2.4. Ekonomi
2.4.3. Romanlardaki Meslek Grupları
Considero que um dos maiores problemas referentes ao acesso substancial à Justiça é a desigualdade efetiva das partes. Como ressalta Marcacini101:
A isonomia deve (...) ser entendida substancialmente. Todos devem ter as mesmas chances de atingir o conteúdo da norma, a fi nalidade a que se presta (...). No plano do direito material, [isto] signifi ca que todos devem ter a possibilidade de ser titulares dos direitos que o ordenamento jurídico lhes confere e de efetivamente exercê-los. No plano processual, o acesso à Justiça e a possibilidade de litigar em igualdade de condições se impõe. Todos devem poder exercer, substancialmente, todo o conjunto de direitos e faculdades que a lei processual assegura aos litigantes.
Consideradas as partes que podem litigar nos Juizados Especiais Federais (JEFs) — onde uma (em geral a parte ré) sempre será um ente público102, e a ou- tra (em geral a parte autora) será uma pessoa física, uma micorempresa ou uma
98 CUNHA, op. cit., p. 142. 99 Ibidem, p. 143. 100 Ibidem, p. 169.
101 MARCACINI, op. cit., p. 10.
102 Segundo o art. 6º da Lei nº 10.259/2001, que rege os Juizados Especiais Federais Cíveis e Criminais, “podem ser partes no Juizado Especial Federal Cível: I — como autores, as pessoas físicas e as micro- empresas e empresas de pequeno porte, assim defi nidas na Lei n. 9317, de 5 de dezembro de 1996; II — como rés, a União, autarquias, fundações e empresas públicas federais.”
empresa de pequeno porte103, no sistema atual, a representação dessas partes em juízo está quase que fadada a ser desigual, na prática, ainda que não em tese. Tal se dá porque, como já mencionado acima, os entes públicos estarão representa- dos por procuradores concursados (salvo nos casos de advogados terceirizados da CEF, dado que o INSS não mais admite a representação por meio de advogados terceirizados), enquanto a parte adversa estará representada, ressalvadas as hon- rosas exceções, por advogados cuja formação e/ou cujo empenho, com frequên- cia deixam a desejar. Ademais, pode ocorrer que a parte não-pública deseje litigar sem advogado, o que a Lei nº 10.259/2001 autoriza, com base em seu art. 1º, dado que aplicável aos JEFs a regra contida no art. 9º da Lei nº 9.099/1995104. A leitura do art. 10 da Lei nº 10.259/2001 revela, ainda, que “as partes poderão designar, por escrito, representantes para a causa, advogado ou não”.
Por óbvio, ter-se-á uma situação de desequilíbrio na relação processual, se uma parte estiver representada por um profi ssional e a outra não, mormente considerando-se o fato de que as matérias sobre as quais versam as causas nos JEFs com frequência envolvem questões (cíveis, tributárias, administrativas, previdenciárias e outras) que, quando não exclusivamente de direito, o que não raro ocorre, demandam prova documental e exigem conhecimento técnico da legislação aplicável à causa, como observa Pereira105. Tal situação merece ser alvo da atenção do juiz, que deverá, nesses casos, facultar à parte desprovida de advogado a oportunidade de contar com a representação de um advogado dati- vo, enquanto a União ainda não tiver estruturado, a contento, a sua Defensoria Pública, tarefa essa, a meu ver, absolutamente urgente. Este meu entendimento, aliás, está em perfeita consonância com o que dispõe o § 4º do art. 26 da Reso- lução nº 30 da Presidência do Tribunal Regional Federal da 2ª Região106.
Uma outra vertente da desigualdade entre as partes é a linguística. Ocorre um desbalanceamento muito grande entre o trio de pessoas que integra a re- lação processual, nos JEFs, também do ponto de vista linguístico. Existe uma
103 Cinthia ROBERT e Elida SÉGUIN, em sua obra. Direitos Humanos. Acesso à Justiça. Um Olhar da De-
fensoria Pública (Rio de Janeiro: Editora Forense, 2000, p. 185-186), observam que “com a crise econômica
que atravessa nosso país existem pessoas jurídicas de direito privado, além daquelas sem fi ns lucrativos, que nem sempre podem contratar um advogado para defender seus interesses, em especial as Micro empresas (ME) e as Empresas de Pequeno Porte (EPP)”. Segundo as referidas autoras, estas empresas também têm direito a assistência jurídica gratuita, em decorrência do fi m social que a CRFB/1988 lhes atribuiu. 104 Conforme dispõe o art. 9º da Lei nº 9.099/1995: “Nas causas de valor até 20 (vinte) salários mínimos, as
partes comparecerão pessoalmente, podendo ser assistidas por advogados; nas de valor superior, a assistên- cia é obrigatória”. Na Justiça Federal admite-se que a parte compareça sem advogado até o limite de alçada de 60 (sessenta) salários-mínimos, só se exigindo a representação por advogado na instância recursal. 105 PEREIRA,Guilherme Bollorini, op. cit., p. 74.
106 A referida Recomendação reza que: “Tão logo seja possível, na secretaria do Juizado, haverá um defensor público ou dativo, para dar assistência jurídica à parte que não tiver advogado”.
CONSIDERAÇÕES ACERCA DAS CONDIÇÕES DE POSSIBILIDADE DO ACESSO EFETIVO À JUSTIÇA 89
proximidade linguística muito maior entre o juiz e o procurador do ente pú- blico e, por vezes, o preposto da empresa pública, do que entre o juiz e a parte não-pública e seu advogado. Ademais, por vezes, as diferenças entre o dialeto social falado pela parte não-pública, de um lado, e pela parte pública e pelo juiz, do outro, podem levar a distorções na compreensão entre esses dois grupos de pessoas, as quais podem passar despercebidas e induzir o magistrado a inter- pretações errôneas do que é dito, em seus depoimentos, pela parte não-pública ou pelas testemunhas, por ela trazidas, que compartilhem seu dialeto social. Gostaria de enfatizar que não estou falando em tese; estou falando de situações que, em meu ainda breve exercício como magistrada, já tive a oportunidade de vivenciar e que, não fora o fato de eu, por minha formação linguística anterior, estar particularmente atenta para as diferenças dialetais sociais em questão, me poderiam ter induzido a erro na avaliação dos depoimentos da parte não-públi- ca e das testemunhas por ela trazidas107.
Na área do Direito, como em todo contexto profi ssional, as manifestações discursivas comportam especifi cidades108.Ademais, no contexto do Direito, como em uma ampla variedade de contextos profi ssionais, o uso da linguagem, por profi ssionais daquela área, não é uniforme, podendo recobrir atividades diversas, que comportarão interlocutores pertencentes, ou não, àquela área de especialização profi ssional. Assim, por exemplo, as interações na área do Direito
107 Constatei, por exemplo, que pessoas de um nível social baixo e com um grau de instrução também baixo tendem a confundir perguntas como “Há quanto tempo o Sr. trabalhou na empresa X?” (pergunta A) com perguntas como “Por quanto tempo o Sr. trabalhou na empresa X?” (pergunta B). Se o depoente responder à pergunta A interpretando-a com o sentido da pergunta B, certamente o magistrado poderá ser induzido a erro em suas conclusões, podendo até, dependendo das informações constantes dos autos do processo, ser levado a concluir que o depoente está mentindo, o que ensejará providências do mesmo junto ao Ministério Público Federal, nos termos do art. 40 do Código de Processo Penal, pela suposta prática do crime de falso testemunho, no caso de o depoente ser uma testemunha, ou à imposição de multa por litigância de má-fé, nos termos do art. 18 c/c o art. 17, II, c/c o art. 14, I, do Código de Pro- cesso Civil (CPC), no caso de aquele ser uma das partes, em um processo cível.
Também é ilustrativo da questão em análise o uso das formas de tratamento. Por vezes a parte não pública de extração mais humilde, por não dominar o uso da língua padrão culta, e por não estar habituada com as formas de tratamento mais formais comumente usadas nos ambientes forenses, pode designar o juiz ou a juíza, mormente quando for pessoa de mais idade que o (a) magistrado(a) em ques- tão, como “meu fi lho” ou “minha fi lha”, ao invés de pela forma protocolar de “(Vossa) Excelência”. O(a) magistrado(a) em questão há de ter o devido discernimento para não ver nessa forma de tratamento uma atitude de desrespeito à sua autoridade. Por óbvio, o uso dessa forma de tratamento por uma parte idosa e de extração social baixa, em relação a um(a) magistrado(a) mais jovem do que ela, não é equivalente ao uso de tal forma de tratamento por um advogado, ou por uma pessoa de extração social e um grau de instrução mais elevados, em relação a um(a) magistrado(a).
108 Certamente, pessoas que disponham de um grau de instrução um pouco mais elevado do que a média são capazes de identifi car a que contexto profi ssional uma manifestação discursiva pertenceria, a partir de campos semânticos específi cos, do uso de um jargão profi ssional, que inclui determinados usos voca- bulares especializados e, em alguns casos, algumas preferências sintáticas.
podem ocorrer entre os profi ssionais (magistrados, promotores, defensores, ad- vogados etc.) ou entre estes e os leigos que interagem com a máquina jurídica, em qualquer condição (autores de ações, vítimas de crimes, autores de atos ilícitos, testemunhas, peritos, intérpretes etc.). Em razão disto, é de extrema importância que o juiz, em suas manifestações escritas ou orais, no curso do processo, esteja sempre consciente das pessoas para as quais estas são dirigidas: se aos serventuários da Secretaria109 ou aos ofi ciais de Justiça, se aos peritos ou aos demais auxiliares da Justiça, se aos advogados ou se, diretamente, às partes. Merecem especial atenção as manifestações do juiz em relação às partes não- públicas, as quais poderão, inclusive, estar litigando sem advogado nos JEFs, como já visto.
As difi culdades de comunicação linguística entre os jurisdicionados do tipo parte não-pública, por um lado, e, por outro, o juiz e os serventuários da Justiça Federal, decorrem de várias causas. Dentre estas, encontram-se as seguintes: (a) a diversidade linguística existente em toda e qualquer língua e em toda e qualquer comunidade linguística, a qual se correlaciona a múltiplos fatores, dentre os quais aqueles associados à estratifi cação social e ao grau va- riado de instrução das pessoas; (b) a profunda desigualdade social existente em nossa sociedade, somada ao fato de que os jurisdicionados identifi cados como parte não-pública pertencem aos estratos sociais menos favorecidos e os juízes e a maioria dos serventuários da Justiça Federal aos estratos sociais mais favorecidos; (c) o modelo profundamente desigual de distribuição de renda e de acesso aos bens materiais e culturais prevalente em nossa sociedade e as difi culdades de acesso a tais bens por parte dos estratos menos favorecidos de nossa sociedade; (d) a precariedade do sistema educacional brasileiro, que não cumpre adequadamente suas funções, dentre as quais a de ser um instrumento difusor da variante padrão da língua, que é a que dispõe de maior prestígio social; (e) a diferença do nível de escolarização/instrução dos jurisdicionados identifi cados como partes não-públicas, de um lado, e dos juízes e da maioria dos servidores da Justiça Federal, do outro; (f ) a existência de uma lacuna na formação dos juízes e dos serventuários da Justiça Federal no que tange a questões de natureza linguística; e (g) a tradição cultural elitista e tendente ao hermetismo no Poder Judiciário, que tem refl exos perversos na formação dos juízes e dos operadores do Direito em geral, e no uso que os mesmos fazem da linguagem, no contexto de sua prática profi ssional, seja em suas manifestações orais, seja em suas manifestações escritas.
109 As Secretarias das Varas e Juizados da Justiça Federal correspondem aos Cartórios das Varas e Juizados da Justiça Estadual.
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Por todo o exposto, compartilho das preocupações manifestadas pela mi- nistra Fátima Nancy Andrighi, em Andrighi & Beneti110, também citada por Guerreiro111, quando esta, comentando o art. 38 da Lei nº 9.099/1995, que dispõe sobre a sentença, observa que:
O importante é que as partes, que estarão ouvindo a sentença ou que tenham acesso à mesma em outro momento, possam compreender, com facilidade, o que o Juiz decidiu a respeito do confl ito. O ato sentencial proferido perante a Justiça Especial deve ser de fácil compreensão pelas partes, fi cando dispen- sadas a erudição e citações em língua estrangeira, que só conduzem a Justiça a um distanciamento do jurisdicionado (...).
Como é do conhecimento público, o discurso jurídico em geral — com- preendendo as leis, a jurisprudência, a doutrina, bem como as produções dis- cursivas, orais e escritas, que integram os processos — é excessivamente formal e, por via de consequência, inacessível à imensa maioria das pessoas comuns. Muito lucraria o jurisdicionado se, ao menos nas manifestações discursivas a ele dirigidas, sobretudo no âmbito dos Juizados Especiais, o juiz buscasse adotar uma linguagem clara e objetiva, destituída de rebuscamentos desnecessários.
Adiro, também, ao entendimento de Rosa112, quando afi rma que:
Em verdade, não é a correção a primeira ou maior virtude do estilo. A clareza é que o é, não apenas para o advogado, mas para todos, pois que a linguagem é o meio geral de comunicação, seu fi m supremo. Daí por que, quanto mais clara for, mais útil e efi caz ela será para preencher sua fi nalida- de. Quem é obscuro manifesta, desde logo, ou o desejo de não ser facilmente compreendido, ou a inaptidão para se comunicar.
Esta foi, também, a mensagem que a des. Margarida Cantarelli, então presidente do Tribunal Federal da 5ª Região, buscou passar, de forma irônica e contundente, ao abrir o Simpósio Nacional de Direito e Imprensa: Desen- contros de linguagem, realizado em Recife, PE, em 25 e 26/09/2003, com as seguintes palavras:
110 ANDRIGHI, Fátima Nancy; Sidnei Agostinho BENETI. Juizados Especiais Cíveis e Criminais. Belo Horizonte: Del Rey, 1996, p. 50.
111 GUERREIRO, Marcelo da Fonseca. Juizados Especiais Cíveis Federais. Rio de Janeiro: Editora Idéia Jurídica, 2003, p. 93.
112 ROSA, Eliasar. Linguagem forense: os erros mais comuns nas petições. 10ª ed. Rio de Janeiro: Freitas Bastos, 2003, p. 7.
É motivo de gáudio recebê-los neste Sodalício, locus de um Juízo ad quem, onde são vergastadas decisa a quo e acórdãos objurgados, inter alia por in- fringentes, mandamus, writs ou remédio heróico. No Pretório Excelso e no Superior extraímos escólios ou excertos para dar ou negar provimento aos arestos invectivados. Fui clara?
Valendo-me do modelo de diagrama conhecido como diagrama de 4 Ms (mão-de-obra, máquina, material e método)113, no âmbito das análises admi- nistrativas, no qual é frequentemente usado, apresento, a seguir, no Quadro 1, de forma sucinta, quais seriam, a meu ver, as principais causas das falhas de comunicação existentes entre os jurisdicionados do tipo parte não-pública e os juízes e servidores da Justiça Federal, e seus efeitos.
Há, ainda, uma outra espécie clara de desigualdade entre as partes nos JEFs, qual seja, a decorrente do fato de se ter, de um lado, uma parte (a pública) que costumeiramente atua num determinado JEF em particular, como os membros do Ministério Público Federal, os procuradores do INSS e da AGU, os advogados da CEF, e os procuradores do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e, de outro, uma parte (a não-pública) que ali está, na maior parte das vezes, pela pri- meira e única vez114. Este fato tem um impacto psicológico importante não só no comportamento das partes, mas, também, do juiz perante as partes. Destarte, é de fundamental importância que o magistrado se dê conta disto e que busque deixar a parte não-pública o mais à vontade possível, em uma situação que, para ela, não é apenas nova, mas, também, não raramente, um
113 O diagrama de 4 Ms — centrado na análise dos fatores mão-de-obra, máquina, material e método — é usado na identifi cação das origens do problema de qualidade, na área administrativa.
114 Mauro Cappelletti e Bryant Garth (op. cit, p. 25-26) se referem à distinção entre litigantes “habituais” e litigantes “eventuais”, que teria por base a frequência dos encontros destas com o sistema judicial, em parte correspondente à distinção entre as partes acima designadas como “públicas” e “não-públicas”, respectivamente. Os renomados autores apontam que, segundo Marc Galanter (Why the ‘Haves’ Come
Out Ahead: Speculations on the Limits of Legal Change. In Law and Society Review, v. 9, 1974, p. 95; e Afterword: Explaining Litigation. In Law and Society Review, v. 9, 1975, p. 347 e p. 360), responsável
pela introdução da primeira distinção, há numerosas vantagens comparativas dos litigantes “habituais” sobre os “eventuais”, tais como: (1) sua maior experiência com o Direito, o que lhes possibilita plane- jar melhor o litígio; (2) as economias de escala de que os mesmos dispõem, por terem mais casos; (3) suas oportunidades de desenvolverem relações informais com os membros da instância decisora; (4) sua possibilidade de diluir os riscos da demanda por um maior número de casos; e (5) suas possibilidades de testar estratégias com determinados casos, de modo a garantir uma expectativa mais favorável em re- lação a casos futuros. Embora não haja uma perfeita correspondência entre a dicotomia partes públicas/ partes não-públicas por mim referida e a dicotomia partes habituais/partes eventuais, introduzida por GALANTER (op. cit., 1974 e 1975), é fácil perceber que algumas das vantagens por este arroladas como conducentes a uma maior efi ciência dos litigantes habituais existem, também, para as partes públicas, especialmente as de nos (1), (2) e (3), dentre as acima citadas.
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tanto ou quanto intimidadora, ainda que, na maior parte dos casos, ela esteja litigando no polo ativo.
Por fi m, há que se reconhecer que, na grande maioria das vezes, a parte não-pública — e, com frequência, também seu patrono —, especialmente nos JEFs, é de uma extração social mais humilde, e possui um grau de instrução consideravelmente baixo (ou uma formação profi ssional que deixa muito a desejar, no caso do patrono). É importante ter em mente que isto não é o que mais comumente ocorre com os representantes da parte pública, nem, tam- pouco, com o juiz. Este fato, por si só, aproxima o juiz e suas referências vi- venciais e culturais muito mais da parte pública do que da parte não-pública, o que, também, deve ser por ele conscientemente contrabalançado, de modo a assegurar o equilíbrio entre as partes. É importante que o juiz se dê conta de que as partes em questão e/ou seus representantes nem sempre compartilham dos mesmos valores sociais e culturais, visto que nossa sociedade é plurisso- cial e multicultural. Só assim o magistrado poderá reduzir ao mínimo o fato
Quadro 1 — Diagrama de 4Ms das causas e efeitos das falhas de comunicação entre os jurisdicionados do tipo parte não-pública e juízes e servidores da Justiça Federal
CAUSAS