2.2. HİZMET İÇİ LİDERLİK EĞİTİMİ
2.2.2. Liderlik Eğitimi
2.2.2.1. Liderlik Eğitim Aşamaları
2.2.2.3.2. Rol Oynama Yöntemi
Inicialmente, os participantes da pesquisa seriam escolhidos por meio de um questionário distribuído em algumas escolas selecionadas em função da
participação em projetos ou que se destacassem através de práticas inovadoras de sucesso, no âmbito das regionais de ensino do Distrito Federal. O pressuposto aqui presente era o de que escolas que tivessem esse perfil teriam em seu quadro professores com um bom nível de desenvolvimento profissional e com práticas reflexivas, já que engajados em projetos educacionais, mesmo que tais práticas ocorressem de forma a-sistemática.
Esse questionário deveria permitir que se obtivessem informações acerca dos dados profissionais dos professores (tempo de experiência, tempo de atuação na escola, tipo de contrato – integral ou parcial), acerca de alguns dados sobre a formação inicial e continuada (participação em cursos e/ou projetos) e, principalmente, acerca das formas de registro utilizadas, da importância dada a elas, particularmente a relativa à prática avaliativa. Em suma, a finalidade principal era traçar um perfil dos professores a partir de uma amostragem significativa para, em seguida, entrar em contato com aqueles que poderiam aceitar a proposta de começar a fazer uma sistematização/reflexão da prática através da escrita ou que a tivesse.
No entanto, o questionário foi desnecessário, pois passamos a buscar informações com alguns profissionais da educação a respeito de professores, em busca de algumas referências iniciais no tocante a: (a) práticas de registro que já realizassem; (b) atuação em escolas que se destacavam por terem um processo permanente de discussão e/ou sistematização das práticas docentes; (c) envolvimento com algum projeto de ensino/pesquisa etc.
Ao fazer esse levantamento inicial acerca de possíveis professores que poderiam se interessar em participar dessa pesquisa, começamos a perceber que, apesar da prática de registrar e de refletir sistematicamente ser pouco comum, até pode-se dizer que rara, ela é realizada e ocorre – ao menos embrionariamente – muito mais do que poderíamos supor. Por que afirmamos isso? Em função de que, conversando com ex-alunos ou colegas envolvidos com a formação de professores, tivemos – e continuamos tendo, mesmo após o início da coleta de dados – diversas indicações de professores ou de escolas que já vinham atuando, não propriamente com o registro de suas práticas avaliativas, mas que poderiam vir a fazê-lo ou que tinham uma prática de sistematização sob outras perspectivas5. Além disso, ao
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Além das quatro professoras participantes, obtivemos informações de mais cinco professores que faziam algum tipo de registro escrito sobre suas práticas.
longo da coleta de dados, houve um contato direto com outras professoras que se sentiram impulsionadas, a partir de suas experiências, a estudarem ou a escreverem sobre elas.
Utilizamos, para a escolha das professoras participantes, três critérios: a) critério de experiência: um mínimo de 5 anos de experiência profissional, que subentende um processo de formação continuada6; b) critério de contraste: as professoras atuam em diferentes séries, têm diferentes formações e atuam em diferentes cidades do Distrito Federal; e c) critério de similitude: todas são de escola pública, trabalham com meios populares e duas das professoras atuam na 4ª. série do Ensino Fundamental. Esse período mínimo de experiência, embora não necessariamente signifique expertise, é importante para demarcar um certo grau de consolidação das práticas avaliativas das professoras e, por conseguinte, uma possibilidade maior de exercício reflexivo sobre tais práticas. Assim, chegamos ao número de quatro professoras das séries iniciais do Ensino Fundamental da Rede Pública do Distrito Federal7.
Tendo sido feita a escolha das professoras a partir dos contatos realizados, estabelecemos um contato inicial com as mesmas, o qual se constituiu em um diálogo esclarecedor sobre os objetivos da pesquisa, de como pretendíamos desenvolvê-la e de como seria a participação delas. Através desse diálogo inicial, começou a se estabelecer uma relação de troca entre a pesquisadora e as professoras participantes, pois o próprio sucesso dessa pesquisa dependeu dessa relação não hierarquizada de diálogo que foi mantida com as professoras, desde esse diálogo inicial. A inspiração tem origem numa concepção de pesquisa que, ao tratar sobre o desenvolvimento profissional de professores – a partir de práticas de sistematização reflexiva de seu exercício profissional, pressupõe uma participação ativa desses professores, no que se refere tanto à decisão de participar ou não da
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Entendemos a formação continuada para além da experiência de participação em cursos/capacitações formais, como um processo mais amplo de autoformação, ou seja, preparação pessoal e profissional para o exercício docente.
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Local em que, à época, morávamos e, em função disso, melhor conhecíamos o sistema educacional. Além disso, no ensino público do Distrito Federal, há a modalidade de contrato de trabalho em horário integral, que permite aos professores terem em sua carga semanal de trabalho algumas horas dedicadas à preparação de aulas, planejamento e reuniões coletivas e reforço escolar para os alunos que precisam de atendimento individualizado. No caso dos professores das séries iniciais, são quatro turnos de trabalho semanais em horário contrário ao que estão em sala de aula e abrange a maior parte do efetivo de professores. A importância disso está no fato de os professores terem um período sistemático de trabalho fora da sala de aula, o que possibilita a participação em grupos de estudo, projetos, maior engajamento nas atividades coletivas da escola e a disponibilidade para a sistematização de suas práticas, elementos que poderiam ser decisivos para a aceitação da participação de professores nesta pesquisa.
pesquisa, como, sobretudo, no desenvolvimento desta, nos seus conteúdos e até nas possíveis leituras feitas de seus resultados, numa perspectiva de pesquisa colaborativa.
Essa colaboração, mesmo não sendo levada às últimas conseqüências, uma vez que exigiria um processo de pesquisa muito mais longo do que um doutorado pode permitir, foi exercitada pelo diálogo constante sobre o andamento da pesquisa, sobre as sugestões que dávamos acerca das práticas das professoras, pelo envolvimento que passou a existir entre elas e nós, entre nós e alguns profissionais das escolas, e pela troca de idéias entre as professoras sobre suas práticas (na medida do possível, em função do pouco contato que tiveram).
O número de quatro professoras que participaram da pesquisa foi assim estabelecido em razão de que, com essas quatro professoras, já era possível estabelecer parâmetros de comparação importantes para a pesquisa: de um lado, duas professoras atuantes na 4ª. série de escola pública; de outro, uma professora que lida com conteúdos e parâmetros fundamentais e decisivos no processo de escolarização (a alfabetização8) e outra que trabalha com educação física, uma formação não obrigatória para as séries iniciais e sem exigências formais de avaliação.
Uma outra razão, mais importante ainda e menos pragmática, é o fato de se tratar de uma pesquisa qualitativa, cujo predomínio está na explicitação, na exaustão, enfim, na compreensão da constituição dos processos cotidianos de fazer e pensar, dos significados que os sujeitos têm e dão às suas práticas, bem como na singularidade de cada sujeito ou prática, o que dispensa recorrer a um número maior de sujeitos. Aliado a isso, o fato de a pesquisa ter se proposto a analisar um processo relativamente longo de escrita de diários pelos sujeitos (como explicitaremos mais adiante), significou uma opção por um aprofundamento, por um estudo mais longitudinal dos diários. Inclusive, esta pesquisa poderia até ser feita com apenas um professor participante; seriam múltiplas as possibilidades de aspectos a serem abordados e, da mesma forma, de interpretações feitas. Entretanto, vemos que, por se tratar também de uma pesquisa que pretende analisar uma prática de sistematização escrita tão importante ao desenvolvimento profissional docente, mas pouco comum, é necessário mostrar práticas de escrita
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Como veremos melhor mais adiante, embora a professora atue na 2ª. Série, a turma estava em processo de alfabetização.
diferenciadas, realizadas por professores com experiências diferentes, pertencentes a contextos também diferentes. Isso garantiu um olhar mais aprofundado sobre a prática de refletir/escrever sobre a avaliação, bem como mostrou diferentes perspectivas de escrita e reflexão, colocando-se como prática singular, por mais que passível de análise, de categorização e de generalização.
Assim, algumas implicações práticas decorrem dos critérios acima referidos: adesão imediata das quatro professoras com bastante facilidade, tendo em vista a especificidade, complexidade e nível de envolvimento que essa pesquisa requer do professor participante; a necessidade de dar logo início à coleta de dados, uma vez que o segundo semestre de 2004 se iniciaria logo em seguida; o fato de todas as professoras que aceitaram ensinarem no turno da manhã, o que facilitaria a realização de observações de aula semanais, restando um dia na semana para a marcação de encontros ou observações de aula extras com elas; uma outra razão, apenas constatada já no processo de coleta de dados, é que as grandes distâncias que separam uma escola da outra (em média, 30 quilômetros), impossibilitariam o deslocamento no intervalo de um turno para o outro, com apenas meia hora de duração9, de uma escola para outra, caso houvesse mais professores, necessariamente em outros turnos. De outro lado, e o mais importante, é que a realização das entrevistas, que necessariamente precisavam ser feitas no turno contrário ao do que as professoras estavam em sala de aula, ficariam impossibilitadas.