4. SÜRDÜRÜLEBİLİR GIDA TEDARİK ZİNCİRİNDE PERFORMANS DEĞERLENDİRME DEĞERLENDİRME
4.3. Sürdürülebilir Gıda Tedarik Zinciri Yönetiminde Performans Değerlendirme Kriterleri Değerlendirme Kriterleri
O procedimento para ascender ao nível intelectual e mais elevado, para além do símbolo, requer três passos:
Assim como já foi dito, considera-se primeiro a figura finita, abstraída do sensível. Por exemplo, a figura do triângulo é imaginada como composta de três lados e três ângulos, cuja soma é igual a duas retas.
O segundo passo é transferir (transferre) as propriedades observadas na figura finita para uma figura infinita correspondente. Neste segundo momento é preciso ver, na passagem da figura finita para a figura infinita, desvanecer-se a imagem finita na imaginação, e, com isso, também a razão que constitui o âmbito no qual os opostos não podem coincidir. Então se abre o caminho “para a iluminação do intelecto negativo, no qual a contradição racional torna-se unidade necessária” (D´AMICO, 2007, p. 163).
A razão que até então seguia distinguindo, separando e limitando os opostos é auxiliada a passar ao intelecto, no qual todos os opostos coincidem. Essa passagem para onde todos os opostos coincidem “possibilita a ascensão enigmática até o infinito desvinculado de toda figura, como coincidentia oppositorum” (D´AMICO,
2007, p. 163). É então que, não restando nenhuma figura, transcende-se toda figura possível. Diz o Cardeal que aquele que quiser apreender o máximo deverá superar as diferenças das coisas, bem como a diversidade de todas as figuras matemáticas.
É, pois, quando a mente, através de um ato reflexivo, remonta para além de si mesma, ou seja, para o intelecto, para a contemplação da coincidência de todas as oposições, que ocorre a transumptio onde não resta nenhuma figura geométrica, nenhum número ou qualquer outra imagem.
De acordo com Nicolau de Cusa, por nenhuma outra via que não seja a dos símbolos é possível aceder às coisas divinas. Para tal os signos matemáticos apresentam-se como os mais convenientes, devido à sua incorruptível certeza. Investigar os símbolos matemáticos requer primeiramente reconhecê-los como exemplos finitos para se ascender ao máximo simples, isto é, após considerar as figuras matemáticas com suas razões e paixões, transferir correspondentemente essas razões para figuras infinitas e então para o infinito simples, liberto de qualquer figura.
Donde se conclui que o matemático é o que se pode apreender na estrutura relacional do uni-verso. Nesse caso a linguagem simbólica por excelência é a matemática. O caminho segue das figuras sensíveis às figuras matemáticas e dessas às figuras teológicas, para, enfim, após a coincidentia oppositorum abandonar toda figura na "visio intellectualis". Enquanto que a mente é autopresença que se presentifica como consciência (autorepresentação), o mundo é produto da capacidade imaginativa da mente. Kant fala da imaginação transcendental, criadora. A mente é igualdade da unidade. Ela tem o mesmo modo de ser da unidade absoluta e simples (A se - Anselmo; Abgeschiedenheit: Eckhart). Imago Dei = Igualdade = Filho de Deus. Figura finita > figura infinita: coincidentia oppositorum > sem figura: a visão de Deus.
4 O conhecimento intelectual da Trindade na unidade ultrapassa tudo
É peculiar na filosofia e mística de Nicolau de Cusa o método dialético. Nele, a questão posta por Ferdinando ao Cardeal Nicolau de Cusa na obra Acerca de lo
no-otro o de la definición que todo define (CUSA, 2008b), é sobre de onde se deve
tomar o argumento de que “Deus trino e uno é significado pelo não-outro, posto que o não-outro antecede a todo número” (CUSA, 2008b, p. 61)57.
57 “In primis quaerit scientiae avidus, ubi sumi debeat ratio, quod Deus trinus et unus est per li non- aliud significatus, cum non-aliud numerum omnem antecedat (CUSA, 2008b, I, c. 7, h I, p. 15).
De acordo com o Cusano tudo é visto com uma única razão, pela qual o princípio designado por não-outro é aquele que se define a si mesmo, do mesmo modo como a própria definição se define a si mesma. Sugere, portanto, que se deva
intuir nessa explicação que o “não-outro é não outro que o não-outro” (CUSA, 2008b,
p. 63), isto é, que ele não seria o primeiro se não se definisse a si mesmo. É assim que o mesmo repetido trinitariamente é definição do primeiro, não podendo tal trindade ser numerada, “posto que esta trindade não é outra que a unidade” (CUSA,
2008b, p. 63). Do mesmo modo, pois, tanto a trindade quanto a unidade não são outras que o princípio simples significado pelo não-outro.
Nicolau de Cusa propõe que os nomes de Pai, Filho e Espírito Santo dados à Trindade, ainda que se aproximem da verdade, fazem-no inapropriadamente, posto que, o mistério da Trindade deve ser captado pela fé e “com a graça de Deus” (CUSA, 2008b, p. 65), superando com isso todo sentido que a preceda.
O modo mais próximo para o entendimento do mistério da Trindade, segundo o Cardeal, é provavelmente a denominação de “unidade”, “igualdade” e “nexo”, pois, “são aqueles nos quais claramente brilha o não-outro” (CUSA, 2008b, p. 65).
Essa questão pode vir a aclarar toda polêmica levantada diante de possíveis “panteísmos” propostos pelos acusadores dos místicos, quando, mais uma vez, se lê que “Deus é em tudo ainda que nada de tudo” (CUSA, 2008b, p. 71)58. Parte desta
explicação é que, ao cessar o não-outro, cessará necessariamente tudo aquilo que é e o que não é. É então que se percebe como nele mesmo tudo é anteriormente ele mesmo e ele mesmo é tudo em tudo. Por exemplo, pode-se ver como por meio dele mesmo “não cria o céu a partir de outro, senão por meio do céu que é nele, o mesmo, à maneira como se chamássemos a ele mesmo espírito intelectual ou luz e considerássemos nele mesmo o intelecto que a razão de tudo é ele mesmo” (CUSA,
2008b, p. 71)59
.
Ou seja, a razão no céu é céu, pois o céu sensível não é aquele que é por outro, ou bem algo outro do céu, senão que é pelo não-outro mesmo. É assim do mesmo modo como o inominável não é privado de nome, mas sim, é antes de todo
58 “Deum in omnibum omnia, licet omnium nihil” (C
USA, 2008b, I c.16, h I, p. 31, n. 43; 2008a, h II, p.
31/32, n. 46); De visione Dei c. 12 (h VI n. 48, 3).
59 “Non enim creat caelum ex alio, sed per caelum, quod in ipso ipsum est; sicut si ipsum intellectualem spiritum diceremus seu lucem et in ipso intellectu rationem omnium esse ipsum consideraremus” (Cusa, 2008b, p. 70).
nome. É este o modo como a mente opera: “por meio da forma vê o informe” (CUSA,
2008b, p. 91)60
.
O não-outro precede as essências e precede todo o nominável, do mesmo modo como as essências precedem a mutabilidade e a fluidez, que está fundada na matéria alterável. Certamente, diz o Cusano, “não-outro não é a essência, mas porque é a essência nas essências é chamado essência das essências” (CUSA,
2008b, p. 101). Para explicitar essa passagem, o Cardeal cita o Apóstolo: “O que se
vê é o temporal; o que não se vê é o eterno”61 (CUSA, 2008b, p. 101).
Para Alexandre Ganoczy (2003)62
, a Trindade tematizada pelo Cardeal não é outra que puramente criadora de possibilidades. “Este Deus não produz tanto seres “completos e finitos”, mas, mais que isso, seres em fase de devir, com a finalidade de induzi-los a um modo bem determinado de autorealizar-se, autoexpandir-se e auto-aperfeiçoar-se. Dito com outras palavras: ele demonstra ser um criador de possibilidades, o autor da criação contínua” (GANOCZY, 2003, p. 152). Se, pois, este
criador trinitário se comunica criando, isto significa que ele dá ao homem aquilo que ele mesmo “é eternamente e atualmente” (GANOCZY, 2003, p. 153). No capítulo IV do
A visão de Deus (1998), Nicolau de Cusa expressa essa experiência:
Deste-me, Senhor, um ser tal que se pode tornar cada vez mais capaz de receber a tua bondade e a tua graça. E esta força, que recebo de ti, na qual tenho a imagem viva da virtude da tua omnipotência, é a vontade livre pela qual posso ampliar ou restringir a capacidade de receber a tua graça... e porque me abraças com uma visão contínua, quando volto o meu amor só para ti, porque tu és caridade, estás voltado só para mim (CUSA, 1998, p.
144).