultados da integração na sua primeira etapa, consultar “Capítulo XI Avaliação

Urgida de crear saldos comerciales capaces de garantizar las transformaciones de ingreso al exterior (que no configuran exportaciones de capital, como se suele decir, puesto que no proporcionan a la región retorno alguno), América Latina ha echado mano de la contención de la demanda e incluso, artificialmente, de los subsidios a la producción y a la exportación. Con ello ha jugado para aumentar la oferta mundial de bienes, con la consiguiente caída de precios, con lo que a la sangría representada por el pago del servicio de la deuda, se añaden las transferencias de valor vía precios. En la medida que esa política se ha llevado a cabo deprimiendo el nivel de vida de la población y sustrayendo recursos a la inversión productiva, los países latinoamericanos han sido conducidos a la estagnación, a la inflación y al desempleo[...] (MARINI, 1993:48)

A paralisia pelo endividamento fazia os países pensar antes na sobrevivência que na integração comercial, sendo nulas as atividades dos SIR’s. Posteriormente, com o processo de negociação da dívida, a integração econômica foi proposta de novo, mas sob os critérios do neoliberalismo, surgindo a Segunda Etapa da Integração, dez anos depois do estancamento da estratégia integracionista da primeira etapa.

Os parâmetros do livre comércio foram impostos como requisito para negociar a dívida latino- americana; especificamente o chamado Plano Brady, condicionou a assinatura para renegociar os acordos de "saneamento" das economias regionais, através da aplicação do reajuste neoliberal.98 Os

propulsores do modelo auguraram resultados ótimos se fossem seguidas corretamente as indicações chaves, principalmente referidas à abertura comercial, que levaria ao fortalecimento macroeconômico e à movimentação posterior de recursos na micro-economia.

O BID se converteu no principal agente impulsor do neoliberalismo e da nova integração, propondo as medidas chamadas de Políticas de Estabilidade Estrutural (PEE); o seu presidente, o uruguaio Enrique Iglesias, resumiu a aplicação consecutiva de três “pacotes” de medidas para o saneamento econômico: O primeiro pacote, o mais radical e abrangente, consistia em procedimentos para modificar bases estruturais e ampliar a capacidade competitiva internacional de nossos países; o segundo, era para gerar novas fontes de emprego, baseadas na ampliação da base produtiva e na tecnologização, porém, só depois de obter resultados positivos no comércio global; o terceiro e último pacote, eram medidas para “o melhoramento das brechas na inversão social”, mas, só como conseqüência da eficiência dos passos anteriores (IGLESIAS, 1995, p. 208-9). As medidas mais importantes do primeiro pacote para América Latina enfatizaram três princípios chaves: abertura comercial e financeira das economias nacionais, flexibilização das legislações sobre o trabalho e desregulamentação das políticas sociais.

O BID convocou entre 3 e 5 de setembro de 1996, a Conferencia Internacional Teoria e

Prática do Desenvolvimento, na qual foi feito um balaço sobre a aplicação das PEE’s; ainda estando no

seu primeiro nível, a avaliação foi positiva, porém, foi aceito que os câmbios nas estruturas econômicas nacionais provocavam conseqüências negativas para a população.

O resultado foi a organização de um compêndio das diretrizes de política econômica, modificando, corrigindo e melhorando as medidas neoliberais. Esse resumo foi complementado com pautas além da economia: a) consolidação do processo democrático; b) defesa dos diretos humanos; c) defesa da biodiversidade sob o esquema de exploração sustentável, d) busca do desenvolvimento econômico através da abertura comercial; e) erradicação do narcotráfico e f) luta contra o terrorismo. (este último fortalecido depois do fatídico 11 de setembro). O BM, FMI, BID e a OMC aceitaram a síntese como guia de princípios para dirigir seus programas. E assim tornou-se conhecido esse evento como Consenso de Washington (FERRER, 1998, p.53-55; WANDERLEY, 2003, p.107-8)

Na reorganização da integração regional se conservou aos SIR’s da etapa anterior, porém estes agentes executivos adaptaram os seus procedimentos sobre as linhas neoliberais; a ALADI, substituindo a ALALC, e o tratado regional amplo que coordena a estratégia, mas, eliminou as cláusulas particulares para dirigir o intercâmbio do México, do Brasil, do Paraguai, do Uruguai e da Argentina, porque esses países formaram novos sistemas, paradigmáticos na integração atual: NAFTA e MERCOSUL.

Na nova etapa da integração se manifestam oito agentes executivos SIR: três re-estruturados:

Caribbean Community Market (CARICOM); Sistema de Integração Centroamericano (SICA); e Comunidade Andina de Nações (CAN) e cinco de nova criação, MERCOSUL, NAFTA, Associação de Estados do Caribe (AEC), o Grupo dos Três (G-3) e Tratado de Livre Comércio México-Triangulo do Norte (TLC M/TN)99. Ademais existe o projeto de formar a Área de Livre Comércio das Américas

(ALCA).

A principal característica desses atores-agentes é o objetivo de integração que pretendem, segundo os níveis que Balassa identifica, mas, também são parâmetros para estabelecer sua classificação, o relacionamento com os Estados que os constituem, o desenvolvimento que tem alcançado, e o posicionamento na geopolítica continental100:

A. Agentes direcionados a uma integração total: MERCOSUL e CAN, o seu objetivo é a União Econômica; entre ambos existe uma tendência a estabelecer maior cooperação.

99 No anexo C, aparecem os membros, as datas de fundação, a institucionalidade, os objetivos e características principais

de cada um.

100 Qualificamos de Agentes aqueles SIR’s que têm capacidade de gerar mudanças na integração regional e, de atores, os

que só participam sem muitas possibilidades de transformar os cenários. Para sua classificação, utilizamos alguns elementos da análise institucional da integração, da qual participamos na Universidade de Guadalajara (IÑGUEZ;LOZA; RIOS; ROCHA, 2001)

B. Agente que, pela importância hegemônica do seu principal membro, os Estados Unidos, pretende sua expansão: NAFTA, embora pretenda só o nível elementar de área de Livre Comércio entre três paises, sua projeção em ALCA tenta incorporar o continente.

C. Atores com intenção de serem incorporados a um sistema hegemônico: CARICOM e SICA. O primeiro aspira a um Mercado Comum, o outro pretende a União Econômica; O CARICOM constitui um caso especial devido a seu relacionamento estreito com a UE, com a qual pretende alcançar o nível de União Econômica101 O SICA, por sua vez, pela baixa capacidade

de incorporação aos mercados mundiais, pretende ser incorporado diretamente ao NAFTA. D. Aqueles atores que não ultrapassam o nível elementar de Zonas de Livre Comércio, e que são

a maioria. Acordos bi ou trilaterais, que por sua vez se dividem em:

1. “Simétricos”: firmados entre economias com certos aspectos semelhantes, AEC, G-3, ou os bilaterais como México-Brasil.

2. “Assimétricos”: entre economias fortes e as que não são, por exemplo, os acordos entre a união Européia e diversos países de América Latina, ou o TLC M/TN; como o caso principal e o SIR NAFTA, experimentado entre EUA e Canadá, com um nível econômico aproximado e superior ao terceiro membro, o México; por suas características particulares o colocamos em outra categoria.

Os SIR’s são referências básicas para a integração atual, interagindo diretamente com os outros agentes executivos, os Estados, os quais constituem seu núcleo, e tem formado instituições que pretendem consolidar como instâncias supranacionais (ROCHA, 1997, p. 25; 2000).

Embora os SIR’s tenham construído uma institucionalidade planificada, pensamos que a complexidade burocrática não garante sua funcionalidade. O excesso de medidas entorpece a fluidez e flexibilidade que o comércio atual demanda, causando controvérsias com outros agentes e atores da integração, sobretudo com as empresas transnacionais e seus sócios nacionais, as novas elites. Ainda, entre os próprios Estados membros, ocorrem disputas pela flexibilização das regras para o fluxo comercial.102

Ambos os atores-agentes executivos, Estado e SIR’s, são necessários para desenvolver a integração regional, não só por serem sujeitos de planificação e coordenação das políticas, mas também, porque garantem o principal objetivo: crescimento econômico. Balassa (1965, p. 45-48)

101 Pretendem um relacionamento, como o acontecido entre os novos países incorporados aos EUA em 1o de maio de

2004, Chipre, Eslovenia, Estonia, Hungría, Letonia, Lituania, Malta, Polonia, Republica Checa y Republica Eslovaca.

102 Um caso recente é a polêmica gerada pela aplicação de restrições tarifárias aos eletrodomésticos provenientes do Brasil

para Argentina, no interior do MERCOSUL ; nos momentos em que o governo brasileiro tentou aplicar as regras do sistema, os impostos que a Argentina cobraria por estas exportações socavam na prática a criação de políticas mercantis comuns da região. Pode se observar o andamento das negociações na imprensa escrita de ambos os países no mês de julho de 2004.

observa que a integração econômica em países em desenvolvimento é uma política nacional, pois o principal objetivo está na maximização da taxa de crescimento; fala também que o livre comércio não é suficiente para se conseguir um intercâmbio comercial internacional, porque existem divergências em política monetária, fiscal e, em parte, social, que necessitam de certo grau de intervenção governamental para seu controle.103 Por outro lado, Balassa assinala a utilidade das uniões regionais

(papel dos SIR’s), porque atingir o objetivo de integração pode ser mais fácil entre um grupo menor de países e com cercania geográfica, obtendo-se um grau de solidariedade para afrontar problemas e usufruir os lucros mútuos.

Embora essas afirmações estejam contextualizadas na primeira etapa da integração, permanecem atuais, porque os Estados são o eixo das decisões e os SIR’s se mantêm como instâncias coordenadoras. O desenvolvimento da integração e o papel de ambos os executivos nos remetem ao assunto da subordinação.