Ġnsanlarda bağımlılık yapmıĢ olan böyle bir
2. HZ PEYGAMBERĠN ĠNSAN
2.2. Psikolojik Unsurların Dikkate Alınması
Na esfera dos estudos do letramento, é importante compreender os conceitos de práticas de letramento e eventos de letramento. Conforme Street (1984), prática
de letramento é um conceito amplo (em um nível de abstração) que recorre a
comportamentos e conceptualizações relacionados ao ler e ao escrever. Essa noção incorpora não somente a ideia de eventos de letramento, mas também as situações empíricas nas quais essa prática é integrante. Assim, as manifestações populares desses eventos e suas pré-concepções dão-lhes base.
Baynham (1995, p. 39) define prática de letramento como “formas culturais gerais de uso da leitura e da escrita das quais as pessoas lançam mão durante atividades particulares em que a escrita e a leitura têm um papel”. Elas são práticas sociais, maneiras legitimadas pela coletividade de atuar na sociedade, por meio da leitura e da escrita.
Barton e Hamilton (1998) entendem que as práticas de letramento são constituídas por sua recorrência nas diferentes esferas e por regras sociais que controlam o uso e a distribuição dos textos e determinam quem deve produzir e ter acesso a eles. Subjacentes às práticas estão imbricadas ideologias e identidades culturais.
De acordo com Baynham (1995, p. 1),
pesquisar o letramento como prática envolve a investigação do letramento como “atividade humana concreta”, não apenas o que as pessoas fazem com o letramento, mas também o que produzem (make) a partir do que fazem (do), os valores que a ele atribuem e as ideologias que o circundam.
Barton e Hamilton (1998) dividem as práticas de letramento em duas categorias: a vernacular e a dominante. As práticas vernaculares estão relacionadas aos discursos da vida diária, dentro do lar, e àqueles realizados pela comunidade, tais como: assistir TV, ler um livro, ler uma receita, escrever um bilhete etc. As
dominantes são aquelas instituídas e sancionadas pelas instituições de poder
(escola, igreja, ambiente de trabalho, entre outras).
Essa classificação coaduna-se com o que Gee (1996) chama de discursos
primários e discursos secundários. Os primeiros dizem respeito às práticas
cotidianas em que os conhecimentos acerca da leitura e da escrita são vistos como processos culturais naturais, construídos nos meandros da cultura humana. Os últimos referem-se às práticas de letramento no contexto da igreja, da escola e do trabalho. Nessas instituições, a apropriação de conhecimentos é por elas regulada em ambientes formais.
As práticas têm subjacente um propósito, são historicamente situadas, impregnadas pela cultura dos seus participantes e sujeitas a mudanças (BARTON; HAMILTON, 1998; STREET, 1993). Elas podem ser definidas em situações específicas, observáveis e como padrões de comportamento. Dessa forma, não são
aprendidas (formalmente), mas assimiladas como parte da vivência do indivíduo em um tempo e em um lugar específicos.
As práticas de letramento referem-se à capacidade adquirida pelos indivíduos de fazer uso adequado da língua nas mais variadas demandas que a sua vivência em uma sociedade requer. Então, elas são “formas culturalmente aceitas de se usar a leitura e a escrita, as quais se realizam em eventos de letramento” (BAYHAM, 1995, p. 34).
De acordo com Barton (1998), os eventos de letramento são ações rotineiras que podem ocorrer de maneira formal ou informal e envolver uma ou mais pessoas. Esse envolvimento pode ocorrer no modo de leitura acompanhada de discussões entre pessoas, em cujo trâmite a produção e a compreensão da escrita realizam uma função.
Heath (1983, p. 196) aponta que um evento de letramento diz respeito a
qualquer ocasião em que parte da escrita está integrada à natureza das interações participantes e de seus processos interpretativos. Corresponde a qualquer sequência de ação, envolvendo uma ou mais pessoas, na qual a produção e a compreensão da escrita (print) exercem um papel.
Nessas ocasiões, embora a escrita seja o ponto de partida, pode haver uma mistura de linguagem escrita e oral, além de outros sistemas semióticos.
Hamilton (2000) destaca quatro elementos básicos envolvidos nos eventos e práticas de letramento. São eles: participantes, ambientes, artefatos e atividades, incluindo os elementos que fazem parte do processo, mas que não estão explícitos ou visíveis, como o domínio que regula essas práticas, os recursos materiais e não materiais utilizados, quem é considerado apto ou não para se engajar nas atividades que constituem o letramento.
Quadro 2 – Elementos básicos de eventos e práticas de letramento
Fonte: Hamilton, 2000.
Os participantes visíveis são membros de uma determinada comunidade que interagem com os textos escritos em locais (ambientes físicos onde emergem os letramentos). Já os participantes não visíveis são todos aqueles envolvidos na produção e distribuição dos textos antes de circularem na sociedade.
O domínio compreende a categoria a que pertence o texto e os contextos em que este ocorre. A noção de domínio, termo bastante recorrente entre os estudiosos da linguagem, refere-se ao vasto potencial de significados dentro de uma variedade particular de linguagem, ou seja, o espaço a partir do qual o sujeito toma posição e seleciona elementos do discurso disponíveis, que fazem parte do seu cotidiano.
ELEMENTOS VISÍVEIS NOS EVENTOS DE LETRAMENTO
CONSTITUINTES NÃO VISÍVEIS DAS PRÁTICAS DE LETRAMENTO
Participantes: pessoas que
podem ser vistas interagindo com textos escritos.
Participantes ocultos: outras pessoas ou
grupos de pessoas envolvidas em relações sociais de produção, interpretação, circulação e, de modo particular, regulação de textos escritos.
Ambientes: circunstâncias físicas
imediatas nas quais a interação se dá.
O domínio de práticas dentro das quais o evento acontece, considerando seu sentido e propósito sociais.
Artefatos: ferramentas materiais
e acessórios envolvidos na interação (incluindo os textos).
Todos os outros recursos trazidos para a prática de letramento, incluindo valores não materiais, compreensões, modos de pensar, sentimentos, habilidades e conhecimentos.
Atividades: as ações realizadas
pelos participantes no evento de letramento.
Rotinas estruturadas e trajetos que facilitam ou regulam ações; regras de apropriação e elegibilidade, quem pode ou não pode se engajar em atividades particulares.
Os artefatos são instrumentos materiais: os textos, os suportes dos textos, entre outras instâncias materiais que envolvem a escrita. Da mesma forma, outros recursos não materiais também influenciam os textos – visões de mundo, experiências vividas, habilidades e conhecimentos prévios.
As atividades são as ações observáveis dos participantes nos eventos de letramento. Elas correspondem a rotinas estruturadas, implícitas no processo, reguladas por normas de apropriação e elegibilidade, as quais determinam quem pode ou não participar de determinado evento. Essas atividades viabilizam, portanto, a tramitação e determinam os usuários de uma prática de letramento, em potencial.
Considerando que os elementos acima descritos compreendem questões culturais, de identidade e os subentendidos ideológicos que os perpassam, a seção a seguir aborda as relações referentes aos aspectos propostos.