2.3. Rize’de Asayiş
2.3.1. Rize’de Belediye İşleri
Conforme Tabela 10, o condomínio D é o que possui seus processos mais formalizados, sendo o único que possui seguro que, segundo o artigo 1.346 do Código Civil, é obrigatório (BRASIL, 2002). De acordo com o síndico, o condomínio B não conseguiu prosseguir em alguns processos de formalização, por conta “do registro errado do lote”, assim não adquiriram o Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), com isso houve impedimento para obter conta bancária, seguro, etc.
Segundo dados fornecidos pelos síndicos, os condomínios B, C e D possuem baixo índice de participação dos moradores nas reuniões. No condomínio C não há um calendário ou frequência de reuniões, uma reunião só ocorre se houver a solicitação de um morador. A baixa frequência de reuniões pode se explicar pelo fato da carga de trabalho dos síndicos, especialmente os que trabalham e, portanto, permanecem a maior parte do tempo fora de casa, como é o caso dos síndicos do Condomínio A e C, que apontaram esta dificuldade e possuem intervalos maiores de reunião. No Condomínio C, o comparecimento dos moradores nas reuniões por bloco é em torno de 100%. Entretanto, quando se trata de uma assembleia geral, a presença cai para 30 a 40%. Segundo o síndico, essa última opção de reunião se mostra menos produtiva, com mais discussões e de difícil organização.
Chama atenção a ausência de locais de trabalho adequados para o síndico, pois a maior parte mantém seus arquivos, por vezes volumosos, na UH. Alguns síndicos utilizam a guarita como arquivo de documentos do condomínio, já que não conseguem verba suficiente para pagar um porteiro, ficando este espaço subutilizado.
Segundo Contreras e Dolci (2011), documentos fiscais, financeiros, plantas originais, escrituras, etc., devem ser guardados no condomínio. Apesar disso, de acordo com as entrevistas com os síndicos, a maior parte dos condomínios possui documentação incompleta ou só receberam estes documentos, após a saída do Trabalho Social.
Quanto aos custos, o condomínio A possui a taxa condominial mais cara, sendo apontada a manutenção do elevador como a maior responsável.
106 Outra questão identificada, relativa à tarifa social, é a falta de informação quanto à sua renovação, pois, segundo a Sabesp (2013), é necessário realizar esta renovação a cada 24 meses. Alguns síndicos alegaram desconhecer esta exigência, inclusive ocasionando a perda temporária deste benefício, no caso do condomínio E.
Em alguns trabalhos, como os mencionados no item “2.2.2 Rotatividade, incremento de gastos e segurança da posse”, há a referência dos altos índices de inadimplência dos moradores, o que, no momento da pesquisa de campo, não foi verificado, pois segundo os síndicos, o maior índice de inadimplência informado chega a 6,25%.
Outra questão que afeta a taxa de condomínio é a existência de fundo de reserva. Verificou-se que os condomínios C e E não o possuem, podendo comprometer assim, a saúde financeira do condomínio, no caso de algum imprevisto de ordem emergencial, por exemplo. Neste caso, poderá haver dificuldade no seu pagamento, pois se houver necessidade, com um grande aumento na taxa de condomínio, o nível de inadimplência pode subir. Esta situação se agrava no caso do condomínio E, por haver menor quantidade de UHs, havendo assim menor possibilidade de diluir os custos.
A maior parte dos condomínios não possui pagamento por meio de boleto, em que o valor da taxa condominial é pago diretamente ao síndico que emite um recibo. Segundo relatos dos questionários, os síndicos gerenciam o pagamento da taxa condominial do ponto de vista financeiro, mas também social. Com a inexistência do boleto, o síndico pode aumentar o prazo de vencimento com mais facilidade, visto que há dificuldade de pagamento de alguns moradores, pois parte deles necessitam de dois ou três meses para liquidar a dívida.
Em alguns casos, moradores já mantêm essa rotina de pagamento em períodos maiores, por conta do comprometimento da renda. Dessa maneira é feito o gerenciamento da dificuldade de pagamento de cada família dentro do empreendimento, sem a aplicação de multas e processos judiciais. Em entrevista realizada em condomínio que não faz parte da amostra, houve o relato do síndico, que não cobrava taxa de condomínio de uma pessoa idosa que vivia sozinha, por constatar sua incapacidade de pagamento, e
107 consequentemente, da inadequação desta solução habitacional para a moradora. Dessa maneira, sem a emissão de boletos de cobrança, o gestor consegue gerenciar não só as questões administrativas, mas também as sociais do condomínio.
108 Tabela 10 - Resumo dos questionários dos síndicos - aspectos administrativos dos condomínios estudados
Características dos condomínios Condomínios
A B C D E
Custos
Administradora Villagua Villagua Villagua Outra Outra
Valor médio do condomínio (R$) 130,00 39,50 31,33 50,00 52,50
Maior gasto do condomínio Elevador Vandalismo Água Energia Água
Inadimplência (%) 0 2,38 6 a 8 6,25 0,00
Tarifa social Água Água Água Água Água
Apoio síndico Benefício do síndico Isenção taxa Isenção taxa Não há Isenção da taxa Desconto na taxa
Local dos documentos do condomínio UH Guarita UH UH UH
Participação
Frequência das reuniões Semestral Trimestral Solicitação morador Mensal Trimestral
Porcentagem de participação (%) 100 36,59 Por bloco 100. Geral 30 a 40 27,08 70 a 75
Principal forma de comunicação Pessoalmente Pessoalmente Pessoalmente correspondência Aviso por Pessoalmente
Características administrativas
Seguro - - - X -
Aprovação bombeiros X X - X X
Memorial descritivo X X X X
Não soube informar
Peças gráficas de arquitetura - X - X
Peças gráficas demais projetos - X - X
Medição individualizada Água - X - X -
Medição individualizada Energia Elétrica X X X X X
Medição individualizada Gás X - X X X
Subsíndico X X X - X
Conselheiros X X X X X
Normas documentadas X X X X X
Convenção de condomínio X X X X Não soube informar
CNPJ X - X X X
Conta bancária - - X X -
Fundo de reserva X X - X -
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