VADELİ İŞLEM SÖZLEŞMELERİNİN KURULUŞU, HUKUKİ NİTELİĞİ, HÜKÜMLERİ VE SONA ERMESİ
3.3. Sözleşme Serbestisi İlkesi Bakımından Vadeli İşlem Sözleşmes
As pesquisas qualitativas, geralmente, produzem uma grande quantidade de dados, que precisam ser organizados e compreendidos, pois o pesquisador preocupa-se principalmente com o aprofundamento da compreensão de um determinado grupo social, uma organização, instituição ou trajetória. Desse modo, é importante que o pesquisador estabeleça recortes, escolha temas, formule hipóteses e crie interpretações.
Muitas vezes, os dados da pesquisa poderão conter citações de falas para ilustrar e incrementar a apresentação. Além das citações, os dados poderão englobar, ainda, fotografias, vídeos, documentos pessoais, entre outros registros. Esse cuidado com a documentação permite ao pesquisador obter credibilidade, transferibilidade, consistência e confirmabilidade para suas conclusões (BOGDAN e BIKLEN 1994).
Para Lüdke e André (1986), o pesquisador deve exercer o papel subjetivo de participar e o papel objetivo de observador, colocando-se em uma posição ímpar para compreender e explicar o comportamento humano. Partindo de um esquema geral de conceitos, o pesquisador procurará testar constantemente suas hipóteses com a realidade observada diariamente; e, por estar inserido na realidade, o investigador está apto a detectar as situações que provavelmente lhe fornecerão dados que corroborem com suas conjecturas.
Assim, as características principais da pesquisa qualitativa, de acordo com Bogdan e Biklen (1994, p. 47), utilizadas no presente trabalho foram:
1. A fonte direta de dados é o ambiente natural, constituindo o investigador o instrumento principal: o investigador coleta dados no local de estudo, nesse caso, o Centro de ciências da Universidade Federal de Juiz de Fora, utilizando de equipamentos de vídeo ou áudio além de bloco de anotações para registrar informações que se obtém através do contato direto, as quais serão
revistas na sua totalidade, sendo que o entendimento que o investigador realiza será o instrumento-chave de análise;
2. A investigação qualitativa é descritiva: os investigadores tentam analisar os dados em toda sua riqueza, respeitando a forma como foram registrados ou transcritos; assim, os dados incluem transcrições de entrevistas, notas de campo, documentos pessoais e outros registros, com pouca ou nenhuma preocupação com números;
3. Os investigadores qualitativos têm maior interesse pelo processo do que simplesmente pelos resultados ou produtos: as estratégias qualitativas buscam analisar o modo como as expectativas se traduzem nas atividades, procedimentos e interações diárias;
4. Os investigadores tendem a analisar os dados de forma indutiva: a teoria do investigador só começa a se estabelecer após o recolhimento dos dados e o passar do tempo com os sujeitos, assim as abstrações são construídas à medida que os dados particulares recolhidos são agrupados. O processo de análise dos dados é como um funil: as afirmações estão abertas de início e vão se tornando mais fechadas e específicas.
5. Preocupação com a perspectiva dos participantes: os investigadores continuamente questionam os sujeitos da investigação, através de um diálogo que revele os que experimentam e como interpretam as suas experiências. O interesse está no modo como as pessoas dão sentidos às suas vidas (perspectivas participantes).
Considerando esses apontamentos e buscando alcançar os objetivos estabelecidos na presente pesquisa, optou-se por um enfoque totalmente qualitativo, desenvolvido por intermédio de um estudo de caso, na medida em que se restringe à observação detalhada de um determinado contexto: um curso de formação continuada em astronomia abordando questões sociocientíficas e a ênfase CTSA, e de um grupo específico de pessoas – os professores participantes.
Tendo em vista a opção do presente trabalho pela investigação qualitativa, com o intuito de compreender de modo mais completo as perspectivas pessoais dos indivíduos envolvidos (professores participantes), o trabalho de investigação recorreu, principalmente, à observação participante (que focou um grupo específico), e a análise de documentos e questionários escritos. Desse modo, as atividades do curso foram observadas e gravadas em áudio, e os documentos
escritos, produzidos pelos participantes, foram reproduzidos e mantidos em arquivo para análise.
Exercendo o papel de formador de professores, durante a coleta de dados, houve a preocupação em resgatar e analisar as concepções e práticas pedagógicas dos docentes participantes e as contradições entre as mesmas, tendo em vista não somente caracterizá-las, mas detectar as condições em que tais concepções, práticas e contradições são produzidas e colocadas em uso. Além disso, o senso de investigação voltou-se para os procedimentos pedagógicos adotados durante o curso, tendo em vista aprimorar as formas de interação com os professores participantes do processo de formação continuada, além de produzir conhecimento acadêmico pedagógico na área considerada.
Assim, consideramos também os relatos realizados pelos professores a respeito de suas aulas e desenvolvimento de atividades com os alunos, buscando que a perspectiva dos participantes fosse desvelada.
De acordo com Bogdan e Biklen (1994), ao mesmo tempo em que o investigador entra no mundo do sujeito, também continua a estar do lado de fora, registra o que acontece e recolhe outros dados descritivos, deve ser empático e simultaneamente reflexivo, agindo não como uma pessoa que sabe tudo, mas como alguém que quer aprender; considerando que a qualidade do trabalho de campo passa pelo estabelecimento de relações e que durante a pesquisa ocorrem muitas trocas, não apenas de dados potenciais para a investigação, como também de conhecimentos.
A pesquisa realizada também enfocou os profissionais e o contexto escolar, com a expectativa de compreender e analisar seus processos de formação contínua; o objetivo não era o de avaliar esses professores, mas verificar como eles se mobilizariam para tomar decisões na escola e na sala de aula e como atuariam em relação com os alunos para dar respostas às questões propostas pelas diversas situações com as quais estariam lidando.
Segundo Ludke e André (1986), a observação participante é um procedimento metodológico que envolve não somente a observação, mas compreende também os seguintes aspectos: a extensão do período de observação, o grau de envolvimento do pesquisador, o processo de registro e a utilização de entrevista e de questionário como fonte de dados complementares.
De acordo com Bogdan e Biklen (1994), uma investigação qualitativa na educação é sempre realizada no sentido de haver mudanças, pois uma mudança é planejada, voluntária e tem como objetivo a inovação. Para os autores, há três tipos de investigação qualitativa aplicada: investigação avaliativa e decisória, investigação pedagógica e investigação-ação.
Optamos aqui pela investigação avaliativa e decisória, em que o investigador tem o objetivo de proceder à descrição e avaliação de um determinado programa de mudança, tratando-se de estudar um problema ou serviço social específico, com o objetivo de viabilizar possíveis mudanças nas decisões escolares. Neste caso, os dados geralmente são descritivos, e a investigação tende a ser conduzida nos locais onde os programas estão se desenrolando, com ênfase descritiva do processo e das situações de pesquisa, em detrimento da atenção voltada para um resultado específico alcançado ou não (BOGDAN e BIKLEN, 1994).
Reconhecemos a importância da descrição de todos os passos da pesquisa numa tentativa de se evitar ao máximo o viés e a parcialidade dos pesquisadores, embora Goldenberg (2001) assuma que não seja possível contê-los plenamente. A simples escolha de um objeto de pesquisa já significa um julgamento de valor em relação a tantos outros temas disponíveis; e o contexto da pesquisa, a orientação teórica, o momento sociohistórico, e a personalidade do pesquisador influenciam os resultados do estudo.
4.1.2 O outro objeto de estudo – o curso