Üretim Kapasitesinin Artmasına Etkisi
9.9 Programın Dolaylı EtkileriEtkileri
Independentemente do modelo de investigação-acção, a metodologia em si utiliza vários métodos: qualitativos e quantitativos (Kemp, 1992). Para a presente investigação, os métodos a utilizar são: a pesquisa bibliográfica, a observação, a elaboração de inquéritos e discussão com grupos de trabalho.
Objectivando-se a procura de estratégias que permitam uma educação estética na educação da criança, a investigação aponta primeiramente para uma análise e interpretação da percepção musical, não só da criança mas também dos futuros professores/educadores e animadores, face à música
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erudita contemporânea. Numa fase posterior procurar-se-á encontrar estratégias para a sua aplicação na prática lectiva, através de um trabalho permanente em sala de aula com os formandos cujo perfil formativo se relacione com a educação da criança e a educação artística. Na última fase da investigação-acção, objectivando-se o término do estudo, pretende-se observar e apoiar a prática pedagógica dos formandos em contexto escolar, através da aplicação dos conhecimentos adquiridos na 2.ª fase do estudo, dando assim por concluída a espiral de ciclos, referente ao modelo de Stephen Kemmis (Kemmis, 1988; Robson, 1993).
Os métodos e instrumentos a utilizar na 1.ª fase da investigação são:
- Inquéritos aos formandos dos cursos de Educação Básica e Animação Sociocultural da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Portalegre. Objectiva-se a recolha de informação sobre o conhecimento e entendimento dos futuros professores e animadores acerca da música erudita contemporânea, crenças, sentimentos e percepção musical. O questionário (Anexo I) está estruturado com uma questão aberta no final (questão 4.) e várias questões fechadas e semi-fechadas. Na questão aberta, os inquiridos analisam esteticamente 10 exemplos musicais a partir da audição de obras seleccionadas aleatoriamente. Dentro das questões fechadas constam questões de lista, questões de categoria, e questões de
escala: escala nominal e escala intervalar de Likert (Cohen e Manion, 1994).
- Observação participante de actividades de reflexão musical, dirigidas a crianças em vários jardins-de-infância e escolas do 1.º Ciclo do Ensino Básico. Os grupos são seleccionados de forma a permitir um leque alargado de idades, desde os 3 aos 11 anos de idade. O objectivo principal prende-se com a recolha de dados sobre a percepção musical da criança, através da audição e reflexão de vários exemplos musicais, de compositores e estilos composicionais de música erudita contemporânea.
No que concerne à 2.ª fase da investigação assinalamos:
- Grupos de discussão com os formandos dos cursos de Educação Básica, Animação Sociocultural e Educação Artística. Estes grupos de discussão
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ocorrem em sessões reflexivas, em várias unidades curriculares cujo programa está relacionado com a actuação musical ao nível da intervenção educativa e/ou cultural, após as sessões expositivas sobre música erudita contemporânea. Pretende-se a aquisição de dados sobre a percepção da música contemporânea - opiniões, crenças e atitudes -, de um modo informal através do diálogo e da interacção, após as sessões expositivas acerca da tipologia musical em análise.
- Observação participante, método utilizado no decurso da prática lectiva da investigadora, através de um trabalho permanente em sala de aula com os alunos dos cursos de Educação Básica, Animação Sociocultural e Educação Artística. O papel do observador participante na presente investigação prende-se com a procura de estratégias metodológicas que facilitem a inclusão da música erudita contemporânea e os resultados da sua implementação, de acordo com o entendimento da referida tipologia musical, por parte dos estudantes, e a experimentação de técnicas e materiais, segundo uma diversidade de referências, por meio da prática de construção e criação musical.
Em relação à 3.ª fase da investigação, os métodos a utilizar são:
- Observação participante e observação não participante. Objectiva-se apoiar e observar a prática educacional dos formandos dos cursos de Educação Básica e Educação Artística (alunos que tiveram uma maior implicação na 2.ª fase da investigação). O papel do observador é participante, na medida em que há uma implicação do investigador na própria delineação de actividades - numa 1.ª abordagem, e não participante numa 2.ª abordagem, uma vez que não há intervenções, por parte do investigador, nas sessões práticas.
Em todas os ciclos do estudo são utilizados meios áudio e/ou audiovisuais para o registo de informação, assim como memorandos analíticos32, particularmente nas 2.ª e 3.ª fases da investigação-acção.
32 Os memorandos analíticos são notas de campo pessoais-conceptuais que permitem
158 5.4 - PARTICIPANTES
O estudo compreendeu um considerável número de participantes, no total contamos com 136 formandos da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Portalegre e 343 crianças - 209 crianças do 1.º Ciclo do Ensino Básico e 134 crianças da Educação Pré-Escolar.
Tendo como objecto de estudo os cursos do 1.º Ciclo de Estudos: Educação Básica (EB), Animação Sociocultural (ASC) e Educação Artística (EA) - cursos que contemplam a educação cultural/artística e a educação/formação da criança, entre outros -, a amostra contou, no total, com 85 formandos de EB, 34 formandos de ASC e 17 formandos de EA.
Na 1.ª fase da investigação-acção contribuíram para o estudo 62 alunos - 41 formandos do curso de EB e 21 formandos do curso de ASC -, através da resposta a um inquérito. Também, foram alvo de estudo 110 crianças, entre os 3 e os 11 anos de idade, que participaram nas actividades de reflexão musical. A amostra, relativamente ao número de formandos, resultou de amostragem estratificada de acordo com os cursos vocacionados para a educação e para a animação. Por conseguinte, o estudo incidiu sobre 18% da população, num universo de 340 alunos - população dos cursos em que a unidade curricular de Expressão e Educação Musical consta do plano de estudos -, sendo o número de inquiridos (41 formandos de EB e 21 formandos de ASC) um número representativo da percentagem total de alunos por cursos, sendo a proporção próxima dos 66% (EB) e 34% (ASC)33. Relativamente ao número de crianças participantes na 1.ª fase do estudo, não houve selecção criteriosa em termos de número de indivíduos por grupo e sexo, uma vez que os grupos já se encontram formados desde o início do ano lectivo. A nossa preocupação prendeu-se, sim, com a inclusão de crianças em idades pré-escolar e escolar, isto é, envolver grupos de crianças de investigação é fortemente utilizado em metodologias como a investigação-acção, uma vez que conduzem o investigador à reflexão, ao questionamento e à delineação de novas tarefas. De acordo com McKernan "los memorandos son importantes, ya que fuerzan al investigador a leer y reflexionar a intervalos frecuentes y periódicos en el proyecto de investigación." (McKernan, 2001:94)
33 Informação relativa ao ano lectivo de 2007-2008 (período em que decorreu a 1.ª fase da
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desde o primeiro ano do Jardim-de-Infância ao último ano do 1.º Ciclo do Ensino Básico. Assim, optou-se por seis grupos de crianças: dois grupos de crianças mais novas (3-4 anos); dois grupos de crianças de nível intermédio, entre os 4-6 e os 6-7 anos de idade; e dois grupos de crianças mais velhas, entre os 7-9 e os 10-11 anos de idade.
A 2.ª fase da investigação-acção contou com a participação de 64 estudantes de EB, entre os quais 20 participantes da 1.ª fase, 13 estudantes de ASC e 17 estudantes de EA, que elaboraram projectos artísticos, em sala de aula, conforme princípios da música erudita contemporânea e de acordo com os conhecimentos adquiridos nas várias sessões lectivas. O número de formandos participantes resultou do número de alunos inscritos nas unidades curriculares direccionadas para a criação/produção artística (laboratórios e oficinas).
Os formandos que participaram na 3.ª fase da investigação são parte integrante do grupo de formandos da 2.ª fase - 17 estudantes de EB e 5 estudantes de EA, amostra representativa. Os mesmos lideraram actividades musicais com as crianças, desenvolvendo ideias e experiências vivenciadas em sala de aula na 2.ª fase da investigação.
Ainda no que concerne ao número de crianças participantes na 3.ª fase da
investigação-acção - 159 crianças do 1.º Ciclo EB e 74 crianças da Educação
Pré-Escolar -, a selecção resultou da formação de turmas e das preferências dos formandos para a implementação dos projectos/actividades musicais. Não obstante o elevado número de crianças do 1.º Ciclo do Ensino Básico implicadas no estudo referente à 3.ª fase, houve a pretensão de incluir várias faixas etárias e consequentemente os diversos níveis de ensino, desde o Pré-Escolar ao último ano do 1.º Ciclo do Ensino Básico.
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5.5 - CONTEXTUALIZAÇÃO DO ESTUDO (FASES DA INVESTIGAÇÃO-