2.2. Kırmızı Saçlı Kadın’da Metinlerarası İlişkiler
2.2.3. Romandaki “Örtük Gönderge” ya da “Anıştırma”lar
A recomendação mais enfática deste trabalho é a de terminar a implementação em andamento dos processos, para se garantir que o planejamento de suprimento seja mais eficaz, mantendo o investimento de tempo e energia nos processos de gestão dos estoques e suas correlações com as diversas áreas da empresa, tendo em vista a característica multi-disciplinar que o tema apresenta. Muito parece ter sido feito até o momento pela empresa, pois a diferença entre os métodos anteriores, não estudados neste trabalho, porém relatados pelos entrevistados, é grande e importante, pois afetaram em grande parte uma cultura da empresa que levou 50 anos para ser formada. Porém, é importante manter o ritmo estabelecido e concluir os trabalhos iniciados com o mesmo afinco com que foram conduzidos até o momento. Quaisquer desvios neste ponto ainda poderão por a perder todo o trabalho realizado, uma vez que os principais pontos teóricos observados como adotados pela empresa ainda não surtiram os efeitos ideais, carecendo de uma maior maturação e integração com os demais processos a serem completados.
Dentro dos requisitos pesquisados, um dos pontos mais evidentes e que permearam algumas das áreas foi o da crítica a um plano de comunicação, quer interno com os colaboradores, quer externo com os clientes, de maneira efetiva sobre o grau de
utilização avançado dessas técnicas em processo de implementação e da estratégia que este plano contém. É provável que o conhecimento mais cioso e específico de que um projeto de melhoria de processos de gestão de estoques estaria em andamento venha a causar maior engajamento e, portanto, melhor performance, em
se tratando dos diversos departamentos envolvidos.
Em muitos momentos, os entrevistados demonstraram ter uma posição privilegiada de conhecimento sobre o andamento dos trabalhos e que, em suas visões bastante críticas, por vezes, o projeto ainda teria muitas implicações e deveria ser recoberto de cuidados, para garantir que a sua condução fosse o mais suave possível diante do fato de que as mudanças propostas seriam de natureza extremamente relevante à companhia; uma má divulgação dessas mudanças poderia antecipar reações adversas das equipes envolvidas, especialmente por parte dos responsáveis diretos pela aquisição de produtos para revenda.
Esses fatores culturais, acrescidos de uma forte componente na gestão da companhia, onde os princípios estratégicos são restritos, podem vir a criar um problema de ordem importante, pois influenciariam o modo como cada departamento e colaborador presente nas alterações veriam a sua própria participação e o que é exigido de cada porção no longo do prazo de implementação.
A recomendação mais adequada para esses casos é a do acompanhamento muito próximo da alta direção da empresa na execução desse projeto, dedicando-se ela, em tempo exclusivamente destinado a entender o ambiente de negócios transformado pelo projeto, a estudar as eventuais oposições e conflitos gerados tanto no ambiente interno quanto externo à empresa, para contemplar todos os aspectos que venham a contribuir e interferir nos planos idealizados. Algumas empresas de prestação de serviços de consultoria oferecem pacotes de serviços de gerenciamento de mudança, que geralmente encerram um arcabouço de técnicas de gerenciamento das pessoas, em meio à transformação de processos e tecnologias nas empresas, visando garantir que fatores ocultos ou até insuspeitos possam interferir nos resultados esperados. Os dados a respeito da falta de coordenação interna e externa da empresa sustentam essa conclusão e a recomendação seria a
da utilização de uma equipe dedicada a estudar esse problema e implementar ações com objetivo de melhorar o tráfego de informações e de coordenação entre equipes.
Ao se observar a falta de aproveitamento das oportunidades de coordenação externa da empresa, recomenda-se que sejam adotados projetos de integração com os fornecedores e clientes, como os propostos por programas colaborativos, geralmente referenciados pela sigla CPFR, que poderiam auxiliar a empresa a avançar nos temas de relacionamento com fornecedores de alto poder de barganha e que adotam práticas ineficientes (vendas casadas), bem como gradativamente iria reduzir a influência da cultura especulativa nos negócios da empresa, levando a mesma a uma melhor performance na gestão de seus processos.
Na questão dos cuidados com os fatores econômicos, recomenda-se o investimento na coleta e tratamento nos processos internos desses dados de forma mais objetiva. Uma recomendação mais específica seria a de solicitar de uma organização não governamental, como a ABAD – Associação Brasileira dos Atacadistas e Distribuidores – uma intervenção mais ativa no mercado, fortalecendo o conhecimento sobre as atividades de seus membros e correlatos, mesmo que não associados, através da elaboração de pesquisas de mercado, avaliação dos impactos fiscais do setor, das práticas de negociação danosas à cadeia como um todo (suas causas e efeitos), avaliação de estágios de evolução das técnicas de gestão das empresas do setor e também um mapeamento das influências de formatos concorrentes aos distribuidores/atacadistas no setor. A ABAD poderia ter um acesso privilegiado a diversas empresas, o que facilitaria o trabalho dos pesquisadores acadêmicos na execução de estudos como este ou a outros ainda tão necessários ao desenvolvimento do conhecimento, teoria e práticas no Brasil.
Na busca pela melhoria do processo de comunicação com os clientes, identificada pela análise dos dados da categoria Clientes, recomenda-se a utilização de sistemas e processos de gerenciamento de relacionamentos com os clientes, os chamados
Customer Relationship Manager (CRM), que possuem funcionalidades que
permitiriam identificar as necessidades existentes junto aos clientes e acompanhar as performances relativas às medidas corretivas que a empresa efetuar.
Uma última recomendação é a de utilizar os modelos teóricos de avaliação da estratégia propostos por Porter (1985) e Slack (2002) para revisar e atualizar a estratégia de liderança pelo custo, garantindo que a empresa tenha a flexibilidade e o dinamismo de exercitar as suas competências, se tornando ainda mais competente neste setor.